quarta-feira, 18 de abril de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia – Resistência ao chamado de Deus

Mesmo com a resistência de Antonia e as razões que ela deu para não aceitar, Padre Serra Insistiu, pois sabia do potencial que ela tinha. Apesar da rejeição e repugnância, Antonia pensou com mais tranquilidade e começou a visitar as casas de recolhidas com a intenção de ver em que poderia colaborar financeiramente. Não suspeitava que ao caminhar nessa direção, se deixava levar pelo mesmo Espírito que inspirou o P. Serra. Visitou a casa dirigida pela Sra. Eulália Vicuña e reconheceu que “era admirável”.
Surpresa, ela escreveu ao Padre Serra: “Quem poderia dizer que eu faria o que fiz hoje? O senhor faz milagres. Que não faria eu para obedecer-lhe e pela glória de Deus?”.

A repugnância continuava. O trabalho da graça também. Era questão de tempo. Serra via-o com clareza e respondeu:

“Não lhe peço que faça nada contra a sua vontade e com repugnância. Eu pensei que a senhora era a pessoa certa para ajudar-me, mas não deve fazer nada a contragosto... pedirei esmolas e farei tudo o que puder, e se ninguém me ajudar, eu o farei só com a graça de Deus e com o apoio daquele que carregou nos ombros a ovelha perdida de não deseja a morte do pecador, mas que este que se converta e que viva.”


Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004.
Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985.





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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Pontifícia Comissão para a América Latina pede Sínodo sobre as mulheres

De 6 a 9 de março realizou-se no Vaticano a Assembleia Plenária anual da Pontifícia Comissão para a América Latina (Cal), sobre o tema: "A mulher, pilar da edificação da Igreja e da sociedade na América Latina".

Um argumento escolhido pelo próprio Papa Francisco que, nesta ocasião, desejou que 15 personalidades femininas latino-americanas fossem convidadas, além dos vinte e dois cardeais e bispos membros e conselheiros da Assembleia.

Um plenário composto de olhares e vozes muito diferentes, mas complementares, para refletir sobre como o papel e a tarefa das mulheres latino-americanas mudaram ao longo da história da Igreja.

O trabalho se deu em uma atmosfera de grande comunhão e liberdade, que também permitiu experimentar o encontro entre dezessete cardeais, sete bispos, oito leigas e seis consagradas.
Uma escolha que, segundo o secretário da Cal, Guzmán Carriquiry Lecour, "ajuda a rejeitar as leituras simplificadas e simplistas da realidade para reconhecer a complexidade e se medir com ela".

O documento final com o qual a Pontifícia Comissão para a América Latina resumiu os frutos dos quatro dias de trabalho, reflete fielmente as reflexões dos participantes. Em paralelo, também fornece algumas recomendações pastorais, das quais o L'Osservatore Romano publicou o seguinte texto italiano, e do qual transcrevemos algumas partes.

"Esta Pontifícia Comissão para a América Latina não pretende projetar seus próprios programas e as próprias exigências à Igreja universal, no entanto,  coloca-se seriamente a questão de um Sínodo da Igreja universal sobre o tema das mulheres na vida e missão da Igreja. É o que propõe, em síntese, a Pontifícia Comissão para a América Latina (Cal) no documento final da sua Assembleia Plenária, realizada no Vaticano de 6 a 9 de março, sobre o tema "A mulher, um pilar na edificação da Igreja e da sociedade na América Latina."

"A mudança epocal em que estamos imersos e que exige da parte da Igreja um renascimento de seu dinamismo missionário - Evangelii gaudium! - exige uma mudança de mentalidade e um processo de transformação análogo ao que o Papa Francisco conseguiu concretizar com as Assembleias do Sínodo sobre a família - que levou à Exortação Apostólica Amoris laetitia - e que agora se propõe com a próxima Assembleia sinodal sobre os jovens", lê-se no documento, publicado pelo L’Osservatore Romano.

"A Igreja Católica, seguindo o exemplo de Jesus, deve ser muito livre de preconceitos, dos estereótipos e das discriminação sofridas pela mulher – defende a Cal. As comunidades cristãs devem realizar uma séria revisão de vida para uma "conversão pastoral", capaz de pedir perdão por todas as situações em que foram e ainda são cúmplices de atentados à sua dignidade”.

“A abertura às mulheres deve proceder da nossa visão de fé e da conversão, que olha para o futuro com esperança, a partir do Evangelho de Jesus, que demonstrou "liberdade", respeito e uma extraordinária capacidade de reavivar a chama do amor e da doação pessoal em muitas mulheres que ele encontrou em sua vida pública."

"Tenhamos além disso, as Igrejas locais, a liberdade e a coragem evangélica para denunciar todas as formas de discriminação e opressão, violência e  exploração sofridas pelas mulheres em diversas situações, e para introduzir o tema da sua dignidade, participação e contribuição na luta pela justiça e a fraternidade, dimensão essencial de evangelização", acrescenta o documento.

"As Instituições católicas de ensino superior são convidadas, e em particular as faculdades de teologia e de filosofia, a continuar no aprofundamento de uma teologia da mulher, à luz da Tradição e do Magistério da Igreja, de renovadas reflexões teológicas sobre a Trindade e Igreja, do desenvolvimento das ciências e de maneira particular da antropologia, bem como as atuais realidades culturais dos movimentos e das aspirações das mulheres", defende a Cal.

"Que se promova em todas as Igrejas locais e através das Conferências Episcopais, um diálogo franco e aberto entre pastores e mulheres engajadas em diferentes níveis de responsabilidade (das dirigentes políticas empreendedoras e sindicais, até às lideranças de movimentos populares e comunidades indígenas)", conclui o documento.

Fonte: Vatican News






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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Jovem, queremos mudar o mundo com você!

E para isso, buscamos conhecer mais sobre esta juventude super conectada! Diz pra gente: você já descobriu a sua vocação? Você se conhece?  Responda o questionário abaixo.

🙋‍♀  Que lindo será receber suas respostas! O seu projeto de vida é muito importante. 

Ajude a Pastoral Vocacional Oblata nesta jornada!

#vocação #pastoral #oblatas #juventude #vocacional



Leitura Orante para a Juventude

Praticada desde os primeiros séculos do cristianismo, a chamada Lectio Divina ou Leitura Orante da Bíblia, é um método judaico de assimilação e aproximação da Palavra que leva os fiéis a orarem e contemplarem, buscando a comunhão com Deus.

Este método de oração, não é um estudo, e sim, uma leitura amorosa que enche nosso coração do mistério de Deus. E ela pode ser feita individualmente ou em grupo, pois, somos convidadas e convidados a vivermos a experiência do mistério de Deus, através da sua Palavra que alimenta a nossa fé e anima nossa caminhada em comunidade e nos grupos caminhada juvenil.

É importante que todas as pessoas, inclusive a juventude tenha uma experiência profunda com a Palavra de Deus, e a Leitura Orante proporciona essa intimidade com Deus. Atualmente vivemos numa sociedade cheia de conflitos, e precisamos ter uma base, um norte para guiar nossas vidas, nossa missão social e comunitária.

A Inclusão do Método da Leitura Orante para a juventude é mostrar a importância da Palavra Bíblica e o grande respeito que devemos ter, pois é uma fonte inesgotável de vida, amor e misericórdia. Através dela nossa vida se ilumina e sentimos a presença de Jesus conduzindo a nossa vida vocacional. “ Por que toda vida é uma vocação”.

Você deve estar se perguntando como que faz a Leitura orante? Então, ela se dá em 4 momentos: Leitura do texto, meditação, oração e contemplação.

Ao iniciar, é importante começar invocando o Espírito Santo, inspirador das Sagradas Escrituras, para que nossa mente se abra e possamos mergulhar nos mistérios de Deus. Escolhe-se uma passagem bíblica para fazer a leitura, ou pode escolher o texto da liturgia do dia.

Primeiro Passo: Na leitura Lemos com atenção, cada palavra, entendendo seu significado. Procuramos entender o que o texto diz em si mesmo, descobrir como o texto se situava dentro do contexto da época em que foi escrito.

Segundo Passo: Depois vem a Meditação onde procuramos entender o que o texto nos diz hoje. Significa atualizar a mensagem da Palavra para a nossa vida e nosso cotidiano.

Terceiro Passo: Oração: Este passo é entrar em sintonia e dialogo com Deus, dando uma resposta solicitada pela Palavra que nos foi dirigida por Ele. O que o texto me faz dizer a Deus? Até agora Deus nos falou algo, agora é o momento de conversarmos com ele (suplicas louvores etc).

Quarto Passo: Por fim, vem o momento da Contemplação: É entregar-se e se abandonar nas mãos de Deus e deixar que sua ternura toque o seu coração. É sentir pela fé, quase que intuitivamente, a presença de Deus ao nosso lado.

Esses quatro passos, são atitudes permanentes que coexistem e atuam juntas, embora com intensidades diferentes, conforme o grau em que a pessoa se encontra durante a prática.

Caso queira aprofundar mais o conhecimento pela leitura orante, você pode buscar livros com o tema, e grupos nas comunidades e Paróquias que se dedicam a Leitura Orante da Bíblia. 


Aqui deixamos um anexo, onde você pode seguir os passos da Lectio Divina. Inicie esta experiência! Reserve um momento todos os dias para fazer a Leitura Orante, escolha um ambiente silencioso e tranquilo e mergulhe no mistério de Deus. Boa Leitura!


Texto com adaptações.

Bibliografia: SECONDIN, Bruno. Leitura Orante da Palavra
 – lectio divina em comunidade e na paróquia. São Paulo: Paulinas. 2004.
Ray, Pe. Leitura Orante: Caminho de espiritualidade para jovens –São Paulo;
 Paulinas, 2001 – (Coleção espaço jovem. Série Espiritualidade).






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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia – O Convite que mudaria sua vida

Padre Serra desejava abrir uma casa de acolhida para as mulheres que desejavam deixar a prostituição. Sentindo a necessidade de uma colaboradora, convidou Antonia para esta missão, pois conhecia seus dotes de educadora, o seu desejo antigo de ser religiosa, e ela muito o ajudou na arrecadação de fundos para as Missões. 

Antonia não desconfiava que o Dono da Videira não tardaria a chama-la para trabalhar na parte que  mais se distanciava e diferia das cerimônias e dos salões dos belos locais que já havia ido: as prostitutas abandonadas na rua.

Serra a convida e suplica para que seja sua colaboradora, para abrir uma casa destinada a acolher as mulheres que desejam mudar de vida. Por sua vez Antonia responde ao pedido:

"Monsenhor e amado Padre: Fiquei surpresa com o seu projeto e gostaria de poder conversar longamente. O Senhor pintou-o aos meus olhos com tanta arte que o julgo capaz de embelezar o deserto mais terrível A sua proposta faz tremer de alegria o meu pobre coração, mas são muitas as dificuldades que se apresentam por parte do senhor e minha. O senhor não pode empenhar-se diretamente na realização de tão santo projeto. O que vão dizer em Roma? Vai-me responder: Deixar-se-á que se percam as almas? Não mil vezes não. Podemos o senhor e eu, trabalhar por elas de modo indireto. Eu, da minha parte, posso dar dinheiro e fazer tudo quanto possa, embora me repugne."

Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004.
Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985.



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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Páscoa: O Tesouro da Vida


“Onde está teu tesouro, aí está teu coração”?

Mas onde está teu tesouro, tua vida?
Ao mesmo tempo está dentro e fora de ti:
ou melhor, dentro na medida em que
és capaz de sair ao encontro de teu irmão;
fora, enquanto teu coração se mantém
aberto à relação com o outro,
a ponto de vislumbrar a face oculta
e sempre luminosa do totalmente Outro.
Teu tesouro/vida está na relação:
não está aqui ou ali, acolá ou alhures,
está “entre” uma coisa e outra;
não está aquém, acima ou além da história,
está na encruzilhada viva e dinâmica
dos encontros e acontecimentos;
não está no interior ou no exterior de teu ser,
está na ponte que liga os dois campos.
Teu tesouro/vida está em ti e não está em ti:
está na relação que consegues estabelecer
com as coisas, as pessoas e o Transcendente.
Não está no começo ou no fim do caminho,
está no ato mesmo de seguir a travessia;
não está longe ou perto de teu universo cultural,
está no passo que cruza e aproxima valores diversos;
não está contigo ou com o estrangeiro,
está no diálogo e no confronto entre ambos.
Teu tesouro/vida será cada vez mais teu,
na medida em que fores capaz de oferecê-lo:
perdê-lo-ás se o retiveres unicamente para ti,
ganhá-lo-ás se fores capaz de partilhá-lo;
serás mais pobre quando dele tomares posse,
serás mais rico quando o souberes condividir.

 



Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs
Roma, 28 de março de 2018.











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sexta-feira, 6 de abril de 2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - Leiga Missionária

Após 12 anos de serviços prestados à corte espanhola, abria um novo ciclo de busca interior de solidão e espera para Antonia. Ao sair do palácio Antonia foi à Suíça para visitar sua família, fez algumas viagens para Roma e dedicou-se a estudar, a escrever e participou de diversos encontros com o Papa Pio IX. Antonia era culta, pertencia ao pequeno grupo de mulheres do século XIX que acreditavam na mulher e imaginavam que a igualdade só teria lugar quando a mulher assumisse seu próprio protagonismo na sociedade e na cultura.

Em sua terceira estadia em Roma, fixou residência e permaneceu por dois anos e foi eleita Vice-presidente da Obra Apostólica de Ajuda às Missões, o que foi decisiva para esta obra deslanchar, pois ela tinha tempo, um profundo amor à Igreja e mostrava grande preparação cultural e espiritual. Tem inicio nesta época sua amizade com Padre Serra, que já havia encontrado Antonia em duas ocasiões; mas foi em Roma que o conhecimento tornou colaboração primeiro, amizade depois, e por fim, compromisso de seguir Cristo té a encarnação total nos mais pobres.


 Fonte: Antonia da Misericórdia, 1997.



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domingo, 1 de abril de 2018

Nos passos do Redentor, Experiência de Ressurreição.

Esta reflexão quero compartilhar com você, jovem vocacionada, segura de que o Chamado à Vida se faz presente em todas as etapas, mas é na juventude que seu dinamismo é ainda mais forte porque um discernimento acertado vai determinar sua identidade e missão no mundo.

Nós, Irmãs Oblatas, “somos conscientes de que os jovens podem ser uma força que renove a Sociedade, transforme a realidade e dinamize o futuro” (Dir. 32), especialmente aquelas e aqueles que assumem o batismo em suas vidas e nos passos de Jesus Redentor vão fazendo suas escolhas vocacionais.

Identificada com a Proposta Vocacional Oblata, e lá se vão mais de 35 anos de caminhada, compartilho minha experiência de vida no caminho de Jesus, por sinal uma trajetória apaixonante que pode manter acesa a chama da Juventude como um dom que vai além da faixa etária e sempre nos anima a rezar com o salmista: “Sim, irei ao altar de Deus. Do Deus que é a alegria a minha juventude” (Salmo 43,4).

O caminho de seguimento de Jesus, Mestre e Redentor, é o fundamento da vida e da espiritualidade cristã. Ele é o inspirador da nossa trajetória vocacional! Muito mais! Ele é o Senhor, Fiel e que nos ama com amor incondicional. Suas exigências se fazem sentir e Ele não nos ilude ao convocar-nos -  “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz e me siga”. Ou seja, sabemos que não é fácil perseverar nesse caminho, afinal os passos do Redentor por essa Terra foram marcados pelas dificuldades e perseguições desde o Seu nascimento. Mas se formos jovens de fé e escutarmos no coração o Seu Chamado para segui-Lo, também sabemos que Ele é a Vida e que veio “para que todas e todos tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10, 10).

Na travessia quaresmal acompanhamos, pela Palavra de Deus, muitos encontros e ações de Jesus Redentor e o Tríduo Pascal nos impele a fazer memória agradecida de Sua paixão e morte, desfecho de uma vida comprometida com as vidas dos demais. Mas essa experiência de sofrimento e morte não tem a última palavra. A Vida vence, Jesus ressuscita e é à Luz da Ressurreição que não só a sua entrega ganha sentido e significado para a Humanidade, mas também a nossa.

Venha, jovem, junte-se a nós, seja oblata comprometida na missão junto às mulheres em contextos de prostituição e no enfrentamento ao tráfico de pessoas, fazendo da caminhada nos passos do Redentor, uma experiência de Ressurreição. 

Ir. Beatriz Paixão, OSR




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quinta-feira, 29 de março de 2018

Você já pensou no convite que Jesus te faz?

Jesus nos dá o exemplo e levanta-se da mesa, ou seja, sai do seu lugar e aproxima-se dos discípulos para lhes lavar os pés. Este foi um gesto pleno de sentido, amor e entrega. 

Hoje Ele nos convida a fazermos o mesmo, sair de nosso lugar, nos aproximamos da outra pessoa, e, num gesto de muito amor e humildade, lhe lavar os pés. 

A celebração do dia de hoje nos convida a refletir sobre como estou vivendo o meu compromisso de servir a Deus que se revela nas minhas irmãs e irmãos. 































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terça-feira, 27 de março de 2018

Unção de Jesus em Betânia - João 12.1-11

No início da semana santa, o Evangelho de João, nos ajuda rezar a importância do amor e do perdão. Portanto, a casa de Marta, em Betânia é o lugar preferido de Jesus. Por que aí estão seus verdadeiros amigos: Lázaro, Marta e Maria. Nesta família de irmãos, possui lugar para partilhar a vida, descansar, curar as feridas e se refazer para continuar a missão.

Nestes dois versículos do evangelho de João, temos duas ações importantes; são duas mulheres apaixonadas por Jesus. Marta, que dá o melhor que tem de si, prepara o jantar e serve a mesa. Maria, pegou seu perfume valioso, e durante a ceia, e derramou sobre os pés de Jesus. São gestos de acolhida, amor, e cuidado com a vida do mestre. Maria ungiu Jesus, e o perfume se espalhou por toda casa.  Espalhou-se o perfume da acolhida, da bondade, da ternura, do respeito, da amizade profunda, da solidariedade, esta é a fragrância que a casa de Betânia compartilhou com Jesus.

E todos os anos, os Evangelhos nos recordam o ato destas grandes mulheres. Hoje, quais as mulheres que nos ajudam a recordar que estão ao nosso lado que nos ajudam a fazer memória da nossa cultura e tradição de fé?  Como resgatar em nossa vida os valores e atitudes que Jesus Redentor, veio para nos ensinar? Será que podemos aprender um pouco com Marta e Maria? 

Compartilho essa reflexão com você que também busca saciar seu coração em Deus. 

Jesus abre meu coração e todo meu ser de mulher consagrada para exalar o teu cheiro: de amor, compaixão e Misericórdia. 


Ir. Sirley da Silva, OSR


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sexta-feira, 23 de março de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - A serviço da Corte espanhola

Antonia tinha realmente um dom especial para a educação, e esta notícia chegou ao conhecimento da corte espanhola. Aos 26 anos foi escolhida pelo embaixador espanhol, Sr. Luiz López de la Torre Aullón, que a pedido da Rainha, o encarregou de encontrar uma boa preceptora  para suas filhas.

O embaixador conheceu Antonia quando era preceptora na casa dos marqueses de La Romana e ouvira falar muito bem dela na Suíça, assim como, elogios também em Friburgo e Lausane. Não era a primeira vez que ela recebia propostas de trabalho para ser educadora de famílias Reais, mas ela negou, pois, queria ficar com sua Mãe e tias cuidando do pensionato. 

O Sr. Dom Luiz, lhe fez a proposta para ser preceptora das jovens princesas; Amparo, Milagros e Cristina. Antonia aceitou este trabalho, que pela Divina Providência era a solução para sustentar sua família de forma mais apropriada, longe das tamanhas dificuldades que a vida apresentava. E assim, Antonia assina o contrato no dia 25 de janeiro de 1848 e seguia para a Espanha.

Sua mãe a acompanhou até Genebra para despedir-se dela e dizer–lhe adeus. Esperava alegremente poder visita-la um dia em Madrid. Elas não podiam nunca imaginar que aquele seria o seu último adeus.  Dona Susana falece de pneumonia enquanto Antonia estava em viagem. 

Em três dias perdeu sua mãe, a mulher que mais tinha amado e que mais a amou. Chegou à corte órfã e definitivamente só. A solidão, a pobreza e o desapego a preparavam para o encontro da sua vida, para a entrega e doação total.

Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004.
Duas Histórias... Um único caminho, 2010.
Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985.





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quarta-feira, 21 de março de 2018

Discriminação racial – Uma luta pelo Respeito.

A luta contra a Discriminação e a violência racial, são temas da Campanha da Fraternidade deste ano, e de encontro, temos um reforço que é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial no dia 21 de março. Esta data faz memória à tragédia do “Massacre de Shaperville”, em 1960, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul, onde tropas do exército abriram fogo sobre a multidão de 20 mil negros que protestavam pacificamente contra a Lei do Passe, matando 69 pessoas e ferindo outras 186.

Ao lembrar esta tragédia, voltamos nosso olhar a todo o tipo de violência que presenciamos em nossa sociedade atual, e a Campanha da Fraternidade nos convida refletir este tema e buscarmos possíveis formas de promover a não violência racial, trazendo em seu texto-base uma reflexão sobre a violência racial das diferentes formas.

“A violência racial no Brasil é uma situação que faz supor uma forte correlação entre as três formas de violência (direta, estrutural e cultural). Os casos de violência direta parecem ser o resultado mais concreto e evidente de questões socioeconômicas históricas, além de deixarem entrever representações culturalmente produzidas e já naturalizadas a respeito da população negra, do índio, dos migrantes e, mais recentemente, também do imigrante”.

Infelizmente em pleno século XXI ainda há pessoas que acreditam que existem raças e grupos superiores a outros. É uma mentalidade onde a pessoa julga que quem não faz parte de sua raça ou não possuem as mesmas características, é inferior a ela.
Em nosso país os casos de Discriminação racial acontecem de diversas formas, as ações e pensamentos preconceituosos e de ódio são proliferados e divulgados como algo normal e a ser seguido. As redes sociais se tornaram um meio aonde as pessoas escracham seu preconceito, e velam ou rotulam como “brincadeira”.
É importante lutarmos contra a discriminação, não podemos ver estas ações e ignorar. Aos olhos de Deus somos todos iguais e irmãos. As instâncias sociais precisam aprender; incentivar e promover o respeito a toda pessoa, raça, origem e cultura. É preciso gerar a cultura da vida! Vida em abundância, em que o amor de Deus nos faz sermos pessoas melhores e construtores de um mundo melhor.


O que você pode fazer para mudar esta realidade? Pense nisso! 

Texto: Paula Araújo
Fonte: Texto Base Cf 2018



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segunda-feira, 19 de março de 2018

50 anos de Vida Religiosa - Uma aliança de amor e fidelidade ao Senhor

Hoje, dia 19 de março, celebramos Bodas de Ouro de Irmã Amélia Cesconeto. Em entrevista, ela nos conta um pouco de sua caminhada vocacional.

PJ - Como foi sua experiência vocacional?
Ir. - Eu entrei direto, foi um pulo no escuro. Eu tinha 19 anos e queria ser Freira. Os padres da região que eu morava me perguntavam se eu queria ser freira? E eu sentia algo dentro de mim, mas eu sempre falava que não. Por quê? Porque eu era muito apegada a minha família, que muito unida, e sentia uma certa dificuldade de separar.

 Eu ainda continuava a sentir algo dentro de mim, mas sempre falava que não. Mas em 1964 meu irmão veio dizendo que umas Irmãs passariam numa determinada região do Espírito Santo, para buscar jovens que estavam no juvenato em Belo Horizonte e avisaram que e se alguma jovem,  adolescente quisesse ir para o colégio que elas levaram.
     
Senti que devia ir, aí falei com meus pais e eles concordaram. E fui encontrar com as irmãs, mas eu não conhecia nada sobre elas, mas fui. Fiquei 5 meses em Belo Horizonte, o juvenato era uma espécie de escola, de internato, onde meninas de 12 a 14 anos convivam com as Irmãs e estudavam. Depois de 5 meses em BH, fui para São Paulo para o Postulantado, a partir daí      começou a formação para a vida Religiosa e no dia 19/03/1968, fiz minha profissão religiosa em 
São Paulo.

PJ - O que mais te marcou nesses 50 anos de vida Consagrada?
Ir. - Ver o crescimento e transformação das pessoas com as quais a gente trabalhou e trabalha, é               Gratificante. Eu amo Realmente o nosso Carisma e nossa missão. Me sinto muito bem estar e 
       trabalhar com as mulheres. 

PJ -A missão Oblata:
Ir. - Acho que a missão da Congregação é o fundamento para nós. Primeiramente, o suporte de Deus, pois sem Ele não somos nada. Se Deus chama, ele nos envia a uma missão e dá o suporte para isso. A presença viva de Deus na vida da Gente é muito, para esse trabalho, que é desafiante, não é fácil, mas fazemos com muito amor, o amor de Deus na vida da Gente é tudo. Faz a gente partir pra uma ação.

PJ -Ser Oblata:
Ir - É uma graça de Deus

PJ - Trabalho com a mulher:
Ir É Tudo na vida.
PJViver em comunidade:
Ir Fundamental

PJ- Vocação: 
Ir - Dom de Deus.

PJ- Juventude:
Ir - Toda Vida, a Vida Toda.

Mensagem para as Jovens:
Jovem, Se você sentir o desejo de seguir a Jesus, mais de perto, se entregando a uma vida consagrada, Acredite! E se coloque na mão de Deus, que ele vai conduzindo a sua vida.


É preciso pensar na superação da Violência

Havia pensando em escrever falando um pouco das conquistas das mulheres, desse fenômeno que toma as ruas com mulheres feministas, diferentes frentes, lutas diversas, com bandeiras que se divergem, mas onde a sororiedade impera diante dos corpos de tantas mulheres vitimadas pela violência do feminicídio.

Diante dos últimos acontecimentos fiquei questionando, se falar de conquista agora realmente faz sentido. Sim, estou pensando na Morte de Marielle Franco e Anderson Gomes que foram vítimas de um assassinato brutal, esse foi o assunto mais comentado por onde se passava, a notícia ultrapassou as fronteiras do nosso país motivo pelo qual não adentrarei em detalhes. Mas também estou pensando em todos os homens e mulheres que tiveram suas vidas ceifadas por esse sistema caótico do qual estamos. E é por eles que não vou fazer o recorte das conquistas das mulheres. Esse é um tempo de grande luta. Estamos começando e recomeçando alimentados pela esperança na certeza que assim não é possível continuar, queremos outra sociedade, precisamos divulgar fazer visível a solidariedade.

A Violência assola a todos e aqui quero fazer questão de frisar que estou falando na amplitude da palavra, nas suas mais profundas vertentes, essa ferida que aterroriza e paralisa o ser humano nas ações mais comum do cotidiano, o sujeito limita-se a fazer apenas o que precisa ser feito. Ousaria perguntar se você não tem evitado sair à noite? Se faz uso do celular tranquilamente na rua? Se ao estacionar o carro antes de sair não dá uma olhada em torno independente do lugar onde estaciona? No transporte público está sempre atento ao embarque e desembarque de passageiro? Poderia seguir fazendo questionamentos dentro desta linha e caso você nunca tenha passado por isso, conhece alguém que faz. 

A questão maior é que acostuma-se a viver com insegurança. Ouvindo uma mulher Síria no Fórum Social Mundial que aconteceu em Salvador de 13 a 17 de março de 2018, em uma das Tendas Temáticas recordo que a mesma dizia assim: “Quando a guerra começa você se assusta tanto que não quer sair de casa para nada, o medo não permite que as crianças possam ir à escola. Os barulhos das bombas, dos tiros te estremecem a cada segundo, mas o tempo passa e como não termina você se acostuma e já passa a sair normalmente.” 

Existe uma musica música de Padre Fabio de Melo intitulada com o nome de: "Já Me Acostumei" e vou apenas citar a primeira estrofe, creio que seria interessante ouvir toda depois e buscar a letra completa. A estrofe diz assim: Já me acostumei com a falta de caridade/ já me acostumei com os gestos de Barrabás/ já me acostumei com toda certeza/ Pois a natureza do insano me atingiu.

A mulher Síria tem razão, acostuma-se, tristemente se acostuma a conviver com a dor, a miséria, o sofrimento, o medo, o descaso público, a viver a margem, a entender que a violação de direitos se naturaliza. Acostuma-se assistir uma notícia sem o compromisso com a verdade, e completamente parcial. Acostuma-se a ver a violência doméstica como caso particular do casal, ao feminicídio como problema de mulher, estupro a culpa é sempre da vítima, violência institucional, psicológica, patrimonial se acostuma olhando a estática. 

O que refletir depois de ouvir essa mulher Síria, pensar nesta música e olhar a violência que também machuca tanta gente neste país, mas pensar nas suas maiores vitimas, as mulheres me causou um estranho silêncio, fiquei pensando no tema da Campanha da Fraternidade deste ano: Fraternidade e a Superação da Violência e no Lema: Em Cristo somos Todos Irmãos (MT, 23,8).

Não basta denunciar as violências, é preciso pensar em uma maneira de superar, criar redes de prevenção. Aliás, precisamos seguir denunciando sempre, mas faz se necessário o combate à violência na raiz; enquanto escrevo esse texto sei que em algum lugar do mundo tem uma mulher morrendo pelo simples fato de ser mulher e a denuncia aqui é fundamental. Porém temos que discutir sobre violência nos lugares onde estamos levar os homens a se perceberem dentro deste contexto. 

Vivemos em uma sociedade Patriarcal, Machista, sexista a violência precisa ser compreendida dentro deste sistema. O Brasil de hoje não é o Brasil do passado, mas o controle do homem sobre a mulher persiste na memória social - explica Lia Zanotta do departamento de Antropologia da universidade de Brasilia(UnB).

“No Brasil República, as leis continuaram reproduzindo a ideia de que o homem era superior à mulher. O Código Civil de 1916 dava às mulheres casadas o status de “incapazes”. Elas só podiam assinar contratos ou trabalhar fora de casa se tivessem a autorização expressa do marido.”

Não poderia terminar esse escrito sem dizer que a taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo, as mulheres seguem sendo mortas pelo simples fato de ser mulher. A educação será uma aliada na superação da violência. Paulo Freire dizia: É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática. 

A superação virá com a desconstrução, e para isso homens e mulheres precisam acreditar que ambos têm o mesmo direito à liberdade. Finalizo com Simone de Beavouir; Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.

#Paremdenosmatar

Ir. Ana Paula Assis, OSR


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sexta-feira, 16 de março de 2018

Um exemplo de vocação

Oh, admirável Madre Antônia que sofreste a dor das dificuldades da vida,
Mas, que se consolou em Jesus Cristo e em Nossa Senhora do Bom Conselho para superar os momentos difíceis.
Buscou viver sua vocação, na simplicidade.
Desde jovem consagrou inteiramente sua vida a Deus.

Ela sentia um chamado para algo maior.
Entregar-se a serviço dos mais pobres.
Mal ela sabia que os planos do Senhor eram mais fortes e profundos...

Escutou o chamado do Redentor,
e se deparou com uma missão fora de sua realidade.
Com a mulher em situação de Prostituição.
E veio o conflito, a dúvida, o medo e o preconceito.

Novamente aos pés da Mãe do Bom conselho,
Vê com clareza sua vocação.
“Uma filha que não ouve Mãe, não é uma boa filha!”
E o que fazer diante da Resposta?
O coração estremeceu, Era hora do Sim!
E Antonia respondeu com serenidade e firmeza.
Abandonou tudo para comprometer-se
com as mulheres que desejavam sair da prostituição.

Vocação acertada e feliz é o exemplo de Antonia para nós.
Quando se trata de vocação, temos que ouvir a voz de Deus em nosso coração.

Ó Madre Antônia da Misericórdia,
Ensina-nos a caminhar na vida e escutar a voz do Senhor.

Interceda para que nosso coração seja humilde,
Que possamos viver cada passo da descoberta da vocação
Com alegria, maturidade e paz.

Que assim seja!

Adaptação da poesia “Madre Antônia, exemplo de amor” 
por: Paula Araújo.





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quarta-feira, 14 de março de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia – Propostas de Casamento

Antonia foi uma jovem de beleza admirável, grande elegância e delicadeza.
Assim, suscitava grandes amores e ao longo da vida, foi pedida em casamento por:

  • Um marquês
  • Um amigo de infância
  • Um conde
  • O secretário da rainha Maria Cristina de Boubon,
  • Um rico parisiense.

Mas ela lutou para combater o amor humano e permanecer fiel ao seu propósito de ser toda de Deus. Assim anotou no seu retiro:

“Coloca-te, Tu mesmo, como forte defesa para guardar o meu coração. A fasta dele tudo o que não seja para Ti, que rompa sempre e sem demora todo afeto que ocupe excessivamente e o afaste de Ti. Maria, virgem Imaculada, presta ouvidos à minha súplica. Não me deixes, porque sozinha cairei”.

Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004.





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segunda-feira, 12 de março de 2018

Juventude e Violência

JUVENTUDE E VIOLÊNCIA 

A juventude, na condição de mais prejudicada entre os prejudicados, tem um papel crucial no processo de transformação. Não porque é futuro do planeta, mas porque, agora mesmo, no presente, tem sido agredida diariamente pelas mais diversas faces dessa lógica perversa que eleva o lucro sobre a vida, prioriza o consumismo em detrimento do bem estar, valoriza o individualismo e a competitividade contra a coletividade e a cooperação e, o que é pior, convence muita gente de que “não tem jeito mesmo, sempre foi assim e continuará sendo”. 

Sendo a mais prejudicada entre os prejudicados, a juventude não pode esperar que alguém faça algo por ela ou para ela. Por mais que aconteçam ações em benefício da juventude que não tenham sido construídas e/ ou executadas por ela mesma, só se pode esperar mudanças efetivas se a própria juventude participar. 

E a participação não será concedida. Ela precisa ser uma conquista, fruto da organização. Inúmeros exemplos de conquistas que vieram da organização popular poderiam ser citados. Elegendo uma importante conquista latino-americana no campo da educação (já é senso comum que o combate à violência passa pelo investimento em educação), lembra-se: em 2008, a Bolívia alcançou a condição de território livre do analfabetismo, tendo sido o terceiro país da América Latina a fazê-lo. O primeiro foi Cuba, em 1961 e, quatro décadas depois, a Venezuela, em 2005. Entretanto, é evidente que os desafios pela frente ainda são enormes. Se a África é o continente mais pobre financeiramente do mundo, a América Latina é a região (subcontinente) mais desigual. Assim, não é por acaso que “os jovens latinos americanos entre 15 e 24 anos são os que mais correm risco, em todo mundo, de ser assassinados”. E o Brasil, atrás de Colômbia e Venezuela, é o 3º país com mais assassinatos de jovens no mundo. Isso se deve a uma taxa de 51,7 homicídios para cada 100 mil jovens. Taxa essa que entre 1994 e 2004 cresceu a um ritmo maior que o número de assassinatos entre a população total. 

Outra informação a esse respeito revela o caráter histórico da perversidade: em cada grupo de dez jovens de 15 a 18 anos assassinados no Brasil, sete são negros. Paralelo a isso, constata-se que mais de uma em cada cinco pessoas da população jovem não estuda nem trabalha. A situação é urgente, chegou ao limite. "A violência não tem só idade. Tem cor, raça, território. As vítimas são os negros, os pobres, os moradores de favelas", afirma a psicóloga Cenise Monte Vicente. Portanto, importa que a mudança aconteça de baixo para cima (até porque se não for assim não será uma mudança) na medida em que as próprias vítimas vão tomando consciência de que seus dramas não acontecem isolados. Pelo contrário, se articulam numa estrutura mais ampla, que assegura a continuidade de sua aflição como condição para manter os privilégios de uns poucos.

Fonte: A Juventude quer viver (Mossoró, RN : PJMP; Diocese de Mossoró, 2012.) 



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sexta-feira, 9 de março de 2018

Mulheres da Bíblia - Miriam, a profetiza.


A Irmã de Moises, Mirian, é lembrada como uma das líderes da libertação do povo do Egito. Ela é chamada com esse nome no Livro do Êxodo em algumas traduções da bíblia, em outras, como a Bíblia da CNBB, sempre a citam como Maria: Maria, a profetisa, irmã de Aarão, apanhou um tamborim, e atrás dela saíram todas as mulheres tocando pandeiro e dançando, enquanto Maria lhes repetia:



“Cantai ao Senhor porque estupenda foi a vitória:
cavalo e cavaleiro ele jogou no mar!”

Miriam é a primeira mulher a ser chamada profetisa na Bíblia. Assim, ela se torna referência de tradição profética das mulheres no Antigo e no Novo Testamento.

O Livro do Deuteronômio afirma que Moisés era o maior dos profetas e, por causa disso, sua irmã tornou-se a primeira e a maior das profetisas. A profetisa é uma mulher que age como porta voz de Deus, recebendo a mensagem dele e proclamando-a de acordo com seu desígnio para o povo.

Poucas mulheres do Antigo Testamento receberam esse título honroso. Nesse grupo estão incluídas Débora e Hulda. O Senhor Deus fala a seu povo por meio delas. 

A profetisa Miriam, irmã de Moisés e de Aarão, era importante na vida litúrgica do povo. Nas liturgias antigas todo o povo participava, tocando instrumentos, cantando e dançando. Nessa tradição, as mulheres profetisas criavam cânticos de louvores e lideravam o povo na dança litúrgica. 
O capítulo 15 de Êxodo apresenta o cântico de Miriam:

Minha força e me canto é o Senhor,
ele foi para mim a salvação.
Ele meu Deus, eu o glorificarei;
o Deus de meu pai, eu o exaltarei;
O Senhor é um guerreiro, seu nome é Senhor [...].
Tua direita, Senhor, majestoso em poder,
tua direita, Senhor, destroça o inimigo.
Com tua grande majestade arrasas o adversário,
desencadeia teu furor, que os consome como palha.
Ao sopro de tua ira amontoaram-se as águas,
as ondas ergueram-se como um dique,
as vagas congelaram no coração do mar [...]
Quem entre os deuses é como tu, Senhor?
Quem como tu, magnifico na santidade,
terrível nas proezas, autor de prodígios?
[...] Guiaste com amor o povo que resgataste,
 Conduziste-o com poder á tua morada santa.

O cântico de Miriam faz parte de uma longa tradição que inclui os cânticos de Débora e de Ana, a mãe de Samuel, e celebra o grande amor de Deus para com seu povo.

Texto com adaptações.
Fonte: Mulheres da Bíblia – Paulinas 2004.



👱Miriam foi uma mulher a frente de seu tempo, que com seu jeito de ser e através de cânticos,tornou-se uma porta voz de libertação e salvação de um povo. E você, em sua realidade, o que mais te chama atenção nesta história e o que você percebe em um comum em sua vida?









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quarta-feira, 7 de março de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - Primeiros trabalhos

Ainda muito jovem Antônia se deparou com uma oportunidade de ajudar de alguma forma sua mãe, e com 14 anos ela se torna professora de uma menina de família nobre, ensinando-lhe as primeiras letras e preparando-a para primeira comunhão. Depois dessa experiência, com 16 anos e completada a primeira formação, chegou a hora de Antonia partir à procura de trabalho, vencendo os sentimentos que a ligavam à família.

Antônia recebe o convite para ser educadora de Rosália, filha do dos marqueses de la Romana. Por conta deste trabalho teve que se distanciar de sua mãe. Com a família que trabalhara mudou-se primeiro de Genebra à Milão, depois a Florença. Não obstante a sua pouca idade, a vida exigia que fosse já plenamente mulher e começou a tornar-se mulher na solidão e no desapego.

Por volta do ano 1840, aos 18 anos, Antonia deixou a casa dos marqueses e retorna a Suíça para viver com sua mãe e suas tias, e juntas decidem abrir um pensionato para hospedar moças e contribuir com sua educação, trabalhando como professora, sua verdadeira profissão.

Mas a tempestade revolucionária atinge a Suíça e o pensionato que prosperava tanto, teve que encerrar suas atividades devido a uma série de dificuldades ocorridas por causa de vários conflitos acontecidos neste período.

Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal.
Duas histórias… um único Caminho.




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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - Regra de Vida

Movida pelo desejo de pôr em prática os ensinamentos, advertências e exemplos que recebi até hoje... Proponho-me, antes de dar inicio a um novo estilo de vida, não apartar-me, nunca do caminho da virtude, da religião e da moral, bem como recorrer a Jesus e a Maria em todas as situações, por mais difíceis que sejam com objetivo de obter de seus sagrados corações os consolos e forças para de que necessito.

Para isso, tomo a firme resolução de seguir fielmente a Regra de Vida que traço para mim mesma, a fim de não viver senão para Deus, mesmo em meio ao mundo, e inspirar na menina que me será confiada esses mesmos sentimentos. Com a graça de Deus prometo:

      1º Ao despertar todas as manhãs, oferecer a Jesus e à sua bendita Mãe meus  pensamentos
         palavras e obras e pedir-lhes a graça de cumprir adequadamente os meus deveres durante
         o dia.     

      2º Uma vez desperta, ajoelhar-me diante do crucifixo e, depois da oração da manhã, fazer um
           período de meditação seguido de um pequeno exame de previsão.

      3º Assistir todos os dias a santa missa, exceto na ocorrência de um obstáculo real.

      4º Fazer, todos os dias, uma leitura piedosa e, caso isso não possa ter lugar durante o dia,
          fazê-lo antes de deitar-me.

      5º Terminar o dia rezando, com devoção, as orações da noite, e examinando minha
          consciência de modo especial no que tange os deveres de minha condição.

     6º Se o confessor mo permitir, confessar-me e comungar todos os domingos – e, se for
          possível, também nos dias santos. Durante as viagens e em países protestantes,
          nunca deixar passar um mês sem receber os sacramentos e sem fortalecer minha
          alma com a divina Eucaristia.

     7º  Desejo passar o último domingo de cada mês, dedicado Associação da Boa Morte,
          a que pertenço em maior recolhimento, dedicando mais tempo aos exercícios de piedade 
          e examinando meu comportamento durante o mês em questão para conhecer melhor o 
          estado de minha de minha alma. Se eu notar algum progresso espiritual, darei graças
          a Deus. Se, pelo contrário, vir que descuidei o cumprimento dos meus deveres, pedirei
          perdão ao Senhor e tomarei a resolução de vigiar-me mais, suplicando a Deus que
          me ajude com a sua divina graça. 

     8º  Uma vez por ano, durante o Advento ou por ocasião do Natal, fazer dois ou três dias de
           retiro espiritual para entrar em mim mesma e examinar a fundo minha alma, de modo
           que me seja possível prestar contas a meu diretor, se este o julgar conveniente.
           Passarei os mencionados dias em recolhimento, procurando evitar  tudo o que possa
           distrair-me.

     9º Tomo, além disso, a firme resolução de não perder nunca a oportunidade de infundir
          sentimentos religiosos e morais no coração de minha jovem aluna e de nela inculcar
          princípios sólidos, base de toda educação cristã.

Concedei-me, meu Deus, a graça de seguir fielmente as resoluções que acabo de tomar. Abençoai- as e fazei que doravante eu só viva para Vós, Convosco e em vós. Concedei-me o amor de meus deveres; que eu não em afaste de forma alguma de seu cumprimento e que os sentimentos que as senhoras de Martange imprimiam em meu coração nunca se apaguem.


Fonte: Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985.


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