domingo, 13 de agosto de 2017

O Processo Vocacional de Padre Serra


Padre Serra em sua juventude passou por muitos desafios e dificuldades apresentadas pela vida. Os primeiros estudos foram feitos em Barcelona junto aos Padres Escolápios num internato para meninos pobres.Em sua vida, sempre sentiu uma inquietação vocacional que sabia muito bem qual era; a vocação missionária. 

Talvez por ter estudado numa escola de padres e ter visto o testemunho de vida e vocação dos mesmos, isso tenha chamado a atenção do jovem José Serra. Ele alimentou o sonho de ir para outras terras, de ir para as Missões e dedicar sua vida em prol dos indígenas. E após concluir os estudos, Serra decide ser monge Beneditino, e partilhando seu sonho vocacional com o Padre Rosendo Salvado, no ano de 1845, ele é enviado à Austrália em Missão. 


A experiência que Padre Serra fez enquanto missionário, mostra que ele sempre se deixou conduzir pelo Espírito de Deus, não se acomodando diante das dificuldades e indo à luta para realizar sua missão da melhor forma. Sabemos que quando se assume o chamado de Deus, aparecem desafios e dificuldades por todos os lados, e com Serra não foi diferente. Ele encontrou oposições, desafios e até mesmo calúnias. Mas assumiu com garra cada dificuldade, pois era consciente de sua escolha.

Após sua experiência missionária na Austrália, Serra volta para Madrid no ano 1862, e segue com seu ardor missionário, que o faz estar atento à realidade social complicada que a Espanha enfrentava. Assim, ele dedica parte de seu tempo em atividades pastorais e recebe o convite para visitar o Hospital São João de Deus. 

Este hospital atendia todas as pessoas, mas em seu subsolo tinha uma ala especial, de mulheres marginalizadas e prostituídas com doenças consideradas graves para aquela época.   E ao ver esta realidade, Padre Serra foi tocado profundamente pela dor das mulheres marcadas pela prostituição. Ele mesmo dizia: “Eu quero salvar essas mulheres, já recorri a todas as casas estabelecidas... e, se todas as portas se fecharem, abrir-lhes-ei eu uma onde possa salvar-se...”. Tal como Jesus diante das mulheres, ele se compadeceu: “Isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício”.

Como vocacionado, Serra se deixou seduzir e abriu seu coração para seguir a vontade de Deus em sua vida. Quando tocado pela realidade dolorosa das mulheres no hospital, sentiu profundamente a confirmação para onde Deus o chamava, e com alegria respondeu, sendo solidário e abraçando a causa das mulheres em situação prostituição.

Texto: Paula Araújo
Fonte: Biblioteca Histórica Irmãs Oblatas do Ssmo Redentor – 
Estudos sobre a vida de José Maria Benito Serra.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Papa Francisco: levar às comunidades cristãs uma nova cultura vocacional

Estamos iniciando o mês vocacional, sabemos o quanto é difícil falar de vocação, neste mundo pós moderno em pleno Século XXI. Ao mesmo tempo em que nos desfia, somos convidadas pela Igreja ao anúncio do evangelho da vocação e ampliar horizontes da pastoral vocacional.

Segundo o Papa Francisco, “hoje é necessária uma Pastoral Vocacional de horizontes amplos e com o espírito de comunhão, capaz de ler com coragem a realidade, assim como ela é, com suas fadigas e resistências, reconhecendo os sinais de generosidade e beleza do coração humano. É preciso levar novamente para dentro das comunidades cristãs uma nova cultura vocacional”. 

“Não se cansem de repetir: ‘eu sou uma missão’ e não simplesmente ‘tenho uma missão’. Estar em estado permanente de missão requer coragem, audácia, criatividade e desejo de ir além.”

“Sintamo-nos impelidos pelo Espírito Santo a encontrar, com coragem, novos caminhos de anúncio do Evangelho da vocação, para sermos mulheres e homens que, como sentinelas, sabem capturar os raios de luz de um novo amanhecer, numa experiência renovada de fé e paixão pela Igreja e pelo Reino de Deus.” 

O Papa, afirma que o serviço de anúncio e acompanhamento vocacional “requer paixão e gratuidade”. “A paixão do envolvimento pessoal, do saber cuidar das vidas que lhes são entregues como um baú que possui um tesouro precioso a ser preservado. A gratuidade de um serviço e ministério na Igreja que exige respeito por aqueles que são seus companheiros de caminhada. É o compromisso de buscar sua felicidade, e isso vai além de suas preferências e expectativas.” 

Texto com adaptações.