sexta-feira, 26 de maio de 2017

Serra Fundador como FONTE de toda experiência.

Diante do sonho de um local para acolher estas mulheres, Serra começa trabalhar em casas de acolhidas já existentes. Mas as casas que eram abertas a estas mulheres, tinham um monte de regras e normas, e algumas mulheres não se encaixavam e não podiam ir para lá; Ele inquieto buscou uma resposta - “eu quero salvar estas moças e se todas as portas se fecharem a essas infelizes, abrirei  uma onde possam salvar-se”.

Assim como Jesus não vai sozinho e conta com os apóstolos; Serra também sabe que sozinho não pode fazer nada, ele chama Antônia. Após algumas recusas ela acaba aceitando. Decidido a abrir um asilo, mais desafios e contratempos, inclusive dificuldades econômicas ele encontra para realizar a missão junto às mulheres. Afinal de contas não é um trabalho bem visto por todos, mas Serra diz saber que a obra é de Deus e que não lhe faltará força para continuar lutando. 

Serra continua em busca de recursos, pois deseja abrir casas onde possa acolher estas mulheres, que por tanto foram usadas e exploradas pela prostituição e assim consegue um local para acolher as mulheres, dando o nome de Asilo Nossa Senhora do Consolo. O que o diferenciava de outros era que o de nossa Senhora do Consolo não impunha limites: bastava o desejo sincero de arrepender-se e de afastar-se da vida desordenada. 

Após aprovação do governo daquela época, o trabalho toma tal proporção que ele juntamente com Antônia, depois de buscarem várias outras alternativas, acabam fundando uma Congregação: Oblatas do Santíssimo Redentor. O objetivo? Estar com aquelas que ninguém jamais quis. 

A Fundação das Oblatas se dá há uma experiência de amor, misericórdia e Redenção que Serra e Antonia vão fazendo à realidade com as mulheres, onde se veem “obrigados” a avançar para águas mais profundas.

Você seria Capaz de entregar a sua vida por uma grande missão?

Fontes: "Articulação do caminho de Jesus e Padre Serra" de Fernanda Priscilla A. da Silva.
"Vida de Padre Serra" - Priscilla Fernandes.



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Padre Serra: Uma vida em prol da Mulher

Padre Serra em sua vida, teve muitos sonhos e muitas lutas, mas sempre buscou responder o chamado de Deus da melhor forma. Foi um homem sonhador, missionário e sensível a causa dos menos favorecidos. 




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Padre Serra: Homem que Luta pela justiça social e direitos das mulheres.

Após conhecer a realidade do hospital São João de Deus, Serra dedica grande parte de seu tempo a corte e atividades pastorais, sobre tudo visitas ao Hospital São João de Deus. Era ali que Serra se ocupava em seus dias de folga prestando assistência e confissão as crianças doentes; foi quando lhe pediram que ouvissem a confissão de uma pobre moça, que se encontrava no mesmo hospital. 

Desta forma ele se aproximou ainda mais da realidade das mulheres, através do sacramento da reconciliação, e assim não se afastou mais delas.  Assim como Jesus sente o povo que está como ovelhas sem pastor, Serra assume a causa destas mulheres: “...então julgando-me obrigado a imitar o Bom Pastor quis pôr sobre os meus ombros a ovelha desgarrada...”. Como Jesus, Serra é sensível à realidade de dor que o cerca e por isso sente que deve fazer algo pelas mulheres.

Em meio aos desafios que iam surgindo, Serra enfrentou calúnias e falsas acusações em relação ao trabalho com as mulheres, pois não era bem visto um bispo que abraçava a luta das mulheres prostituídas, doentes e excluídas pela sociedade. 

Serra atento aos sinais de seu tempo, sensível a tal realidade, sente ecoar o “grito silencioso” daquelas mulheres que se encontravam no hospital, e expressa: “isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício”. Ele se sente chamado por Deus a uma nova realidade; sonhava com um local que pudesse acolher as mulheres que deixavam o Hospital S. João de Deus de Madrid.


Fonte:Articulação do caminho de Jesus e Padre Serra
Fernanda Priscilla A. da Silva

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Padre Serra: Um Lutador Idealista

Eram tempos conturbados aqueles, desde seu nascimento, desde sua tenra idade.
Muitos conflitos e desafios, a Espanha se agitava, e você Serra, ao mundo chegava.
Desde menino encontrou surpresas, que certamente marcaram sua história.

Cedo se tornara órfão, passando aos cuidados de tutores.
E seus irmãos? Cada qual seguiu seu caminho.
E qual seria o seu Serra?  Por onde deixarias suas marcas?

O menino foi crescendo, e Deus o sustentando.
Alimentou um sonho: Tornar-se beneditino.
E se dedicou, e se entregou... Se colocou à escuta dos sinais de Deus...

O Jovem Serra alimentava em seu coração e em seu íntimo, 
o desejo de ser missionário.
Parecia sempre buscar algo a mais, tinha um coração inquieto.
E nessa inquietude foi para a Austrália fazer a experiência 
do peregrinar... 
Experiência profunda neste chão.

Depois da vivência na Austrália, retornou à Espanha...
E o que o esperava agora?
Hospital São João de Deus foi a resposta.
“Aquela realidade era dolorosa demais”
O contato com as mulheres fez seu coração pulsar: “É preciso fazer algo”.

Voltastes teu olhar... Mirastes no Bom Pastor
Era Ele quem conduzia seus passos
Em cada mulher, Ele lhe expressava seu clamor...
Foste Ele: Jesus Redentor, O Deus da Vida.
Aquele que toca o chão
Quem deu sentido e razão à sua entrega...
Tu, com tua vida, nos ensina a sermos andarilhas do Reino
Tocando o chão e fecundando a terra.

Esta história tocou seu coração?

Poesia "Conversando com Padre Serra" 
De: Fernanda Priscila Alves da Silva, com adaptações.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de Maio - Dia do Trabalho - Irmãs Oblatas em Argentina



Neste dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras, entrevistamos Mariana Serrano, Irmã Oblata do Santíssimo Redentor da província Santíssimo Redentor, para conhecer como é celebrado o dia 1º de maio pelas Irmãs Argentinas.


  • Cual es el sentido del trabajo para una Hermana Oblata del Santísimo Redentor?
Las Oblatas somos muy trabajadoras, mirando el trabajo en clave de servicio y siempre como donación. Nuestro trabajo es diverso, con diferentes tareas. También es un trabajo dinámico, en permanente cambio, abierto a la particularidad de cada día y de cada persona. También es un trabajo contextualizado, en cada proyecto de misión, en cada realidad donde nos hacemos presente, el trabajo es diferente. Es un trabajo en conjunto con otras/os, no es trabajo solitario.

En cuanto a la misión intentamos ofrecer a las mujeres en situación de explotación sexual, alternativas de cambio a través de diferentes propuestas, actividades, capacitaciones que apuntan a la elaboración de un proyecto productivo o de salida laboral.

En nuestra tarea pastoral nos acercamos a las mujeres con ciertos criterios para la creación de vínculos relacionales sanadores, desde la acogida, empatía, escucha activa, respetando los ritmos de cada mujer en el sostenimiento de su proceso personal.

Nuestro trabajo tiene sentido, eficiencia y eficacia en la medida que ofrecemos una atención integral a las mujeres y para ello es imprescindible el trabajo en equipo interdisciplinario, la participación del voluntariado, la acción pastoral intercongregacional, y la articulación en red con otros organismos de la sociedad civil, de cooperación internacional  y también del ámbito gubernamental.

  • Como su Congregación celebra el primero de mayo en la realidad que Vive?
Las Hermanas de la Comunidad el día 1 de Mayo celebramos con un delicioso almuerzo y aprovechando para descansar de las actividades cotidianas, uniéndonos así al feriado internacional en conmemoración de todas/os las/os trabajadoras/es. Además, damos gracias a Dios y a San José Obrero por nuestro ser de mujeres trabajadoras y reconociendo el valor del esfuerzo realizado cada día en nuestro trabajo pastoral.

  • Cuál fue la experiencia más significativa en relación al tema, que experimentó desde algún proyecto de misión
Estando en un proyecto de misión de un país donde la prostitución es catalogada como un trabajo y regulada por ley, la reflexión y la acción del equipo interdisciplinario de asistencia a las mujeres en explotación sexual, van orientadas al empoderamiento y la búsqueda de la defensa de los derechos que son vulnerados desde ámbitos públicos y privados.

Por ejemplo:  
  • Si la prostitución es considerada trabajo no hay razón para que las personas que la ejercen tengan que inscribirse en el ministerio del interior, someterse a controles mensuales de profilaxis y ser sancionadas por sus patrones con multas cuando llegan tarde o faltan. Esto en otros trabajos no pasa.
  • Además muchas mujeres expresan el deseo de “encontrar un trabajo digno” y que “sus hijas no entren en esta actividad, no se lo desean a nadie”. 
  • En las capacitaciones laborales ofrecidas en el proyecto de misión, al momento de preparar un curriculum vitae, las mujeres no ponen la prostitución como un trabajo que realizaron o realizan.
  • Para el pago de monotributo social que deben abonar para el aporte jubilatorio, si es que lo hacen a los aportes, colocan peluquería, costura, o cualquier otra actividad menos la prostitución. Dicen que sus familiares no saben a lo que se dedican o bien que no quieren que las demás personas se enteren ya que son muy discriminadas por la actividad que realizan.



Mariana Serrano
Hermana Oblata del Santísimo Redentor

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sentido da Páscoa em minha vida - Por Marcelly Gomes



Ao falar na palavra Páscoa me faz recordar de um caminho. Caminho este que começa a ser trilhado na quarta-feira de cinzas, onde iniciamos a Quaresma.


Ao chegarmos à quaresma nos propomos a mudar algumas atitudes e praticarmos mais a oração, o jejum e a caridade, afim de que possamos chegar no dia de celebrar a vitória de Cristo sobre a morte, e estejamos prontos e prontas para junto dele celebrar.

Páscoa é...
Paixão,
Morte,
Ressurreição,
Vitória de Cristo sobre a morte,
Tempo de luz,
Passagem para uma nova realidade,
Vida nova,
Abrir o coração para Jesus entrar e fazer morada.

Neste tempo pascal Jesus vai se revelando em meio aos seus discípulos, que Ele nos ajude a continuar o seu caminho e que cada vez mais possamos ser presença de vida e esperança em meio aos nossos irmãos e irmãs em especial na vida das mulheres em situação de prostituição.

Marcelly Gomes- Postulante Oblata

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Campanha da Fraternidade 2017

Você sabe o que é a Campanha da Fraternidade?  

A Campanha da Fraternidade surgiu durante o desenvolvimento do Concílio Vaticano II (1962-1965). É uma campanha que envolve os membros da Igreja Católica, com diversas ações pastorais em todo o Brasil, que se desenvolve mais intensamente durante o tempo da Quaresma. 

Com temas concretos e atuais, a CF, é um projeto que procura animar todas as comunidades num compromisso pastoral concreto que marque a unidade da Evangelização pelo empenho comum em prol da solidariedade e fraternidade que nascem do amor de Cristo. Durante esse período, a liturgia trabalha paralelamente com a Campanha. Os cantos litúrgicos da missa, as preces e outras orações são voltados também para o tema que está sendo trabalhado. A CF atinge, cada ano, um problema determinado e urgente que precisa do esforço de ação pastoral conjunta no país, desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira.

Atualmente, em sua trajetória nacional desde 1964, a Campanha alcança novos horizontes incluindo a comunhão com outras igrejas cristãs, realizando a Campanha da Fraternidade Ecumênica. 

Neste ano de 2017 A Campanha da Fraternidade tem como tema ‘Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida’ e o lema insipidado no Livro de Gênesis: ‘Cultivar e guardar a criação’ (Gn 2.15).

Retomando temáticas ecológicas anteriores que alerta para o cuidado da criação, o Objetivo geral é: “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”. 
A campanha terá início em todo o Brasil no dia 1º de março.

Texto com Adaptações.
Fontes: Google, Texto base CF 2017.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Experiência de missão Oblata em Angola - por Irmã Dilia Lopes

Neste mês de abril a Congregação das Irmãs Oblatas celebra mais um ano de presença e missão em Angola.  

Entrevistamos a Irmã Dilia Lopes, que está em missão em Angola há 11 anos. Ela nos conta um pouco de sua experiência neste país que vem se reconstruindo após 27 anos de Guerra civil.
  • Como foi sua chegada em Angola? Quando fui chamada a participar da comunidade em Angola, eu Vivia na Colômbia, minha terra natal. Mas antes de ir a Angola, estive por seis meses na comunidade Nazaré (Rio de Janeiro). Foi uma experiência rica conviver com as irmãs, e poder me adaptar um pouco com a língua portuguesa. Quando cheguei a Angola tinham duas comunidades (Luanda e Lobito) e as irmãs me receberam muito bem. Foi cerca de um ano o meu processo de adaptação e conhecer a realidade social. Era tudo muito diferente, costumes e língua, mas eu tinha muita vontade de conhecer.
  • O que te chamou a atenção no país? A Realidade social em Angola é muito forte. Existe um contraste entre riqueza e miséria, mas frente a isso, o que mais me chamou a atenção foi a Acolhida do povo, com carinho e a felicidade com a chegada de missionárias. É um povo um carinhoso e alegre. A cidade e as pessoas estão em construção, quando cheguei lá, faziam apenas 2 anos do fim da guerra, estavam iniciando um processo de reestruturação social. As pessoas tinham em si um misto de medo e expectativa... Um país começando a se reerguer e com medo do que poderia vir. Outra coisa me que tocou nesta realidade, foi que estando na missão, via muitas jovens em Lobito na rua, jovens desorientadas sem famílias e com muitas doenças, sem formação, menores de idade em situações precárias.
  • O que mudou em Angola neste tempo em que vive lá? Pouco a pouco tudo vai se organizando. O país não fez um processo de passagem para absorver a nova realidade e convive com uma invasão estrangeira de muitas culturas, o que interfere no desenvolvimento da sociedade e cultura local. Angola vive uma crise econômica muito forte, muitas empresas deixaram de investir e isso causou muito desemprego. O País é rico em recursos minerais e naturais (como terras férteis e a pesca), mas só apostam no petróleo. Mesmo com as dificuldades econômicas muitas, pessoas buscam a educação; jovens e adultos se formando na universidade, são dispostos a estudar e tentar melhorar sua vida e dos familiares.
  • Como é a experiência de missão no país? Quando cheguei para trabalhar no projeto de missão, ainda não havia um local especifico para se trabalhar, abordavam as mulheres nas ruas. Mesmo sem um local próprio para atendimento, as irmãs já tinham um contato com a comunidade e uma aproximação com as autoridades locais. Depois buscaram um lugar próprio da congregação, e o encontraram no centro, onde puderam atender as mulheres. Tivemos ajuda para o projeto se instalar e dar os primeiros passos que nos levam a caminhar até hoje. O contato com as mulheres angolanas me enriqueceu muito e ver as jovens e adolescentes no mundo da prostituição para sobreviver é muito forte. Não tinha convivido com mulheres e crianças com DST’S e AIDS, e foi o que tocou profundamente e, sobretudo ver esses pequenos lutando para sobreviver em meio à miséria. É bonito ver que o carisma da congregação foi semeado nesta terra africana, na esperança de ter continuidade com o povo angolano. E hoje vemos que dá frutos; temos irmãs, vocacionadas e leigos engajados na missão.
  • Qual a mensagem que a Senhora deixa para as jovens que querem conhecer a congregação? Toda vocação é valiosa, tem seu sentido de ser na igreja. Responder o chamado de Deus nem sempre é fácil, mas vale a pena lutar pela vocação aonde Deus te chama. Se dê um tempo para conhecer e se apaixonar por Jesus, e seguramente se irão se apaixonar pela missão, porque é a causa de Jesus. A vocação Oblata vale a pena! Não desistam! A vocação é de Deus, as vezes não é fácil, mas Deus dá forças!



sexta-feira, 24 de março de 2017

Mês da Mulher - Vitórias e Conquistas- Entrevista com Ir. Pilar Laria


Os Projetos de missão do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor lutam pelo fortalecimento e reconhecimento da mulher na sociedade. E neste mês da mulher, entrevistamos Irmã Pilar Laria, representante da Unidade Oblata de Belo Horizonte, que nos conta como acontece o trabalho de conscientização das mulheres atendidas.

Como é processo que as mulheres vivem dentro dos projetos?
R: O processo que as mulheres vivem é muito diversificado.
Em cada estado onde temos projetos há diferenças de como se vive e se exerce a prostituição.
E esse processo depende de cada uma e de cada história em que viveram e vivem.
Acompanhadas no dia a dia, e tendo a liberdade de expressar seus sentimentos e histórias de vida, as mulheres vão reconhecendo sua maneira de ser, e se percebe o crescimento, pois começam a ter atitudes de autoestima e reconhecimento que são mulheres cidadãs, dignas de respeito. Este processo é lento e demorado, devendo ter muita paciência nessa caminhada do reconhecimento que são protagonistas de suas histórias. 

Como é o processo da Conscientização e descoberta de que as mulheres são cidadãs, que têm seus direitos e deveres?
R: Por meio da aproximação, da acolhida... Um dia após o outro, colocando para elas os seus valores que têm como mulheres, sendo cidadãs iguais a todas, que tem seus direitos e deveres, e também incentivando elas a frequentarem a pastoral, onde tem seus tempos de formação e aos poucos vão se conscientizando e adquirindo uma autonomia de si mesmas.

Como elas vêem a importância do dia 08 de março?
R: Em todos os projetos às mulheres se unem a outros grupos, participam de ações, demostrando igualdade e luta. Para isso, incentivamos para que corram atrás de seus direitos de trabalho, de cidadania, vivendo uma igualdade na sociedade.

E para a Senhora como mulher, Irmã Oblata e integrante da unidade de Belo Horizonte, qual é seu sentimento e opinião sobre este processo na vida das mulheres atendidas?
Eu como mulher me sinto unida a outras mulheres, tendo os mesmos direitos e deveres.  Como Irmã Oblata busco ajudar as mulheres em situação de prostituição no que eu puder, exercendo a missão e vivendo intensamente meu carisma Oblata.
Dois pontos fortes que não poderia deixar de lado, são a nossa espiritualidade e a missão. Toda Oblata deve ter em mente esse seguimento do Cristo Redentor. Por isso quero que as mulheres tenham vida e vida em abundancia! Fico feliz quando vejo que estão fazendo uma caminhada, e retomando suas vidas.


terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

A mulher negra e o duplo processo de exclusão

Quando falamos em papéis sociais, nos deparamos com uma questão crucial, que são as relações de poder. Neste âmbito, percebe-se que ao longo da história a mulher esteve desfavorecida e julgada em condição de inferioridade em relação aos homens, não sendo assimilada como sujeito/pessoa a ascender socialmente, economicamente e politicamente. Este contexto foi sendo construído e sustentado, levando as pessoas do sexo feminino a tornarem-se parte de um gênero subordinado. Neste sentido, a exclusão da mulher nas diversas dimensões da sociedade foi sendo dada como natural.

Quando falamos da mulher negra, encontramos um duplo processo de exclusão, que passa não somente pelas questões de gênero, como também pelo preconceito e discriminação racial. “O preconceito e o racismo são atitudes e modos como se veem certos grupos sociais. Quando ocorre o preconceito racial, a pessoa enxerga nos outros, características que lhe desaprovam porque têm como parâmetro as características do grupo social em que está acomodada. O racismo também é uma atitude que, do olhar do racista, adota uma postura contrária a certas pessoas pelos seus traços físicos, levando em comparação o padrão do seu próprio grupo social. Já a discriminação racial é a manifestação dessas atitudes preconceituosas e racistas [1]”. Isto é, quando o preconceituoso ou racista expõe seus pensamentos e pode vir a prejudicar alguém, é que ocorre a discriminação.

Portanto, podemos dizer que para a mulher negra, o processo de enfrentamento é ainda maior, pois para vencer as desigualdades de gênero, dadas como barreiras naturais da sociedade enquanto feminino terá de vencer o preconceito, o racismo e a discriminação. Ao longo da história, a mulher negra no Brasil tem enfrentado a conjugação das questões de gênero e raciais. O modelo de produção capitalista adotado traz em si marcas do modelo escravagista que afetam diretamente as mulheres, já que perpetua desigualdade e exclusões em seus meios. Nas últimas décadas as mulheres têm se fortalecido e vem conquistando espaço em diversas esferas sociais. Atualmente são parte relevante da população economicamente ativa, sendo incorporadas ao seu desenvolvimento e reconhecimento outras formas de exploração, que diz respeito a um sistema acumulativo de funções.  Este fator se torna ainda mais complexo quando se trata de mulheres negras, que levam os reflexos de um sistema político  escravocrata.

De todo modo, a mulher vem percorrendo a história sendo exemplo de superação e perseverança. Cada conquista veio por meio de sua inteligência em argumentar e na demonstração de suas capacidades, mas claro, após muita luta. E esta ainda continua...

“Ao pensarmos a situação da mulher negra no Brasil atual, temos que levar em consideração  que em uma sociedade democrática, o respeito às diferenças de raça, etnia, gênero, orientação sexual, aparência física não é abandonar cada seguimento à sua própria sorte, mas questionar as relações de poder que hierarquizam as diferentes posições [2].

Artigo de Fernanda Soares
Fonte: Jornal da Pastoral da mulher - BH/MG

1- Artigo: A questão racial no Brasil e as relações de gênero: um estudo do reflexo das desigualdades sociais, politicas e econômicas no cotidiano da mulher negra - Fernanda da Silva Lima (UFSC), Louvani de Fátima Sebastião da Silva (UNESC)

2-Artigo: Mulheres negras: reflexões sobre identidade e resistência - Rosângela Rosa Praxedes.

domingo, 12 de março de 2017

Mês da Mulher - Vitórias e conquistas - Superção

Neste mês onde celebramos o Dia Internacional da Mulher queremos apresentar as vitórias conquistas e superações de mulheres que são atendidas em nossas unidades. 

Vamos conhecer a história de Lilian que fazia programas nos hotéis da zona boemia de Belo Horizonte e conheceu a Pastoral da Mulher de BH (Projeto Oblata Diálogos pela liberdade) participando de um curso de pintura, o que a levou a uma grande mudança de vida. Confira o relato:

“Troquei a bebida pela pintura”

O começo
Fui à Pastoral e me interessei pelo curso de pintura. A Ir. Leonira foi quem me ensinou e me apoiou no início. Naquela época bebia muito, e aí comecei parar de beber para poder comprar material de pintura. Nisso todo mundo viu que eu tinha talento e fiz outros cursos até interessar-me pelas bolsas. Aos poucos conseguimos montar o grupo Começar de Novo, inicialmente com 5 pessoas, infelizmente as outras não prosseguiram e só eu continuei.

A descoberta das próprias potencialidades
Foi uma surpresa para mim, porque não pensava que seria capaz de conseguir isso, mas eu acabei me apaixonando pelo tecido, pela bolsa, pelo fato de viver outra vida, e fui vendo o que dava certo. Eu vendia outras coisas, fiz panos de prato, porta pão, e descobri que a bolsa dava dinheiro. Comprovei que outras pessoas valorizavam o que fazia. Foi a realização de um sonho.

O início do empreendimento
Foi crescente, eu comecei com pouquinho. Fui à feira da Av Bernardo Monteiro, onde o primeiro que vendi foi um porta pão. Por incrível que pareça, eu nunca fiquei sem vender nada, toda vez que eu ia eu vendia alguma coisa, e hoje eu já vendo no mínimo 5 ou 6 peças em cada feira. Hoje, eu já tiro meu salário da venda dos meus produtos, a venda mais fraca, eu tirei R$ 2.000,00.

A maior satisfação
Criar, fazer algo com as próprias mãos e isso ser valorizada e reconhecida, é um prêmio. A gente correu uma corrida muito longa e cansativa, teve muitas dificuldades, mas agora quando vejo alguém usando minhas bolsas, é uma medalha, não apenas pelo valor financeiro, mas, sobretudo pela satisfação de ver uma pessoa elogiando, achando bonito algo criado por mim. E a satisfação de ver como isso se multiplica quando a pessoa que recebeu de presente, vai lá na feira para comprar outras bolsas e dar de presente para outras pessoas.

Um sonho
Montar uma equipe de produção para a gente exportar, montar uma fábrica, mas não uma fábrica tradicional, mas uma fábrica de economia solidária onde todo mundo trabalha, todo mundo é patrão, todo mundo é companheiro. Em realidade este é meu segundo sonho, porque o primeiro já foi realizado.

Conselhos
Não desistir no 1° obstáculo; não desanimar nunca; lutar sempre; ouvir muito o conselho de outras pessoas(no meu caso o conselho da Pastoral) e depois trabalhar. O segredo é trabalhar.


Texto fornecido pelo Projeto Oblata Diálogos pela liberdade.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Celebrando o 8 de março – Vitórias e Conquistas das mulheres

Os Direitos humanos das Mulheres

Falar de direitos humanos das mulheres é falar de uma gama de violações e situações da condição feminina no mundo atual, é falar da violência a que estão expostas em casa, na rua, no trabalho. Implica olhar o fenômeno como uma consequência lógica da ausência de direitos no plano econômico (trabalho igual x salário desigual), político e social, sem se esquecer de se reportar às privações vividas no lar. Significa dizer que as mulheres além de serem objetos de violações pela sua condição de sexo feminino, também são privadas dos direitos básicos - acesso à educação, à saúde, à garantia no mercado de trabalho, à participação na política. As mulheres, ao longo dos anos, conquistaram um espaço maior na sociedade, porém, ainda travam certas lutas para conquistar, de fato, um espaço considerável.

Os 12 direitos conquistados pelas mulheres, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) na Conferência de Direitos Humanos de 1993, em Viena, são:




Mesmo com as leis civis, constitucionais e trabalhistas estarem voltadas para a proteção dos direitos da mulher, vemos que apesar de todo aparato legal, a mulher ainda não têm os seus direitos plenamente respeitados em muitos lugares do mundo. 

É claro que grandes e valiosas vitórias foram conquistadas, e atualmente com a colaboração das mídias e grupos que trabalham pelos direitos das mulheres, as mesmas reconhecem seu potencial e seus direitos, quebrando barreiras, conceitos e preconceitos. E cada um/ uma de nós como membro da sociedade temos que nos engajar, pois esta luta é todas as pessoas que desejam uma sociedade justa, livre e igualitária.

Texto com adaptações.
Fonte:Jornal da Pastoral da Mulher. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Missão Oblata: Uma Pedagogia de Amor e Justiça Social.

Considera-se Justiça Social a soberania em que todos/as os indivíduos da sociedade têm reconhecido seus direitos e deveres como cidadãos. Falamos da necessidade de Justiça Social onde se apresenta a desigualdade social. A missão Oblata, fundamentada em alicerce evangélico e humanitário, é a manifestação profética do evangelho da justiça, da libertação e da paz. 

Na Espanha, no século XIX, em pleno apogeu da Revolução Industrial, estava acontecendo muitas transformações sociais, crises econômicas e políticas. Foi nesse cenário conturbado que Padre Serra e Madre Antonia viveram. Só por terem vivido com intensidade esse momento histórico e por estar atent@s aos “sinais do tempo” é que @s fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, em atitude de humanidade e misericórdia escutaram o apelo do Deus libertador, que clama na mulher pobre, desassistida, negligenciada, respondem sim e iniciam o trabalho com mulheres em situação de prostituição.

Como Pe. Serra e Madre Antonia, acreditamos numa espiritualidade profética, que José Antonio Pagola  vai classificar através de três ações: Presença alternativa, Indignação profética e abertura de esperança.

Como cristãos, nos inspiramos em Jesus, que como ressalta Pagola, luta pela justiça social sendo presença alternativa num contexto patriarcal, de exploração e de morte. Procuramos ver a realidade social não como algo dado, normal, assumindo uma postura conformista. A proposta libertadora visa questionar as ideologias, as normas, as leis que não estão em favor da vida.  Nosso trabalho é movido pela esperança. Acreditamos na construção de um mundo melhor, mais justo, solidário e humano. 

Uma das linhas de ação de trabalho das irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor é a Missão Profética. A qual prevê ANUNCIAR a vida plena que todo ser humano - mulher e homem - foram chamados a viver, e para isso, temos o compromisso de DENUNCIAR todo tipo de exploração, injustiça e morte. Dessa forma, nosso objetivo no trabalho com as mulheres que estão em contexto de prostituição tende de forma mais geral incidir em dois âmbitos: 

Com a própria mulher: contribuir para a melhoria das condições de vida, cidadania, autonomia, autoestima, o empoderamento;
Com a sociedade: sensibilizar o poder público, as universidades, as igrejas e toda a sociedade sobre as situações de injustiça social, violência, desigualdade de gênero e exploração econômica que afetam as mulheres. 

A pedagogia de trabalho com a as mulheres que se encontram em contexto de prostituição é o amor. Amor que se preocupa com a/o outra/o. Amor Redentor “parente próximo”. Amor humanitário. Amor universal.

Amor que ver além do estigma: ver, sente e toca a mulher como ser humano, digna de respeito, nossa irmã, nossa companheira. Enxerga na mulher suas potencialidades, protagonismo, resiliência, capacidade de participação e partilha. 

Conceber a mulher como “coitadinhas” que precisam ser salvas, não corresponde ao que acreditamos ser realmente a mulher, uma vez que estamos no mesmo barco. O amor cristão antes de ser religioso é humanista. Nós não somos a voz da mulher, uma vez que elas tem voz e precisa ser despertada, esse despertar sim é nossa missão. E despertamos juntas. Pe. Serra se solidarizou com as mulheres enfermas no porão do Hospital São João de Deus. Acredito que não só a mulher vivencia a trágica realidade de descer “aos porões” do hospital, mas também o Pe. Serra quando decide ir atender as mulheres. Nós, Família Oblata, não levantamos a mulher, mas nos reerguemos juntas/os com cada mulher que se encontra nos porões da existência. E por isso acreditamos e batalhamos pela Justiça Social. Na certeza de que enquanto existir uma única mulher violentada em algum cantinho desse imenso mundo, não existirá uma humanidade plena entre os seres humanos.
_________________________________________________________________________________
José Antônio Pagola é um sacerdote católico, nascido em 1937, em Añorga. Estudou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, no Instituto Bíblico Romano e na École Biblique de Jerusalém

Lucinete Santos
(Educadora Social – Projeto Oblata Diálogos Pela Liberdade – BH).


sábado, 11 de fevereiro de 2017

A Vida Religiosa e o desafio do tempo presente


Alguém disse certa vez que os consagrados e consagradas devem levar em uma de suas mãos a Bíblia e, na outra, um jornal. Retirando os possíveis exageros, essa afirmação-talvez atualizada com a inclusão das mídias digitais - alude a uma questão fundamental: consagrados e consagradas são chamados a testemunhar o Evangelho no tempo presente. Pode parecer algo óbvio fazer esta afirmação mas, muitas vezes, a vida consagrada pode sofrer a tentação de se refugiar num passado fictício de seguranças e ritos que pouco ou nada  se comunica com a atualidade, numa esquizofrênica negação do hoje, num infecundo anacronismo de saudades de coisas jamais vividas.

Diante dos desafios que se colocam a todo tempo, cabe aos consagrados buscar um discernimento capaz de atualizar o Evangelho nos dias atuais. Cada época possui suas urgências, alegrias e tristezas. Não escolhemos o tempo em que vivemos, mas somos convidados a fecundá-lo com a esperança que brota da mensagem evangélica. Em sentido cristão, o presente é sempre o tempo pleno, o tempo da Salvação, o tempo propício para a conversão, o kairós de Deus que "engravida" a história e aponta o real sentido do mistério de viver.

Na história da vida consagrada conhecemos inúmeros exemplos de homens e mulheres, fundadores ou reformadores, que tiveram o olhar aguçado para ler seu próprio tempo e para apontar corajosas iniciativas para tornar mais visível a presença de Deus na história. Liam o presente, traduziam o Evangelho e apontavam para o futuro como profetas do hoje e sentinelas do amanhã. O grande risco que sempre ronda a vida consagrada é o de contentar-se em narrar prodígios do passado, vidas de santos, desafios já superados e esquecer-se de seu real significado no aqui e agora, ou seja,  esquecer que deve ser tradutora do Evangelho para o mundo atual. Esse excesso pode gerar um culto a epopeias do passado. Em outro extremo, a negação do presente pode se dar um permanente desejo de um futuro que virá, lido positivamente ou catastroficamente. Nesse caso, o presente dá lugar ao culto imaginativo do tempo que virá. 

Hoje, cabe aos consagrados lembrarem aos mundo e a toda Igreja a presença sempiterna de um Deus que caminha com Seu povo, que conduz a história e que sempre fecunda nosso presente.

Frei Gilson Miuel Nunes, OFM Conv.
Fonte: Revista:O Mílite

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Minha Vida Religiosa Consagrada Oblata - Ivoni Grando

Ser uma Irmã Oblata é uma constante construção da identidade vocacional, modelada através de uma longa história de amor e fidelidade silenciosa e dialogante com o Amigo Jesus. 

Amigo, porque respeita os processos humanos. O modelar-se supõe amassar a argila com cuidado e nem sempre minha argila é maleável. Requer de tempo, de espera, de paciência e do "pouco a pouco", e algumas vezes, recomeçar de novo. Mas conto com a certeza de que sempre sou acolhida com o mesmo abraço e ternura Daquele que constrói esta história de amor. 

Assim minhas raízes vão aprofundando-se na Identidade Vocacional de Irmã Oblata do Santíssimo Redentor, com novos sabores e saberes, no compromisso com a vida de outras mulheres que se encontram em contexto de prostituição e ampliando o horizonte  do sentido existencial e do Reino. 

Ivoni Grando
Irmã Oblata há 46 anos.
O que me dá a Razão de ser me sustenta nesta ação redentora e saber-me parte deste momento histórico da humanidade e da nossa Missão e Congregação, juntamente com os fundadores, Irmãs, mulheres  e ligas/os Oblatas de ontem, de hoje e de amanhã e confiar que "Tudo posso naquele que me conforta".



Este testemunho toca seu coração?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

147 anos da Fundação Religiosa da Congregação.

Hoje, recordamos a oblação generosa de Antonia. Em 02 de fevereiro de 1870, ela toma o hábito e se torna Madre Antonia Maria da Misericórdia, fundadora do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. Ela, assume a Misericórdia em seu nome religioso, devido o carisma desta obra que a tocou profundamente.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

82 anos da Chegada das Irmãs Oblatas no Brasil

Celebramos neste dia 31 de janeiro, com muita alegria os 82 anos de presença da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil. Uma história de doação e entrega, onde muitas jovens e mulheres tiveram suas vidas tocadas pelo amor misericordioso de Jesus Redentor.

Compartilhamos com você, um cordel feito pela jovem Lucinéia, uma leiga Oblata, que com muito carinho, celebra e homenageia nossa Congregação por mais um ano de Carisma, missão e trabalhos em terras brasileiras.




























Conheça mais da história das Irmãs Oblatas, clicando aqui.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Construa com sabedoria - Vamos Refletir

Um velho carpinteiro estava pronto para se aposentar. Ele informou ao chefe seu desejo de sair da indústria de construção e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

A empresa não seria muito afetada pela saída do carpinteiro, mas o chefe estava bem triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao carpinteiro para trabalhar em mais um projeto como um favor. O carpinteiro concordou mas era fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. 

Foi uma maneira negativa dele terminar sua carreira. Quando o carpinteiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa. E depois ele deu a chave da casa para o carpinteiro e disse: "Essa é sua casa. Ela é o meu presente para você".

O carpinteiro ficou muito surpreso. Que pena! Se ele soubesse que ele estava construindo sua própria casa, ele teria feito diferente.

O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na construção. 

Depois com surpresa, nós descobrimos que nós precisamos viver na casa que nós construímos. Se nós pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não podemos voltar atrás.

Você é o carpinteiro. Todo dia você martela pregos, ajusta tábuas e constrói paredes. Alguém  disse que "A vida é um projeto que você mesmo constrói". Suas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" que você vai morar amanhã.

Construa com sabedoria!

Autor desconhecido.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Planejar a Vida, uma questão de escolha - Espaços de Vida

Nem sempre os jovens desenvolvem a capacidade de se organizarem, tanto no tempo como nos seus espaços de vida. Arrumar o material escolar, os documentos pessoais, arrumar o quarto, arrumar o próprio tempo. Estamos falando de organização e não apenas  de colocar as coisas em ordem. Pois a ordem depende apenas de disciplina, enquanto a organização, além da disciplina, exige a capacidade de saber priorizar o que é importante. Para isso, a pessoa, o jovem, precisa conhecer-se, descobrir o seu jeito e a sua melhor forma de organizar-se.

Toda organização exige esforço e trabalho. É preciso fazer coisas e escolher formas de melhor fazer essas coisas. Por exemplo, para manter o quarto arrumado, é preciso mantê-lo organizado. Arrumar quando tudo está bagunçado dá muito mais trabalho e corre o risco de desanimar. Assim, também com a vida é preciso organizar o próprio desinteresse, muitas vezes, do jovem por suas coisas e suas escolhas. 


O planejamento e a organização são aprendizados que vamos fazendo durante a vida. Será mais fácil se tivermos objetivos e metas claras, ou seja, se soubermos aonde queremos chegar. Se temos o objetivo, é mais fácil escolher o método, ou seja o caminho a seguir.

 Rui Antônio de Souza, da equipe da redação do jornal Mundo Jovem
Fonte: Revista Aparecida - janeiro 2016

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Planejar a Vida, uma questão de escolha - Projeto de Vida

Vamos combinar algumas coisas para o ano que se inicia?
Vamos cultivar uma nova sintonia com a nossa própria história, convivendo e saboreando tudo que a vida nos oferece todos os dias, ainda que haja fatos desagradáveis e injustiças, mas que nos fazem crescer  com a vida? Vamos começar o ano lembrando algumas tarefas significativas que podem ser essa ponte da nossa história de vida como novas possibilidades que serão boas  para todas e todos?

É nesse contexto que vemos a importância e a necessidade de um projeto de vida. Planejar o presente e o futuro para atender aos apelos de nossos desejos mais profundos e às necessidades mais urgentes, tanto pessoais como sociais. No entanto, para que isso aconteça, é preciso encontrar, nas correrias da vida, um momento de refletir, analisar e decidir se quero realmente andar na contramão, com posturas diferenciadas em uma sociedade tão competitiva e consumista.

À decisão, segue o momento de escrever a própria história, para tê-la em suas próprias mãos. Descrever: onde e como estou? Quais são os meus sonhos (pessoais, sociais, familiares, escolares, profissionais...)? Quais as decisões e ações efetivas para que esses sonhos se concretizem? Onde e como devo atuar  no cotidiano? É um momento de olhar o caminho, de clarear o processo a ser feito, em vista de uma missão que propõe a doação da vida em prol não só da sua felicidade plena, mas também da comunidade e da sociedade.
O projeto de vida só será eficaz se for revisto de tempos em tempos, revisitado sempre que a vida passar por mudanças e, se necessário, ser elaborado levando em consideração o contexto vivido. O projeto de vida pode ser feito da maneira que achar melhor, sendo criativo e simples, ao mesmo tempo, da forma como o coração mandar.

Muitos ventos tentarão levá-lo para outros destinos, como a superficialidade, o consumo enraizado que nos faz colocar na balança os valores de nossa existência, a falta de tempo e a dificuldade de ter prioridades, a falta de horizontes, a ausência de espaços para atuar e fazer acontecer o nosso projeto. Mas vale muito apena ultrapassar essas dificuldades para desenhar o futuro que queremos para nós e para as próximas gerações.

Texto com adaptações.
 Rui Antônio de Souza, da equipe da redação do jornal Mundo Jovem
Fonte: Revista Aparecida - janeiro 2016

sábado, 7 de janeiro de 2017

Somos Batizados no Batismo de Jesus.

Era assim o batismo que praticava João Batista no tempo de Jesus e é assim o batismo se repete em muitas denominações pentecostais. O rito manifestava apenas a adesão ou a conversão de uma pessoas às palavras do pregador. Não significava nenhuma graça especial. Por isso, é repetido  tantas vezes quantas forem as conversões ou os pregadores.

Você já notou que em muitos batistérios existe a representação do Batismo de Jesus? Isso porque o Batismo provocou uma mudança substancial no rito do batismo. Conforme narram os Evangelistas, quando Jesus saiu ao encontro de João Batista e solicitou-lhe o Batismo, algo diferente aconteceu. João inicialmente se recusou a batizá-lo, mas depois obedeceu e cumpriu o rito tradicional. No entanto, enquanto cumpria o rito, ocorreu algo surpreendente. Manifestou-se a presença de Deus pai e do Espírito Santo e uma voz declarou: "Este é meu Filho querido, nele coloquei todo meu amor". A partir desse momento, o batismo adquire uma nova significação: já não será apenas um ato de conversão humana, mas transforma-se num sacramento de adoção divina. Deixa de ser apenas, um ato humano e transforma-se em sinal eficaz de um dom divino, comunicado gratuitamente ao homem, que o marca de forma indelével  como filho e filha de Deus. Pelo rito da água, o Espírito Santo penetra o ser humano e repete-se  a voz do pai a cada batizando: "Você é meu filho querido, minha filha querida, em você eu coloco todo o meu amor".

O Batismo da Igreja Católica é um sacramento  que atualiza o Batismo de Jesus e não o batismo de João Batista. Somos batizados no Batismo de Jesus, ou seja, somos integrados como membro do seu Corpo ressuscitado, de tal modo que o Pai sempre nos vê inseridos em seu Filho único e não pode ser repetido. Uma vez adotados por Deus Pai como filhos, nós o seremos para sempre, como bons ou maus filhos, mas sempre filhos. E Ele jamais se cansará de nos amar, de nos esperar quando estamos longe dele, de nos perdoar quando voltamos e de nos abraçar com alegria como seus filhos queridos.

Pe. José Ulysses da Silva, C.Ss.R
Fonte: Revista de Aparecida - janeiro 2016