sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Nove semanas com Antonia - Nono Dia

Chegamos ao último dia de nossa novena em devoção a Madre Antonia (fundadora da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor).Esperamos que estes dias tenham sido de fortalecimento na fé e de graças recebidas. 

Compartilhe conosco se você recebeu alguma graça durante ou depois desta novena.
Continuaremos  oração por sua família e por você que nos acompanha aqui no Blog Oblatas.

Fechemos este nono dia com muita fé e devoção.


Nono Dia

Oração Inicial
Senhor Tu que és Pai e mãe de amor, seduziste Antonia a dizer- Te sim, a esta obra de misericórdia e compaixão. E continuas hoje a seduzir-nos, e a pedir que doemos a ti nossas vidas na causa de teu reino.
Que saibamos manter os olhos fixos em Cristo e na proposta que ele nos deixou. Ajudai-nos a exemplo de madre Antonia,  mantermos a paciência e a serenidade que vem de Ti, a ousadia e coragem de Teu filho. Ensina-nos a viver com alegria a nossa vocação cristã.


Tema: Somos chamadas a seguir as pegadas de Jesus Redentor, sendo presença solidaria e denúncia profética.


Introdução:
Diante de uma sociedade individualista, fragmentada e excludente, Jesus nos convida a ser fermento de transformação para anunciar a Boa Nova e denunciar as causas que promovem as injustiças que geram violência, exclusão e morte (Lc 10,80-37; 13,20-21). Madre Antonia também viveu numa sociedade conflitante, como a nossa hoje, por isso fez de sua vida uma oblação total a Deus para ajudar a resgatar, humanizar e percorrer um caminho de conversão e misericórdia com as mulheres que viviam em contexto de prostituição. (BM vol I pág. 310), (CG 2001 pág. 20).


Silêncio: 
Coloque as intenções que você deseja alcançar.


Oração a venerável Madre Antonia

Senhor fonte inesgotável de bondade, que adornastes a alma de vossa Serva Madre Antonia Maria da Misericórdia, com uma fé profunda, com uma confiança inabalável e com uma caridade sem limites, dignai-vos glorificar agora aquela que tanto vos amou e serviu aqui na terra, concedendo-me a graça que, por sua intercessão, hoje vos peço.

Pelo muito que Ela realizou para a glória de vossa Igreja, pelos sacrifícios que desde criança vos ofereceu e pelos sofrimentos que suportou por vosso amor, eu vos peço, não deixais de atender a este meu pedido. Vos louvo e bendigo pelo muito que na vida de vossa Serva, realizou o vosso amor, pelas almas mais necessitadas. Vos peço que a seu exemplo, saiba também desprezar a grandeza deste mundo, para amar e servir somente a vós, que sois meu Deus e meu Pai.
Amém.


Madre Antonia intercedei por nós diante do Senhor.
Pai-Nosso e Ave Maria.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Ser Missionária Oblata - Por Ana Paula Assis

“Vivemos esperando o dia em que seremos melhores…
 Melhores no amor, Melhores na dor… Melhores em tudo…” 
                                                                                                     Rogério Flausino

Parafraseando a canção “Dias Melhores”, começo assim a dizer o que é ser missionaria Oblata, ou melhor, partilho como  venho vivendo  o ministério que me é confiado dia a dia como missionaria Oblata.

Provavelmente estão perguntando o que tem a ver missão com esta música. Muito bem, acredito que todo ser humano (homem e mulher) tem um chamado a missão, quando cristão e essa missão se torna um compromisso no seguimento de Jesus e no anúncio do Reino.

Jesus era missionário e assume sua missão dizendo para que veio;( Lc 4,18… O Espírito do Senhor esta sobre mim…) Ao enviar seus discípulos também diz: vai e anuncia a toda criatura (Mc 16,15)
Se acreditarmos que somos parte do discipulado de Jesus, temos a missão de continuar o anuncio do Reino, é verdade que algumas pessoas têm o chamado especifico dentro da Vida Religiosa Apostólica para viver a missionar, e o chamado dos leigos consagrados é um chamado mais particular. Todavia anunciar o reino é o dever de todo cristão. Ser testemunha de Jesus Cristo é ser missionário. E neste momento penso que é valido refletir as palavras de Papa Francisco: “anunciem Jesus com a Vida e se necessário com palavras”.

Após contextualizar um pouco volto à canção e digo: Minha missão como Oblata é ser melhor, não apenas como religiosa no Projeto de Missão, nos trabalhos de campo, na vida comunitária... Mas no ordinário da vida, o desafio de missionar diante da dor de quem é privado da sua liberdade, tem os direitos negados por um sistema corrupto e uma sociedade conivente.

Ser melhor não para me engradecer e dizer, ‘nossa eu sou a melhor’, mas ser melhor no sentido de que a mulher que passa por nossos projetos sinta que ali nós a proporcionamos o melhor como acolhida, devolvemos a ela o direito de voltar a sonhar e a acreditar que é uma pessoa e que tem um potencial.

Estamos vivendo uma parte da historia onde temos urgentemente necessidade de sermos melhores, precisamos ser pessoas melhores no comum da vida, melhores no nosso jeito de anunciar a esperança, na nossa luta pela justiça, na vivencia do amor, na partilha do cuidado, no silencio diante da dor e na alegria da utopia da paz que tanto almejamos.

Ser missionário às vezes fica muito longe quando pensamos que vamos a outras terras, para anunciar a Cristo, quando pensamos na conversão da humanidade, a missão fica dirigida aos outros, aos supostos escolhidos, aos grupos religiosos e nos insertamos de pensar que não estamos fazendo nossa parte.

Quando penso que ser missionário é ser com e onde estou, exige que eu faça algo, minha ação faz a diferença, quando vivo a solidariedade e o compromisso de ser responsável nas pequenas coisas, no anúncio silencioso de um sorriso, um olhar minucioso, uma escuta disponível, assim acontece à missão.

Trazemos uma grande necessidade de voltar à fonte, de olhar a vida por outro ângulo, nosso testemunho independente do credo religioso precisa ser de pessoas que se respeitam, que se cuidam, buscam o bem comum, a falta de paz e também a falta de justiça.

Encerro este texto dizendo a grande frase de um homem que eu acredito ter vivido sua missão e certamente nos serve de modelo, provavelmente essa frase sê vivida nos faria verdadeiros missionárias e missionários, e acreditem todos nós seriamos mais felizes.


O que querem que os outros lhe façam, faça vocês aos demais. Mt 7,12.

 Dias Melhores para sempre...

Ana Paula Assis, noviça Oblata


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Para a redenção de todos

Um ato de amor
Quando Jesus nos explicou a destinação de seu corpo entregue de seu sangue derramado por todos disse que é para a remissão dos pecados. Podemos ter uma visão espiritualista como se a única finalidade da redenção fosse limpar a desgraça do pecado.

O pecado não é algo somente pessoal, mas é uma estrutura que se instaurou no mundo a partir da tendência ao mal que chamamos pecado original. Mais que tirar de uma situação de aversão a Deus, o ato redentor de Jesus, sua vida entregue a partir de sua encarnação são a concretização da vida nova que nos é dada. Esta consiste na comunhão com Deus e na participação de sua vida. Há muitos modos de compreender a redenção. É bom, pois um conceito não esgota sua riqueza.

Não pode ficar fora desta riqueza de interpretação a raiz de todas elas: Deus nos redimiu por amor. João nos escreve: “Deus amou de tal modo o mundo que entregou seu Filho único, para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

Redenção é um ato de amor de Deus e uma doação de vida. Crer é acolher amor. Por que não acolher o amor que se manifestou com tanta generosidade a ponto de ser uma entrega total de Deus em seu Filho? Como é redenção da pessoa humana e do mundo, suas dimensões são infinitas e penetra todo o ser humano e tudo que a ele se refere.

A redenção atinge as fontes do mal que já conhecemos nas três tentações de Jesus que concretizam o mal. Pela redenção Jesus corta essa raiz e deixa a cada um fazer sua parte com sua graça. Acolher a redenção é opção, pois Deus oferece e não força. Somente com a graça da redenção podemos ter forças para deixar o mal. A mudança da estrutura de mal do mundo e das pessoas só acontecerá com a opção por Jesus Cristo e seu Reino.

Mais que dizer, ser
O anúncio que Jesus faz de seu Reino, mais que uma proposta de doutrinas foi um modo de vida. Se quisermos saber como é o Reino, não devemos nos fixar somente nas palavras de Jesus contidas nos Evangelhos, mas buscar em sua vida a Palavra viva.

Por isso Se identifica com o Reino que se implanta como ação do Espírito Santo. Dele não podemos controlar a ação, pois é como o vento que sopra e não vemos de onde vem nem para onde vai (Jo 3,8). A ação redentora de Cristo extrapola nossas estruturas pois não a podem conter totalmente.

Não somos donos da redenção. Deus quer contar conosco, mas não podemos ser seus donos. O que se espera de quem anuncia é que tenha a vida coerente. Estar redimido pela graça não nos faz seus donos nem seus juízes. Deus é o Senhor.

Quando vemos pessoas a se arvorarem em juízes dos outros, podemos ter certeza que essa consciência não vem da fé. Não misturar filosofias e costumes tradicionais ou novos conceitos com Evangelho anunciado. O que as pessoas vêem melhor é a vida de acordo com a palavra anunciada. Vivendo bem, somos o melhor anúncio.

Anunciar pelo afeto
Os pagãos diziam dos cristãos: “Vede como se amam”. Esse amor não é somente um ambiente restrito e um clube para escolhidos, “meus irmãos”, mas casa aberta a todos.

A redenção está aberta a todos e para ser vivida de modos diferentes. Temos muito a ensinar e muito a aprender. Jesus propõe aos que acolheram a salvação que vivam como Ele viveu, no amor. Esta é a única palavra que convence. O amor de anúncio vai privilegiar os necessitados.

Um mundo de riquezas é um mundo de pobres. É a eles que se dirige em primeiro lugar a redenção. Os que possuem bens deste mundo só serão redimidos se se colocarem a serviço multiplicando seus bens para o bem da graça redentora.

Texto de: Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R. - Missionário Redentorista

sábado, 25 de outubro de 2014

Cantando com Maria

Sábado, dia especial no nosso Blog para a nossa Mãe e Rainha!
Vamos Junt@s louvar, bendizer e agradecer por todo cuidado 
e amor que Maria, a mãe de Deus tem por nós.



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Nove semanas com Antonia - Oitavo Dia

Oitavo Dia

Oração Inicial
Senhor Tu que és Pai e mãe de amor, seduziste Antonia a dizer- Te sim, a esta obra de misericórdia e compaixão. E continuas hoje a seduzir-nos, e a pedir que doemos a ti nossas vidas na causa de teu reino.
Que saibamos manter os olhos fixos em Cristo e na proposta que ele nos deixou. Ajudai-nos a exemplo de madre Antonia,  mantermos a paciência e a serenidade que vem de Ti, a ousadia e coragem de Teu filho. Ensina-nos a viver com alegria a nossa vocação cristã.


Tema: Somos chamadas a viver a experiência de Deus-silêncio.


Introdução:
“A experiência de Deus na oração reveste toda a nossa vida e se expressa na atitude de fé, diante dos acontecimentos na entrega à serviço da missão. Que possamos reconhecer o valor do silêncio como clima de uma vida de oração autêntica” (Const. Nº 57). Madre Antonia, fez essa experiência de fé e nos incentiva a estar a sós com o Redentor e: “Conversar com Deus como um Pai amoroso, um Amigo que jamais falha, um companheiro sempre fiel”. 



Silêncio: 
Coloque as intenções que você deseja alcançar.



Oração a venerável Madre Antonia

Senhor fonte inesgotável de bondade, que adornastes a alma de vossa Serva Madre Antonia Maria da Misericórdia, com uma fé profunda, com uma confiança inabalável e com uma caridade sem limites, dignai-vos glorificar agora aquela que tanto vos amou e serviu aqui na terra, concedendo-me a graça que, por sua intercessão, hoje vos peço.

Pelo muito que Ela realizou para a glória de vossa Igreja, pelos sacrifícios que desde criança vos ofereceu e pelos sofrimentos que suportou por vosso amor, eu vos peço, não deixais de atender a este meu pedido. Vos louvo e bendigo pelo muito que na vida de vossa Serva, realizou o vosso amor, pelas almas mais necessitadas. Vos peço que a seu exemplo, saiba também desprezar a grandeza deste mundo, para amar e servir somente a vós, que sois meu Deus e meu Pai.
Amém.



Madre Antonia intercedei por nós diante do Senhor.
Pai-Nosso e Ave Maria.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Bíblia e Missão - por Samara Lima

Na Sagrada escritura a partir do Antigo Testamento, começamos a observar a proposta Redentora da Missão desde a “Aliança” que o Deus de Abrão, de Moisés, de Isaac e Jacó fizera por meio da história para com o povo escolhido que esperava a terra prometida. 

Desde a origem, nos tempos mais antigos por meio da plenitude da fé, o povo começou a traçar o projeto do Pai, que mais tarde viria ser concretizado em Jesus que se fez homem e carregou a divindade de seu Pai em sua humanidade tendo morte de Cruz e Ressuscitando para Gloria de Deus Pai.  O livro de Gêneses (Gn 1 1-2), relata a história do Deus Criador que nos modela nos pequenos detalhes, como seres humanos, tão distintos a sua imagem e semelhança. É neste momento da criação que recebemos o sopro da vida, e a partir daí começamos a desvendar o mistério da missão ao qual Deus nos criou.  

Agora, trazemos a experiência dos Profetas do Antigo e Novo testamento, fazendo memoria à experiência do chamado e seguimento do Povo de Deus:

No Livro de Samuel (Sm 1. 3-1;21) é narrada a história do filho da Promessa. Podemos entender o projeto de liberdade e vida que Deus faz com Samuel por meio da sua concepção. Ele nasceu de uma mãe estéril, e ser estéril naquela época era uma maldição, e Deus intervém na história daquela mulher e a faz ser Mãe. 

Em sua infância Samuel entendeu o sentido de sua vida. Numa noite, enquanto dormia Deus o chamou, pois ele era o escolhido desde o ventre de sua mãe, o que significa que foi criado para a missão profética de testemunhar a experiência da fidelidade e do amor de Deus, tornando-se seguidor do Deus que o chamou. 

Isaías (Is 6 1-7) relata a experiência de missão e chamado de Deus que veio de uma forma simples, única e humana que apresenta o sonho do amor divino e o rosto de Deus Pai e Mãe para cada ser humano. 

Desde o ventre materno, formos amadas/os e chamadas/ os pelo nome, pois o Senhor nos deseja como instrumentos para seu projeto de amor, qualifica nossa escuta e nos leva a concretizar um caminho de intimidade com Ele.

No Livro de Ezequiel (Ez 2,1-11), a intimidade vivida com o Deus da vida, torna-se fruto de uma missão profética que exige coragem e ousadia para resistir às tribulações e sofrimentos que o seguimento traz. Porque só na intimidade com Deus é que conseguimos anunciar a missão e viver a vocação com o Olhar Fixo em Jesus Redentor, razão de nossa entrega diária. 

O Novo Testamento conta a história do filho de Deus.  Jesus viveu na Palestina, a qual era dominada pelo império romano, e o povo Palestino vivia oprimido e esperava por um “Messias” glorioso que vinha do alto para salvar o povo de Deus da opressão dos romanos. Então Deus envia seu filho único e amado a uma mulher que ficara gravida por ação do Espirito. 

Em Mateus temos com maior detalhe a história e origem do Messias (Mt 1,18) e o Evangelho de Lucas (Lc 1 -26), conta também toda a trajetória do caminho feito por Jesus para cumprir o projeto de Deus para humanidade. Ele veio e viveu como um pobre e desta forma tornou-se sinal de contradição ao Império Romano.

“Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Ele ensina que devemos assumir a luta em defesa da vida, participar do mesmo destino, “estar com ele nas tentações” (Lc 22,28), e inclusive na perseguição (Jo 15,20; Mt 10,25-25), nestas citações veremos a prática libertadora de Jesus.  Ele escolheu viver com os excluídos, seu projeto de vida era acolher com amor e carinho os que eram considerados pecadores: as prostitutas e cobradores de impostos (Mt 21,31,32); os Marginalizados: mulheres, crianças e doentes (Mc 1,32 Mt 8,17;19,13-15-26); conviveu com os Hereges: pagãos e samaritanos (Mt. 8,2-4;Lc 11,14;Mc 1,25-26), sua missão era incluí-los na sociedade como filhos amados de Deus.

Jesus Anuncia o Reino a todos, as anuncia a partir dos excluídos. A base da sua missão é clara e sua opção também. Não é possível ser amigo de Jesus e continuar apoiando um sistema que marginaliza tanta gente. Envolve–os na missão (Mc 6,7;Lc.9,1-2;10,1). 

Reflita:
O que este texto me faz refletir?
Qual é a missão que Deus me chama?
Qual é a minha resposta ao chamado e seguimento, a missão de Jesus?
Quais são as propostas que Jesus tem para que eu possa segui-lo?

Samara Lima - Postulante Oblata

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Vocação e Missão de cada jovem


Só permanecendo fiéis aos mandamentos de Deus, à Aliança que Cristo selou com seu sangue derramado na Cruz é que podereis ser os apóstolos e as testemunhas do novo milênio. É próprio da condição humana e, particularmente, da juventude buscar o Absoluto, o sentido e a plenitude da existência. Amados jovens, não vos contenteis com nada menos do que os mais altos ideais! Não vos deixeis desanimar por aqueles que, desiludidos da vida, se tornaram surdos aos anseios mais profundos e autênticos do seu coração.

A carta que o Papa João Paulo II escreveu em 1985, faz menção ao Evangelho do jovem rico (Mc 10, 17-22), creio que para respondermos sobre a missão e vocação de cada jovem seja necessário recorrer a este belo texto.

Ressalto, sobretudo, a pergunta que o jovem faz: "que devo fazer para ganhar a vida eterna?" esta pergunta do jovem rico, afirma João Paulo, "continua a fazer cada jovem. Ver aquilo que realmente dita em sua vida. O que devo fazer? O que fazer para que a minha vida tenha sentido?". O jovem pede uma resposta definitiva, de peso, e recorre ante as próprias dúvidas, anseio, esperança, àquele que verdadeiramente tem a resposta, Jesus Cristo. Continua o texto que Jesus fitou-o (olhou-o) com amor. Este olhar amoroso percorre toda a saga do homem para com Deus. Deus que após criar o homem e a mulher "viu que tudo era muito bom" (Gn 1, 31). O olhar do criador se faz ressoar no olhar de Jesus Cristo àquele jovem e a cada jovem. Olhar selado na sua própria cruz.

A vocação e missão de cada jovem inicia-se nisto, na consciência de ser amado, de ser amado eternamente e escolhido desde toda a eternidade. Esse olhar dá sentido à vida, pois dele advêm o convite: Segue-me

O convite de Jesus Cristo é feito à todos, segui-lo é o caminho e a vocação da Igreja universal (cf LG). Para o jovem é mais do que simples projeto. A vocação está posta na vontade de Deus, o jovem ao perguntar quer saber: "Qual é o seu plano com relação a minha vida, o seu plano de criador de Pai? Qual é a sua vontade? Eu desejo realizá-la". Qual a minha vocação, permeia a pergunta, em uma fascinante e apaixonada busca interior de cada jovem. Não só para a vocação sacerdotal e religiosa, mas a vocação subjaz de cada pessoa, a vocação à vida e vida em plenitude. Esta encontrada em Jesus Cristo, "eu sou o caminho, a verdade e a Vida" (Jo 14, 6). É a vocação cristã, a perfeição do seguimento, a santidade. 

A vocação à santidade que sustenta e conduz a vocação de cada jovem está relacionada ao cotidiano e com a prática concreta da vida de cada dia (LG 39). Sobretudo, respondendo ao apelo divino em cada situação da vida, usar de suas habilidades e aptidões como dom e serviço ao próximo, negando as propostas anti-evangélicas permeadas no mundo. Quando os jovens põem a sua profissionalidade ao serviço dos verdadeiros valores, eles podem prestar um serviço à toda juventude. E quando vos apresentam palavras e modos de viver anti-evangélicos, hão de ter a coragem de dizer 'não'. "Fazer-se significa recusar tudo o que de negativo vos é oferecido e pôr a vossa criatividade e o vosso entusiasmo ao serviço de Cristo", afirma João Paulo II, nisto consiste a santidade. José Lisboa, teólogo vocacionista, afirma que "ser santo ou santa é acolher com alegria e disposição o chamado para tomar parte ativa na missão evangelizadora da Igreja, para anunciar a todas as pessoas o projeto de vida que a Trindade Santa tem para toda a humanidade". Principalmente, pelo testemunho de vida. 

Só caminha para a santidade, quem como o jovem do Evangelho, percebeu o olhar amoroso de Deus, olhar que contempla de modo especial os mais pequenos, mais necessitados deste mundo. O caminho da santidade é expandir esse olhar amoroso de Deus pelos seus. Olhar de Deus que revela sua bondade, misericórdia e amor a cada um de nós, "o Dom principal e mais necessário é a caridade, pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por causa dele" (LG 42), o caminho à santidade é a prática da caridade. 

O caminho da santidade de cada jovem é o amor, a prática do amor. Que a juventude ao perceber isto começasse a percorrer os lugares daqueles corações que não reconhecem o amor de Deus. Principalmente olhando outros jovens. Sendo estes também convidados a mudar a história deste mundo. Mudar e renovar o mundo que vivemos marcado pela exploração, individualidade, guerra e medo, para isto, é necessária uma autêntica revolução cultural e espiritual, que leve o Evangelho aos circuitos da vida. Queridos jovens, fazei-vos, vós mesmos, promotores desta revolução pacífica, capaz de testemunhar o amor de Cristo para com todos, a partir dos mais necessitados e sofredores, afirma o papa. 

Cabe ao jovem revelar a alegria da vida, do futuro, o sentir-se amado e querido por Deus. Tendo a missão deixada pelo Papa neste novo milênio de se tornarem testemunhas corajosas do Evangelho. No mundo, dentro dele, assumindo-o com todas as suas riquezas, propostas e desafios, porém, o jovem cristão ama o mundo, mas está aberto interiormente a ir além de suas medidas, da sua realidade, sabe onde pôs sua esperança. 

Devem conduzir o ser humano a contemplar Cristo, "porém sabemos que esta missão não fácil, anunciar e testemunhar o Evangelho implica não poucas dificuldades. Sim é verdade: vivemos num tempo em que a sociedade é muito influenciada por modelos devida que põem no primeiro lugar o ter, o prazer, o ser em sentido egoísta. O estímulo missionário dos crentes deve confrontar-se com este modo de pensar e de agir. Mas não devemos recear, porque Cristo pode mudar o coração do homem e é capaz de fazer uma 'pesca milagrosa' quando menos imaginamos". Confia em mim, eu venci o mundo, diz Jesus Cristo a cada jovem em sua missão no mundo. 

Segue-me, diz Jesus, muitos jovens poderiam perguntar: mas para onde? A resposta é clara, afirma João Paulo II, "para ir ao encontro do homem, mistério insondável; e para ir ao encontro de todos os homens, imenso oceano. Isto é possível numa Igreja missionária, capaz de falar às pessoas e, sobretudo, capaz de alcançar o coração do homem porque lá, naquele lugar íntimo e sagrado, se realiza o encontro salvífico com Cristo ".

Este é o caminho que Jesus Cristo e, por conseguinte, a Igreja fiel aos seus ensinamentos nos chama e nos convida. Não se deve adiar mais, o momento é agora, a missão já iniciou. "Sim, é a hora da missão! Nas vossas dioceses e paróquias, nos vossos movimentos, associações e comunidades, Cristo chama-vos, a Igreja acolhe-vos como casa e escola de comunhão e de oração. Aprofundai o estudo da Palavra de Deus e deixai que ela ilumine a vossa mente e o vosso coração. Ganhai força a partir da graça sacramental da Reconciliação e da Eucaristia. Encontrai-vos freqüentemente com o Senhor "coração a coração" na adoração eucarística. Dia após dia recebereis um novo estímulo que vos permitirá confortar os que sofrem e levar a paz ao mundo. Muitas são as pessoas que a vida maltratou, excluídas do progresso econômico, sem um teto, uma família ou um emprego; muitas se extraviam atrás de falsas ilusões, ou perderam já toda a esperança. Contemplando a luz que refulge no rosto de Cristo ressuscitado, aprendei por vossa vez a viver como "filhos da luz e filhos do dia" (1Ts 5,5), mostrando a todos que "o fruto da luz consiste na bondade, justiça e na verdade (Ef 5,9)" .

Província São Francisco de Assis do Brasil
Ordem dos Frades Menores Conventuais - OFMConv

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Espiritualidade Missionária

Quando nos perguntam sobre o que pensamos a respeito do que significa a palavra missão e o ser missionário, normalmente imaginamos homens e mulheres que deixaram tudo para ajudar pessoas necessitadas em qualquer lugar do mundo. Incansáveis, são envolvidos em milhares de atividades e fortalecem sua vida com uma espiritualidade que dá o sentido a sua missão.

Mas na verdade, Missão é viver “segundo o Espírito” e não “segundo a carne” (Rm 8,1-17), é antes de tudo, um estilo de vida.  A vida segundo o Espírito é deixar-se conduzir pelo projeto de Jesus, o Bom Pastor que conhece as ovelhas, vai à frente delas, guiando, orientando e levando-as às melhores pastagens (Jo 10). O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas, com um amor e doação total. 

A espiritualidade e a mística cristã geram a missão. Porém, não é qualquer tipo de missão. Uma missão em defesa da vida, que liberta e transforma. Quem abraça essa mística e a espiritualidade cristã vive uma nova maneira de ver, sentir e viver o cotidiano. 

O papa João Paulo II em sua Encíclica Redemptoris Missio, afirma que “A atividade missionária não é mais nem menos do que a manifestação ou epifania, e a realização do desígnio de Deus no mundo e na história: pela missão, Deus realiza claramente a história de salvação...”. “A missão é uma realidade unitária, mas complexa; e explica-se de vários modos, alguns do quais são de particular importância, na presente situação da Igreja e do mundo.”

A espiritualidade segundo o Espírito de Jesus é estar “cheio do Espírito e educado pelo Espírito” (Lc 4,10), que nos conduz também a: 

Estar com Ele: Para viver com Jesus, é fundamental e indispensável, buscar  uma comunhão intima com Ele através da Palavra, da Liturgia e, sobretudo da Eucaristia, para que possamos compreendê-lo e quem ao mesmo tempo nos envia (RM 88). E assim vamos perceber os vários sinais do Reino onde Deus se faz presente nas nossas culturas.

Viver como Ele: Estando numa profunda comunhão de vida, somos chamadas e chamados a entregamos nossa vida ao estilo de Jesus. Buscar ser semelhante no jeito de ser, na mentalidade, atitudes e sentimentos. Quando sentimos o desejo de ser como o nosso Meste, o Espírito Santo vai realizando a transformação em nós, para que vivamos como Jesus. O que implica a sermos “discípulos” e “testemunhas”, e nos colocar de corpo e alma (nossa pessoa, vida, coração, mente e bens) à disposição de Jesus . Isto se consegue com a abertura plena ao Espírito. 

Unir-se a Ele: Para nos unir ainda mais a Jesus temos que compartilhar a Palavra, a fraternidade e estarmos à serviço da Igreja Missionária. O Senhor nos prometeu a estar sempre conosco, caminhando, nos ensinando a ser discípulos e vivendo o amor, mandamento principal para a vida em comunidade. 

Caminhar com Ele: A expressão desta espiritualidade é a disponibilidade missionária. Percorrer com Jesus um alegre caminho de Evangelização, levando a Boa Nova do Reino anunciando Deus amoroso e misericordioso.

Doar a vida com Ele: É assumir com coragem e audácia a entrega total da vida, que se chama de caridade apostólica. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas com amor até as últimas consequências. (Jo 10,11-18).

Paula Araujo, Com. SAV Oblata
Texo: http://www.dombosco.net/ - com adaptações.

domingo, 19 de outubro de 2014

Festa do Santíssimo Redentor - por Ir. Analita Albani

No dia de hoje, as Irmãs Oblatas celebram a festa do Santíssimo Redentor. No texto abaixo, Irmã Analita trás um pouco do jeito Oblata de ser e como vivem a espiritualidade redentora.


Celebrar a festa do Santíssimo Redentor é celebrar Jesus Cristo como realizador da Redenção Universal e a sua Obra Salvífica. Ratificou para sempre sua Aliança de Amor para conosco. “Abrir de par em par as portas ao Redentor”. Abramos nosso coração para celebrar generosamente mais um ano, esta festa.  Somos todas convidadas a renovar nossa vocação Oblata, que significa manter viva sua memória, vivenciar seus valores, acolher sua proposta Redentora, contagiar e visibilizar seu amor salvador a toda pessoa, assumir as atitudes do Bom Pastor.


150 anos celebrando, agradecendo, louvando, o grande Dom que é nosso Carisma para a Igreja e para o mundo. E é dentro deste contexto que celebramos a festa do Santíssimo Redentor. ELE nos faz o convite “vinde a mim todas vós que estais cansadas, desanimadas sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos dareis descanso”. “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”. Jesus se faz presente em nossa realidade, nos pacifica e harmoniza.  O “jugo de Jesús é o amor” e o amor não pesa. O Seu  fardo se expressa no serviço, na  liberdade, na oferta. Somos gratas pelas chamadas que nos faz para viver em fidelidade e amor no dia a dia... A vida por si nos oferece variadas respostas, das quais somos responsáveis, porque experimentamos e cremos que a Boa Nova habita no coração de muitas Mulheres.



Clique na imagem



Nós Oblatas somos convidadas por vocação a viver em sintonia com a Redenção,  para anunciar o amor com todo nosso ser. Sair de nós mesmas, aproximarmo-nos da Mulher e juntamente com ela percorrer o caminho de libertação. Abrir horizontes, modificar, transformar, gerar nova Vida.  Todas necessitamos ser  redimidas e isto é mais que ver Deus na outra pessoa, é ver a outra pessoa com os olhos de Deus, desde a ótica do amor, da entrega, da acolhida, reconhecer, descobrir um Deus apaixonado pela humanidade. Esta motivação deve nascer dentro do nosso interior e extravasar na Missão. Recriar a capacidade de acolher o envio com toda sua riqueza e espontaneidade, renovar nossa atitude de escuta, de dialogo.  

Neste novo tempo é preciso deixar-nos modelar por Ele e fazer de nossas comunidades, espaços de acolhida ao diferente, com a suavidade amorosa de Jesus Redentor, viver em fidelidade a nossa vocação e participar do Banquete:

Do amor.
                               Da fraternidade.
Da alegria e unidade.
        Do encontro.
Do banquete do Reino.



FELIZ DIA PARA TODAS!

Analita Albani, OSR

sábado, 18 de outubro de 2014

Feliz Festa do Santíssimo Redentor


Especial - Festa do Santíssimo Redentor - Terceiro dia

TERCEIRO DIA: PREPARAÇÃO PARA
 A FESTA DO SANTÍSSIMO REDENTOR.


O Espírito de Jesus Redentor que se encarnou na realidade histórica enfrentando o poder excludente e permanecendo fiel até a cruz, nos convoca para uma missão que nos mantém em uma atitude contínua de discernimento, mobilizando todas nossas potencialidades e recriando dia a dia a opção pelas mulheres em contexto de prostituição.

Reflita conosco este poema-oração e compartilhe quais os sentimentos que brotaram 
em seu coração, que possa alimentar e fortalecer outras pessoas com sua experiência do sagrado.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Especial Festa do Santíssimo Redentor - Segundo dia

SEGUNDO DIA: PREPARAÇÃO PARA A FESTA 
DO SANTÍSSIMO REDENTOR.


Convidamos você para seguir aprofundando e rezando conosco, 
hoje com o poema "Nos passos do Redentor".
  
Se entregue neste momento de espiritualidade e abra seu coração ao Redentor.
Expresse o que sentiu nos comentários ou no nosso Facebook.

Passos fortes no caminho
Cravados pelo chão trazem 
A dor e a coragem do Cristo da Redenção.
Sobre os ombros a cruz pesada
que tenta levar ao chão 
a forçada liberdade  e 
acima de tudo do perdão.

Sobre os ombros tem o peso que clama 
a conversão do povo tão disperso e entregue a escravidão.

Nas curvas do caminho, no sangue que rola 
Da fronte perfumada de espinhos 
os olhos de Cristo vivo volta-se a oração.

A cruz é o sinal da grande doação 
que Cristo faz da própria vida para ao homem
trazer vida nova, mais agora com os pés no chão.

Entre lágrimas de dor que perfura seu coração, 
Nosso Cristo Redentor segura também,
Nossas mãos e nos dá uma nova missão.

Seus passos deixados no chão 
Tem a profundidade da mais 
Profunda interrogação:
“Queres me seguir?”
Então, não tenha medo de deixar
Seus passos no chão.

É como se ele dissesse:
Da cruz foz meu voto de amor
E chamei o mundo à conversão
E a você que deseja me seguir
Deixe pesar sobre seus ombros
O grito de libertação da mulher
Que chora e busca um mundo de irmãos.

É pensando na dor do mundo 
E na força da oblação, 
que o Espírito do Cristo vivo soprou,
conduziu e construiu esta Congregação.
Hoje fica-nos o grande apelo.
“Oblatas és fonte de Redenção”,
Saí por este mundo e abra seu coração.

Seja diante o mundo e conversão
Aceitando este chamado e entregado 
A vida a este Cristo Amado
A Ir. Oblata oferece sua mão,
E irmana em comunhão 
Na Eucaristia.
Oblata tenha sempre gravado no coração,
A frase que compromete e convida: 
“é doloroso presenciar sem fazer algo”.

Fortificado pelo Cristo que caminha
ao seu lado  e tocada por Maria 
que ensina seguir a Cristo Redentor
Fica a grande certeza:
Oblatas és fruto do amor
Deixado pelo mistério
Mais profundo, o Cristo Redentor.

Ir. Marilda Santos de Souza

Nove semanas com Antonia - Sétimo Dia

Sétimo Dia

Oração Inicial
Senhor Tu que és Pai e mãe de amor, seduziste Antonia a dizer- Te sim, a esta obra de misericórdia e compaixão. E continuas hoje a seduzir-nos, e a pedir que doemos a ti nossas vidas na causa de teu reino.
Que saibamos manter os olhos fixos em Cristo e na proposta que ele nos deixou. Ajudai-nos a exemplo de madre Antonia,  mantermos a paciência e a serenidade que vem de Ti, a ousadia e coragem de Teu filho. Ensina-nos a viver com alegria a nossa vocação cristã.


Tema: Somos chamadas a fazer com Cristo 
o caminho de Redenção.


Introdução:
“Mediante a comunhão com o sacrifício Redentor de Cristo, toda a nossa vida está consagrada ao mistério da salvação em qualquer trabalho ou missão que nos enviem. Em todas as etapas da vida temos a responsabilidade de nos comprometer ativamente em ser um sinal de Jesus nas pequenas coisas do cotidiano: na família, na Igreja, no trabalho, na Congregação... no mundo. Diariamente encontramos pequenas ou grandes cruzes que nos custa assumir e Madre Antonia nos fala: “A cruz nos ensina tudo. Nela aprendemos a perdoar. Ela nos ensina também a orar, a sofrer... Ali aprende-se a amar, a calar, a morrer!”


Silêncio: 
Coloque as intenções que você deseja alcançar.


Oração a venerável Madre Antonia

Senhor fonte inesgotável de bondade, que adornastes a alma de vossa Serva Madre Antonia Maria da Misericórdia, com uma fé profunda, com uma confiança inabalável e com uma caridade sem limites, dignai-vos glorificar agora aquela que tanto vos amou e serviu aqui na terra, concedendo-me a graça que, por sua intercessão, hoje vos peço.

Pelo muito que Ela realizou para a glória de vossa Igreja, pelos sacrifícios que desde criança vos ofereceu e pelos sofrimentos que suportou por vosso amor, eu vos peço, não deixais de atender a este meu pedido. Vos louvo e bendigo pelo muito que na vida de vossa Serva, realizou o vosso amor, pelas almas mais necessitadas. Vos peço que a seu exemplo, saiba também desprezar a grandeza deste mundo, para amar e servir somente a vós, que sois meu Deus e meu Pai.
Amém.



Madre Antonia intercedei por nós diante do Senhor.
Pai-Nosso e Ave Maria.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Especial Festa do Santíssimo Redentor - Primeiro dia

PRIMEIRO DIA: 
PREPARAÇÃO PARA A FESTA 
DO SANTÍSSIMO REDENTOR.

Queridos Leitores, estamos em tempo de festa e desejamos compartilhar com vocês, um pouquinho da Espiritualidade Redentorista. No terceiro domingo de outubro, comemoramos a festa do Titular da nossa Congregação: O Santíssimo Redentor, e também O Dia Mundial das Missões.  

Neste primeiro dia em preparação à festa, vamos refletir e rezar a Encarnação, manifestação do amor de Deus Trino. “Deus amou tanto o mundo, que lhe deu seu Filho único”. (Jo 3,16).


Nesse amor misericordioso Deus ouve o clamor do seu povo e desce. 




Podemos perceber através deste poema, que o amor é o centro dinâmico de toda a Revelação. É um amor gratuito, que brota primeiramente de Deus. A iniciativa é Dele. Ele nos amou eternamente: "amo-te com um amor eterno. Olhe, fui eu o primeiro a amar você. Você não estava ainda no mundo. O mundo nem existia, e eu já o amava. Eu amo você desde que sou Deus". “Amo você, desde que amei a mim mesmo, amei também você” (Santo Afonso). Na criação Deus fez o ser humano a sua imagem, na encarnação ele se fez a nossa imagem, parafraseando Santo Afonso.

Texto: Ir. Sirley da Silva


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Feliz Dia do Professor

À vocês que fizeram e fazem da nossa vida, um mundo 
de conhecimento, descobertas e alegrias...
O nosso MUITO OBRIGADA!


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ser Missionária Oblata - Por Priscilla Fernandes


Ser missionária Oblata “é nosso modo de ser e estar no mundo”, com nossa alegria, acolhida, misericórdia, que são alguns de nossos traços oblatas, e assim ser sinal de Redenção para as mulheres que atendemos para nossa comunidade e para aqueles e aquelas que estão junto conosco. 

É ser presença de Jesus com uma escuta atenta, com um abraço acolhedor, com uma palavra de incentivo. É estar disponível para ir onde o Senhor enviar e aí florescer e dar frutos, colocando sempre a serviço os dons que Ele mesmo nos concedeu.

O nosso próprio nome, Oblatas do Santíssimo Redentor, já expressa muito do nosso ser, “lembra-nos que a Oblação que fazemos de nós mesmas ao Redentor, deve ser total… sem que nada reste de nós mesmas” (Const. 9). É ser oferta agradável a Deus, fazendo uma oblação, entrega total de minha vida para que outras sejam redimidas e tenham vida e vida em abundancia.

Ser missionária Oblata para mim é dar sentido a minha vida, as minhas escolhas, é ir aonde ninguém mais quer ir, onde “urgidas pela força do Evangelho, marcamos presença naqueles lugares que reclamam de modo especial nossa missão Redentora.” (Cont. 141). É caminhar junto, no nosso carisma especifico, com as mulheres em situação de prostituição, fazer junto com elas este caminho de Oblação e  Redenção.

Ser missionária Oblata é levar o Rosto Redentor de Jesus
 onde quer que estejamos. É experimentar a alegria de seguir 
os passos de Jesus e ir deixando que Ele conduza nossa vida.

Priscilla Fernandes Noviça Oblata

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O Espírito Santo protagonista da missão

Cada pessoa é convidada a seguir os passos de Jesus Redentor em missão para realizar o projeto de amor de Deus a humanidade. Quando aceitamos este convite iniciamos um processo de descobertas, aventuras e também de dificuldades, mas temos a certeza que não estamos sozinhas/os, pois o Espírito Santo se faz presente permanentemente para nos dar a certeza que devemos seguir em frente sem medo e sem receios. O Espírito Santo é protagonista da missão, assim como o Papa João Paulo II, em alguns trechos da Encíclica Redemptoris Missio, nos faz entender e refletir a ação do Espírito de Deus em nossa missão. 

O ESPÍRITO SANTO PROTAGONISTA DA MISSÃO

“No ápice da missão messiânica de Jesus, o Espírito Santo aparece-nos, no mistério pascal, em toda a Sua subjetividade divina, como Aquele que deve continuar agora a obra salvífica, radicada no sacrifício da cruz. Esta obra, sem dúvida, foi confiada aos homens: aos Apóstolos e à Igreja. No entanto, nestes homens e por meio deles, o Espírito Santo permanece o sujeito protagonista transcendente da realização dessa obra, no espírito do homem e na história do mundo”.

Verdadeiramente o Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial: a Sua obra brilha esplendorosamente na missão ad gentes, como se vê na Igreja primitiva pela conversão de Cornélio (cf. At 10), pelas decisões acerca dos problemas surgidos (cf. At 15), e pela escolha dos territórios e povos (cf. At 16, 6 s). O Espírito Santo age através dos Apóstolos, mas, ao mesmo tempo, opera nos ouvintes: “Pela Sua ação a Boa Nova ganha corpo nas consciências e nos corações humanos, expandindo-se na história. Em tudo isto, é o Espírito Santo que dá a vida”. (...)

Sob o impulso do Espírito, a fé cristã abre-se decididamente às nações pagãs, e o testemunho de Cristo expande-se em direção aos centros mais importantes do Mediterrâneo oriental, para chegar depois a Roma e ao extremo ocidente. É o Espírito que impele a ir sempre mais além, não só em sentido geográfico, mas também ultrapassando barreiras étnicas e religiosas, até se chegar a uma missão verdadeiramente universal. (...)

O Espírito impele o grupo dos crentes a “constituírem comunidades”, a serem Igreja. Depois do primeiro anúncio de Pedro no dia de Pentecostes e as conversões que se seguiram, forma-se a primeira comunidade (cf. At 2, 42-47; 4, 32-35).

Com efeito, uma das finalidades centrais da missão é reunir o povo de Deus na escuta do Evangelho, na comunhão fraterna, na oração e na Eucaristia. Viver a “comunhão fraterna” (koinonía) significa ter “um só coração e uma só alma” (At 4, 32), instaurando uma comunhão sob os aspectos humano, espiritual e material. A verdadeira comunidade cristã sente necessidade de distribuir os próprios bens, para que não haja necessitados, e todos possam ter acesso a esses bens, “conforme as necessidades de cada um” (At 2, 45; 4, 35). As primeiras comunidades, onde reinava “a alegria e a simplicidade de coração” (At 2, 46), eram dinamicamente abertas e missionárias: “gozavam da estima de todo o povo” (At 2, 47). Antes ainda da ação, a missão é testemunho e irradiação. (...)

O Espírito manifesta-se particularmente na Igreja e nos seus membros, mas a Sua presença e ação são universais, sem limites de espaço nem de tempo.  O Concílio Vaticano II lembra a obra do Espírito no coração de cada homem, cuidando e fazendo germinar as “sementes do Verbo”, presentes nas iniciativas religiosas e nos esforços humanos à procura da verdade, do bem, e de Deus. 

O Espírito oferece ao homem “luz e forças que lhe permitem corresponder à sua altíssima vocação”; graças a Ele, “o homem chega, por meio da fé, a contemplar e saborear o mistério dos planos divinos”; mais ainda, “devemos acreditar que o Espírito Santo oferece a todos, de um modo que só Deus conhece a possibilidade de serem associados ao mistério pascal”. Seja como for, a Igreja sabe que o homem, solicitado incessantemente pelo Espírito de Deus, nunca poderá ser totalmente indiferente ao problema da religião, mantendo sempre o desejo de saber, mesmo se confusamente, qual o significado da sua vida, da sua atividade, e da sua morte.  O Espírito está, portanto, na própria origem da questão existencial e religiosa do homem, que surge não só de situações contingentes, mas sobretudo da estrutura própria do seu ser. 

A presença e ação do Espírito não atingem apenas os indivíduos, mas também a sociedade e a história, os povos, as culturas e as religiões. Com efeito, Ele está na base dos ideais nobres e das iniciativas benfeitoras da humanidade peregrina: “com admirável providência, o Espírito dirige o curso dos tempos e renova a face da terra”.

Cristo ressuscitado, “pela virtude do Seu Espírito, atua já nos corações dos homens, não só despertando o desejo da vida futura, mas também alentando, purificando e robustecendo a família humana para tornar mais humana a sua própria vida e submeter à terra inteira a este fim”, É ainda o Espírito que infunde as “sementes do Verbo”, presentes nos ritos e nas culturas, e as faz maturar em Cristo.

Assim o Espírito que “sopra onde quer” (Jo 3, 8) e que” já estava a operar no mundo, antes da glorificação do Filho”,  que “enche o universo, abrangendo tudo e de tudo tem conhecimento” (Sab 1, 7), induz-nos a estender o olhar, para podermos melhor considerar a Sua ação, presente em todo o tempo e lugar. É uma referência que eu próprio sigo muitas vezes e que me guiou nos encontros com os mais diversos povos. As relações da Igreja com as restantes religiões baseiam-se num duplo aspecto: “respeito pelo homem na sua busca de resposta às questões mais profundas da vida, e respeito pela ação do Espírito nesse mesmo homem”. O encontro inter-religioso de Assis, excluída toda e qualquer interpretação equívoca, reforçou a minha convicção de que “toda a oração autêntica é suscitada pelo Espírito Santo, que está misteriosamente presente no coração dos homens”. 

A ação universal do Espírito, portanto, não poder ser separada da obra peculiar que Ele desenvolve no Corpo de Cristo, que é a Igreja.

Aprofunde esta reflexão acessando:

Ou adquirindo a Carta Encíclica Redemptoris Missio, do Sumo Pontífice João Paulo II, nas melhores livrarias Católicas.



domingo, 12 de outubro de 2014

Feliz dia da Padroeira do Brasil

Hoje com muita alegria celebramos o dia da Mãe do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
Contemplamos em Maria, nossa Mãe, o modelo de entrega e consagração de sua vida, em colaboração com o plano da Trindade Santa na Redenção do ser humano.



Vamos cantar, louvar e agradecer todas as bênçãos e o amor 
de Nossa Senhora Aparecida por cada um de seus filhos e filhas.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Nove semanas com Antonia - Sexto Dia

Sexto Dia

Oração Inicial
Senhor Tu que és Pai e mãe de amor, seduziste Antonia a dizer- Te sim, a esta obra de misericórdia e compaixão. E continuas hoje a seduzir-nos, e a pedir que doemos a ti nossas vidas na causa de teu reino.
Que saibamos manter os olhos fixos em Cristo e na proposta que ele nos deixou. Ajudai-nos a exemplo de madre Antonia,  mantermos a paciência e a serenidade que vem de Ti, a ousadia e coragem de Teu filho. Ensina-nos a viver com alegria a nossa vocação cristã.


Tema: Somos chamadas como Maria a sermos
mulheres do caminho e que se põe a caminho. 


Introdução:
“Em Maria nossa Mãe, contemplamos Maria portadora do novo, lutadora junto ao povo, mulher do silencio, da companhia, do trabalho e da oração. Mulher presente onde existe dor e que se faz presença e junto aos mais necessitados que clamam por libertação. Maria é a presença feminina geradora e gestadora de uma humanidade que inclui, cura e acolhe aqueles (as) que estão a margem. Madre Antonia experimentou em sua vida a força dessa presença, e nos ensina: “O coração de uma mãe pode, com razão, ser chamada de obra prima da natureza, o Coração de Maria pode também ser chamado de obra prima do Céu.”


Silêncio: 
Coloque as intenções que você deseja alcançar.


Oração a venerável Madre Antonia

Senhor fonte inesgotável de bondade, que adornastes a alma de vossa Serva Madre Antonia Maria da Misericórdia, com uma fé profunda, com uma confiança inabalável e com uma caridade sem limites, dignai-vos glorificar agora aquela que tanto vos amou e serviu aqui na terra, concedendo-me a graça que, por sua intercessão, hoje vos peço.

Pelo muito que Ela realizou para a glória de vossa Igreja, pelos sacrifícios que desde criança vos ofereceu e pelos sofrimentos que suportou por vosso amor, eu vos peço, não deixais de atender a este meu pedido. Vos louvo e bendigo pelo muito que na vida de vossa Serva, realizou o vosso amor, pelas almas mais necessitadas. Vos peço que a seu exemplo, saiba também desprezar a grandeza deste mundo, para amar e servir somente a vós, que sois meu Deus e meu Pai.
Amém.



Madre Antonia intercedei por nós diante do Senhor.
Pai-Nosso e Ave Maria.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Marlene Bravo relata experiência no Encontro de Noviços e Noviças de Espiritualidade Redentorista

Em Tietê (SP), Noviços, Noviças, Formadoras e Formadores se reuniram para estudar, refletir e partilhar a vida à partir dos temas: “O Chamado”, “O que nos une”, “Seguimento”, “Afonso e Celeste”, “Vida Consagrada Hoje” e “Vida Comunitária”.

A noviça Oblata Marlene Bravo relata para nós do Blog Oblatas como foi esta experiência:

Nada melhor e bom do que conviver compartilhar, celebrar, refletir, trabalhar estes quatro dias, com pessoas de distintas Congregações que vivem e bebem da mesma Espiritualidade Redentorista. 

Foram dias de muita riqueza, partilha, conhecimento, amizade, proximidade e, sobretudo de muita reflexão e aprofundamento sobre a nossa vocação, as nossas motivações, os desafios de hoje, a vida em comunidade, a vivência dos votos, como estamos a responder o nosso chamado e a viver o Evangelho a partir do nosso testemunho como Religiosas e Religiosos nas diversas realidades, começando na nossa Comunidade. Não deixamos de parte a vida dos nossos Fundadores que foram homens e mulheres de muita fé, entrega oração, assumiram com muita alegria e entusiasmo a vivência do Evangelho e o testemunho do Reino a cada uma das pessoas, vendo nelas a imagem do Redentor. 

Assim como Jesus, eles viveram a Encarnação, Redenção e a Eucaristia, foram estes os pontos que os sustentavam, e que se resume a Vida Religiosa Consagrada.

Alegra-me bastante de saber que hoje ainda existem jovens que buscam viver e testemunhar o Cristo Redentor na VRC nos diversos trabalhos realizados.

Jovens que estão a viver e assumir o projeto de Deus em nosso projeto de vida, procurando viver isto com muita alegria, entusiasmo, entrega. 

Acredito que cada um dos participantes ficou com uma questão, uma preocupação de poder rever e avaliar quais as motivações, atitudes, testemunho tem com a comunidade e com o povo? Pensamos que depois desse encontro, não seremos os mesmos. Valeu a pena poder participar desse encontro.

Marlene Bravo, Noviça Oblata

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O papel fundamental de Maria no Plano de Deus

"O Plano de Deus é uma realidade que talvez deixe alguns desconcertados porque não sabem bem o que significa, como afeta na vida pessoal ou em que etapa desse plano se vive atualmente.

No contexto do mês de Maria, é muito oportuno falar sobre o papel fundamental que ela exerce nesse Plano, porque, como em tudo na vida cristã, conhecendo mais a Maria, somos conduzidos a um encontro mais profundo com Deus.

Qual é, então, o Plano de Deus?
Deus, por amor, criou o ser humano para que vivesse o amor e assim se realizasse plenamente no mundo de acordo com os seus desejos mais autênticos e profundos. Criado livre, foi chamado a usar retamente esse dom para poder chegar finalmente a participar da comunhão eterna do Pai, com o Filho no Espírito Santo, na Santíssima Trindade. Vale a pena ler de novo o parágrafo anterior. Muitas palavras já são conhecidas por nós católicos.

Tão conhecidas que podemos ter nos acostumado com elas. Vale a pena ler com cuidado, como quem tira com um espanador o pó de uma louça antiga e valiosa que possui em casa. 

O que significa que Deus nos criou por amor?O que significa a liberdade que Ele nos deu? Como posso usar bem esse dom? Todas essas perguntas são muito boas de serem meditadas, rezadas frete ao Santíssimo. Com certeza Maria “meditava tudo no seu coração.” Mas a pergunta que talvez incomode mais seja essa: Porque não vivemos em comunhão com Deus? O Plano dele deu errado? O que aconteceu? São perguntas muito boas, porque se olhamos para o mundo de hoje, vemos tanta coisa errada que alguns podem pensar que Deus falhou.

No entanto, a resposta é que o ser humano, usando mal a sua liberdade, se afastou do Plano de Deus. Dizendo não ao seu criador no pecado original, trouxe para toda a criação uma catástrofe de dimensões incomensuráveis. O homem quis ser como Deus, mas sem Deus.
As consequências do pecado original se arrastam pelo mundo até hoje e se multiplicam com os nossos pecados pessoais.

A mulher da promessa
Mas Deus não abandona o homem. Já na queda original, Deus promete a reconciliação com o homem: «Inimizade porei entre ti (a serpente) e a mulher, e entre tua linhagem e a linhagem dela: Ela te pisará a cabeça enquanto tu lhe ferirás o calcanhar» (Gen 3,15).
Nessa passagem Deus revelava o núcleo de seu desígnio reconciliador, no qual uma Mulher aparecia intimamente associada pela maternidade Àquele que "derrotará o mal do pecado em sua própria raiz: esmagará a cabeça da serpente", como disse São João Paulo II.

A vocação de Maria
Sabemos que essa mulher prometida é Maria, pela qual nos veio o Reconciliador, Jesus, nosso Senhor. Cada um de nós possui um lugar no Plano de Deus. Dito de outra maneira, Deus tem algo pensado para cada um de nós. Ninguém foi criado “à toa”. Criada para ser a Mãe do Criador, foi adornada com muitos dons particulares que a faziam apta para essa missão.

Fomos criados para contribuir com o Plano de Deus. Possuímos uma série de talentos, qualidades, aptidões que nos foram dadas por Deus para que com eles contribuamos para que seu Plano se realize. Essa é a missão de cada um e essa é também a maneira que cada um tem de ser realmente feliz nessa vida.

Isso pode ser dito também de Maria. Criada para ser a Mãe do Criador, foi adornada com muitos dons particulares que a faziam apta para essa missão, por exemplo que sua natureza seja preservada do pecado original, que ela seja Imaculada. Dessa maneira, cooperando com os dons que Deus colocou nela, chegada a plenitude dos tempos, Maria pode responder sim generosamente ao Anjo do Senhor e receber no seu ventre o Filho de Deus.

A Maternidade espiritual
Mas a vocação de Maria não terminou com o nascimento de Jesus. Sabemos que durante a sua infância, Ele era obediente aos seus pais, de quem recebia a educação, o carinho, o amor.

Depois de adulto, quando sai a pregar o Evangelho, com certeza Maria seguia acompanhando de perto tudo que acontecia com seu Filho. Prova disso é a sua presença na hora dramática da crucificação. Nesse momento especialmente doloroso para Jesus e para Maria acontece algo importante, inusitado.

Jesus explicita um nova característica na vocação de Maria. “Mulher, eis ai o teu filho” diz Jesus. A partir desse momento se torna claro outro aspecto da missão de Maria, a de ser nossa Mãe espiritual.
Somos realmente filhos de Maria. E ela, como nossa mãe, nos ajuda hoje a caminhar pelos caminhos do plano de Deus, ou seja, vivendo o amor.

Ela nos cuida e nos guia, porque muitas vezes ainda nos confundimos e não sabemos como viver a liberdade. Ela está sempre presente para com um abraço de mãe nos reconduzir até Jesus, o único que é o Caminho, a Verdade e a Vida."

Ir. João Antônio Johas Leão, 
http://www.a12.com/formacao/detalhes/maria-no-plano-de-deus