Vocacional Oblata: Fevereiro 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Madre Antonia ensina-nos a amar!

Nesta data do falecimento de nossa Venerável fundadora, 
vamos refletir e rezar com este poema-oração feito pela noviça Marlene Bravo.


Se você se sentiu tocado por esta oração e deseja alcançar alguma graça, peça a interseção através da Novena de Madre Antonia, para alcançar a sua graça.Muitas pessoas têm alcançado graças e bênção por esta devoção. 


A história da Morte da fundadora das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor

Neste 28 de fevereiro, celebramos a páscoa de nossa Venerável Madre Antonia Maria 
da Misericórdia, fundadora da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.
Conheça um pouco mais da força, do amor, da fé, de esperança e profecia desta mulher naquele tempo, através de trechos do livro: “A venerável Madre Antonia- A Pedagogia do Amor”.

"No início de 1898, a saúde da Madre inspirava sérios cuidados e, se não dizemos que deixava pouco lugar à esperança, é porque a esperança é a última que morre. Entretanto, indícios de rápido desenlace tampouco se verificavam. A idade não era demasiado avançada; a Madre não fizera ainda setenta e seis anos. Quantas de sua idade se viam gozando de boa saúde! Por que não haveria de recuperar-se e continuar vivendo a querida enferma? Além disso, afora algumas escassas exceções, que os médicos lhe tinham imposto, a Madre seguia quase em tudo a vida de Comunidade. Claro que esse milagre se devia também, e em sua maior parte, à sua força de vontade e a seu amor à observância regular, que nela não teve esmorecimentos nem com os anos nem com as doenças. Na última Circular sua escrita em janeiro de 1898, não se percebe um perigo de gravidade. Ela não atribui às enfermidades a impossibilidade de visitar as casa, mas ao defeito da vista: “Estou quase cega”, escrevia; não falava de nenhum outro empecilho. E se por meio de uma operação quisesse o Senhor devolver-lhe a visão, já não haveria obstáculo que impedisse o que para ela e para suas filhas seria um inefável consolo; isto é, a visita das casas. Não obstante, faltava pouco mais de um mês para que Deus a levasse para a sua glória. (...)
Foto original da Fundadora
A Madre suportou a perda da visão com admirável resignação, segundo declaram unanimemente todas as Irmãs que dela trataram nos últimos anos. A cegueira não era completa, como se deduz das palavras antes citadas de sua última Circular. (...)

Mesmo com a saúde frágil, Venerável Madre Antonia continuou no seu posto de comando, que era o convento de Ciempozuelos, a Superiora Geral seguia atentamente o andamento da Congregação e a governava com o acerto que lhe davam sua longa experiência, seu conhecimento do pessoal e dos negócios da casa, bem como o espírito de Deus, que a animava e a levava como pela mão. Pode-se dizer, com a Crônica de Ciempozuelos, que ela governou o Instituto até seu último suspiro. Dava hábitos e recebia votos das professas. No dia 6 de janeiro de 1898, deu o hábito a quatro noviças; no dia 20 de fevereiro recebeu os votos de outras cinco. Dava com frequência instruções às Irmãs, às noviças ou às moças, e velava sem descanso pelo avanço espiritual de todas. (...)

Uma Irmã conservou os conselhos que ela lhes deu três dias antes de morrer. Um dia, dizia-lhes: “Minhas filhas, tenham muita caridade umas com as outras; ajudem-se umas às outras; amem-se muito santamente todas; saibam todas suportar e tolerar umas às  outras; não falem dos defeitos das outras, pois todas nós os temos... Suportem-se a si  mesmas; se tiverem de suportar  algo em seus afazeres, suportem-no o melhor que puderem  e não façam sofrer as outras. Recebam como vinda de Deus a Superiora que lhes for dada. Comportem-se bem com ela; terá defeitos como todas os temos, eu também os tive;  respeitem-na e não a façam sofrer... Eu amei a todas com verdadeiro carinho de mãe e continuarei fazendo o mesmo por toda a eternidade... Cumprimentem de minha parte cada uma sua família, que me despeço delas; gosto muito de todas elas e estou muito grata por seus favores; que me recomendem... Portem-se bem com nossos benfeitores e não se esqueçam de rezar por eles, pois muito lhes devemos... Que seria de nós se não fossem eles?... Também me preocupo muito com as moças e as Marias. Pobrezinhas! Não as esquecerei! Quanto trabalharam! Não as esquecerei por toda a eternidade...”. ‘Dizia-nos tudo isso com voz muito baixa, o que nos fazia chorar a todas.’

“Também temos de agradecer muito ao senhor capelão tão bom que temos. Quanto bem tem ele feito a mim nestes dias! Nenhum confessor me teria ajudado tanto quanto ele...”
Uma Irmã lhe disse: "Madre dê-nos agora a sua bênção." Pôs-lhe o crucifixo na mão e a Madre começou assim: “A bênção do Pai o amor do Filho e a Graça do Espírito Santo. Amém." E prosseguiu dizendo: “Esta bênção não tem indulgências, de maneira nenhuma; e eu a dizia todos os dias na capela, dirigindo-a ao Senhor para as Marias, para as moças e para os benfeitores, e sempre me dei muito bem com ela.”
Ela nos dizia tudo isso depois de jantar, e não podíamos nos afastar dali... Ela nos dizia: “Vão deitar-se, que não podem fazer nada por mim.” Nesse momento, chegou o capelão e ela lhe disse: “Padre, estas filhas não me obedecem.”
-Sabe o que acontece com elas? Replicou o capelão. Exatamente o que acontece com Vossa Reverência: custa-lhe deixar duas filhas, não é Madre? -De fato creio que me custa, respondeu com voz tênue.
-Creio que Jesus lhe perdoará essa pequena desobediência, não acha? - Eu...creio...que...sim. (...)
Seus lamentos eram estes: “Meu Jesus, daí-me forças para sofrer por vosso amor e em satisfação de meus pecados". (...)

No dia 27 um dia antes de sua morte, Madre Antonia teve uma piora em seu estado. O médico foi visitá-la pela manhã e a encontrou mal, mas não deu a esse estado a importância de desenlace próximo. Quando voltou à tarde, quando já haviam cessado os vômitos, encontrou-a tão melhor que julgou já ter passado o perigo.
Em vista disso, a Comunidade se retirou para descansar. A enfermeira se ofereceu para velar com outra Irmã.As duas permaneceram dissimuladamente no quarto contíguo. Um instante depois, ouviram que a Madre se movia e correram para ver se precisava de ajuda.
Ela tinha descido da cama e, com muito trabalho por causa da sua corpulência, conseguiram deitá-la novamente, pois si mesma já não podia subir, embora sua cama consistisse em alguns banquinhos muito baixos, sobre os quais repousava uma tábua, acima da qual seu pobre e duro enxergão de palha. (...) 

Quando chegou o doutor Deogracias, o médico de Ciempozuelos, que durante tantos anos tratara da Madre, prognosticou que lhe restavam poucos momentos de vida. Enquanto isso, as Irmãs e a maioria da Comunidade, que tinha sentido o movimento das Irmãs e o apressado chamado ao capelão, se levantou e tentou chegar ao quarto da querida Madre, cujas últimas palavras e último alento queriam receber, como triste consolo dentro do incomensurável da pena que as inundava. Não podendo-o conseguir, choravam e pediam com clamores pela amada agonizante, rezando as orações da Igreja a fim de que Deus a ajudasse na passagem suprema, e outras orações por sua conta, para que não ficassem sem o carinho de uma Mãe como não tinham visto igual.

Como a viu tão bem na segunda à tarde, o médico não viu necessidade de que lhe administrassem os santos Sacramentos; mas à noite o desenlace foi tão vertiginoso que já não se pôde senão administrar o Sacramento da Extrema Unção. Foi um verdadeiro caso de morte repentina, pois somente na última hora se avaliou sua extrema gravidade.

Poucos momentos depois da chegada do médico, e em conformidade com seus prognósticos, a Madre Antonia Maria da Misericórdia permanecia como adormecida; mas era o sono da eternidade. Sua bendita Alma voou ao céu no dia 28 de fevereiro de 1898. Em fevereiro tal qual sua mãe. Quinze dias antes de completar  77 anos, quando se perdeu aquela preciosa vida, ou melhor dizendo, quando se mudou  mutatur, non tolliur e, destruída a casa da morada terrena, foi ocupar a mansão eterna nos céus".

Com Adaptações.
Livro: A venerável Madre Antonia - A Pedagogia do Amor.
 Pe. Dioniso de Felipe, Redentorista - 1962
 Editorial El Perpetuo Socorro - Madri - Espanha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Construindo o Projeto de Vida

Você que acompanhou as postagens sobre Projeto de Vida,  deve estar se perguntando: “Interessante tudo isso, mas onde e como eu começo a fazer meu projeto de vida?”.

Primeiramente você deve buscar uma pessoa que possa te orientar, fazer uma direção espiritual ou um profissional psicólogo podem te ajudar. Também existem espaços para a juventude como o Anchietanum que oferecem este tipo de auxílio.

Partindo dessa premissa, começa uma caminhada rumo ao seu Projeto de vida. Mas não pense que será rápido ou fácil, muito menos que você fará o projeto perfeito, pois esta caminhada te levará para um processo de conhecimento, fundamentado no Evangelho, onde você vai chegar as suas metas, mas acima de tudo vai crescer como pessoa gradualmente. 

foto: Jesuitas.com
“Quando a pessoa começa a elaborar o projeto de vida, ela aprende a harmonizar as fermentas com as quais realiza uma analise global da realidade social na qual vive, visualiza um horizonte amplo de sentido humano satisfatório, esquematiza um caminho a percorrer, prevê alguns recursos com os quais pode contar” (CELA; CNBB Setor juventude. Projeto de vida, p11).

Às vezes, um projeto surge de repente na nossa vida. No entanto, o mundo atual não favorece os improvisadores. As crescentes desordens, fragmentação e imprevisibilidade da vida social tornam mais necessária à reflexão, o discernimento e a escolha consciente de um “modo de vida” (genro). “um projeto, por mínimo que seja, confere um sentido mais profundo à nossa vida” (Pe. Roque Schneider).

Porque É IMPORTANTE ter um projeto de vida?
Porque o projeto se torna uma referência na caminhada da vida, dá sentido à nossa existência e vida comunitária; colabora para nos tornarmos pessoas mais criativas e ousadas na otimização do tempo e do que podemos planejar, pois, o processo de desenvolvimento do projeto de vida nos ajuda a enxergar e atender nossas reais necessidades, e com a fundamentação do Evangelho percebemos que Deus tem um projeto para cada um de nós que dá certo.

Para os primeiros passos da construção do Projeto é necessário ter uma noção geral da própria vida, onde você descreverá e irá relembrar muitas coisas de sua história como:

  • A história pessoal, o passado que se viveu, a vida presente e o futuro que se deseja;
  • A realidade sócia- econômico-politico-cultural-religiosa na qual se encontra;
  • Os valores em que se acredita e se apoia;
  • A visão que se tem sobre Jesus, a igreja, reino, pessoa; 
  • Ter um dialoga com o Deus de Jesus Cristo;
  • Organizar seu tempo para refletir, estudar e planejar seu projeto.

Acreditamos que com essas dicas você poderá iniciar o seu projeto de Vida, reforçamos que você deve procurar alguém com quem possa compartilhar esta caminhada. Pode ser o Padre da sua comunidade, ou do seu grupo de jovens. Fica a dica do Anchietanum que é um Centro de Juventude da Companhia de Jesus no Brasil, dedicado à formação e ao acompanhamento da juventude, lá tem um trabalho especial com a juventude e com certeza você terá o auxilio que necessita.

Desejamos que você possa fazer um lindo Projeto de Vida, e qualquer dúvida pode deixar seu recado.(clique aqui)

Fonte: Formação: Projeto de Vida Pessoal –
 Wiliam de Paula - http://pt.slideshare.net/
Wiliam2008/formao-projeto-de-vida-pessoal

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Nosso Projeto de Vida

O projeto de Deus a nosso respeito se revela finalmente na ressurreição de Jesus: somos criados e criadas para a Vida em plenitude.  Levamos escondido em nossos corações à semente de um mundo novo, que é o Reino de Deus, comparado por Jesus a um tesouro escondido, uma pérola preciosa. Os começos do Reino são pequenos, do tamanho da semente de mostarda... Mas essa semente cresce em silêncio e sua força não terá fim.

Um verdadeiro “projeto de vida”, não será nunca fruto de uma técnica ou metodologia. A psicologia nos ajuda a identificar os problemas, detectar os obstáculos, conscientes e inconscientes, que dificultam o nosso crescimento pessoal e comunitário. Mas ela por si só, não gera os valores positivos que nos motivam e impulsionam a crescer espiritualmente.

Jesus encarnou o Projeto de Deus para a humanidade. O evangelho nos apresenta este Projeto sob o nome de "Reino de Deus", mas não nos diz como cada um de nós deve se inserir, concretamente, na sua realização. Em outras palavras: a revelação judeu-cristã nos mostra a "vontade universal" de Deus, mas não nos diz qual é a "vontade particular" de Deus a nosso respeito. 

A motivação mais forte que um cristão pode encontrar para perseverar em uma opção de vida nasce da convicção de que tais atitudes e comportamentos são queridos por Deus.  Para conhecer a vontade de Deus a nosso respeito, o primeiro passo é vivenciar um processo de discernimento. 

O projeto de vida deve responder aos anseios mais profundos do nosso ser; “Quais são os nossos projetos, pensamentos, e desejos para o futuro? O que procuramos ou ambicionamos? Em que colocamos a nossa realização pessoal?” A “eleição” como toda autêntica vocação humana não é um acontecimento ocasional, é parte constitutiva de nosso ser, nasceu conosco e vem se desenvolvendo e concretizando-se ao longo de toda vida.

A vontade de Deus é que respondamos livremente ao Seu amor por nós, exercendo nossa liberdade de maneira responsável, construindo um caminho de vida no desenvolvimento e prática do nosso projeto com base no Evangelho e mantendo uma relação de unidade e amor com o Deus de Jesus Cristo.

E aí, Vamos começar a construir  seu projeto de vida?

Fonte:  Projeto de vida: amar e ser amado - 
Coleção Leituras e releituras - Luís González -
 Quevedo,SJ - Edições Loyola, 2001.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Louvando a Maria, nossa Mãe

Com Minha Mãe Estarei
Maria do Rosário


Com minha mãe estarei
na santa glória
um dia
Ao lado de Maria
no céu triunfarei

No céu, no céu
com minha mãe estarei
No céu, no céu
com minha mãe estarei

Com minha mãe estarei
aos anjos se ajuntando
Do onipotente ao mando
hosanas lhe darei

Com minha mãe estarei
e então coroa digna
de mão tão benigna
feliz receberei

Com minha mãe estarei
E sempre neste exílio
de seu piedoso auxílio 
com fé me valerei.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A espiritualidade do tempo da quaresmal


O tempo da quaresma, é um período privilegiado para cada cristão refletir sobre sua existência à luz da vida de Jesus Redentor, que veio a este mundo para viver e anunciar a Boa Nova de Deus: ou seja o grande amor Deus pela humanidade.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis, que devemos praticar a penitência, o jejum e a oração. A Igreja nos ajuda a trilhar e vivenciar o mesmo caminho de Jesus de Nazaré, como filhas e filhos de Deus.

Ao longo da história da Bíblia, percebemos que "Deus fez com seu povo um caminho de salvação guiado por Moisés." "O povo era escravo no Egito e Deus suscitou um líder para libertá-lo e conduzi-lo à terra prometida, onde corre leite e mel", ou seja, uma terra abençoada na qual Deus reinaria sobre todos, onde Ele seria o "seu Deus". Antes de chegar a essa terra, o povo precisou passar quarenta anos no deserto para escutar a voz de Deus, conhecer sua lei e aprender a praticá-la. Um tempo de prova e de preparação para uma experiência única de Deus.

Jesus continuou o caminho de Moisés no deserto, e se tornou o guia e o libertador de todos os seres humanos. Com seu jejum e sua oração, venceu a tentação no deserto. Ele manifesta a sua liberdade e seu senhorio sobre todas coisas materiais.

Jesus nos convida a mudar de vida, e a Igreja nos convoca a viver a Quaresma como um caminho de seguimento a Jesus Cristo Redentor, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Neste tempo somos provocadas a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus de Nazaré. O pecado nos afasta de Deus. Mas, Deus em seu imenso amor está sempre ao nosso lado pronto para nos acolher, abraçar e perdoar.

Ir. Sirley
Texto com adaptações. 
Fonte:  Nossa Família 
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/
celebracoes/quaresma/15.htm

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A origem do Carnaval

Vários autores explicam o nome carnaval a partir do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou a “despedida da carne”. Isso significa que, no carnaval, o consumo de carne era considerado lícito, pela última vez, antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.

O Papa São Gregório Magno (590-604), teria dado ao último domingo, antes da Quaresma (antigamente domingo da quinquagésima), o título de “domenica ad carnes levandas”; o que teria gerado “carneval” ou carnaval. Um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do carnaval: entre os gregos e os romanos, costumava-se fazer um cortejo com uma nave dedicado ao deus Dionísio, ou baco, festa que se chamava em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de onde teria vindo a forma “carnavale”.

As mais antigas notícias do que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do século VI a.C.; na Grécia: há pinturas gregas em vasos com figuras ano mascaradas desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias; são certamente anteriores à era cristã. Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera (hemisfério norte), na despedida do inverno.

Eram festas religiosas dentro da concepção pagã e da mitologia com a intenção de, com esses ritos, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano. Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas de “mistérios” provenientes do Oriente, muito difundidas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”.

Quando o Cristianismo surgiu já deve ter encontrado esses costumes pagãos. Vivenciando o Evangelho os cristãos aos poucos transformaram o significado de muitas festas pagãs ou míticas procurando purifica-las. Aos poucos essas festas foram sendo substituídas por solenidades do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim, a tradição da Igreja parece ter conseguido restringir a celebração oficial do Carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas. Hoje, infelizmente nem sempre acontece isso em nossa sociedade.

Em Portugal o carnaval era festa da alegria onde as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. Acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no carnaval.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Estes últimos tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Estaria aí a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. A primeira escola de samba, segundo algumas tradições, surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se “Deixa Falar”. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a “deixa Falar”, segundo consta, transformou-se na escola de samba “Estácio de Sá”. A partir daí o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

Portanto, o carnaval é uma festividade complexa e com muitas nuances e prismas. Porém, infelizmente, como acontece com todas as coisas também temos exageros e violências em vários campos que lamentamos e exortamos para que a vida humana seja sempre respeitada. Seria muito importante que as pessoas pudessem se reunir para divertir de maneira sadia e com um espírito de amor ao próximo. Neste período de Carnaval a Igreja incentiva os retiros espirituais. Aqui em nossa arquidiocese são incontáveis. Pelo menos uns 30 reúnem um número significativo de pessoas que passam esses dias na alegria cristã e na reflexão preparando-se para uma santa quaresma. Mesmo nesses ambientes de retiro existe um momento de folguedo cristão mais animado demonstrando que não somos contra a “verdadeira alegria” brotada do Evangelho e que precisa contagiar a todos com a “boa notícia” da salvação.

Nessa “despedida da carne” é importante que nos preparemos para um tempo de verdadeira conversão. Nessas idas e vindas dos costumes como vimos acima não podemos perder de vista a necessidade de sermos pessoas novas que vivam com responsabilidade este tempo de tantas mudanças e transformações. Nesse mundo violento e complexo, aonde os valores humanos e cristãos vão sendo esquecidos, é sempre uma oportunidade de reflexão séria sobre os direcionamentos que estamos ando as nossas vidas e a nossa sociedade. Somente deixando-nos conduzir por corações novos que homens novos poderão construir uma sociedade justa e fraterna.

Texto :Dom Orani João, Cardeal Tempesta 
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Cantando a oração: Ave Maria


Ave-Maria, cheia de graça! 
O Senhor é convosco 
Bendita sois vós entre as mulheres 
E Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria Mãe de Deus, 
Rogai por nós pecadores 
Agora e na hora de nossa morte. 
Amém.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Projeto de Jesus, nossa missão.

A vida histórica de Jesus, como a nossa, foi também um projeto. Como todas as crianças, ele escutou, na sua infância, a pergunta dos adultos: "Que virá a ser esse menino?" (Cf. Lc 1,66). Nas horas quietas e solitárias da adolescência, certamente Jesus sonhou, como todos os jovens, com uma vida diferente, com um mundo melhor. Durante os anos da vida oculta de Jesus, a bíblia mostra que Ele quando  jovem, tinha consciência que nasceu para um dever maior: "Não sabeis que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?" (Lc 2,49).

Ao sair de Nazaré, local onde cresceu Jesus,  parece não compreender qual é o projeto que o Pai tinha para ele. Mas, no Batismo, vê o Espirito de Deus descer sobre ele e escuta a voz do Pai: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mt  3, 13-7). Nas águas do Jordão Jesus compreende o Projeto de Deus e assume sua vocação e missão de anunciar o Reino, Reino este que não era um território ou um listado, mas a soberania real de Deus. 

O projeto de Jesus se identifica com o projeto do Pai para o mundo: a salvação, a plena irradiação do seu bem-querer sobre todo o universo criado. Deus quer que todos os seres humanos sejam salvos e chegue ao conhecimento da verdade (Tm 2.4), essa verdade esta que liberta (Jo 8,32). Deus quer que todos sejam livres e felizes, em harmonia com tudo e com todos. Ele nos escolheu, em Cristo, para que sejamos santos e sem defeito no amor (Ef 1,4).

Todos nós somos chamados através de uma vocação específica a fazermos um projeto e nele viver a vontade do Pai. E para responder a esse chamado, cada pessoa é escolhida por Jesus para uma vocação específica, tais como: Vida Religiosa Monástica, Vida Religiosa Consagrada e inserida, vida Laical e vida Religiosa Presbiteral

Como por exemplo; A Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, que nasceu da inquietação e da misericórdia vivenciadas por Pe. José Serra que era um bispo Beneditino. Ele ao ver o abandono e a miséria em que se encontravam as mulheres em situação de prostituição no ano de 1870 na Espanha, convida Antonia uma leiga, que mais tarde toma o habito e se torna Irmã fundando uma nova congregação religiosa na igreja com Espiritualidade Redentorista, assumindo a missão específica: O Seguimento de Jesus, junto à mulher prostituída.

E você, sente chamada ou chamado a construir seu projeto de vida? Onde Deus te chama?

Fontes:  Projeto de vida: amar e ser amado - 
Coleção Leituras e releituras  Luís González - Quevedo,SJ - Edições Loyola, 2001.
Histórico Fundadores - Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Projeto de Vida - Um projeto de amor

Toda vida humana é um projeto nascido do amor de Deus por cada um de nós. Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho, Jesus. Este veio ao que era seu, mas os seus não o acolheram. O mundo não compreendeu o projeto de amor do Pai. Aqui se encontra a misteriosa necessidade do sofrimento do Filho e sua morte na cruz. Daí, também, a incompreensão, a perseguição e até a morte de tantos seguidores de Jesus que, como Ele, empenharam sua vida na realização desse projeto de amor. 

Deus é amor, e em todo amor verdadeiro esconde-se algo da eterna presença e da inefável saudade desse Amor.  E como criaturas semelhantes à imagem do Deus-Amor, não alcançaremos a nossa realização humana se não formos capazes de amar. Mas quem nos ensinará a amar de verdade, como o Pai ama o seu Filho e como Cristo nos amou?

O seguimento de Jesus ao longo da historia, se concretizou em diversos "modelos" ou "projetos de vida" que chegam até os nossos dias. É uma ilusão pensar que o mundo começa conosco. Estamos vivendo, sim, um tempo novo, mas os acontecimentos desencadeados pela violência; falta de valores, entre outras tragédias, não nos autorizam a pensar que o século XXI será melhor do que os precedentes. A "nova era" de paz e amor continua a ser um sonho irrealizado.

Somos filhos e filhas de uma longa evolução da matéria e do espírito. Todavia, nos limites de nossa vida, somos livres para escolher um caminho. Consciente ou inconscientemente, assumimos um "projeto", um modo de ser e de viver. 

O amor é primariamente, um sentimento, mas se ficar apenas na primeira fase da sensibilidade será instável e pouco duradouro. Todos os seres humanos fazem alguma experiência de amor. No entanto, muitos não se sentem amados. Para crescer, para ser profundo, o amor precisa passar do mero sentir ao querer, que compromete a vontade, e do querer ao fazer, de acordo com o querer.

Deus é comunhão de Pessoas, no abismo do amor trinitário. Este amor não está fechado em sua própria felicidade, mas continuamente aberto e orientado para o bem de todas as criaturas, criadas para compartilhar essa felicidade. Nossa resposta a esse amor deverá consistir na orientação de toda a nossa vida para Ele, por meio dos diversos projetos e opções da história humana.

No mundo globalizado do século XXI, diante da crise de valores duradouros, as pessoas se queixam de solidão. Nos países pobres, nas regiões mais carentes, muitos morrem de fome. No "Primeiro Mundo", nas grandes metrópoles, outros tantos morrem de tédio. A vida e a morte são banalizadas. A realidade e a ficção se misturam na chamada "realidade virtual".

Os analistas indicam o individualismo como uma característica própria da modernidade. Quem nos salvará deste beco sem saída? Só o amor é capaz de salvar o ser humano da falta de sentido de uma vida efêmera, fechada em si mesma! Diante da falência geral de ideologias, sistemas e instituições, o amor é objeto de um culto quase "religioso".

Toda religião é essencialmente, "relação", portanto "saída-de-si". Mas há grande variedade de relações do ser humano com a transcendência e dos seres humanos entre si. Em outras palavras, há muitas formas de amor: desde o amor possessivo e egocêntrico ate o mais puro e oblativo.

No amor egocêntrico o sujeito sai de si para possuir o outro, submetendo-o aos seus próprios interesses. E o "amor de si mesmo", que chega até o "desprezo de Deus" (Santo Agostinho). No amor oblativo, pelo contrário, o sujeito sai de si para doar-se ao outro, colocando o bem deste acima do próprio bem. E o amor de Deus que chega ao extremo de dar a própria vida pelo amado, na suprema prova de amor, o martírio. O verdadeiro amor é um ato de entrega total.

Fonte:  Projeto de vida: amar e ser amado - 
Coleção Leituras e releituras -
 Luís González - Quevedo,SJ 
- Edições Loyola, 2001.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Louvando a Maria, nossa Mãe.

Música: Maria
Catora: Eliana Ribeiro.

Maria vivia em oração
Maria provada no sofrimento
Maria guardava no coração
Maria pra Jesus um alento.

Oh, Maria ensina-me a ser assim
Como filho em Deus tudo esperar
Mãe querida, vem comigo caminhar
Oh, Maria roga a Jesus por mim.

Maria que não se rebelou
Maria por nós ofereceu
Maria que os pastorinhos ensinou

Maria que em Fátima apareceu.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Projeto de Vida - A vida humana como "Projeto"

A palavra "projeto" vem do latim projectus que significa, literalmente, algo que é "lançado para diante", "arremessado" ou "atirado" longe e com força (cf. projétil, projetor. projeção de um filme...). O termo é usado de maneira exemplar na arquitetura. O arquiteto elabora um projeto, desenhando no papel o que virá a ser uma nova construção.

"Projeto" designa, pois, a ideia ou imagem de uma situação ou estado que pensamos alcançar no futuro. É sinônimo de desígnio ou plano, intenção ou resolução de fazer algo. O projeto precede e prepara a execução ou realização da ação projetada.

O conceito da vida humana como "pro-jeto" foi cunhado pela filosofia existencialista. Para Heidegger, o projeto é a "constituição onlológica existencial" do ser humano, isto é, a maneira de ser característica da existência humana. Esta nos é dada não como algo já pronto e acabado, mas como tarefa, "projeto" a ser realizado. Nascemos incompletos, mas com o tempo, ao longo da nossa história pessoal, vamos adquirindo nossa própria identidade.

"O homem é um projeto que decide a respeito de si mesmo", dizia Sarire. Para o psicanalista Lacan, a pessoa não é só o que escolhe, voluntária e livremente, mas também o que acontece com ela. "Eu sou eu e as minhas circunstancias", dizia Ortega y Gasset. Em uma leitura de fé, a vontade de Deus se manifesta tanto nos acontecimentos de nossa vida como na nossa própria liberdade.

O sujeito existencialista se experimenta como "ser-no-mun-do" e como "ser-com-os-outros", jogado na existência, embarcado na nave desta história humana. O ser humano não é apenas o que é no momento presente, mas também e, sobretudo o que "poderá vir a ser". A pessoa humana se realiza projetando-se, isto é, realizando suas possibilidades. Estas são limitadas pelo seu ser, mas seu ser atual se prolonga, projetando-se no futuro. O ser humano é "um projeto infinito" (L. Boff).

Sem sermos filósofos, nós experimentamos que a nossa vida tem muito de "projeto", plano ou intenção de realizar isto ou aquilo. A nossa existência não está limitada ao tempo presente, mas aberta, para trás, na memória do passado, e para frente, na previsão do futuro. Esta última nos "pro-jeta", nos lança para frente, para um tempo novo, que ainda não existe, a não ser como "projeto" na nossa mente e no nosso coração.

A vida cristã, como toda vida humana, é projeto, tensão para um futuro ainda não existente, que desde já se deseja e se busca. O cristianismo é uma proposta de vida, inspirada no "projeto de Jesus" que veremos mais a frente.

Fonte:  Projeto de vida: amar e ser amado
Coleção Leituras e releituras -
 Luís González - Quevedo,SJ 
- Edições Loyola, 2001.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Projeto de Vida - O que significa?

Nossa vida é um dom precioso e temos que cuidar dela com muito carinho. Somos seres especiais e raros, nos quais o universo investiu bilhões de anos para que pudéssemos existir. Cuidar dessa riqueza é viver bem é organizar a vida para sermos felizes. Mas o ser humano diferentemente de outras espécies, pressupõe ter um sentido para a vida, ter uma causa pela qual possa lutar por uma razão que nos mantenha vivas e vivos.

Projetar a vida é essencial, é um caminho de opções e discernimento que influenciará os rumos de uma pessoa que quer ser feliz. Pensar e escrever o projeto de vida ajuda a pessoa encontrar os elementos necessários para que possa tomar decisões maduras e acertadas, contribuindo para sua realização como pessoa ativa na sociedade.

Para a/o cristã/o é assumir a missão de Jesus, colocar a pessoa no centro (Marcos3, 1-6), ser livre e libertador das amarras que impedem o povo de viver feliz. A/o cristã/o é chamada/o a construir um mundo cuja tônica é a partilha. O projeto de vida precisa considerar essa meta, planejando momentos de revisão de vida, de prática e avaliação para que tenha coerência, e o seus frutos sejam pessoas solidárias e ternas nos relacionamentos e na defesa da justiça e da paz.

Vamos juntas e juntos entender mais sobre projeto de vida, para tomar nossas histórias pelas mãos e organizar o caminho em busca de uma causa que alimente toda a vida, dando sentido à nossa existência para se ter um mundo mais feliz.

 Nas próximas postagens Vamos acompanhar o que é o Projeto de vida e o seu sentido, passo a passo.


Texto com adaptações:
*Livro Papo Jovem 1 - Projeto de vida – 
Casa da Juventude Pe. Burnier –Goiânia/GO 2007
*http://www.mundojovem.com.br/artigos/projeto
-de-vida-para-jovens-que-querem-mais

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Irmã Analita celebra 50 anos de Vida Consagrada

Celebrar hoje 50 anos vividos como OBLATA, me leva fazer memória, relembrar momentos, com o coração agradecido. Talvez durante todo este tempo o verbo mais usado foi “Agradecer e Servir”. Agradecer a todos e a tudo o recebido até hoje. Colocar minha vida a serviço sem olhar a quem.

Agradecimento a minha família que sempre me serviu de suporte e apoio, sinto até hoje através das diversas gerações como fazem parte de minha opção de vida. As palavras de meu pai ao sair de casa para seguir a VRC, foram: “Minha filha vá, mas se não for isso que você busca as portas da tua casa sempre estarão abertas para o retorno, isso sem dúvida me deu segurança e serenidade”. Obrigada de coração a todos da minha família pela consideração e carinho! Nela foram e estão solidificadas as raízes da minha fé e valores de humanidade. 

As graças colhidas nestes 50 anos foram muitas e grandes, Deus tem sido sempre muito generoso e companheiro de caminho. Passo a passo, pouco a pouco e o caminho se faz! Estou convencida que hoje 02/02/2015 não é o dia propicio para celebrar, porque a celebração se dá ao acolher o acontecer de cada dia com suas novas chamadas e demandas. Evidente que existe um bonito por do sol, porque antes houve um amanhecer. Isto também é o que dá sentido a minha vida, caminhar e caminhar, neste caminho que sempre está aberto, nunca fechado para as novas opções e respostas. E mesmo quando o sol não nascer agradeço a Deus o dom da Vida e a Vocação recebida.

Agradecer a Congregação que através de cada Irmã, acreditou e confiou em mim a corresponsabilidade de colaborar no cuidado da Missão e para que o Carisma continue  vivo, com sua chama acesa. Foram anos de desafios e reconhecimento da força do compromisso vocacional, Ele é fiel sempre. E como a Elias ouvi muitas vezes a voz de Deus: “levanta-te come para fortalecer-te, tens muito caminho a seguir”...

Procurei acolher sempre a Palavra de Deus  como norma para minha vida. Os primeiros anos foram vividos com muita ilusão, entrega  e até mesmo com certa ingenuidade mas  pouco a pouco, Ele foi solidificando minha opção, entrega e apoiando a responsabilidade do meu SIM á vida e ao compromisso com a Mulher que continua dando sentido a  minha vocação e naquilo que faço.

Foi um período de acontecimentos significativos,  e vivencia Congregacional muito profunda, por isso novamente agradeço a Deus por tudo e peço a graça de permanecer em fidelidade ao Senhor nas pequenas coisas. Prosseguir no projeto do Pai em favor da VIDA e a serviço do Reino, Ele é mais do que nossos olhos podem enxergar. Prefiro continuar olhando o passado com gratidão, acolher o futuro com abertura, embora as vezes parece incerto e o presente na certeza de que não estou sozinha, Ele caminha comigo...

Oração da semana