Vocacional Oblata: Abril 2016

sábado, 30 de abril de 2016

Músicas para Refletir nossa vocação


O Céu em Você


Há um céu que começa em cada um de nós,
Há uma escolha
e um desafio
Há uma promessa
Um desejo,
Em seu coração Deus espera por você...

Há um céu que começa em cada um de nós
Há uma vocação; e um chamado
Há uma pergunta; uma resposta
Em seu coração, Deus espera por você...

Dentro de você Alguém lhe espera
Do fundo do seu coração
Ele espera,
dia e noite por você
Ele te chama
Do fundo do seu coração Ele te ama
Te escuta, te espera...

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Humildade, vaidade e serviço

Numa passagem de seu Evangelho (Lc 14,1.7-74), Lucas nos faz entrar, com Jesus, na casa de um fariseu. Em defesa dos fariseus, é bom que se diga logo: participavam desse grupo, surgido um século antes de Cristo, pessoas sérias, que tinham normas morais elevadas e observam com rigor as leis religiosas. 

Ao contrário dos saduceus, facção religiosa judaica da mesma época, os fariseus acreditavam na imortalidade da alma e na ressurreição do corpo. O problema é que sua observância rigorosa das leis aos poucos perdeu o sentido, pois, suas ações não eram conduzidas pelo amor, mas pela vaidade. Daí as críticas que receberam de João Batista ("raça de víboras") e de Jesus  ("hipócritas"). Voltemos à casa do fariseu que convidou Jesus para o almoço. Não somos os únicos convidados: muitos outros chegaram antes de nós e, com a maior naturalidade, ocuparam logo os melhores lugares. Jesus a tudo observa, e através de uma parábola, dá uma lição: "Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante... Quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar... Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado."

Olhemos ao nosso redor, não para julgar os que nos rodeiam, mas para aprender com seu comportamento. Na organização de nossa sociedade, a vaidade tem uma cadeira cativa. Para muitos, o importante é aparecer e ser admirado por todos, ocupar postos importantes e manter-se em lugares de destaque. Quantas pessoas constroem sua vida em função de tais desejos, mesmo que para isso seja necessário passar por cima de outros e cometer injustiças! Para eles, o importante é serem admirados, aclamados e louvados. Isso lhes faz bem; deixa-os satisfeitos! Pior para crianças e jovens que nascem e vivem em ambientes assim! Logo cedo concluem: o dinheiro dá prestigio e poder ; o poder oferece "status"; dá felicidade... A vaidade passa, então, a ser de vista como uma virtude; as necessidades dos outros, como "azar", "resultado da preguiça", "vagabundagem"...

A lógica de Jesus Cristo é a lógica do serviço. Os dons (talentos), as riquezas e o poder devem ser colocados a serviço dos outros. Ele nos ensina que o problema não é ter, mas apegar-se (claro: quanto mais se tem, maior é a facilidade do apego!). Não é errado ter poder; errado é usá-lo em benefício próprio; não é um mal ter inteligência e boa formação: grave é quando tais capacidades são usadas para dominar os outros, de forma rápida e eficaz.

Voltemos nossa atenção para o almoço na casa do fariseu. Tudo indica que convidaram Jesus para melhor observá-Lo: quem sabe, poderiam vê-Lo cair em contradição em algum ponto importante de sua doutrina... Teriam, então, uma bela oportunidade para criticá-lo. Seu comentário final deve tê-los deixado surpresos: "Quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos! Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir".

Para Jesus, o olhar que dá a verdadeira dimensão dos acontecimentos é o olhar  do Pai. A final, o que levamo dessa vida? Prestígio duramente conquistado? Louvores, elogios e palmas? Ações compradas na Bolsa? Dinheiro aplicado em bancos internacionais? Fama e bom nome?

Todos acreditam na morte. Talvez, o grande problema é que muitos não acreditam em sua própria morte. Ou, então, acham que só morrerão  depois de muitas em muitas décadas. Para esses, é impensável assumir como norma de vida para a observação de Jesus: "Receberás a recompensa na ressurreição dos justos".

O Evangelho é uma proposta de vida. Sua verdade não depende de nossa aceitação ou não. Isto é, não é porque acreditamos nele que ele passa a ser verdadeiro. Não é porque alguém deixa de acreditar nele que seu conteúdo não o atingirá. O Evangelho tem seu fundamento em uma pessoa que morreu e ressuscitou: Jesus Cristo, o Filho eterno do Pai eterno. Se o aceitarmos, teremos vida abundante. Se não o aceitarmos, nossa vida não passará de uma bela (e passageira") bolha de sabão...

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Quanto mais saboreamos o Pai-Nosso...

Não sei, amigo leitor ou leitora, se cumpri minha missão sobre a grandeza do Pai-Nosso... Quanto mais o saboreamos, mas vontade sentimos de rezá-lo de novo e de vivê-lo a toda hora. Se esse for o seu sentimento atual, então valeu a pena!

Um grande comentarista do Pai-Nosso conclui seu livro com estas palavras: "Quanto mais nos abrimos à mensagem da vinda do Reino, contida nas palavras do Senhor, tanto mais profundamente poderemos rezar a sua oração. Queríamos entrar na escola de vida. Estivemos sentados a seus pés e escutamos seus discursos. Teremos de escutar cada vez mais profundamente no seu espírito, consequentemente, aprender a rezar melhor no seu espírito" (H. Schurmann).

Outro autor escreve: "No Pai-Nosso pedimos ao Senhor tudo aquilo que devemos fazer para viver espiritualmente. Temos, portanto, na oração o Senhor um tratado completo de vida espiritual, sistematizado pelo próprio Senhor. Jamais poderíamos aprofundá-lo suficientemente (M. Ledrus).

Estou convicto de que devemos incentivar mais nas comunidades retiros que poderíamos chamar de "catequéticos", que são uma preciosa contribuição  para a formação dos leigos. Para cultivar uma maior vitalidade na vivência cristã é urgente aprofundarmo-nos no material simples e central da tradição cristã, tentando descobrir a riqueza espiritual e doutrinal da nossa fé. Se treinarmos na leitura entre "dois livros" (Bíblia e realidade) descobriremos a ligação entre fé e vida cotidiana.

Sem "experiência de fé" movemo-nos entre rochas mortas. Faz-se necessária uma educação espiritual que tem sido descuidada na Igreja. Uma espiritualidade significativa para os leigos deve estar enraizada na palavra de Deus, encarnada na vida do mundo e partilhada  comunitariamente . A vida espiritual exige atenção aos impulsos do Espírito Santo e lucidez para " separa" o trigo do joio. Sem esquecer a necessidade de vigilância na luta espiritual, o que realmente empolga na vida cristã é a experiência do amor do Abba revelado em Jesus Cristo.
A pedagogia do Pai-Nosso nos ajuda a passar de uma fidelidade extrínseca e moralista a uma obediência  filial e amorosa; do  dever submisso a uma norma  objetiva a uma resposta livre ao Espírito que nos acompanha e impulsiona. Esse progresso só se realiza quando a vontade de Deus é acolhida como um "dom". Sem essa obediência ao Espírito, a vida cristã parece com a vida de mercenários a serviço de Deus.

Saboreando o Pai-Nosso, cresce em nós a vontade de partilhar esse grande presente. Convidar mais e mais gente, até reunir à Mesa do Reino a humanidade toda para um dia rezarmos jubilosos: Abba, pai-nosso querido!

Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus.

domingo, 24 de abril de 2016

Reflexão do Evangelho Jo 13,31-33a.34-35

O estatuto da nova comunidade.

Este texto está situado logo após o relato do lava-pés e do anúncio da traição de Judas. No lava-pés, durante a Ceia, Jesus dá o exemplo do que significa amar. Respeita a liberdade do ser humano, mesmo que isso implique prejuízo da própria vida. Ele a entrega também para o seu traidor. O amor de Jesus não julga, não usa de violência nem condena. O fruto desse seu amor livre e radical consiste
na salvação do mundo. Esse amor, puro dom, deve ser entendido e posto em prática por seus discípulos.

A glória de Deus manifesta-se em Jesus, seu Filho encarnado, que realiza em plenitude o projeto do Pai. O amor infinito de Deus é comunicado a toda a humanidade por meio de Jesus. O advérbio “agora” refere-se aos últimos acontecimentos da vida de Jesus. Paradoxalmente, em sua morte manifesta-se sua glória e a do Pai. Em 12,23-24 Jesus anunciara: “É chegada a hora em que será glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas, se morrer, produzirá muito fruto”. O “agora” (a hora de Jesus) supera o sentido cronológico, para indicar a maneira pela qual Jesus cumpre fielmente a missão a ele confiada pelo Pai. Ambos vivem em total intimidade, ambos são glorificados pela entrega da vida
que Jesus faz, livre e conscientemente, em resgate da vida de todos (vv. 31-32). 

Ao anunciar aos discípulos a sua partida iminente, Jesus enfatiza o que deve caracterizar a vida da comunidade de fé. O amor que ele manifestou, na fidelidade ao Pai, com todas as suas consequências, deve ser a nota distintiva dos seus seguidores. O novo mandamento do amor é a síntese de toda a Lei da Nova Aliança. Constitui o estatuto que fundamenta a comunidade cristã. É importante prestar atenção na partícula “como”. Amar como Jesus amou é viver cotidianamente a atitude de serviço. Lembremo-nos de que esse novo mandamento é formulado no contexto do lava-pés. O amor estende-se também aos inimigos. Mesmo traído por um membro do seu grupo íntimo, Jesus não entra no jogo da vingança, da violência e do ódio. Ele respeita a liberdade alheia e permanece em atitude de amor-serviço. Os discípulos estão convidados a amar como o Mestre.

Fonte:  Revista Vida Pastoral

sábado, 23 de abril de 2016

Músicas para Refletir nossa vocação



Ardor Missionário

- Senhor, toma minha vida nova antes que a espera desgaste anos em mim estou disposto ao que queiras não importa o que seja me chamas a servir...
 
Ref.: Leva-me onde os jovens necessitem tuas palavras necessitem... sentido de viver! Onde falte a esperança, onde tudo seja triste simplesmente.... por não saber de ti! 

- Te dou, meu coração sincero para gritar sem medo: formoso é teu amor! Senhor, tenho ardor missionário conduza-me à terra que tenha sede de ti... 

Ref.: Leva-me onde os jovens necessitem tuas palavras necessitem... sentido de viver! Onde falte a esperança, onde tudo seja triste simplesmente.... por não saber de ti! 

- E assim, em marcha irei cantando, por povos pregando tua grandeza senhor! Terei... meus braços sem cansaço. Tua história em meus lábios e a força da oração... 

Ref.: Leva-me onde os jovens necessitem tuas palavras necessitem... sentido de viver! Onde falte a esperança, onde tudo seja triste simplesmente.... por não saber de ti! 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A contemplação é tempo forte de oração

A oração é também um tempo forte por excelência da prece. Na oração, o Pai nos 'arma de poder por seu Espírito, para que se fortifique em nós o homem interior, para que Cristo habite em nossos corações pela fé e sejamos arraigados e fundados no amor'" (CIC, 2714).

A contemplação não é um momento rápido na vida e tampouco uma graça extraordinária de Deus, como pode ser uma visão ou um êxtase. É, porém, uma atitude de vida, uma maneira de ser, a qual lentamente a pessoa vai assumindo na sua caminhada orante. É o nosso olhar que se vai purificando do apego das coisas da terra e aprendendo a ver, atrás de tudo, a Presença de Deus. Assim, o coração não vive mais angustiado, porque confia no Senhor, e não tem nenhum outro amor a não ser a Trindade e as Suas coisas. É o "viver como se já não vivesse". Nisto não há nada de alienado e alienante na vida, ao contrário, a pessoa se sente mais do que nunca comprometida na transformação da história do mundo e sabe que sua vocação é não cruzar os braços, mas fazer todo o possível para que as coisas caminhem bem, dentro dela e fora dela.

O contemplativo é uma "Janela de Deus" aberta neste mundo. Ele vê, sofre, age e suplica, para que os homens saibam amar uns aos outros segundo o pedido do Senhor Jesus.

Esse pequeno número d Catecismo, que comentamos, é de uma riqueza simples, mas maravilhosa, quando afirma que "a contemplação e´um tempo forte de oração". Infelizmente, não estamos acostumados a distinguir  tempos. "fracos" de oração e tempos "fortes". É uma linguagem que diante de Deus não funciona muito. A oração é sempre um empenho sério e forte de encontrar-nos com Deus e de estar com ele.

Santa Tereza de Ávila afirma: "Também entre as panelas está o Senhor!". Nesses momentos em que estamos diante de Deus numa abertura total, Senhor nos envia o Seu Espírito Santo,  que grita em nós "Abba", e nos enche de luz, paz, harmonia e amor. É necessário ter todos os dias um espaço  de tempo em que, desligando-nos das coisas do dia a dia, estejamos  a sós com as Três Divinas Pessoas da Trindade, para depois voltarmos entre os demais com o rosto transfigurado pela luz do amor.


Frei Patrício Sciadini, OCD
Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Palavras do Papa

Faço-lhes uma pergunta: vocês leem todos os dias um trecho do Evangelho? É bom levar conosco um Evangelho no bolso e ler um trecho , um trecho pequeno, em cada momento do dia. E, ali, é Jesus quem fala. Vocês farão isso? Depois, no próximo domingo , me digam.

O Evangelho deve estar sempre conosco! De alguns mártires dos primeiros tempos dizia-se - a exemplo de Santa Cecília - que levaram  sempre o Evangelho com eles.

Não é necessário que sejam os quatro evangelhos. Basta que seja um.

Nós, discípulos, somo s chamados e chamadas a ser pessoas que escutam sua voz elevam a sério suas palavras.

Para escutar Jesus, é preciso segui-Lo, como faziam as multidões do Evangelho, pelas estradas da Palestina.

Estar a caminho não é uma característica só do cristão, mas de todas as pessoas honestas. Quem não estiver a caminho procura ganhar a si mesmo: é uma pessoa autorreferencial; é sempre egoísta.

Nosso primeiro passo é a Palavra de Jesus, aquilo que alimenta nossa Fé.

A segunda graça que pedimos foi a da purificação dos olhos, dos olhos de nosso espirito para a vida eterna. Purificar os olhos! Sou convidado a ouvir Jesus, e Jesus se manifesta e, como em sua Transfiguração, nos convida a olhar para Ele. E olhar para Jesus purifica nossos olhos e prepara-os para a vida eterna, para a visão do céu.

Talvez nossos olhos estejam um pouco doentes, porque vemos tantas coisas que não são de Jesus, que são até contra Jesus. Coisas mundanas, coisas que não fazem bem à luz da alma. E, assim, essas luz vai se apagando lentamente, e, sem notar, acabamos na escuridão interior, na escuridão espiritual, na escuridão da fé: escuridão porque não estamos habituados a olhar, a imaginar as coisas de Jesus.

Fonte: L´Ossevatore Romano
edição em português, 20/03/2014


domingo, 17 de abril de 2016

Reflexão do Evangelho Jo 10,27-30

Ninguém tira minhas ovelhas do meu rebanho.

Neste 4º domingo da Páscoa vemos novamente a temática do pastor e das ovelhas. Jesus é o verdadeiro pastor. Ele conhece as suas ovelhas. Estas escutam sua voz e o seguem. O seguimento só é possível para quem reconhece a voz do Ressuscitado. Os que seguem o Ressuscitado têm a “vida em seu nome”, receberão a vida eterna. Não perecerão, conforme Jesus afirmou no discurso da despedida (Jo 13,12-15).

As ovelhas não podem ser arrebatadas da mão de Jesus porque foi o próprio Pai que lhas deu. E as obras do Filho revelam a vontade do Pai, porque eles constituem uma unidade. É tal unidade a fonte da força de Jesus. E essa força é transmitida 
aos que recebem a sua vida. Por isso o mundo não pode arrebatar aqueles que são de Jesus.

Fonte: Revista Vida Pastoral

sábado, 16 de abril de 2016

Música para Refletir nossa vocação


 Enviai-me Senhor
Foi meu Deus quem me chamou, me escolheu, me quis, me consagrou, Para anunciar ao mundo o seu grande amor e respondi: Aqui eu estou, envia-me Senhor! 2x 

- O mundo precisa conhecer Jesus. O amor precisa se amado. A minha alegria está em te servir. Te anunciar é o meu maior prazer. Ref: 
- A minha vocação é o amor, servir a Deus nas pequenas coisas. E se ao mundo o Senhor me enviar, não hesitarei vou pra onde me mandar. Ref: 

- Foi meu Deus quem me chamou, me escolheu, me quis, me consagrou para anunciar ao mundo o seu grande amor e respondi: Aqui eu estou, envia-me Senhor! Envia-me Senhor! Ref: 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Contemplação e experiência da páscoa na vida Oblata


O fim da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, é seguir o mais perto possível as pegadas e os exemplos de Jesus, que levou uma vida toda desapegada e mortificada, cheia de sofrimentos e desprezos.

O espírito humano não consegue compreender o amor que Nosso Senhor Jesus Cristo teve pela cruz. a menos que se ignorem, entretanto, todas as ações de sua vida, não se podem ter dúvidas sobre esse veemente amor.

Não nos afastemos, pois da contemplação da vida de nosso Jesus, desde o seu nascimento até a sua morte, e em todas as circunstâncias da nossa, encontraremos  modelo, consolo e coragem.

Fonte: Biblioteca Histórica - Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor -
Origens da Congregação.



domingo, 10 de abril de 2016

Reflexão do Evangelho Jo 21,1-19

Um tipo de morte que glorifica a Deus.

O texto narra outra aparição de Jesus e tem como tema principal a missão da Igreja sob a guia do Ressuscitado. 

O número sete significa perfeição ou totalidade. Aqui traduz a comunidade perfeita, a que se reúne em torno do banquete (vv.9-13). Os protagonistas da cena, Pedro e o Discípulo Amado, são os mesmos que entraram no sepulcro vazio. Novamente, o Discípulo Amado reconhece o Senhor. É o amor que precede esse reconhecimento. Mas é Pedro, desta vez, que corre ao encontro do Senhor (v.7). É também ele quem toma a iniciativa de pescar e de trazer para a praia a rede cheia de peixes (v.11). Assim, entrelaçam-se o reconhecimento do Ressuscitado e o serviço missionário representado
pela pesca. Sem esse reconhecimento, o trabalho é estéril (v.3); somente com Cristo ele se torna fecundo (v.7). Os 153 peixes grandes simbolizam o grandioso sucesso da missão e seu caráter universal.

A Pedro é confiada a tarefa pastoral na Igreja (vv. 15-17). As três perguntas que Jesus lhe faz sobre se ele o ama correspondem às três negações do apóstolo. Pedro não ousa afirmar que ama o Senhor mais que os outros discípulos. Sua resposta é humilde, pois sabe de sua fraqueza e tem consciência de que sua tarefa é fundada na graça. Jesus pergunta a Pedro considerando sua disponibilidade, e é a partir daí que lhe é confiada a missão.

No v. 18, Jesus apresenta a Pedro a total disponibilidade que o discípulo deve ter para o seguimento. Caminhar com Jesus é assumir também seu destino: o martírio. Dessa forma, o serviço que Pedro assume no pastoreio deve ser feito num total dom de si. Esse dom só é possível para aquele que ama, ainda que não o faça “mais que os outros”. Esse amor incondicional, que o próprio Cristo vivenciou, Pedro aprenderá em sua caminhada. Por enquanto, sua própria entrega foi o reflexo desse amor.

Fonte: Revista Vida Pastoral

sábado, 9 de abril de 2016

Música para Refletir nossa Vocação


Vim até aqui
Derramar o meu passado em Ti
Vim banhar os pés que andaram por aí
Sem carinho receber

Hoje estou aqui
Não porque mereço, eu sei
Pois Tu sabes por onde eu andei
Conheces bem o meu perfume

Mas Tu sabes também
Que o meu choro é sincero porém
Não tenho nada a oferecer, meu Senhor
Mas te dou a minha vida

É tudo que tenho
Recebe o meu nada
Refaz a morada
Habita em mim

Me pega em Teu colo
Me acalma em Teu peito
Sou Teu sou eleito
E a minha essência é exalar Teu cheiro

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Espiritualidade Redentorista - Espiritualidade dos Sentidos

Dualismo é separa corpo e alma. é opor corpo x alma. Mas a tradição filosófica do Ocidente fala nesta dualidade corpo-alma. Não dá para estendê-la de forma correta e boa? Dá sim. Tanto é possível que ela foi assumida na fala da teologia cristã. Toda via, nem sempre se conseguiu evitar o mesmo equivoco de oposição e separação.

Como entender corretamente a expressão de que somos uma idade composta por corpo-alma? CORPO  é o ser humano todinho, inteiro, enquanto vive a dinâmica biológica: cresce, se desenvolve amadurece, vai a vida declinando e morre. Ao dizer que somos corpo estamos dizendo que vivemos nos limites próprios da biosfera, marcados pelo tempo e pelo espaço. Onde o que vive, morre. ALMA, é o ser humano todinho, inteiro, na medida em que é liberdade consciência, desejo e busca, experiência pessoal. Sonhando o definitivo bom e belo, a felicidade sem fim.

Somos esta realidade tensa, esta unidade composta. É parte de nossas condição de homem/mulher esta-no-mundo e ser mundo: Mas também nos pertence estar para além do mundo, transcendendo. Viver assim é obra de nossa consciência, nossa subjetividade. Viver atentos aos nossos sentidos, à corporeidade. Atento aos nossos sentimentos e nossas emoções, ressonância de nossas histórias de vida.

Uma espiritualidade que não escuta o corpo que fala, não o acolhe e interpreta, acaba inimiga do humano e com práticas que o adoentam. O Espírito Santo de Jesus potencia nossa sensibilidade e a centração no essencial. Facilita-nos discernir os enganos dos sentidos e encontrar a autenticidade no ser sensíveis ao Amor solidário. E quando comungo o corpo e o sangue de Cristo Jesus, aprendo a compreender melhor o que seja o fato de Ele, o Verbo do Pai , se fazer carne em nossa realidade humana: para que toda a carne se faça palavra que conhece o Pai e o ama.

Pe. Dalton, C.Ss.R.
Fonte: Revista Akikolá

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Espiritualidade Redentorista - Ressuscitou! Aleluia!

Não é questão de imortalidade da alma. Nada de dualismo corpo (matéria) separado da alma (espirito). Não é retorno a esta vida, como aconteceu com Lázaro. Nem retornos sucessivos, re-encarnatórios. Não é a cruz do viver nem a morte detendo a palavra final sobre a vida dos humanos.

É a destinação humana definida para sempre na pessoa de Jesus, o crucificado que ressuscitou. O Vivente para sempre. Sim, a pessoa. O que somos? Uma pessoa, única. Que não se repete. À imagem e semelhança de Deus, nosso Deus trino que é Pai (fonte); Filho (gerado e em missão redentora); Espírito Santo, força de comunhão reconciliada que sustenta a obra de Jesus. Ele quem nos ensinou essas coisas. Em nossa história, nascido do povo eleito, judeu. E ensinou-nos que a palavra finalizadora sobre o destino humano é: Ressurreição. Que evento bem aventurado nos aguarda!

Ressurreição: é a entronização de alguém numa ordem tal de vida, tão inteira, que as potencialidade todas do ser humano ficam efetivadas. Jesus é o protótipo. O inaugurador!
A Ressurreição é um salto no processo humano evolutivo. Implode-se nossa condição mortal no planeta terra; explode nos territórios da Trindade o novo que, como embrião, vivíamos já. A Ressurreição define o final do ciclo evolutivo, interrompido pela morte, mas tornando real pelo mesmo sopro criador que, agora, nos restaura para sempre como Viventes. Seguindo Jesus. É o triunfo da vida. A certeza de que o nosso Deus, Senhor do Universo e da história, é o Deus da Vida. E não há igual em amor e imprevisibilidade. É o Único. O Verdadeiro. Para quem tudo é possível.

Cabe-nos, então, viver a espiritualidade do corpo, morada de Deus. Nossa corporeidade é linguagem simbólica. O corpo fala. E a fé se expressa por este corpo-pessoa que crê. Esta espiritualidade está presente e atua nos ritos de nossa fé cristã (=crística!), sacramentos e sacramentais.
A ignorância ou o entendimento dessa realidade da linguagem do corpo pode afetar a saúde e o bem-estar da pessoa. E como tudo que é divino em nós, parte já de nossa bem-aventurança, pode curar. Salvar-nos. É só lembrar que a humanidade que está em Jesus está igualmente em cada um de nós. O que aconteceu com ele vai acontecer conosco.
A Ressurreição confirma-nos nesta verdade: corpo pessoa, território do sagrado.

Pe. Dalton, C.Ss.R.
Fonte: Revista Akikolá

domingo, 3 de abril de 2016

Reflexão do Evangelho Jo 20,19-31

Os primeiros discípulos testemunham a ressurreição de Cristo


Na tarde daquele mesmo dia (o da ressurreição), Jesus aparece aos discípulos reunidos. Tomé está ausente. O Ressuscitado dá-se a conhecer, dá-lhes o Espírito e o poder de perdoar o pecado, fazendo que os apóstolos sejam investidos para continuar a sua missão.

“Vimos o Senhor”, dizem os apóstolos a Tomé, mas este não lhes dá crédito. Com essa expressão atribuída aos apóstolos, encontramos o primeiro testemunho eclesial e o querigma da ressurreição.

Tomé não crê no testemunho dos discípulos e pretende uma constatação pessoal – simboliza a pessoa que precisa ver para crer. Muitos outros, durante o evangelho, pediram de Jesus milagres para crer em sua pessoa. Mas Jesus lhes disse que não teriam outro sinal senão o de Jonas. Esse sinal é dado agora:
Cristo ressuscitado está no meio de sua comunidade. Tomé quer atestar sua fé vendo e tocando Jesus. Mas o evangelista chama a atenção para o crer sem ver, baseado no testemunho dos discípulos.

No domingo seguinte, Jesus aparece novamente aos discípulos, desta vez na presença de Tomé, a quem repreende por sua incredulidade. Jesus mostra-lhe as mãos e o lado para certificar-lhe que o Ressuscitado é o Crucificado, mas está diferente, vive numa nova realidade, além do tempo e do espaço.

O medo transforma-se em alegria. A paz e a alegria são dons do Cristo ressuscitado e, ao mesmo tempo, condição para reconhecê-lo. Jesus realiza as promessas feitas aos discípulos, enviando sobre eles o Espírito. A missão a que são destinados continua a missão de Jesus (17,18). Como o Pai enviou seu Filho para perdoar os pecados, assim Jesus envia os discípulos. Ao soprar sobre eles (v.22),  expressa a ideia de criação renovada. O Espírito recria a comunidade dos apóstolos e descerra suas portas para a missão.

Fonte: Revista Vida Pastoral

sábado, 2 de abril de 2016

Música para Refletir nossa Vocação


Eu me abro ao Teu querer.
Eu me rendo a Tua voz.
Quero me submeter.
Quero conhecer Teus planos.

Os passos que dei sem você,
Só me fizeram fracassar.
O tanto que eu já chorei...
Me arrependo dos meus planos

Sem Ti nada posso fazer.
Onde eu posso ir
Se o céu que eu procuro só vira por Tua voz?

Os meus passos são Teus, o meu próximo minuto é Teu.
Se não for assim, não me deixe ir.
Dou minha mão para Ti,
Fecho os olhos e confio em Ti,
Leva-me Senhor.

Sem Ti nada posso fazer.
Onde eu posso ir
Se o céu que eu procuro só vira por Tua voz?

Os meus passos são Teus, o meu próximo minuto é Teu.
Se não for assim, não me deixe ir.
Dou minha mão para Ti,
Fecho os olhos e confio em Ti,
Leva-me Senhor.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A alegria pascal de Maria

Eu tenho me perguntado muitas vezes porque os textos bíblicos nos falam tanto da experiencia pascal de outros e guardam silêncio a esse respeito, sobre Maria, a mãe de Deus. A resposta talvez seja a seguinte: os relatos do evangelhos sublinham dois pontos de vista: 1º- A fé firme de que Jesus ressuscitou verdadeiramente e se manifestou de modo autêntico; 2º- Os discípulos só chegaram lentamente à plenitude da fé. Nós temos boas razões para supor que Maria, que viveu até o fim  o êxodo de seu Filho, a humilde serva do Senhor, iniciada tão profundamente por Jesus e pela atuação do Espírito Santo no ministério da salvação, não teve as mesmas dificuldades que Pedro, Maria Madalena, os discípulos de Emaús e os outros. Ela, a nossa mãe espiritual, é o modelo da fé inabalável da Igreja inteira. Ligada à paixão e morte de Jesus, o foi também inseparavelmente à sua ressurreição. E João, o discípulo amado confiado a ela, foi o primeiro que, diante do túmulo vazio, chegou á fé plena na ressurreição. Quanto mais ficamos com Maria junto da cruz e quanto mais vivenciamos a paixão e morte de Jesus, tanto mais estaremos unidos a ela na alegria pascal e caminharemos fielmente para maior abundância da fé.

Os relatos pascais destacam o papel das piedosas mulheres. Já ao pé da cruz, as mulheres estão melhor reapresentadas que os homens. Maria, a rainha dos apóstolos, é a "Mulher". Ela era a que estava mais perto da cruz de Jesus, e canta com todo o seu coração, como serva de Deus, o canto das alegrias pascais. Ao lado dela estão as outras mulheres que acompanharam Jesus no caminho da cruz e foram de consolo para ele. Elas são, no seu amor e na sua fé madura, um apoio para os apóstolos. Embora as mulheres que acompanharam Jesus no caminho  da cruz e foram de consolo para ele. Elas são no seu amor e na sua fé madura, um apoio para os apóstolos. Embora as mulheres não sejam admitidas ao sacerdócio ministerial, não esquecemos que no coração da Igreja está Maria, a grande mulher e mãe, e com ela todas as mulheres que, pela sua vida, testemunham a fé na mensagem pascal.

Pe. Bernhard Häring, C.Ss.R.
Fonte: Akikolá