segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da Consciência Negra


Vivemos num mundo em que o preconceito, o racismo e a exclusão são ainda muito marcados. 

Vivemos num mundo em que o negro será sempre visto como marginal, analfabeto, incompetente, pobre e mão-de-obra barata.

Vivemos num mundo em que a luta e a busca incansável da conquista da liberdade e dos direitos dos negros ao longo da história não terminam. 

Vivemos num mundo em que a sociedade não aceita cotas, mas julga a pessoa pela cor, raça ou religião.

Vivemos num mundo onde todos os dias cinco jovens negros são mortos pela polícia, muitas vezes inocentes, honestos e trabalhadores, porque o plano é de exterminar com a raça negra. Mas como acabar? Se 51% da população brasileira é negra. 

Vivemos num mundo onde o jovem negro sai às ruas gritando por justiça e igualdades de oportunidades, porque não conseguem um emprego, ou não conseguem ingressar á uma Universidade.

Que neste dia, todos nós, possamos refletir sobre isso e lutar por um mundo mais humano, em que a união reine entre nossa sociedade, e que o preconceito seja vencido porque aos olhos de Deus somos todos iguais e fomos feitos para vivermos como irmãos.

Marlene Bravo – OSR.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dia da Proclamação da República

"Senhor, atendei à nossa oração e ao nosso pedido de misericórdia, ó Senhor, meu Deus.
Ouve o clamor e a oração que fazemos hoje na tua presença.
Estejam os teus olhos voltados dia e noite para o Brasil. 
Pelas Santas Chagas de Jesus, libertai-nos de toda influência maligna.

Senhor Deus, que os teus olhos estejam abertos e teus ouvidos atentos às orações feitas neste país. Colocai esperança em nosso coração nesse tempo de crise, dai-nos união, Senhor.
Não sabemos em quem confiar e no que confiar, 
por isso depositamos toda nossa confiança em Vós, Senhor.

“Nossa vitória não virá dos carros e cavaleiros, mas sim do teu auxílio e proteção”.
Ó Deus, não rejeiteis esse povo. Lembra-te da tua Mãe, Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e não cessais de nos abençoar por sua intercessão.

Nossa Senhora, que das redes vazias no rio Paraíba trouxe prosperidade para todos os pescadores, reapareça em nossa história trazendo prosperidade para o teu povo."

Amém!
(Movimento de Oração pelo Brasil- Pe. Reginaldo Manzotti)


Que o Senhor abençoe a nação brasileira 
e que a voz do povo que vem das ruas seja ouvida com atenção.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dia Mundial da Gentileza

A ideia para o Dia Mundial da Gentileza surgiu no ano de 1997 durante uma conferência em Tóquio, onde reunia grupos de diferentes nações que mantinham em seus países movimentos e ações de gentileza. Após o desenvolvimento dessa ideia, durante a Terceira Conferência do Movimento Mundial pela Gentileza, em dezembro do ano 2000, foi oficialmente lançado o Dia Mundial da Gentileza, com o objetivo de inspirar as pessoas a serem mais gentis, estimular todas as nações a criarem seus próprios movimentos, conectar países e pessoas para que possam viver num mundo mais gentil.

No dicionário a palavra Gentileza significa Comportamento distinto; em que há nobreza e/ou elegância; com sinônimos como: atenção, afabilidade, amabilidade, cortesia, delicadeza, educação, graciosidade...

Porém na atualidade, vemos que esta ação de gestos simples está em falta nas pessoas. Por mais que estejamos num momento social difícil, ser gentil é o primeiro passo para mudar o mundo ao nosso redor, e para realizar essa grande mudança, temos que ser gentis conosco. É importante buscar o perdão, a paciência e a generosidade, assim nosso coração fica leve, grato e aberto para a felicidade e fazer as outras pessoas felizes.

Ainda tá difícil realizar as dicas acima? Temos alguns passos que podem ajudar:

Sorria - Quer coisa mais simples que sorrir? O seu sorriso pode mudar o dia de alguém, e inclusive o seu. Este simples gesto traz serenidade, simplicidade e amor. Então abra um sorriso, por mais tímido que seja, vai aos poucos tomando conta do seu rosto e assim do seu coração.

Ajude as pessoas - Ajude no que você puder, como oferecer o lugar no ônibus, ajudar alguém com dificuldades para atravessar a rua, entre outras coisas...  Faça o que estiver ao seu alcance! Para você pode parecer pouco, mas para quem recebe a ajuda é muito importante. 

Aprenda a ouvir - É aprender a silenciar a boca e a mente. Estamos num mundo com muitos ruídos externos, sem conseguir ter atenção no que nos falam. É importante abrir os ouvidos para escutar de verdade, e como é bom quando alguém para nos ouvir com atenção.

Respeite as opiniões diferentes - Atualmente vivemos num bombardeio de opiniões, que muitas vezes dá em confusão quando alguém tem um pensamento diferente. Com as redes sociais percebemos o quanto está escasso o respeito à opinião alheia em algumas situações, mas é preciso entender que as pessoas são diferentes e trazem em si realidades e experiências de vida distintas. Sempre que você estiver num caso assim, é importante voltar ao passo anterior e ouvir seus argumentos e de quem é diferente de você.

A gentileza é algo contagiante, pois é um gesto que vem do coração e não é obrigação! Em alguns momentos complicados é importante colocar as dores, o orgulho de lado, respirar fundo e trazer as coisas boas que já vivemos, que enche nosso coração de alegria, e transmitir a diante a gentileza, delicadeza e acima de tudo educação!

É importante ser gentil sempre! Faz bem para vida, e temos que lembrar que as mudanças se realizam, quando a gente começa a mudar as atitudes em nós mesmos. 

Então Seja Exemplo, Viva, compartilhe e gere Gentileza!



Paula Araújo (Com.PJVO)
Fonte:nossacausa.com / 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A Espera no Redentor

Celebrar finados não é chorar a perda daqueles e daquelas que partiram deixando saudades, muito menos vazia lembrança de pessoas que já estiveram entre nós. Finados é celebração de esperança, oração por aqueles que estão redimidos, força para o nosso desejo de encontro com o Redentor de toda história. 

Finados deve ser o dia do encontro. Primeiramente, encontrar com os que aqui estão: nossa família, amigos, companheiros de trabalho e saber que caminhamos  juntos e juntas. Os que ainda lutam neste mundo precisam unir suas mãos. Em segundo lugar, o encontro deve ser consigo mesmo; deparar-se com o medo real da morte e também com a fé na ressurreição, sabendo que nossa vida não é apenas temporal, mas alcança a plenitude dos tempos. E, em terceiro lugar, de forma alguma menos importante, o encontro deve ser com o Cristo Redentor de nossa vida. Perceber Nele a razão da existência e sentir que Nele estão as respostas de tantas perguntas construídas ao longo de nossos anos.

Todos os ritos que vivemos no dia de Finados e nos momentos da perda de alguém querido devem nos conduzir à esperança. Vazia seria nossa fé se não acreditássemos na Vida Sem Fim. Nosso difícil recordar, nosso choro, as flores, os cantos, as velas, as orações... tudo deve ser testemunho de um amor eterno. Assim, não há limites para o amor, não há reservas em amar alguém, não há barreiras para perdoar o outro, nem há razão para desistir da felicidade: as sementes que lançamos aqui, desde pequenos a grandes gestos, alcançam muito além dos nossos dias terrenos. Precisamos entender a vida assim: semente lançada almejando frutos eternos. O tempo não para. Mas o tempo Kairós, tempo de Deus, além de nós mesmos e dos limites do mundo, não ficará no passado, sempre estará no futuro.

Texto de: Ederson Rodrigo de Andrade – Redentorista, com adaptações.

Ao final deste texto lembramos das nossas irmãs que já repousam seu coração no Eterno Amor, à elas a nossa gratidão pelos exemplos que nos deixaram para que possamos ser doadores de vida e testemunhas vivas da espera no Redentor.



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Dia de todos os Santos

Neste dia primeiro de novembro, onde é celebrado o Dia de todos os Santos, gostaríamos de refletir com você que acompanha nosso Blog, que para ser santo não precisa muita coisa. Só precisa de você do jeito que você é, com sua fé e amor no coração. Em uma de suas mensagens, o Beato João Paulo II nos mostra que nossa simplicidade, nosso jeito de ser e nosso amor a Deus nos leva a sermos santos.

Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos.

"Jovens do mundo inteiro, tenham a santa ousadia, de serem os santos do novo milênio".
(Papa João Paulo II, Congresso da Juventude Feminina de Schoesntatt, Londrina/PR, 2000).


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Ser Missionária Oblata - Um Jeito de Ser e Estar no Mundo.

Quero compartilhar com todos e todas vocês que continuo sentindo-me chamada, pela graça de Deus e minha disponibilidade, a ser uma expressão da Ternura e Amor de Deus Mãe e Pai no meio do povo e concretamente na realidade das mulheres em situação de prostituição. No sentido de ir juntas abrindo novos caminhos de: Amor, Vida, de Justiça, de Luz e de Esperança.

Sinto que minha vocação como Oblata te sentido hoje por estas razões: 1) Porque continuo presenciando uma realidade de muita exclusão, ameaça à vida, violência, injustiça e ouço o apelo de Deus que se revela nesta realidade e me sinto chamada a fazer efetiva e afetiva a solidariedade no meio de uma sociedade que discrimina, culpabiliza e condena este grupo de mulheres.

A segunda razão porque diante de tanta desumanidade e ameaça à vida, eu como Ir. Oblata sigo acreditando na força do Reino e que faz sentido seguir Jesus Redentor, demonstrando com gestos concretos que Deus nos ama, sobretudo as mais pobres, que é a opção de nossa Congregação.

Juntas podemos tecer relações mais humanas e construir outro mundo possível onde o AMOR, a solidariedade, a acolhida das diferenças e fraternura são o Centro de tudo.

Ir. Manuela Rodríguez Piñeres 

domingo, 15 de outubro de 2017

Festa do Santíssimo Redentor: Revitalizando nossa essência

No terceiro domingo de outubro, as Irmãs Oblatas Celebram a festa do Santíssimo Redentor.  Para nós que fazemos parte da Família Redentorista, celebrar nosso Patrono é muito importante.

Como seguidoras do Cristo, o Messias Redentor de toda a realidade criada, nosso nome de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, expressa e sintetiza a espiritualidade e o carisma que se realiza na raiz da vocação de toda a Igreja: redimidas para levar a graça da Redenção a todos àqueles e aquelas que esperam ouvir a palavra de amor destinada por Deus, horizonte e sentido dos nossos caminhos. Lembramo-nos que somos convidadas a voltar à fonte inspiradora e ressignificar o seguimento de Jesus, desde a perspectiva de uma vida religiosa partilhada entre irmãs e leig@s, e desde a centralidade na vida e na palavra.

O Santíssimo Redentor, titular da Congregação, comunica-nos seu espírito de oblação ao Pai em favor dos homens. Por conseguinte em: “trilhar suas pegadas; espelhar-nos nos exemplos e ações de sua vida e, na medida do possível, fazer-nos semelhantes a Ele”. De modo que, transformadas à sua própria imagem sob a ação do Espírito que opera em nós, possamos na verdade repetir com o Apóstolo: “Para mim viver é Cristo”. (Constituições pág 26.).

A realidade desta Palavra Redentora, que encontramos copiosa junto dele, encontra-se diretamente ligada ao Mistério da Encarnação do Cristo, Revelação de um Deus, que por amor, quis ser parceiro da humanidade. Assim, a Redenção não é somente algo espiritual, no sentido pobre e fraco da palavra, mas sim, uma realidade que atinge toda a humanidade, reconduzindo-a ao caminho sonhado pela gratuidade criativa de Deus, pois tudo o que é profundamente humano, foi assumido pela graça divina.

Neste momento de Festa e comunhão com todas as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, somos convidadas a dar um mergulho nas nossas fontes e perceber o agir de Deus em nossa história e nos tornarmos tendas receptivas e generosas: Seguidoras de Jesus Redentor.

É tempo de agradecer e revitalizar a Vida Religiosa Oblata, através da nossa Espiritualidade LIBERTADORA, a partir do SEGUIMENTO DE JESUS no compromisso com a promoção e libertação da mulher em situação de prostituição.

Texto com adaptações.
Fonte: Revista de Aparecida

domingo, 1 de outubro de 2017

Ser Missionária Oblata - Um Jeito de Ser e Estar no Mundo.

Para mim, ser Irmã Oblata é ter consciência de ser CHAMADA, UNGIDA E ENVIADA POR JESUS REDENTOR, fonte e manancial que alimenta e sustenta sua vida, e me envia cada dia, para viver e ser misericórdia, compaixão, acolhida e anunciar a boa nova do evangelho, denunciando toda forma de preconceito e injustiça.

O que me sustenta nesta caminhada é a certeza de que Jesus Redentor caminha comigo e é Ele que faz arder o meu coração no caminho. O cultivo constante do primeiro amor, a vida comunitária, como lugar da celebração, comunhão, perdão e da festa. A missão, o cerne da vida consagrada, me faz mais OBLATA e preenche o meu coração “OBLATA SOBRE O ALTAR DE CADA DIA”.

O sim de nossos Fundadores, de tantas Irmãs Oblatas que entregaram a vida pela causa de Jesus Redentor, e a vida de cada mulher, suas conquistas e lutas por uma vida melhor são sustento na minha caminhada... Muitas vezes sem entender por onde a vida, a história está me levando, sinto arder o meu coração e acredito que Jesus o redentor está me conduzindo. 

Irmã Maria Helena Braga. 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Bíblia: Um Novo estilo de Viver e Pensar a Vida - A nova justiça

Jesus passa a descrever as práticas do serviço a Deus. E o eixo dessa prática é a vivência da justiça do reinado de Deus, isto é, a vontade de Deus. De outro lado, sabemos que uma sociedade que se estrutura para garantir, sob todos os meios, o acúmulo de propriedades e de bens é intrinsecamente injusta, causando miséria e violência. Dessa forma, também gera preocupação e angústia nas pessoas que não têm o que comer, o que beber ou com que se vestir.

Jesus sabe do significado do pão, da água e das vestimentas na vida do povo. Sabe também que o povo anda preocupado com o que comer, beber e se vestir. E igualmente tem consciência de que a questão vai além da luta pelas necessidades imediatas. 

Confiar em Deus e entregar-se à sua providência é uma atitude fundamental. Mas não é suficiente. Por isso, Jesus vai mais longe. Ele sabe que a fome é consequência de uma sociedade injusta que não quer partilhar.

Convém, aqui, recordar uma fala de Dom Hélder Câmara: “Quando dou pão aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que há pobres, me chamam de comunista”. Também Jesus tinha consciência disso. Essa é a razão por que insiste em não consumir todas as energias na luta diária para satisfazer as necessidades básicas. Há uma luta maior. E essa luta é por um projeto de sociedade, de novas estruturas que garantam a todas as pessoas o acesso aos bens básicos para ter vida em abundância, vida digna. Por isso, Jesus nos convoca com um imperativo: Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6,33). É um projeto novo, com novas estruturas, mais justas, embora simples, sem roupas luxuosas, nem celeiros para acumular.

É preciso confiar no amor de Deus e na solidariedade das pessoas, engajando-se na construção de uma sociedade justa. O texto nos convida a refletir e a buscar o significado mais profundo da vida no que é essencial. E a essência é ocupar-se com o Reino de Deus e a sua justiça.

E você, de que lado está? 

Por Ildo Bohn Gass, biblista, assessor e autor do CEBI.
Com adaptação feita por Ir. Sirley
Fonte: CEBI

sábado, 23 de setembro de 2017

Tráfico de pessoas no Brasil

O tráfico de pessoas é um dos maiores problemas na sociedade atual e representa um tema de grande importância para o Brasil e no mundo. Segundo a Agência das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDC), todos os anos, 800 mil a 2,4 milhões de pessoas são vítimas do tráfico internacional de pessoas. De acordo com essa organização, esse tipo de crime já lidera o segundo lugar na posição mundial de maior renda por ano. Atrás do tráfico de drogas e na frente do tráfico de armas.

O tráfico de pessoas é um fenômeno social que envolve o deslocamento de pessoas através do engano, da coerção ou do aproveitamento de sua condição de vulnerabilidade social, com a intenção de explorá-la no destino final, obtendo beneficio financeiro. Essa exploração pode ser no mínimo, sexual, trabalho forçado, casamento forçado e venda de órgãos. 

O Brasil caracteriza-se por ser um país principalmente de origem de vítimas de tráfico de pessoas; em um grau menor, também é um país de trânsito e destino para pessoas traficadas. Caracterizado ainda pela existência de tráfico internacional de pessoas, principalmente para a exploração sexual de mulheres e meninas brasileiras, em todas as partes do Brasil, mais de 250 mil crianças são envolvidas com a prostituição ao nível nacional. Também foi verificado que existem vítimas masculinas, conforme o relatório americano anual sobre o Tráfico de Pessoas – 2011. Outra modalidade de tráfico com destino no Brasil é o trabalho forçado de mulheres, crianças e homens da Bolívia, do Paraguai, do Peru e da China são comumente explorados em confecções e tecelagens clandestinas, com concentração em São Paulo.

Pesquisas realizadas apontam para um número significativo de mulheres e transexuais brasileiras no exterior, vítimas de tráfico internacional, principalmente para fins de exploração sexual em vários países como: Espanha, Itália, Portugal, Reino Unido, Holanda, Suíça, França e Alemanha, Estados Unidos, Japão, Suriname, Guiana Francesa, Guiana e Venezuela. 

O perfil das vitimas é variado, mas algumas características em comum são: a pobreza, desestruturação familiar, abusos dentro e fora da família e problemas financeiros.

Vemos que essa questão do tráfico de pessoas é uma rede muito grande e muito organizada, gerando muitas vítimas. É importante estarmos em constante atenção, pois há muitas pessoas desaparecidas que se enquadram nesta rede de tráfico. 


Texto com adaptações.
Fonte: Jornal da Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (MG) - Outubro 2014.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Bíblia: Um Novo estilo de Viver e Pensar a Vida

A Bíblia oferece alicerce importante para que possamos nos desenvolver e cultivar a harmonia com todos os seres criados, possibilidade que a comunidade humana possa auto gestar e compreender-se desde a centralidade da Palavra de Deus.  

No Evangelho de Mateus 5, o Sermão da Montanha, vamos perceber a preocupação em torno da necessidade de buscarmos um novo estilo de vida, um novo jeito de estabelecer relações com todas as criaturas, de modo que possamos recuperar a vida como obra de arte que é bela e precisa ser vivida intensamente e com um sentido profundo.

Em Mateus 6, Jesus apresenta uma economia que gera vida. Ele fala da solidariedade desinteressada para com os mais pobres (vv. 2-4), da partilha do pão cotidiano (v. 11) e do perdão de dívidas (v. 12). Em seguida, Jesus apresenta a economia de Deus em confronto com o projeto de quem serve ao dinheiro (Mateus 6,19-34). Aqui, Jesus vai ao ponto central da nossa condição humana: deixar-se levar pela cobiça e servir à riqueza ou deixar-se conduzir pelo dinamismo do amor e servir a Deus. São dois modelos econômicos, duas formas de organizar a sociedade. Uma tem como base o poder da riqueza, que gera angústia, fome, preocupações e injustiças. A outra prioriza uma estrutura social que privilegia a justiça do reinado de Deus, gera dignidade, alegria e vida cidadã.

Em Mateus no versículo 24, Jesus revela a essência da economia de Deus. Não é um projeto econômico em que as pessoas gastam sua vida na luta pela sobrevivência, pelas necessidades fundamentais, tais como comer, beber e se vestir. Porém, Deus está preocupado com um projeto econômico em que sua vontade, sua justiça impregne um sistema que garanta a dignidade dos corpos de todas as pessoas na satisfação de direitos fundamentais que, segundo o texto, são os direitos à comida, à água e à roupa.

Aqui, Jesus explicita o sentido da bem-aventurança para os pobres (Mateus 5,3). Ser pobre em espírito é estar totalmente a serviço de Deus. É aderir a seu projeto, sendo livre, sem estar apegado às riquezas, ao poder, a segurança. Ter espírito de pobre, de partilha e solidariedade é o oposto do espírito de consumismo e de acumulação de riquezas. Dois são os caminhos fundamentais. Ou servimos aos tesouros da terra, ou nos colocamos a serviço dos tesouros dos céus (Mateus 6,19-21). Ser rico para Deus é partilhar, é ser solidário. Essa é a prática dos servos de Deus, prontos para viver na simplicidade, no desapego e na sobriedade. Temos a ilusão de que possuímos riquezas, quando na verdade são elas quem nos possui e nos governa. Não foi por acaso que as comunidades pós-paulinas escreveram: A raiz 

...Continua.

Texto com Adaptação.

Por Ildo Bohn Gass, biblista, assessor e autor do CEBI.
Fonte: CEBI

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Padre Serra: um discípulo de Jesus.

Naquele tempo, Padre Benito Serra, desceu o subsolo do hospital São João de Deus, na cidade de Madrid-Espanha. Com amor e ternura ouvia as confissões das mulheres prostitutas, internadas e com doenças venéreas. Ele perdoava seus pecados e falava do amor e da misericórdia de Deus Pai e mãe, para com suas filhas/o amadas/o. 

As mulheres ficavam admiradas com sua simplicidade e despojamento de preconceitos e de sua aproximação com elas. Padre Serra, em nome de Jesus Cristo, impunha as mãos sobre elas e as abençoavas com a força da Divina Ruah. E delas expulsavam o medo, o desespero, e as inseguranças de recomeçarem uma vida nova.  

Todos no hospital, perguntavam entre si: quem é esse homem que se aproxima, escuta e perdoa as prostitutas e as abençoam; com tanto amor e respeito?  E a fama de Padre Serra se espalhava pelos arredores da Igreja Espanhola, como um homem subversivo. Somente, por que ousava seguir com radicalidade os passos do seu mestre Jesus de Nazaré. 

Ir. Sirley da Silva, 2012.

sábado, 26 de agosto de 2017

Duas Vidas, Duas Vocações por um ideal

Padre Serra e Madre Antonia, tiveram em seus processos vocacionais momentos de dúvidas, medos e preconceitos, mas a entrega e a disponibilidade para ouvir o que Senhor queria de cada um foi maior. 

Eram vocações diferentes, Serra sentia o ardor missionário, e Antonia almejava ser religiosa Carmelita, mas Deus fez com que suas vidas se cruzassem e Serra já tocado pela dor das mulheres no hospital São João de Deus, acreditou que Antonia poderia fazer a diferença na missão.

Após a tomada de decisão de Antonia que sentia a certeza de que poderia com a força de Deus realizar este grande projeto em 1º de junho de 1864 em Ciempozuelos foi inaugurada a primeira casa da obra social para acolher as mulheres em situação de prostituição. “O projeto da Casa de Acolhida recebeu o nome de Nossa Senhora do Bom Conselho” e foi iniciado com duas mulheres.

Em 1868, Antonia elaborou o regulamento da Instituição, e no ano de 1870 movidos pelo crescimento da missão Padre Serra e Madre Antonia fundaram a Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, e Antonia passou a ter o nome de Antonia Maria da Misericórdia, devotando definitivamente a sua vida à causa das mulheres em situação de prostituição.

Atualmente a Congregação das Irmãs Oblatas está presente nos seguintes países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Itália, México, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Texto com adaptações.
Fonte: Livro Duas Histórias... ... Um único caminho.

domingo, 20 de agosto de 2017

O Processo Vocacional de Madre Antonia

Antonia foi uma jovem estudiosa e culta, sentiu o chamado de Deus em sua vida, mas não parou para entender essa inquietação, devido aos problemas familiares; morte de seu pai, problemas financeiros, e ter que trabalhar para sustentar sua mãe e suas tias. Por muito tempo esse chamado ficou adormecido em seu coração, mas no ano de 1862, com o término de seu trabalho junto à família real como educadora de princesas, Antonia retomou seu desejo de ser religiosa e passou a colaborar com o trabalho de Padre Serra em favor das missões. 

Antonia se dedicou a fazer um acompanhamento de discernimento vocacional e espiritual com Padre Serra, e nesta fase em que colaborava com o trabalho em favor das missões, ela recebe o convite para ajudá-lo na missão com as mulheres em situação de prostituição do hospital são João de Deus.

Padre Serra como orientador acreditava que Antonia, por ser mulher, poderia entender melhor os assuntos e a vida das mulheres, e percebendo sua inquietação vocacional, ele a convida para ajudar nesta missão.

Porém ela não aceita, pois a mudança seria radical, ainda mais para ela que trabalhou e viveu na corte espanhola sendo preceptora das filhas da Rainha Isabel por doze anos; lidar com prostitutas era repugnante.

Mas Padre Serra não desanimou, continuou insistindo e pediu a Antônia que rezasse e a aconselhou ver com outros olhos a realidade. Antonia fez visitas ao hospital São João de Deus, e depois de várias visitas, ela percebeu que a situação na qual àquelas mulheres estavam a tocava cada vez mais ao ver tanta dor! 

Antonia foi rezar aos pés da Virgem do Bom Conselho para descobrir a vontade de Deus em sua vida, e sentiu um apelo: “A filha que não ouve o conselho da mãe não é boa filha”. Ela se assustou e acolheu o apelo como vontade de Deus.

Como Vocacionada, Antonia passou por momentos de dúvidas, preconceitos e medos, assim como qualquer pessoa passa quando inicia uma caminhada vocacional. Mas mesmo com seus receios, ela rezou pedindo a intercessão de Deus neste processo de dúvida. 

A pós a resposta dada por Nsa Sra do Bom Conselho, Antonia tomou sua decisão com a certeza de que poderia com a força de Deus realizar este grande projeto. Pe. Serra e Antonia acolheram as primeiras mulheres numa casa simples, porém aconchegante. Ela muda de nome e se torna a mulher da Misericórdia. 

Padre Serra e Irmã Antonia Maria da Misericórdia se tornam os fundadores desta Congregação, Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Texto: Paula Araújo.
Fonte: B. H. Irmãs Oblatas do Ssmo Redentor.
 – Origens da Congregação 
Livro a Venerável Madre Antonia – A Pedagogia do Amor

domingo, 13 de agosto de 2017

O Processo Vocacional de Padre Serra


Padre Serra em sua juventude passou por muitos desafios e dificuldades apresentadas pela vida. Os primeiros estudos foram feitos em Barcelona junto aos Padres Escolápios num internato para meninos pobres.Em sua vida, sempre sentiu uma inquietação vocacional que sabia muito bem qual era; a vocação missionária. 

Talvez por ter estudado numa escola de padres e ter visto o testemunho de vida e vocação dos mesmos, isso tenha chamado a atenção do jovem José Serra. Ele alimentou o sonho de ir para outras terras, de ir para as Missões e dedicar sua vida em prol dos indígenas. E após concluir os estudos, Serra decide ser monge Beneditino, e partilhando seu sonho vocacional com o Padre Rosendo Salvado, no ano de 1845, ele é enviado à Austrália em Missão. 


A experiência que Padre Serra fez enquanto missionário, mostra que ele sempre se deixou conduzir pelo Espírito de Deus, não se acomodando diante das dificuldades e indo à luta para realizar sua missão da melhor forma. Sabemos que quando se assume o chamado de Deus, aparecem desafios e dificuldades por todos os lados, e com Serra não foi diferente. Ele encontrou oposições, desafios e até mesmo calúnias. Mas assumiu com garra cada dificuldade, pois era consciente de sua escolha.

Após sua experiência missionária na Austrália, Serra volta para Madrid no ano 1862, e segue com seu ardor missionário, que o faz estar atento à realidade social complicada que a Espanha enfrentava. Assim, ele dedica parte de seu tempo em atividades pastorais e recebe o convite para visitar o Hospital São João de Deus. 

Este hospital atendia todas as pessoas, mas em seu subsolo tinha uma ala especial, de mulheres marginalizadas e prostituídas com doenças consideradas graves para aquela época.   E ao ver esta realidade, Padre Serra foi tocado profundamente pela dor das mulheres marcadas pela prostituição. Ele mesmo dizia: “Eu quero salvar essas mulheres, já recorri a todas as casas estabelecidas... e, se todas as portas se fecharem, abrir-lhes-ei eu uma onde possa salvar-se...”. Tal como Jesus diante das mulheres, ele se compadeceu: “Isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício”.

Como vocacionado, Serra se deixou seduzir e abriu seu coração para seguir a vontade de Deus em sua vida. Quando tocado pela realidade dolorosa das mulheres no hospital, sentiu profundamente a confirmação para onde Deus o chamava, e com alegria respondeu, sendo solidário e abraçando a causa das mulheres em situação prostituição.

Texto: Paula Araújo
Fonte: Biblioteca Histórica Irmãs Oblatas do Ssmo Redentor – 
Estudos sobre a vida de José Maria Benito Serra.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Papa Francisco: levar às comunidades cristãs uma nova cultura vocacional

Estamos iniciando o mês vocacional, sabemos o quanto é difícil falar de vocação, neste mundo pós moderno em pleno Século XXI. Ao mesmo tempo em que nos desfia, somos convidadas pela Igreja ao anúncio do evangelho da vocação e ampliar horizontes da pastoral vocacional.

Segundo o Papa Francisco, “hoje é necessária uma Pastoral Vocacional de horizontes amplos e com o espírito de comunhão, capaz de ler com coragem a realidade, assim como ela é, com suas fadigas e resistências, reconhecendo os sinais de generosidade e beleza do coração humano. É preciso levar novamente para dentro das comunidades cristãs uma nova cultura vocacional”. 

“Não se cansem de repetir: ‘eu sou uma missão’ e não simplesmente ‘tenho uma missão’. Estar em estado permanente de missão requer coragem, audácia, criatividade e desejo de ir além.”

“Sintamo-nos impelidos pelo Espírito Santo a encontrar, com coragem, novos caminhos de anúncio do Evangelho da vocação, para sermos mulheres e homens que, como sentinelas, sabem capturar os raios de luz de um novo amanhecer, numa experiência renovada de fé e paixão pela Igreja e pelo Reino de Deus.” 

O Papa, afirma que o serviço de anúncio e acompanhamento vocacional “requer paixão e gratuidade”. “A paixão do envolvimento pessoal, do saber cuidar das vidas que lhes são entregues como um baú que possui um tesouro precioso a ser preservado. A gratuidade de um serviço e ministério na Igreja que exige respeito por aqueles que são seus companheiros de caminhada. É o compromisso de buscar sua felicidade, e isso vai além de suas preferências e expectativas.” 

Texto com adaptações.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de São Paulo

Projeto Antonia,a Luta de cada Mulher


O Projeto Antonia é a unidade de missão mais nova do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e tem como objetivo a intervenção social e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em situação de prostituição, e atuam no bairro de Santo Amaro, na região da zona sul, da cidade de São Paulo.

A unidade iniciou suas atividades com uma pesquisa de campo realizada por duas Irmãs Oblatas: Ir. Maria Helena Braga e Sirley da Silva e a Cientista Social Flavia Mateus Rios, entre os anos de 2004 e 2005. Depois de constatada a presença do grande número de mulheres na prostituição na região de Santo Amaro, uma equipe iniciou um trabalho de visitas a campo e reuniões com as mulheres em uma das salas do Paço Cultural Julio Guerra, mais conhecida na região, como Casa Amarela. Confirmada a necessidade e a possibilidade de desenvolver um trabalho com as mulheres, em agosto de 2007, foi inaugura a sede da unidade.

O Projeto Antonia, busca desenvolver ações de caráter espiritual, socioeducativo e político, voltadas para as mulheres em situação de prostituição, visando o crescimento em consciência de sua condição de pessoas e cidadãs; potencializando a luta pelos seus direitos e o combate ao preconceito que estigmatiza esse público. Para isso o Projeto se propõe sensibilizar a sociedade e seus diferentes grupos e instituições para essa realidade, criando uma rede de parcerias que possibilite responder de forma mais eficaz e qualificada a suas necessidades e problemáticas afins.

Com uma equipe multidisciplinar, a unidade tem o intuito de alcançar a aproximação e conhecimento da realidade das mulheres de baixa renda que exercem a prostituição, impulsionar seu protagonismo e fortalecer sua organização e capacidade de liderança.

O que motiva o trabalho do Projeto Antônia é o valor e dignidade da pessoa humana que se encontra em cada mulher que está em situação de prostituição. Além dos preconceitos existentes nos imaginários sociais, bem como na luta pela erradicação destes preconceitos, esta mística busca projetar-se no compromisso solidário com esta causa a exemplo de Jesus Redentor e os Fundadores do Instituto: Madre Antonia e Padre Serra. Esta mística tem uma pedagogia que se fundamenta no Amor, amor que se exprime num profundo respeito e acolhida da vida de cada pessoa. Pedagogia "do pouco a pouco" (segundo a Fundadora da Congregação) entendida e concretizada em processos que partem da realidade das mulheres acompanhadas, incluem e incentivam seus potenciais e capacidades mais genuínas.

Texto com adaptações.

Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Salvador


O inicio da história do Projeto Força Feminina, está ligado à chegada das irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor na cidade de Juazeiro da Bahia, a pedido do então Bispo Dom Jose Rodrigues para desenvolver o trabalho na Pastoral da Mulher. A partir disso, as Irmãs Oblatas chegaram a Salvador no ano de 1997, no Bairro do Lobato e se inseriram em um trabalho de Cebs. A partir daí, iniciaram o processo de aproximação das mulheres em situação de prostituição, com o intuito de conhecer a realidade e iniciar um trabalho de reconhecimento das pessoas que poderiam contribuir, como grupos, organizações ou Instituições que estivessem já realizando esta ação. 

Deste movimento nasceu o Projeto Força Feminina no ano de 1998, com as Irmãs Oblatas e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e socioeducativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto que desde então, busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo.

Sendo uma instituição social, de caráter pastoral, a unidade Oblata de Salvador é uma iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor que tem por missão a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã. Desenvolve um trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em quatro etapas: Aproximação da realidade, Formação e cidadaniaOrganização (perspectiva da Economia solidária) e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

O Projeto Força Feminina conta com uma equipe multidisciplinar formada por religiosas, funcionárias e voluntárias que apostam na vida, atuando desde um compromisso solidário com as mulheres em situação de prostituição, respaldadas pelos princípios de Padre Serra e Madre Antonia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

O que motiva o trabalho da FORÇA FEMININA é fé na Vida, no valor da pessoa humana, na solidariedade e na comunhão, para aproximar-se, compreender, acolher e acompanhar as mulheres em situação de prostituição, contribuindo para que elas em relação às suas vidas possam “fazer com as próprias mãos e caminhar com as próprias pernas” através da construção conjunta pela conscientização e humanização.

Texto com adaptações.

Fontes: Projeto Força Feminina
Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição.
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Belo Horizonte




Fundada em 1982, a partir da iniciativa das Irmãs Oblatas que se sensibilizaram com a questão das mulheres em situação de prostituição, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (Atualmente chamada como Diálogos pela Liberdade), é uma entidade sem fins lucrativos, vinculada ao Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

Com a missão de promover ações que favoreçam a humanização, autonomia e protagonismo das mulheres que se encontram em situação de prostituição, a Unidade Oblata, encontra-se na região do hipercentro de Belo Horizonte, articulada com entidades voltadas ao atendimento à mulher e atuando em parceria com instituições governamentais e não governamentais. 

Com valores baseados no respeito,  ética, solidariedade, perseverança, amor, criatividade, participação, responsabilidade, compromisso, sensibilidade e cooperação, a Unidade Oblata de Belo Horizonte trabalha também para levar informação à população conhecimento, Sensibilização contra o estigma, que viola direitos humanos das mulheres e contra a violência e tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. 

A unidade Oblata “busca superar visões distorcidas moralistas e preconceituosas sobre as mulheres em situação de prostituição, que acabam por colocá-las como “vítimas” ou “coitadinhas”, reduzindo-as aos aspectos de fragilidade, impotência e imobilidade. Por isso, nos colocamos ao seu lado, como companheiras e companheiros de caminho, e defensoras/es da vida e dignidade.

Com uma equipe multidisciplinar a unidade Oblata de Belo Horizonte realiza atividades individuais e coletivas a partir de uma perspectiva de gênero, sendo oferecido: Oficinas formativas e informativas,  cursos de capacitação e formação, nos quais, as mulheres participam gratuitamente, além de atendimento individual e acompanhamento psicológico, jurídico, orientações e encaminhamentos na área da saúde, documentação, assistência e previdência social. Promovendo assim, a inclusão sociocultural e digital dessas mulheres no dia a dia.

Texto com adaptações.

Livro- Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. (Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 8 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Juazeiro da Bahia


A Pastoral da Mulher de Juazeiro é uma pastoral social da Igreja Católica, nascida no ano de 1978 na Diocese de Juazeiro – BA, com um trabalho pastoral voltado para o atendimento às mulheres marginalizadas. Este trabalho surgiu com Dom Tomas Guilherme Murphy - o primeiro bispo da Diocese - e um grupo de voluntárias, que se sensibilizaram a realidade de exclusão a qual viviam as mulheres.

 Inicialmente o trabalho foi desenvolvido em um pequeno espaço, que recebeu o nome de Escola Profissional São José. Um ano depois as atividades se expandiram e viu-se a necessidade da criação de um novo espaço para acolher a entidade. Com isso, foi inaugurada no ano de 1979 a Escola Senhor do Bonfim – em homenagem ao Santo de devoção típica do povo baiano – onde hoje é a Sede da Pastoral da Mulher.

Em 1981 a convite do bispo Dom José Rodrigues as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor foram a Juazeiro para assumir a coordenação da Pastoral da Mulher juntamente com as equipes de agentes de pastoral, e com isso, este trabalho passou a ser assumido pela Diocese como uma atividade das pastorais sociais, passando a ser Pastoral da Mulher.


Com a grande migração humana neste período, segundo registro da época, havia aproximadamente 2.000 mulheres provindas das várias cidades da região e Estados, vivendo em situação de exploração, violência e esquecimento social.
Animada pela mística evangélica assumida por toda a Diocese, que é o compromisso com os mais pobres, a Pastoral da Mulher seguiu com o seu trabalho, sendo uma presença de solidariedade e compromisso com as mulheres em situação de prostituição.

Atualmente a Unidade Oblata Pastoral da Mulher de Juazeiro, conta com um amplo espaço e uma equipe multidisciplinar de leigos profissionais, tendo como objetivo desenvolver ações que promovam uma maior humanização da realidade da mulher que se prostitui, projetando sua organização e gerando um processo de transformação social e politico. O trabalho é realizado com cerca de 500 mulheres engajadas no processo. Na sede da Pastoral, as mulheres recebem diversos acompanhamentos nas linhas espiritual, psicológica, social e jurídica, além de incentivo à formação e educação.

Texto com adaptações.


Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).