quarta-feira, 26 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de São Paulo

Projeto Antonia,a Luta de cada Mulher


O Projeto Antonia é a unidade de missão mais nova do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e tem como objetivo a intervenção social e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em situação de prostituição, e atuam no bairro de Santo Amaro, na região da zona sul, da cidade de São Paulo.

A unidade iniciou suas atividades com uma pesquisa de campo realizada por duas Irmãs Oblatas: Ir. Maria Helena Braga e Sirley da Silva e a Cientista Social Flavia Mateus Rios, entre os anos de 2004 e 2005. Depois de constatada a presença do grande número de mulheres na prostituição na região de Santo Amaro, uma equipe iniciou um trabalho de visitas a campo e reuniões com as mulheres em uma das salas do Paço Cultural Julio Guerra, mais conhecida na região, como Casa Amarela. Confirmada a necessidade e a possibilidade de desenvolver um trabalho com as mulheres, em agosto de 2007, foi inaugura a sede da unidade.

O Projeto Antonia, busca desenvolver ações de caráter espiritual, socioeducativo e político, voltadas para as mulheres em situação de prostituição, visando o crescimento em consciência de sua condição de pessoas e cidadãs; potencializando a luta pelos seus direitos e o combate ao preconceito que estigmatiza esse público. Para isso o Projeto se propõe sensibilizar a sociedade e seus diferentes grupos e instituições para essa realidade, criando uma rede de parcerias que possibilite responder de forma mais eficaz e qualificada a suas necessidades e problemáticas afins.

Com uma equipe multidisciplinar, a unidade tem o intuito de alcançar a aproximação e conhecimento da realidade das mulheres de baixa renda que exercem a prostituição, impulsionar seu protagonismo e fortalecer sua organização e capacidade de liderança.

O que motiva o trabalho do Projeto Antônia é o valor e dignidade da pessoa humana que se encontra em cada mulher que está em situação de prostituição. Além dos preconceitos existentes nos imaginários sociais, bem como na luta pela erradicação destes preconceitos, esta mística busca projetar-se no compromisso solidário com esta causa a exemplo de Jesus Redentor e os Fundadores do Instituto: Madre Antonia e Padre Serra. Esta mística tem uma pedagogia que se fundamenta no Amor, amor que se exprime num profundo respeito e acolhida da vida de cada pessoa. Pedagogia "do pouco a pouco" (segundo a Fundadora da Congregação) entendida e concretizada em processos que partem da realidade das mulheres acompanhadas, incluem e incentivam seus potenciais e capacidades mais genuínas.

Texto com adaptações.

Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Salvador


O inicio da história do Projeto Força Feminina, está ligado à chegada das irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor na cidade de Juazeiro da Bahia, a pedido do então Bispo Dom Jose Rodrigues para desenvolver o trabalho na Pastoral da Mulher. A partir disso, as Irmãs Oblatas chegaram a Salvador no ano de 1997, no Bairro do Lobato e se inseriram em um trabalho de Cebs. A partir daí, iniciaram o processo de aproximação das mulheres em situação de prostituição, com o intuito de conhecer a realidade e iniciar um trabalho de reconhecimento das pessoas que poderiam contribuir, como grupos, organizações ou Instituições que estivessem já realizando esta ação. 

Deste movimento nasceu o Projeto Força Feminina no ano de 1998, com as Irmãs Oblatas e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e socioeducativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto que desde então, busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo.

Sendo uma instituição social, de caráter pastoral, a unidade Oblata de Salvador é uma iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor que tem por missão a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã. Desenvolve um trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em quatro etapas: Aproximação da realidade, Formação e cidadaniaOrganização (perspectiva da Economia solidária) e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

O Projeto Força Feminina conta com uma equipe multidisciplinar formada por religiosas, funcionárias e voluntárias que apostam na vida, atuando desde um compromisso solidário com as mulheres em situação de prostituição, respaldadas pelos princípios de Padre Serra e Madre Antonia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

O que motiva o trabalho da FORÇA FEMININA é fé na Vida, no valor da pessoa humana, na solidariedade e na comunhão, para aproximar-se, compreender, acolher e acompanhar as mulheres em situação de prostituição, contribuindo para que elas em relação às suas vidas possam “fazer com as próprias mãos e caminhar com as próprias pernas” através da construção conjunta pela conscientização e humanização.

Texto com adaptações.

Fontes: Projeto Força Feminina
Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição.
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Belo Horizonte




Fundada em 1982, a partir da iniciativa das Irmãs Oblatas que se sensibilizaram com a questão das mulheres em situação de prostituição, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (Atualmente chamada como Diálogos pela Liberdade), é uma entidade sem fins lucrativos, vinculada ao Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

Com a missão de promover ações que favoreçam a humanização, autonomia e protagonismo das mulheres que se encontram em situação de prostituição, a Unidade Oblata, encontra-se na região do hipercentro de Belo Horizonte, articulada com entidades voltadas ao atendimento à mulher e atuando em parceria com instituições governamentais e não governamentais. 

Com valores baseados no respeito,  ética, solidariedade, perseverança, amor, criatividade, participação, responsabilidade, compromisso, sensibilidade e cooperação, a Unidade Oblata de Belo Horizonte trabalha também para levar informação à população conhecimento, Sensibilização contra o estigma, que viola direitos humanos das mulheres e contra a violência e tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. 

A unidade Oblata “busca superar visões distorcidas moralistas e preconceituosas sobre as mulheres em situação de prostituição, que acabam por colocá-las como “vítimas” ou “coitadinhas”, reduzindo-as aos aspectos de fragilidade, impotência e imobilidade. Por isso, nos colocamos ao seu lado, como companheiras e companheiros de caminho, e defensoras/es da vida e dignidade.

Com uma equipe multidisciplinar a unidade Oblata de Belo Horizonte realiza atividades individuais e coletivas a partir de uma perspectiva de gênero, sendo oferecido: Oficinas formativas e informativas,  cursos de capacitação e formação, nos quais, as mulheres participam gratuitamente, além de atendimento individual e acompanhamento psicológico, jurídico, orientações e encaminhamentos na área da saúde, documentação, assistência e previdência social. Promovendo assim, a inclusão sociocultural e digital dessas mulheres no dia a dia.

Texto com adaptações.

Livro- Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. (Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 8 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Juazeiro da Bahia


A Pastoral da Mulher de Juazeiro é uma pastoral social da Igreja Católica, nascida no ano de 1978 na Diocese de Juazeiro – BA, com um trabalho pastoral voltado para o atendimento às mulheres marginalizadas. Este trabalho surgiu com Dom Tomas Guilherme Murphy - o primeiro bispo da Diocese - e um grupo de voluntárias, que se sensibilizaram a realidade de exclusão a qual viviam as mulheres.

 Inicialmente o trabalho foi desenvolvido em um pequeno espaço, que recebeu o nome de Escola Profissional São José. Um ano depois as atividades se expandiram e viu-se a necessidade da criação de um novo espaço para acolher a entidade. Com isso, foi inaugurada no ano de 1979 a Escola Senhor do Bonfim – em homenagem ao Santo de devoção típica do povo baiano – onde hoje é a Sede da Pastoral da Mulher.

Em 1981 a convite do bispo Dom José Rodrigues as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor foram a Juazeiro para assumir a coordenação da Pastoral da Mulher juntamente com as equipes de agentes de pastoral, e com isso, este trabalho passou a ser assumido pela Diocese como uma atividade das pastorais sociais, passando a ser Pastoral da Mulher.


Com a grande migração humana neste período, segundo registro da época, havia aproximadamente 2.000 mulheres provindas das várias cidades da região e Estados, vivendo em situação de exploração, violência e esquecimento social.
Animada pela mística evangélica assumida por toda a Diocese, que é o compromisso com os mais pobres, a Pastoral da Mulher seguiu com o seu trabalho, sendo uma presença de solidariedade e compromisso com as mulheres em situação de prostituição.

Atualmente a Unidade Oblata Pastoral da Mulher de Juazeiro, conta com um amplo espaço e uma equipe multidisciplinar de leigos profissionais, tendo como objetivo desenvolver ações que promovam uma maior humanização da realidade da mulher que se prostitui, projetando sua organização e gerando um processo de transformação social e politico. O trabalho é realizado com cerca de 500 mulheres engajadas no processo. Na sede da Pastoral, as mulheres recebem diversos acompanhamentos nas linhas espiritual, psicológica, social e jurídica, além de incentivo à formação e educação.

Texto com adaptações.


Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 1 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Rede Oblata

Unidades de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Neste mês de Julho, o Blog oblatas vai apresentar os projetos de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil. 

Nossas unidades estão presentes em três estados: Diálogos pela Liberdade (BH), Projeto Antonia, a Luta de cada Mulher (SP), Projeto força Feminina (BA) e Pastoral da Mulher de Juazeiro (BA), formando a Rede Oblata que tem como objetivo, lutar pelo fortalecimento e reconhecimento da mulher na sociedade, contra discriminação racial, de gênero, classe ou orientação sexual. 

Buscam vivenciar uma Igreja Povo de Deus, assumindo a perspectiva de uma espiritualidade libertadora, inspirados no agir de Jesus Cristo: a forma como Ele lidava com as pessoas, seu modo de se aproximar e estabelecer vínculos, de fomentar a mudança na vida, de estimular, questionar e refletir sobre a própria realidade, apropriando-se da mesma.

O Trabalho cotidiano das unidades se dá com uma equipe multidisciplinar, onde atuam psicólogas, educadores sociais, Irmãs e voluntários.  A atuação das unidades é respaldada pelos princípios de Padre Serra e Madre Antônia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, tendo como teorias referenciais; o Carisma das Imãs Oblatas, Teorias Feministas, humanista, Teologia da Libertação e Eco feminista.

Nas próximas semanas vamos conhecer cada unidade e trabalho desenvolvido.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bem vindo corpo sagrado, num corpo de mulher.

Bendito é aquele que veio como corpo e sangue oferecido pela vida da humanidade. Amor sem igual, pão a ser comido e vida a ser vivida no amor que se oferece e jamais volta atrás.

Doação aprendida, ‘Sim’ que o nutriu em todos os momentos no ventre de Maria. Espada predestinada a jovem de Nazaré que pouco a pouco compreendia estas palavras, mas não recusou gestos compartilhados entre mãe e filho. Passos que eram perguntas, pausas que se assumiam em resposta.

Onde está o pequeno Emanuel de Maria, visitado pelo povo apresentado no tempo, curioso e aprendiz. Terno, que toca com tamanha profundidade e se deixa tocar. Que tem uma força que desconhece e cura, ama, aprende, silencia.

A festa de Corpus Christi deve nos ajudar a fazer memória, compor história, voltar às origens. Às vezes olho meu povo tão igual e diferente do povo daquele tempo, com fé, com força, às vezes também olhando de longe. Mas o distanciaram tanto, o incensaram e o encobriram de esplendor.

Onde está o meu simples Jesus, filho de Maria e José que coerentemente ergueu o pão e viu nele seu corpo que seria entregue e ergueu o vinho pressentiu o seu sangue derramado.

Nesta festa de Corpus Christi cai bem o grito e o lamento de Madalena: “Onde está o meu Senhor!” O cobriram com tantos ornamentos que pergunto, onde ficou as sandálias gastas do Filho do carpinteiro?

Ir. Marilda de Souza, OSR. 

domingo, 11 de junho de 2017

Santíssima Trindade em minha caminhada Vocacional - por Janilde Diniz

Deus se revelou a mim através da Comunidade da Trindade. Ele que é Pai, Filho, Espírito Santo. Sentir a Trindade profundamente na experiência vivenciada na Comunidade, lá o Senhor fez sua parada em meio ao povo em situação de rua.

A Trindade armou sua tenda e desejou morar ali. Foi muito importante no período vocacional experimentar a ternura e doçura da Santíssima Trindade, naquela situação onde a vida estava ferida, maltratada pelo peso dos entorpecentes, do álcool, das drogas. Foi em meio a essa situação, a este povo que senti no meu mais profundo o amor pleno da Santíssima Trindade.

Ela que me acolheu, me abraçou e me envolveu com seu imenso amor. Para mim foi bem visível a presença da Doce Trindade de Ternura na vida de cada irmã de cada irmão, que ali compartilharam de suas vidas com a minha.

A Trindade fez uma parada na minha história e se revelou no meu cotidiano, através do seu cuidado e amor para comigo.

Janilde Diniz- Postulante Oblata

domingo, 4 de junho de 2017

Pentecostes: O Espírito habita em nossa história

Que teu Espírito seja dança que inspire a caminhada, e seja o sopro que convoque a unidade.

Que teu Espírito destrua toda uniformidade, 
e se misture em nossa humanidade. 

Que teu Espírito transforme nossas mãos para doar e amadureça nosso sonho para amar. 

Que teu Espírito fecunde com ternura nosso ser e que acenda nossa fé. 

Que teu Espírito nos faça resistir à tempestade, 
erguendo nosso olhar e nos presenteando com a liberdade.

Transforme nossa palavra para que restaure a dignidade, como raio um de luz e vida, trazendo a esperança.

Que teu Espírito remova nossa terra por semear
 e que a vida quebre o muro, e a flor desabroche.

Que teu Espírito encha de gozo o nosso olhar 
e inspire cada tentativa de curar. 

Que teu Espírito afaste nosso medo à verdade 
e nos impulsione a dar sempre um passo a mais.

Convida-nos a compartilhar a mesa com todo nosso pão,
 preenchendo-nos de sentido e alegria ao caminhar.

 Que teu Espírito Deus-Pai e mãe convide-nos a equidade, 
nos levando ao fim da solidão.

Que teu Espírito seja poesia que nos dê identidade, 
sendo o canto e razão que direcione nosso andar 
e nos leve com os pobres a lutar, reavivando com eles a amizade. 

Que a injustiça tenha fim e venha à paz, 
para que o sonho de Liberdade de Jesus neste mundo acorrentado aconteça já! 

(Cecília Rivero)
Texto com adaptações.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

01 de Junho - Início da Missão Oblata

A Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, celebra os 153 anos do inicio da missão com as mulheres em situação de prostituição, feita pelos fundadores Padre Serra e Madre Antonia.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Serra Fundador como FONTE de toda experiência.

Diante do sonho de um local para acolher estas mulheres, Serra começa trabalhar em casas de acolhidas já existentes. Mas as casas que eram abertas a estas mulheres, tinham um monte de regras e normas, e algumas mulheres não se encaixavam e não podiam ir para lá; Ele inquieto buscou uma resposta - “eu quero salvar estas moças e se todas as portas se fecharem a essas infelizes, abrirei  uma onde possam salvar-se”.

Assim como Jesus não vai sozinho e conta com os apóstolos; Serra também sabe que sozinho não pode fazer nada, ele chama Antônia. Após algumas recusas ela acaba aceitando. Decidido a abrir um asilo, mais desafios e contratempos, inclusive dificuldades econômicas ele encontra para realizar a missão junto às mulheres. Afinal de contas não é um trabalho bem visto por todos, mas Serra diz saber que a obra é de Deus e que não lhe faltará força para continuar lutando. 

Serra continua em busca de recursos, pois deseja abrir casas onde possa acolher estas mulheres, que por tanto foram usadas e exploradas pela prostituição e assim consegue um local para acolher as mulheres, dando o nome de Asilo Nossa Senhora do Consolo. O que o diferenciava de outros era que o de nossa Senhora do Consolo não impunha limites: bastava o desejo sincero de arrepender-se e de afastar-se da vida desordenada. 

Após aprovação do governo daquela época, o trabalho toma tal proporção que ele juntamente com Antônia, depois de buscarem várias outras alternativas, acabam fundando uma Congregação: Oblatas do Santíssimo Redentor. O objetivo? Estar com aquelas que ninguém jamais quis. 

A Fundação das Oblatas se dá há uma experiência de amor, misericórdia e Redenção que Serra e Antonia vão fazendo à realidade com as mulheres, onde se veem “obrigados” a avançar para águas mais profundas.

Você seria Capaz de entregar a sua vida por uma grande missão?

Fontes: "Articulação do caminho de Jesus e Padre Serra" de Fernanda Priscilla A. da Silva.
"Vida de Padre Serra" - Priscilla Fernandes.



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Padre Serra: Uma vida em prol da Mulher

Padre Serra em sua vida, teve muitos sonhos e muitas lutas, mas sempre buscou responder o chamado de Deus da melhor forma. Foi um homem sonhador, missionário e sensível a causa dos menos favorecidos. 




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Padre Serra: Homem que Luta pela justiça social e direitos das mulheres.

Após conhecer a realidade do hospital São João de Deus, Serra dedica grande parte de seu tempo a corte e atividades pastorais, sobre tudo visitas ao Hospital São João de Deus. Era ali que Serra se ocupava em seus dias de folga prestando assistência e confissão as crianças doentes; foi quando lhe pediram que ouvissem a confissão de uma pobre moça, que se encontrava no mesmo hospital. 

Desta forma ele se aproximou ainda mais da realidade das mulheres, através do sacramento da reconciliação, e assim não se afastou mais delas.  Assim como Jesus sente o povo que está como ovelhas sem pastor, Serra assume a causa destas mulheres: “...então julgando-me obrigado a imitar o Bom Pastor quis pôr sobre os meus ombros a ovelha desgarrada...”. Como Jesus, Serra é sensível à realidade de dor que o cerca e por isso sente que deve fazer algo pelas mulheres.

Em meio aos desafios que iam surgindo, Serra enfrentou calúnias e falsas acusações em relação ao trabalho com as mulheres, pois não era bem visto um bispo que abraçava a luta das mulheres prostituídas, doentes e excluídas pela sociedade. 

Serra atento aos sinais de seu tempo, sensível a tal realidade, sente ecoar o “grito silencioso” daquelas mulheres que se encontravam no hospital, e expressa: “isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício”. Ele se sente chamado por Deus a uma nova realidade; sonhava com um local que pudesse acolher as mulheres que deixavam o Hospital S. João de Deus de Madrid.


Fonte:Articulação do caminho de Jesus e Padre Serra
Fernanda Priscilla A. da Silva

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Padre Serra: Um Lutador Idealista

Eram tempos conturbados aqueles, desde seu nascimento, desde sua tenra idade.
Muitos conflitos e desafios, a Espanha se agitava, e você Serra, ao mundo chegava.
Desde menino encontrou surpresas, que certamente marcaram sua história.

Cedo se tornara órfão, passando aos cuidados de tutores.
E seus irmãos? Cada qual seguiu seu caminho.
E qual seria o seu Serra?  Por onde deixarias suas marcas?

O menino foi crescendo, e Deus o sustentando.
Alimentou um sonho: Tornar-se beneditino.
E se dedicou, e se entregou... Se colocou à escuta dos sinais de Deus...

O Jovem Serra alimentava em seu coração e em seu íntimo, 
o desejo de ser missionário.
Parecia sempre buscar algo a mais, tinha um coração inquieto.
E nessa inquietude foi para a Austrália fazer a experiência 
do peregrinar... 
Experiência profunda neste chão.

Depois da vivência na Austrália, retornou à Espanha...
E o que o esperava agora?
Hospital São João de Deus foi a resposta.
“Aquela realidade era dolorosa demais”
O contato com as mulheres fez seu coração pulsar: “É preciso fazer algo”.

Voltastes teu olhar... Mirastes no Bom Pastor
Era Ele quem conduzia seus passos
Em cada mulher, Ele lhe expressava seu clamor...
Foste Ele: Jesus Redentor, O Deus da Vida.
Aquele que toca o chão
Quem deu sentido e razão à sua entrega...
Tu, com tua vida, nos ensina a sermos andarilhas do Reino
Tocando o chão e fecundando a terra.

Esta história tocou seu coração?

Poesia "Conversando com Padre Serra" 
De: Fernanda Priscila Alves da Silva, com adaptações.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de Maio - Dia do Trabalho - Irmãs Oblatas em Argentina



Neste dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras, entrevistamos Mariana Serrano, Irmã Oblata do Santíssimo Redentor da província Santíssimo Redentor, para conhecer como é celebrado o dia 1º de maio pelas Irmãs Argentinas.


  • Cual es el sentido del trabajo para una Hermana Oblata del Santísimo Redentor?
Las Oblatas somos muy trabajadoras, mirando el trabajo en clave de servicio y siempre como donación. Nuestro trabajo es diverso, con diferentes tareas. También es un trabajo dinámico, en permanente cambio, abierto a la particularidad de cada día y de cada persona. También es un trabajo contextualizado, en cada proyecto de misión, en cada realidad donde nos hacemos presente, el trabajo es diferente. Es un trabajo en conjunto con otras/os, no es trabajo solitario.

En cuanto a la misión intentamos ofrecer a las mujeres en situación de explotación sexual, alternativas de cambio a través de diferentes propuestas, actividades, capacitaciones que apuntan a la elaboración de un proyecto productivo o de salida laboral.

En nuestra tarea pastoral nos acercamos a las mujeres con ciertos criterios para la creación de vínculos relacionales sanadores, desde la acogida, empatía, escucha activa, respetando los ritmos de cada mujer en el sostenimiento de su proceso personal.

Nuestro trabajo tiene sentido, eficiencia y eficacia en la medida que ofrecemos una atención integral a las mujeres y para ello es imprescindible el trabajo en equipo interdisciplinario, la participación del voluntariado, la acción pastoral intercongregacional, y la articulación en red con otros organismos de la sociedad civil, de cooperación internacional  y también del ámbito gubernamental.

  • Como su Congregación celebra el primero de mayo en la realidad que Vive?
Las Hermanas de la Comunidad el día 1 de Mayo celebramos con un delicioso almuerzo y aprovechando para descansar de las actividades cotidianas, uniéndonos así al feriado internacional en conmemoración de todas/os las/os trabajadoras/es. Además, damos gracias a Dios y a San José Obrero por nuestro ser de mujeres trabajadoras y reconociendo el valor del esfuerzo realizado cada día en nuestro trabajo pastoral.

  • Cuál fue la experiencia más significativa en relación al tema, que experimentó desde algún proyecto de misión
Estando en un proyecto de misión de un país donde la prostitución es catalogada como un trabajo y regulada por ley, la reflexión y la acción del equipo interdisciplinario de asistencia a las mujeres en explotación sexual, van orientadas al empoderamiento y la búsqueda de la defensa de los derechos que son vulnerados desde ámbitos públicos y privados.

Por ejemplo:  
  • Si la prostitución es considerada trabajo no hay razón para que las personas que la ejercen tengan que inscribirse en el ministerio del interior, someterse a controles mensuales de profilaxis y ser sancionadas por sus patrones con multas cuando llegan tarde o faltan. Esto en otros trabajos no pasa.
  • Además muchas mujeres expresan el deseo de “encontrar un trabajo digno” y que “sus hijas no entren en esta actividad, no se lo desean a nadie”. 
  • En las capacitaciones laborales ofrecidas en el proyecto de misión, al momento de preparar un curriculum vitae, las mujeres no ponen la prostitución como un trabajo que realizaron o realizan.
  • Para el pago de monotributo social que deben abonar para el aporte jubilatorio, si es que lo hacen a los aportes, colocan peluquería, costura, o cualquier otra actividad menos la prostitución. Dicen que sus familiares no saben a lo que se dedican o bien que no quieren que las demás personas se enteren ya que son muy discriminadas por la actividad que realizan.



Mariana Serrano
Hermana Oblata del Santísimo Redentor

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sentido da Páscoa em minha vida - Por Marcelly Gomes



Ao falar na palavra Páscoa me faz recordar de um caminho. Caminho este que começa a ser trilhado na quarta-feira de cinzas, onde iniciamos a Quaresma.


Ao chegarmos à quaresma nos propomos a mudar algumas atitudes e praticarmos mais a oração, o jejum e a caridade, afim de que possamos chegar no dia de celebrar a vitória de Cristo sobre a morte, e estejamos prontos e prontas para junto dele celebrar.

Páscoa é...
Paixão,
Morte,
Ressurreição,
Vitória de Cristo sobre a morte,
Tempo de luz,
Passagem para uma nova realidade,
Vida nova,
Abrir o coração para Jesus entrar e fazer morada.

Neste tempo pascal Jesus vai se revelando em meio aos seus discípulos, que Ele nos ajude a continuar o seu caminho e que cada vez mais possamos ser presença de vida e esperança em meio aos nossos irmãos e irmãs em especial na vida das mulheres em situação de prostituição.

Marcelly Gomes- Postulante Oblata

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Campanha da Fraternidade 2017

Você sabe o que é a Campanha da Fraternidade?  

A Campanha da Fraternidade surgiu durante o desenvolvimento do Concílio Vaticano II (1962-1965). É uma campanha que envolve os membros da Igreja Católica, com diversas ações pastorais em todo o Brasil, que se desenvolve mais intensamente durante o tempo da Quaresma. 

Com temas concretos e atuais, a CF, é um projeto que procura animar todas as comunidades num compromisso pastoral concreto que marque a unidade da Evangelização pelo empenho comum em prol da solidariedade e fraternidade que nascem do amor de Cristo. Durante esse período, a liturgia trabalha paralelamente com a Campanha. Os cantos litúrgicos da missa, as preces e outras orações são voltados também para o tema que está sendo trabalhado. A CF atinge, cada ano, um problema determinado e urgente que precisa do esforço de ação pastoral conjunta no país, desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira.

Atualmente, em sua trajetória nacional desde 1964, a Campanha alcança novos horizontes incluindo a comunhão com outras igrejas cristãs, realizando a Campanha da Fraternidade Ecumênica. 

Neste ano de 2017 A Campanha da Fraternidade tem como tema ‘Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida’ e o lema insipidado no Livro de Gênesis: ‘Cultivar e guardar a criação’ (Gn 2.15).

Retomando temáticas ecológicas anteriores que alerta para o cuidado da criação, o Objetivo geral é: “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”. 
A campanha terá início em todo o Brasil no dia 1º de março.

Texto com Adaptações.
Fontes: Google, Texto base CF 2017.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Experiência de missão Oblata em Angola - por Irmã Dilia Lopes

Neste mês de abril a Congregação das Irmãs Oblatas celebra mais um ano de presença e missão em Angola.  

Entrevistamos a Irmã Dilia Lopes, que está em missão em Angola há 11 anos. Ela nos conta um pouco de sua experiência neste país que vem se reconstruindo após 27 anos de Guerra civil.
  • Como foi sua chegada em Angola? Quando fui chamada a participar da comunidade em Angola, eu Vivia na Colômbia, minha terra natal. Mas antes de ir a Angola, estive por seis meses na comunidade Nazaré (Rio de Janeiro). Foi uma experiência rica conviver com as irmãs, e poder me adaptar um pouco com a língua portuguesa. Quando cheguei a Angola tinham duas comunidades (Luanda e Lobito) e as irmãs me receberam muito bem. Foi cerca de um ano o meu processo de adaptação e conhecer a realidade social. Era tudo muito diferente, costumes e língua, mas eu tinha muita vontade de conhecer.
  • O que te chamou a atenção no país? A Realidade social em Angola é muito forte. Existe um contraste entre riqueza e miséria, mas frente a isso, o que mais me chamou a atenção foi a Acolhida do povo, com carinho e a felicidade com a chegada de missionárias. É um povo um carinhoso e alegre. A cidade e as pessoas estão em construção, quando cheguei lá, faziam apenas 2 anos do fim da guerra, estavam iniciando um processo de reestruturação social. As pessoas tinham em si um misto de medo e expectativa... Um país começando a se reerguer e com medo do que poderia vir. Outra coisa me que tocou nesta realidade, foi que estando na missão, via muitas jovens em Lobito na rua, jovens desorientadas sem famílias e com muitas doenças, sem formação, menores de idade em situações precárias.
  • O que mudou em Angola neste tempo em que vive lá? Pouco a pouco tudo vai se organizando. O país não fez um processo de passagem para absorver a nova realidade e convive com uma invasão estrangeira de muitas culturas, o que interfere no desenvolvimento da sociedade e cultura local. Angola vive uma crise econômica muito forte, muitas empresas deixaram de investir e isso causou muito desemprego. O País é rico em recursos minerais e naturais (como terras férteis e a pesca), mas só apostam no petróleo. Mesmo com as dificuldades econômicas muitas, pessoas buscam a educação; jovens e adultos se formando na universidade, são dispostos a estudar e tentar melhorar sua vida e dos familiares.
  • Como é a experiência de missão no país? Quando cheguei para trabalhar no projeto de missão, ainda não havia um local especifico para se trabalhar, abordavam as mulheres nas ruas. Mesmo sem um local próprio para atendimento, as irmãs já tinham um contato com a comunidade e uma aproximação com as autoridades locais. Depois buscaram um lugar próprio da congregação, e o encontraram no centro, onde puderam atender as mulheres. Tivemos ajuda para o projeto se instalar e dar os primeiros passos que nos levam a caminhar até hoje. O contato com as mulheres angolanas me enriqueceu muito e ver as jovens e adolescentes no mundo da prostituição para sobreviver é muito forte. Não tinha convivido com mulheres e crianças com DST’S e AIDS, e foi o que tocou profundamente e, sobretudo ver esses pequenos lutando para sobreviver em meio à miséria. É bonito ver que o carisma da congregação foi semeado nesta terra africana, na esperança de ter continuidade com o povo angolano. E hoje vemos que dá frutos; temos irmãs, vocacionadas e leigos engajados na missão.
  • Qual a mensagem que a Senhora deixa para as jovens que querem conhecer a congregação? Toda vocação é valiosa, tem seu sentido de ser na igreja. Responder o chamado de Deus nem sempre é fácil, mas vale a pena lutar pela vocação aonde Deus te chama. Se dê um tempo para conhecer e se apaixonar por Jesus, e seguramente se irão se apaixonar pela missão, porque é a causa de Jesus. A vocação Oblata vale a pena! Não desistam! A vocação é de Deus, as vezes não é fácil, mas Deus dá forças!



sexta-feira, 24 de março de 2017

Mês da Mulher - Vitórias e Conquistas- Entrevista com Ir. Pilar Laria


Os Projetos de missão do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor lutam pelo fortalecimento e reconhecimento da mulher na sociedade. E neste mês da mulher, entrevistamos Irmã Pilar Laria, representante da Unidade Oblata de Belo Horizonte, que nos conta como acontece o trabalho de conscientização das mulheres atendidas.

Como é processo que as mulheres vivem dentro dos projetos?
R: O processo que as mulheres vivem é muito diversificado.
Em cada estado onde temos projetos há diferenças de como se vive e se exerce a prostituição.
E esse processo depende de cada uma e de cada história em que viveram e vivem.
Acompanhadas no dia a dia, e tendo a liberdade de expressar seus sentimentos e histórias de vida, as mulheres vão reconhecendo sua maneira de ser, e se percebe o crescimento, pois começam a ter atitudes de autoestima e reconhecimento que são mulheres cidadãs, dignas de respeito. Este processo é lento e demorado, devendo ter muita paciência nessa caminhada do reconhecimento que são protagonistas de suas histórias. 

Como é o processo da Conscientização e descoberta de que as mulheres são cidadãs, que têm seus direitos e deveres?
R: Por meio da aproximação, da acolhida... Um dia após o outro, colocando para elas os seus valores que têm como mulheres, sendo cidadãs iguais a todas, que tem seus direitos e deveres, e também incentivando elas a frequentarem a pastoral, onde tem seus tempos de formação e aos poucos vão se conscientizando e adquirindo uma autonomia de si mesmas.

Como elas vêem a importância do dia 08 de março?
R: Em todos os projetos às mulheres se unem a outros grupos, participam de ações, demostrando igualdade e luta. Para isso, incentivamos para que corram atrás de seus direitos de trabalho, de cidadania, vivendo uma igualdade na sociedade.

E para a Senhora como mulher, Irmã Oblata e integrante da unidade de Belo Horizonte, qual é seu sentimento e opinião sobre este processo na vida das mulheres atendidas?
Eu como mulher me sinto unida a outras mulheres, tendo os mesmos direitos e deveres.  Como Irmã Oblata busco ajudar as mulheres em situação de prostituição no que eu puder, exercendo a missão e vivendo intensamente meu carisma Oblata.
Dois pontos fortes que não poderia deixar de lado, são a nossa espiritualidade e a missão. Toda Oblata deve ter em mente esse seguimento do Cristo Redentor. Por isso quero que as mulheres tenham vida e vida em abundancia! Fico feliz quando vejo que estão fazendo uma caminhada, e retomando suas vidas.


terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

A mulher negra e o duplo processo de exclusão

Quando falamos em papéis sociais, nos deparamos com uma questão crucial, que são as relações de poder. Neste âmbito, percebe-se que ao longo da história a mulher esteve desfavorecida e julgada em condição de inferioridade em relação aos homens, não sendo assimilada como sujeito/pessoa a ascender socialmente, economicamente e politicamente. Este contexto foi sendo construído e sustentado, levando as pessoas do sexo feminino a tornarem-se parte de um gênero subordinado. Neste sentido, a exclusão da mulher nas diversas dimensões da sociedade foi sendo dada como natural.

Quando falamos da mulher negra, encontramos um duplo processo de exclusão, que passa não somente pelas questões de gênero, como também pelo preconceito e discriminação racial. “O preconceito e o racismo são atitudes e modos como se veem certos grupos sociais. Quando ocorre o preconceito racial, a pessoa enxerga nos outros, características que lhe desaprovam porque têm como parâmetro as características do grupo social em que está acomodada. O racismo também é uma atitude que, do olhar do racista, adota uma postura contrária a certas pessoas pelos seus traços físicos, levando em comparação o padrão do seu próprio grupo social. Já a discriminação racial é a manifestação dessas atitudes preconceituosas e racistas [1]”. Isto é, quando o preconceituoso ou racista expõe seus pensamentos e pode vir a prejudicar alguém, é que ocorre a discriminação.

Portanto, podemos dizer que para a mulher negra, o processo de enfrentamento é ainda maior, pois para vencer as desigualdades de gênero, dadas como barreiras naturais da sociedade enquanto feminino terá de vencer o preconceito, o racismo e a discriminação. Ao longo da história, a mulher negra no Brasil tem enfrentado a conjugação das questões de gênero e raciais. O modelo de produção capitalista adotado traz em si marcas do modelo escravagista que afetam diretamente as mulheres, já que perpetua desigualdade e exclusões em seus meios. Nas últimas décadas as mulheres têm se fortalecido e vem conquistando espaço em diversas esferas sociais. Atualmente são parte relevante da população economicamente ativa, sendo incorporadas ao seu desenvolvimento e reconhecimento outras formas de exploração, que diz respeito a um sistema acumulativo de funções.  Este fator se torna ainda mais complexo quando se trata de mulheres negras, que levam os reflexos de um sistema político  escravocrata.

De todo modo, a mulher vem percorrendo a história sendo exemplo de superação e perseverança. Cada conquista veio por meio de sua inteligência em argumentar e na demonstração de suas capacidades, mas claro, após muita luta. E esta ainda continua...

“Ao pensarmos a situação da mulher negra no Brasil atual, temos que levar em consideração  que em uma sociedade democrática, o respeito às diferenças de raça, etnia, gênero, orientação sexual, aparência física não é abandonar cada seguimento à sua própria sorte, mas questionar as relações de poder que hierarquizam as diferentes posições [2].

Artigo de Fernanda Soares
Fonte: Jornal da Pastoral da mulher - BH/MG

1- Artigo: A questão racial no Brasil e as relações de gênero: um estudo do reflexo das desigualdades sociais, politicas e econômicas no cotidiano da mulher negra - Fernanda da Silva Lima (UFSC), Louvani de Fátima Sebastião da Silva (UNESC)

2-Artigo: Mulheres negras: reflexões sobre identidade e resistência - Rosângela Rosa Praxedes.

domingo, 12 de março de 2017

Mês da Mulher - Vitórias e conquistas - Superção

Neste mês onde celebramos o Dia Internacional da Mulher queremos apresentar as vitórias conquistas e superações de mulheres que são atendidas em nossas unidades. 

Vamos conhecer a história de Lilian que fazia programas nos hotéis da zona boemia de Belo Horizonte e conheceu a Pastoral da Mulher de BH (Projeto Oblata Diálogos pela liberdade) participando de um curso de pintura, o que a levou a uma grande mudança de vida. Confira o relato:

“Troquei a bebida pela pintura”

O começo
Fui à Pastoral e me interessei pelo curso de pintura. A Ir. Leonira foi quem me ensinou e me apoiou no início. Naquela época bebia muito, e aí comecei parar de beber para poder comprar material de pintura. Nisso todo mundo viu que eu tinha talento e fiz outros cursos até interessar-me pelas bolsas. Aos poucos conseguimos montar o grupo Começar de Novo, inicialmente com 5 pessoas, infelizmente as outras não prosseguiram e só eu continuei.

A descoberta das próprias potencialidades
Foi uma surpresa para mim, porque não pensava que seria capaz de conseguir isso, mas eu acabei me apaixonando pelo tecido, pela bolsa, pelo fato de viver outra vida, e fui vendo o que dava certo. Eu vendia outras coisas, fiz panos de prato, porta pão, e descobri que a bolsa dava dinheiro. Comprovei que outras pessoas valorizavam o que fazia. Foi a realização de um sonho.

O início do empreendimento
Foi crescente, eu comecei com pouquinho. Fui à feira da Av Bernardo Monteiro, onde o primeiro que vendi foi um porta pão. Por incrível que pareça, eu nunca fiquei sem vender nada, toda vez que eu ia eu vendia alguma coisa, e hoje eu já vendo no mínimo 5 ou 6 peças em cada feira. Hoje, eu já tiro meu salário da venda dos meus produtos, a venda mais fraca, eu tirei R$ 2.000,00.

A maior satisfação
Criar, fazer algo com as próprias mãos e isso ser valorizada e reconhecida, é um prêmio. A gente correu uma corrida muito longa e cansativa, teve muitas dificuldades, mas agora quando vejo alguém usando minhas bolsas, é uma medalha, não apenas pelo valor financeiro, mas, sobretudo pela satisfação de ver uma pessoa elogiando, achando bonito algo criado por mim. E a satisfação de ver como isso se multiplica quando a pessoa que recebeu de presente, vai lá na feira para comprar outras bolsas e dar de presente para outras pessoas.

Um sonho
Montar uma equipe de produção para a gente exportar, montar uma fábrica, mas não uma fábrica tradicional, mas uma fábrica de economia solidária onde todo mundo trabalha, todo mundo é patrão, todo mundo é companheiro. Em realidade este é meu segundo sonho, porque o primeiro já foi realizado.

Conselhos
Não desistir no 1° obstáculo; não desanimar nunca; lutar sempre; ouvir muito o conselho de outras pessoas(no meu caso o conselho da Pastoral) e depois trabalhar. O segredo é trabalhar.


Texto fornecido pelo Projeto Oblata Diálogos pela liberdade.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Celebrando o 8 de março – Vitórias e Conquistas das mulheres

Os Direitos humanos das Mulheres

Falar de direitos humanos das mulheres é falar de uma gama de violações e situações da condição feminina no mundo atual, é falar da violência a que estão expostas em casa, na rua, no trabalho. Implica olhar o fenômeno como uma consequência lógica da ausência de direitos no plano econômico (trabalho igual x salário desigual), político e social, sem se esquecer de se reportar às privações vividas no lar. Significa dizer que as mulheres além de serem objetos de violações pela sua condição de sexo feminino, também são privadas dos direitos básicos - acesso à educação, à saúde, à garantia no mercado de trabalho, à participação na política. As mulheres, ao longo dos anos, conquistaram um espaço maior na sociedade, porém, ainda travam certas lutas para conquistar, de fato, um espaço considerável.

Os 12 direitos conquistados pelas mulheres, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) na Conferência de Direitos Humanos de 1993, em Viena, são:




Mesmo com as leis civis, constitucionais e trabalhistas estarem voltadas para a proteção dos direitos da mulher, vemos que apesar de todo aparato legal, a mulher ainda não têm os seus direitos plenamente respeitados em muitos lugares do mundo. 

É claro que grandes e valiosas vitórias foram conquistadas, e atualmente com a colaboração das mídias e grupos que trabalham pelos direitos das mulheres, as mesmas reconhecem seu potencial e seus direitos, quebrando barreiras, conceitos e preconceitos. E cada um/ uma de nós como membro da sociedade temos que nos engajar, pois esta luta é todas as pessoas que desejam uma sociedade justa, livre e igualitária.

Texto com adaptações.
Fonte:Jornal da Pastoral da Mulher.