Vocacional Oblata: Fevereiro 2016

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Páscoa de Nossa Madre Fundadora


Hoje Celebramos a páscoa de nossa Venerável Madre Fundadora. Mulher que nos deixou um um lindo exemplo de vida para esta missão a qual Deus nos confia. Através de sua história, continuamos esse caminho de Redenção com as mulheres em contexto de prostituição, e pedimos: Madre Antonia interceda por nós junto ao Senhor.





sábado, 27 de fevereiro de 2016

Canto: Maria, Mãe de todos nós


Música para Refletir nossa Vocação



Foi Desejando te Amar 

Foi desejando o infinito, que eu aprendi a sonhar,
E imaginando as alturas, que eu decidi te querer.
Foi descobrindo as pessoas, que eu pretendi te encontrar,
E foi amando a vida, que eu descobri onde estás.

Foi a saudade do lar de onde vim, que me inspirou te buscar.
E é desejo de estar todo em ti, que me faz tudo perder,
E não existe mais nada, Nada que seja maior, 
Nada mais largo e profundo, que contemplar teu amor.

Tu estás onde os olhos não vêem
Onde as mãos não conseguem tocar, nem prender.
Onde os pés não conseguem trilhar
Nem a mente explica o mistério que és
Só o amor sabe onde tu estás
Onde habitas só vai te encontrar
Quem se entrega sem ter pretensão
E te busca com o coração.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Cátedra de São Pedro - 22 de Fevereiro

A Cátedra de São Pedro era comemorada em duas datas, que marcaram as mais importantes etapas da missão deixada ao apóstolo pelo próprio Jesus. A primeira, em 18 de janeiro se comemorava a sua posse em Roma, a segunda, em 22 de fevereiro, marca o aparecimento do Cristianismo na Antioquia, onde Pedro foi o primeiro bispo.

Por se tratar de uma das mais expressivas datas da Igreja, o martirológio decidiu unificar os dois dias e festejar apenas o dia 22 de fevereiro, que é a mesma data do livro "Dispositio Martyrum", único motivo da escolha para a celebração. 

Cátedra significa símbolo da autoridade e do magistério do bispo. É daí que se origina a palavra catedral, a igreja-mãe da diocese. Estabeleceu-se então, a Cátedra de São Pedro para marcar sua autoridade sobre toda a Igreja, inclusive sobre os outros apóstolos.

Sem dúvida alguma foi o mais importante dos escolhidos por Jesus Cristo. Recebendo a incumbência de se tornar a pedra sobre a qual seria edificada Sua Igreja, Pedro assumiu seu lugar de líder, atendendo a vontade explícita de Jesus, que lhe assinalou a tarefa de "pascere" em grego, isto é guiar o novo povo de Deus, a Igreja.

Veremos de fato que Pedro desempenhando, depois da Ascensão, o papel de guia. Presidiu a eleição de Matias e foi o orador do dia de Pentecostes. Mais tarde enfrentou a perseguição de Herodes Agripa, que pretendia matá-lo para aplicar um duro golpe no cristianismo. Implantou as fortes raízes do catolicismo em Antioquia, e então partiu para Roma, onde reinava o imperador Cláudio.

A Igreja ganhou grande força com a sua determinação. Alguns fatos históricos podem ser comprovados através da epístola de São Paulo aos Romanos, do ano 57. Nela, este apóstolo descreve o crescimento da fé cristã, em todos os territórios dos domínios deste Império, como obra de Pedro. 

Mas foi na capital, Roma, que Pedro deu impulso gigantesco à expansão do Evangelho, até o seu martírio e a morte, que aconteceram na cidade-sede de toda a Igreja. Conforme constatação extraída dos registros das tradições narradas na época e aceita por unanimidade pelos estudiosos, inclusive os não cristãos. Posteriormente atestadas, de modo histórico irrefutável, pelas escavações feitas em 1939, por ordem do Papa Pio XII, nas Grutas Vaticanas, embaixo da Basílica de São Pedro, e cujos resultados foram acolhidos favoravelmente também pelos estudiosos não católicos.

Fonte: Paulinas

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

20 de Fevereiro: Dia Mundial da Justiça Social

No dia 26 de novembro de 2007, a Assembleia Geral das Nações Unidas, na Resolução 62/10 decide declarar que no dia 20 de fevereiro se celebre o Dia Mundial da Justiça Social.

A iniciativa coincide com a promoção dos esforços por parte desse organismo mundial para enfrentar problemas tais como a pobreza, a exclusão e o desemprego.

A justiça social é um princípio fundamental para a convivência pacífica e próspera entre e nas nações. Defendemos os princípios de justiça social quando promovemos a igualdade de gênero ou os direitos dos povos indígenas e dos migrantes. Promovemos a justiça social quando eliminamos as barreiras enfrentadas pelas pessoas por motivos de gênero, idade, raça, etnia, religião, cultura ou por portar alguma deficiência.

Mensagem do Secretário-Geral da ONU para o Dia Mundial da Justiça Social

Enquanto assinalamos o Dia Mundial da Justiça Social, vemos demasiados lugares onde estão diminuindo as oportunidades para poucos e apenas aumentando as desigualdades para muitos.

A crescente desigualdade mina os progressos alcançados pela comunidade internacional para tirar milhões da pobreza e construir um mundo mais justo.

As linhas de clivagem são visíveis na queda dos salários para mulheres e jovens e no acesso limitado à educação, serviços de saúde e empregos decentes.

Devemos fortalecer e construir instituições e desenvolver políticas que promovam o desenvolvimento inclusivo.

Ao adotar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), os líderes mundiais comprometeram-se se a criar um mundo mais justo e igualitário. Grande progresso tem sido feito na melhoria das oportunidades de trabalho decente, reforçando a proteção social e a melhoria dos serviços públicos.

Apesar desses avanços, bilhões de pessoas desesperadamente dependem dos nossos esforços concentrados e incansáveis. Temos de acelerar o nosso trabalho para alcançar os ODM até o prazo de 2015 e também olhar além, começando a definir novas metas para o desenvolvimento sustentável.

À medida que procuramos construir o mundo que nos queremos, vamos intensificar nossos esforços para alcançar uma sociedade mais inclusiva, equitativa e baseada no diálogo, transparência e na justiça social.

Fonte: Adital

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Alcoolismo na Adolescência


No Brasil cresce o número de adolescentes e jovens dependentes do álcool. Acompanhe conosco uma entrevista feita pelo Dr. Drauzio Varela ao Dr. Ronaldo Ramos Laranjeira que aborda o vício no álcool e seus efeitos colaterais  na vida do dependente.

Alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos. Pode também acometer os adolescentes. Hoje, no Brasil, causa grande preocupação o fato de os jovens começarem a beber cada vez mais cedo e as meninas, a beber tanto ou mais que os meninos.
Pior, ainda, é que certamente parte deles conviverá com a dependência do álcool no futuro.

Para essa reviravolta em relação ao uso de álcool entre os adolescentes, que ocorreu bruscamente de uma geração para outra, concorreram diversos fatores de risco. O primeiro é que o consumo de bebida alcoólica é aceito e até estimulado pela sociedade. Pais que entram em pânico quando descobrem que o filho ou a filha fumou maconha ou tomou um comprimido de ecstasy numa festa, acham normal que eles bebam porque, afinal, todos bebem.

Sem desprezar os fatores genéticos e emocionais que influem no consumo da bebida – o álcool reduz o nível de ansiedade e algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver alcoolismo –, a pressão do grupo de amigos, o sentimento de onipotência próprio da juventude, o custo baixo da bebida, a falta de controle na oferta e consumo dos produtos que contêm álcool, a ausência de limites sociais colaboram para que o primeiro contato com a bebida ocorra cada vez mais cedo.

Não é raro o problema começar em casa, com a hesitação paterna na hora de permitir ou não que o adolescente faça uso do álcool ou com o mau exemplo que alguns pais dão vangloriando-se de serem capazes de beber uma garrafa de uísque ou dez cervejas num final de semana.

Não se pode esquecer de que, em qualquer quantidade, o álcool é uma substância tóxica e que o metabolismo das pessoas mais jovens faz com que seus efeitos sejam potencializados. Não se pode esquecer também de que ele é responsável pelo aumento do número de acidentes e atos de violência, muitos deles fatais, a que se expõem os usuários.

Proibir apenas que os adolescentes bebam não adianta. É preciso conversar com eles, expor-lhes a preocupação com sua saúde e segurança e deixar claro que não há acordo possível quanto ao uso e abuso do álcool, dentro ou fora de casa.

EFEITOS METABÓLICOS

Drauzio – Qual é a diferença dos efeitos metabólicos do álcool no corpo dos meninos e das meninas adolescentes?

Ronaldo Laranjeira – A grande diferença é que a mulher tem um padrão enzimático de absorção do álcool mais efetivo e rápido, porque possui relativamente mais gordura e menos água no organismo. Se compararmos uma menina e um menino, com mesma estatura e peso, que tenham ingerido quantidade igual de álcool, veremos que a concentração alcoólica é maior no sangue da menina. Sendo assim, o dano biológico que o álcool produz nela é mais devastador.

Daí, nossa preocupação com essa mudança substancial no padrão de consumo do álcool na adolescência. Estudos considerando a população adulta do Brasil mostram que 50% das mulheres e 30% dos homens não bebem nada. Entre os adolescentes, essa diferença desapareceu em apenas uma geração. Independentemente do sexo, 25% dos adolescentes bebem em quantidades perigosas do ponto de vista biológico. As meninas que estão começando a beber precocemente grandes volumes, com certeza, irão apresentar no futuro mais danos biológicos do que suas mães e seus colegas meninos.

INCENTIVO AO CONSUMO

Drauzio – Ao que você atribui a tendência ao alcoolismo ter-se tornado mais acentuada na adolescência e a das meninas beberem mais do que suas mães?

Maurício de S. Lima – A propaganda dirigida ao público jovem é mais intensa hoje e existem produtos desenvolvidos especialmente para essa faixa etária. Um exemplo são as sodas alcoólicas que, apesar de aparentemente fraquinhas, contêm teor alcoólico muito mais elevado do que a cerveja.

Por outro lado – e outro motivo de grande preocupação –, é alguns pais permitirem que os filhos bebam porque não vêem problema na bebida. A justificativa é que, afinal, todos os adolescentes bebem. Por isso, aceitam como normal o fato de os filhos começarem a consumir álcool cada vez mais cedo. Hoje, é comum os adolescentes se reunirem na casa de um deles para o “esquenta”, ou seja, para beber alguma coisa e chegar meio alcoolizados à festa. Se não for assim, parece que a festa não tem graça.

Ronaldo Laranjeira – É importante destacar essa ideia de que, no Brasil, muitos pais acham normal os garotos de 14 anos beberem grandes volumes. Isso não acontece em países como os Estados Unidos, por exemplo, onde 21 anos é a idade mínima que a pessoa precisa ter para comprar bebida alcoólica, porque se chegou à conclusão de que o consumo precoce de álcool, além de aumentar o risco de acidentes, facilita o uso de outras drogas.

E lá a lei não ficou só no papel. Seu cumprimento passou a ser rigorosamente acompanhado por fiscais que controlam a venda de bebida para menores. Nos últimos 20 anos, graças a essa fiscalização efetiva, caiu muito o número de acidentes relacionados com o “beber e dirigir” naquele país.

CONTROLE DO CONSUMO

Drauzio – No Brasil, não existe nenhum tipo de controle. Moro no centro de São Paulo, bem perto de um grande colégio, na frente do qual funciona um supermercado. Frequentemente de manhã, quando saio de casa, vejo um grupo de alunos do segundo grau, portanto entre 14 e 17 anos, tomando cerveja na porta do supermercado. É óbvio que conseguiram comprar cerveja apesar da pouca idade.

Ronaldo Laranjeira – Uma pesquisa realizada por nossa equipe em Diadema e Paulínia, duas cidades paulistas, mostrou que os entrevistadores adolescentes conseguiram comprar bebida alcoólica em 95% dos estabelecimentos visitados (mundialmente, a taxa aceitável é de 10%), o que denota total descontrole da situação.

Na verdade, vivemos num mercado descontrolado, estrategicamente favorecido pela indústria do álcool. No Brasil, há um milhão de pontos de venda de álcool, um para cada 180 mil habitantes, a propaganda é bastante intensa, o preço é baixo e prevalece a falta de controle sobre a comercialização da bebida para menores de idade.

Drauzio – O custo da bebida alcoólica também tem papel importante no alcoolismo.

Ronaldo Laranjeira – Sem dúvida, o preço baixo é um dos fatores que facilitam o consumo de álcool pelos adolescentes. Nas reuniões da Organização Mundial de Saúde, quando se fala que, no Brasil, um litro de pinga custa meio dólar e a latinha de cerveja, menos do que a de coca-cola, ninguém acredita. Outro fator de risco importante é a ausência de controles sociais que ajudem as pessoas a beber menos ou a retardar o começo do beber regular que, no nosso país, ocorre em torno dos 14 anos.

Maurício de S. Lima – Já que estamos falando em controles sociais, é fundamental destacar que eles devem começar em casa. Muitos pais dão mau exemplo, quando se vangloriam de que secaram uma garrafa de uísque ou não sei quantas latinhas de cerveja no fim de semana. Os filhos chegam à adolescência ouvindo isso de uma pessoa que lhes serve de referência, o que de certa forma acaba incentivando-os a consumir álcool.

Sempre vale a pena repetir também que, se a bebida alcoólica traz prejuízos para o adulto, prejudica muito mais o corpo ainda em formação do adolescente. A época do estirão puberal, por exemplo, é extremamente contra-indicada para o contato com o álcool, uma substância tóxica que se distribui por todos os órgãos do organismo.

Drauzio – Você poderia explicar o que é o estirão puberal?

Maurício de S. Lima – É a famosa espichada que ocorre na adolescência. A criança cresce num determinado ritmo, que é acelerado quando chega a puberdade. Nessa fase de crescimento rápido, o contato com o álcool é muito prejudicial para o organismo. Isso para não falar no aumento do número de acidentes que seu consumo provoca nessa e em qualquer outra faixa de idade.

Drauzio – Na verdade, o álcool é tóxico em qualquer dose.

Ronaldo Laranjeira – É tóxico em qualquer dose; a diferença está só na intensidade dos efeitos tóxicos. Doses mais baixas têm menos toxicidade do que as mais altas, o que não quer dizer que, consumido em pequenas quantidades, o álcool deixe de trazer danos biológicos para as mulheres grávidas e para os adolescentes, por exemplo. Traz, sim, embora a propaganda se encarregue de fazer as pessoas se esquecerem do componente tóxico do álcool, principalmente durante o crescimento, quando não só o corpo, mas também o cérebro se desenvolve numa velocidade espantosa.

No Brasil, a maioria dos adolescentes ainda não bebe, mas os que bebem, bebem muito e com picos de consumo. Embora pouco se fale, esse padrão de consumo – a pessoa não bebe nada durante a semana, mas no fim de semana bebe cinco vodcas ou dez cervejas -, do ponto de vista biológico, é muito danoso para o organismo.

Maurício de S. Lima – É bom pensar que para conseguir beber cinco vodcas ou dez cervejas num dia, antes o adolescente começou por uma bebida que eles chamam de “light”, mas que nada tem de “light”, em casa ou numa festa.

A questão é que, atualmente, festa de adolescentes sem bebida alcoólica parece que não tem graça. Já vi muitos deles insistindo – “Pai, se na minha festa não tiver alguma coisa para beber, meus amigos não vão”, isso aos 13 anos e não aos 17, 18 anos. Conheço um pai que acabou cedendo e permitiu que servissem uma bebida fraquinha na festa do filho. Mesmo assim, um dos convidados exagerou na dose e passou mal. No dia seguinte, o pai desse garoto foi reclamar na escola da irresponsabilidade do outro que tinha oferecido bebida para quem não estava acostumado e não sabia qual era o momento de parar.

Drauzio – O que você acha que os pais devem fazer quando o adolescente insiste messe ponto?

Maurício de S. Lima — Não devem dar a festa com bebida alcoólica.

Ronaldo Laranjeira – Temos de acreditar nas leis e respeitá-las. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente deixa claro que é proibido oferecer até os dezoito anos qualquer tipo de substância que aja no cérebro da criança. Então, os pais que, em sua casa ou numa festa, permitem servir bebida alcoólica para adolescentes estão infringindo a lei do país.

CONHECENDO LIMITES

Drauzio – O álcool é uma droga socialmente aceita. Como o pai pode ajudar o filho a conhecer seus limites?

Ronaldo Laranjeira – Em casa, em situações familiares bem definidas, mesmo o filho sendo menor, o pai pode ensiná-lo a beber. Aliás, isso foi sempre feito assim. Nas culturas mediterrâneas, as crianças aprendem a beber nas cerimônias de família, como parte de um ritual. No almoço de domingo, por exemplo. Entretanto, nesse contexto alimentar harmonioso, que inclui o vinho, a intoxicação alcoólica é condenada.

Muito diferente é o pai permitir que na festa do filho crianças de 13, 14 anos bebam com o objetivo de intoxicar-se. Porque querem bebidas destiladas para ter um “barato”, não são poucos os adolescentes desistem de participar das festas, quando o convidado principal – o álcool – não está presente,

Maurício de S. Lima – Muitos pais perguntam se o filho não ficará frustrado se não houver bebida alcoólica na sua festa. Se ficar, não tem importância. Frustração faz parte da vida. Eu mesmo fico frustrado todos os dias, às vezes, várias vezes no mesmo dia. Portanto, ótimo que o filho se sinta frustrado num ambiente em que o assunto pode ser ventilado e discutido. Essa é uma forma que ele tem de aprender a lidar com as frustrações que, sem dúvida alguma, terá de enfrentar em muitos outros momentos da vida. O problema é que a relação pais e filhos está mais difícil, porque os filhos estão se tornando cada vez mais exigentes e os pais, com mais dificuldade de dizer não.

Drauzio – Na verdade, os pais se sentem inseguros porque, se proibirem o filho de beber em casa, ele podem beber escondido na rua; se não deixarem que sirvam bebida na sua festa, ele beberá nas outras a que for convidado.

Ronaldo Laranjeira – Dentro de casa deve existir um padrão de comportamento baseado naquilo que os pais acreditam. Fora de casa, eles têm de buscar um tipo de ambiente que os filhos possam freqüentar e não devem tolerar que nesses locais haja descontrole no consumo de álcool.

Aliás, como cidadãos, os pais devem pressionar as autoridades para que medidas eficazes sejam tomadas nesse sentido. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos e democráticos que criaram leis rígidas sobre o uso do álcool por adolescentes.

Na minha opinião, faz parte do processo democrático contar com uma sociedade preocupada em proteger seus membros, em especial os mais vulneráveis como são os dessa faixa de idade, uma vez que cada vez mais eles estão indo para longe de casa. Antes as famílias exerciam controle maior sobre os lugares que os filhos frequentavam. Eles saiam, mas ficavam a dois quarteirões de distância. Agora, vão para o outro lado da cidade. A sociedade se sofisticou nas opções de lazer oferecidas aos adolescentes. Por isso, repito, é papel dos pais, como cidadãos, lutar por uma política de fiscalização nos ambientes que os filhos costumam frequentar.

Maurício de S. Lima – Os pais devem conversar com os filhos adolescentes e fazer a distinção entre duas condutas absolutamente diferentes: beber um cálice de vinho no contexto familiar, como parte de um ritual, e beber com o objetivo de ficar embriagado para a festa ter graça, por exemplo. Essa postura de diálogo em casa a respeito das preocupações paternas talvez seja a única coisa a fazer para que, na hora de tomar uma decisão diante da oferta de bebida alcoólica, os filhos pensem antes de agir e não ajam sem pensar.

Drauzio – Meu pai só tinha certezas. Eu nunca pude beber em casa antes dos 18 anos. Não se discutia, era proibido e pronto! Os pais de hoje têm muitas dúvidas quanto à melhor forma de educar os filhos. Como essa hesitação se reflete na vida dos adolescentes?

Maurício de S. Lima – Ela é péssima para os adolescentes. Eles se sentem mais seguros, quando os limites são colocados com clareza pelos pais. Podem até discordar, podem reclamar, o que normalmente acontece, mas depois refletem e acabam concluindo que foi bom terem sido alertados sobre determinadas situações de risco ou que foi bom o pai ter sido rígido exigindo respeito a certos princípios.

Atualmente, muitos pais chegam a consultar os filhos sobre o que acham conveniente fazer em determinadas situações, quando cabe a eles e não aos filhos a iniciativa de achar a melhor resposta para o problema.

No tempo de nossos pais ou avôs, bastava um olhar para os mais novos entenderem o que os mais velhos queriam. Hoje, ganhamos muito com a possibilidade do diálogo entre pais e filhos para chegarmos a um consenso. Entretanto, em assuntos como o do álcool, esse meio-termo não existe: os limites têm de ser colocados com firmeza. Na maioria dos casos, infelizmente, não é isso que os pais estão fazendo no momento.

Ronaldo Laranjeira – Sob esse ponto de vista, há dois parâmetros a considerar. O primeiro são os valores da família. Se os pais acham que o filho não deve ser iniciado no álcool antes dos dezoito anos ou que por motivos religiosos não deve beber, têm de deixar claro os limites impostos. O outro diz respeito à segurança. O adolescente precisa saber que beber fora de casa implica risco maior de sofrer vários tipos de acidentes e atos violentos. Há estudos categóricos provando isso. Portanto, mesmo abertos ao diálogo, em relação à segurança dos filhos não cabe discussão: os pais não devem autorizar que bebam fora de casa.

Maurício de S. Lima – Os pais não hesitam ao proibir que a criança pequena entre na cozinha quando há panelas sobre o fogão ou ande por locais perigosos. Da mesma forma que colocam telas na janela para evitar que caiam, precisam colocar “telas” emocionais para que o adolescente não se lance em situações perigosas, haja vista que os acidentes são a primeira causa externa de morte nessa faixa de idade, especialmente os acidentes relacionados com o consumo de álcool.

DEPENDÊNCIA

Drauzio – Normalmente, a dependência do álcool leva anos para estabelecer-se. Mesmo assim, é possível o adolescente tornar-se dependente?

Ronaldo Laranjeira — De fato, a dependência do álcool leva anos para estabelecer-se. Porém, um artigo publicado há pouco tempo no “Pediatrics” mostrou que  a exposição precoce à bebida alcoólica na adolescência aumenta muito a probabilidade de a pessoa tornar-se dependente.

Expor o cérebro em formação, principalmente no estirão da puberdade, à bebida alcoólica faz com que o jovem valorize o prazer químico do álcool e passe a usá-lo regularmente. Por isso, se comparada com a dos adultos que é de 11%, a prevalência do alcoolismo é baixa na adolescência, gira em torno de 2%, 3%. Mas, se levarmos em conta que os adolescentes estão começando a beber cada vez mais cedo, com certeza, as taxas de dependência do álcool vão subir muito nessa população de jovens que começou a beber cedo.

Drauzio – O que você chama de alcoolismo?

Ronaldo Laranjeira – Existem três padrões de consumo de bebida alcoólica. O padrão de baixo risco para os adultos é beber um ou dois copos de vinho, ou o equivalente em teor alcoólico, por dia. A maioria das pessoas tolera esse nível de toxicidade do álcool e não paga um preço biológico alto. Há quem diga até que esse padrão de consumo tem efeitos positivos.

Se beber mais do que isso, porém, estará fazendo uso nocivo do álcool, embora ainda possa não ser dependente. A dependência se caracteriza pelo uso regular de álcool em grandes volumes. Esse procedimento indica que a pessoa já se tornou tolerante e não bebe mais pelos efeitos agradáveis que a bebida possa provocar. Bebe porque precisa. Se não o fizer, fica irritada. Quem se vangloria de beber cinco doses de vodcas, de uísque ou dez latinhas de cerveja sem ficar bêbado já demonstra sinais de dependência porque pode expor o organismo a grandes volumes sem alterar o comportamento.

FATORES DE RISCO

Drauzio – Existem fatores de risco para o alcoolismo na adolescência?

Mauricio de S. Lima – Existem, sim, para o alcoolismo e para a dependência de qualquer outra droga. Existem até características que são geneticamente transmitidas, mas nem todos os que as possuem se tornam dependentes. Como Dr. Ronaldo falou, há pessoas que bebem e param sem criar dependência. A grande questão, porém, é que é impossível saber quem irá tornar-se dependente no futuro. Ninguém pode correr esse risco com os adolescentes, sobretudo porque nessa fase da vida, eles são tomados por um falso sentimento de onipotência: acham que tudo podem e que, portanto, pararão de beber quando quiserem. Outro fator que pesa muito é pertencer a uma turma em que todos bebem.

É importante destacar, ainda, que alguns adolescentes estão mais propensos a desenvolver esse tipo de comportamento. Vão a festas porque tem bebida e não por qualquer outro prazer que ela possa proporcionar.

Talvez, daqui a alguns anos, consigamos mapear essa tendência e alertar o jovem para que não entre em contato com determinadas substâncias porque, geneticamente, a probabilidade de tornar-se dependente é grande. Como não dominamos esse conhecimento ainda, a questão do álcool na adolescência deve ser tratada com muita cautela.

Drauzio – O adolescente que bebe está mais propenso a usar outras drogas?

Ronaldo Laranjeira – Disso ninguém tem dúvida. Uma das evidências mais consistentes na literatura médica é que o uso de álcool ou de cigarro antes dos 16, 17 anos aumenta muito o risco de experimentar maconha e, depois, partir para outras drogas.


Fonte: drauziovarella.com.br (Publicado em 30/08/2011)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mensagem sobre Amizade - Dia da Amizade

A amizade existe

O valor da amizade vem desaparecendo no decorrer dos tempos. Talvez, pelo fato da sociedade estar cada vez mais “tecnológica”, ou talvez por causa da falta de sentimentos bons entre as pessoas. Apesar do esforço dos pensadores e artistas em dar ênfase a esse tema e não deixá-lo cair no esquecimento, é inevitável dizer que, infelizmente, a amizade está se degradando com o tempo.

Com a evolução tecnológica, os amigos e amigas não estão tendo mais contato físico, digamos assim. Eles não estão mais se encontrando pessoalmente para conversar, dar risadas e tudo mais que amigos devem fazer. Pelo contrário, a comunicação se tornou virtual. Tornou-se freqüente a utilização da internet como meio de comunicação entre eles.

Apesar da tecnologia, ou melhor, da internet afastar o convívio social, ela também ajuda na comunicação de amigos que moram em lugares distantes, como outros estados e outros países. Mas, é visível que a amizade torna-se mais forte e mais verdadeira através do convívio social. Existe algo melhor que o conforto de um abraço amigo? Não!

Existem “amigos” e amigos. Aqueles que te querem ao seu lado apenas por interesse que, na verdade, nem são amigos. Outros, que não te deixam em paz, mas que você adora. Aqueles que, apesar de grandes, parecem que não saíram do jardim de infância. Amigos-cabeça, desequilibrados, confusos, de todas as cores, de todas as idades, enfim... Mas amigo de verdade é aquele que sempre está ao teu lado para te apoiar, para te dar a mão, para te fazer feliz! É aquele amigo-irmão ou, no meu caso, amiga-irmã. A amizade existe. É só cultivar!

Texto: Rennan Vieira de Souza Rocha

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Junioras Oblatas participam de formação na Comunidade Nazaré

As jovens Irmãs Oblatas participaram do Primeiro Encontro formativo para junioras Oblatas na comunidade Nazaré, de 02 a 04 de fevereiro com o Tema "Partilhando Vidas". Irmã Ivoni Grando, OSR. refletiu com as jovens as questões da vida comunitária cotidiana da Vocação, carisma e missão das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. "Juntas, vamos aprendendo que o cotidiano é o lugar de ensaios, erros e acertos. É o lugar da Ação do Redentor" - Ir. Ivoni Grando, OSR.

Abaixo segue a experiência das Junioras Luiza Pralon e Priscilla Fernades.

"O gosto de reencontrar-nos traz uma linda mistura de sabores, sentimentos e lembranças. Vivemos momentos profundos de recordar, desde o dia 19/07/2015 – Dia da nossa Primeira Profissão Religiosa – até os dias atuais. Partilhamos nossas experiências destes primeiros meses em nossas novas comunidades, onde o novo se mostrou e nos ensinou que nas luzes e sombras deste novo caminhar podemos encontrar e nos encantar com a beleza da Vida Religiosa.

       Logo no primeiro dia fomos convidadas a “Abrir nossa mochila”, aquela mochila interior, onde carregamos nossas histórias, amigos, família, irmãs, projeto, comunidade, partidas... enfim, nossa vida! E a descobrir se levamos nesta mochila o que é essencial, e também a olhar o que pesava, qual eram as pedras e o que fazemos com elas. Este primeiro dia foi de aprofundar nesta mochila de nossa vida, um momento mais orante e de silêncio que nos prepararia para o segundo dia.

  Em seguida partimos para o Plano do Juniorato, elaborado pelas Irmãs de nossa Congregação, onde fizemos uma leitura partilhada do que fora construído e em seguida escolhemos o que nos ajudaria na caminhada deste ano de 2016. 

No último dia fizemos uma manhã de retiro, retomando o que vimos nestes dois dias, sendo iluminadas pelo Evangelho de Lucas, texto de Emaús. Encerramos nosso encontro com um lindo momento de lazer e descontração. Porque Compartilhar a Alegria é ser Vida Religiosa.

Importante ressaltar a alegria de fazer o nosso Primeiro encontro de Junioras, junto com as Irmãs da comunidade Nazaré – RJ. Estas que são umas das fontes de sustento de nossa vocação!".

Luiza Pralon e Priscilla Fernandes

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Irmãs Oblatas participam do 3º Congresso das Novas Gerações da Vida Consagrada


Cerca de 400 jovens consagrados e consagradas vindos de todas as regiões do Brasil, participaram do 3º encontro das Novas Gerações da Vida Consagrada, de 6 a 9 de fevereiro em Brasilia.
As Irmãs Oblatas Ana Paula, Evelyn Caroline, Lúcia Alves, Luiza Pralon, Marilda de Sousa e Priscilla Fernandes estiveram presentes no evento organizado pela CRB Nacional – Conferência dos Religiosos do Brasil.
O objetivo deste congresso, foi de incentivar a construção da "civilização do amor", saindo ao encontro do outro, testemunhando a alegria e dinamizando as Novas Gerações da Vida Religiosa Consagrada, permanecendo com o Ressuscitado.
O Congresso contou com a assessoria de: Irmão Afonso Murad, fms, Irmã Annette Havenne,ism, Irmã Fátima Kapp,ssps, Irmã Rosa Maria Martins Silva, mscs, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, Irmã Eurides Alves de Oliveira, icm e Frei Rubens Nunes da Mota, OfmCap, dentre outros.

Fonte: CRB Nacional

Nossa Senhora de Lourdes - 11/02

Hoje queremos falar de Nossa Senhora de Lourdes, que recebeu este título pelo fato de ter aparecido nesta cidade, localizada na França. 

A aparição de Maria aconteceu no dia 11 de fevereiro de 1858, numa tarde úmida e fria. A menina Bernadette, de 14 anos e analfabeta, estava procurando gravetos para o lar e teve o privilégio do encontro com Maria. Ela sentiu-se atraída por uma luz que saía de uma gruta, onde estava uma linda mulher de branco, com faixa azul , terço na mão, que a convidava a rezar. 

A quem lhe perguntava como era a Senhora, Bernadette fazia esta descrição: «Tem as feições duma donzela de 16 ou 17 anos. Um vestido branco cingido com faixa azul até aos pés. Traz na cabeça véu igualmente branco, que mal deixa ver os cabelos, caindo-lhe pelas costas. Vem descalça, mas as últimas dobras do vestido encobrem-lhe um pouco os pés. Na ponta de cada um sobressai uma rosa dourada. Do braço direito pende um rosário de contas brancas encadeadas em ouro, brilhante como as duas rosas dos pés». 

Como era de se esperar, ninguém acreditou na história de Bernadette, mas as aparições continuaram a se repetir. Em 25 de fevereiro, a Senhora pediu a Bernadette que raspasse um lugar na rocha para beber água. A menina obedeceu, raspou a pedra com as unhas e dali brotou um filete de água: a fonte milagrosa de Lourdes. 

Curiosa sobre a identidade da mulher com quem conversava, Bernadette perguntou quem era ela. A resposta veio através da voz calma da Virgem: "Eu sou a Imaculada Conceição". 

Preocupados com a história de Bernadette, que dizia ser necessário construir uma capela no local da gruta, as autoridades civis e religiosas acabaram por interditar a gruta de Lourdes. 

Mas aparições continuaram até dia 10 de julho de 1858. Ao todo foram 18 aparições. A mensagem de Nossa Senhora de Lourdes consistia no chamado a conversão, oração do terço e principalmente confirmação do Dogma da Imaculada Conceição, tinha sido declarado pela Igreja em 1854. 

Maria, Mãe de Lourdes, embora seja inimiga do pecado, é amiga dos pecadores. Ela sabe dos sofrimentos e angústias que abatem sobre aqueles que são esmagados pelo peso dos erros cometidos no dia-a-dia, mas seu convite é sempre o mesmo: o melhor meio de realizar uma vida feliz é o encontro com o caminho do meu Filho Jesus. Reduzida à sua expressão mais simples, a mensagem de Lourdes pode ser sintetizada como a Virgem sem pecado, que vem socorrer os pecadores. 

Desde 1858 até hoje, contínuas multidões se têm reunido em Lourdes, que se tornou o maior santuário da França. Em 1925, o Papa Pio XI declarou Bernadette bem-aventurada e, em 1933, tornou-a santa. A festa de Nossa Senhora de Lourdes é celebrada hoje, dia 11 de fevereiro. O Santuário que é marco do amor da Mãe que vem nos ajudar, e nele alcançado por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes muitas graças. 

É comum encontrarmos em nossas cidades pequenas grutas, construídas pelos devotos de Nossa Senhora de Lourdes. Estes locais são ambientes de oração e fé e mostram a profunda fé de nosso povo na Virgem Maria. Nestas grutas não faltam as imagens de Maria e da pequena Bernadette, além da água cristalina e de flores e folhagens, formando um lugar privilegiado do encontro com Deus.  

ORAÇÃO 
Em Louvor a Nossa Senhora de Lourdes (Pio XII) Dóceis ao convite de vossa voz maternal, Ó Virgem Imaculada de Lourdes, acorremos a vossos pés junto da humilde gruta onde vos dignastes aparecer para indicar aos que se extraviam, o caminho da oração e da penitência, e para dispensar aos que sofrem, as graças e os prodígios da vossa soberana bondade. Recebei, Rainha compassiva, os louvores e as súplicas que os povos e as nações oprimidos pela amargura e pela angústia elevam confiantes a vós. Ó resplandecente visão do paraíso, expulsai dos espíritos - pela luz da fé - as trevas do erro. Ó místico rosário com o celeste perfume da esperança, aliviai as almas abatidas. Ó fonte inesgotável de água salutar com as ondas da divina caridade, reanimai os corações áridos. Fazei que todos nós, que somos vossos filhos por vós confortados em nossas penas, protegidos nos perigos, sustentados nas lutas, nos amemos uns aos outros e sirvamos tão bem ao vosso doce Jesus que mereçamos as alegrias eternas junto a vosso trono no céu. Amém.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Fonte: A12.com

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Cuidar do Planeta, Nossa Casa - Cf 2016

A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016, com o tema: Casa comum, nossa responsabilidade, convida a refletirmos sobre a falta de saneamento básico que afeta milhões de pessoas no mundo todo e é o principal indicador da desigualdade social. Mesmo com grandes avanços tecnológicos, a maioria das pessoas vive em condições precárias, quando não sub-humanas. Enquanto alguns vivem no mundo das necessidades inventadas e supérfluas, do acúmulo e do desperdício,  muitos não tem sequer o necessário para uma vida que se possa chamar de humana.

Quando se fala em saneamento, não estamos nos referindo somente à água e ao esgoto, mas também ao lixo, à drenagem, além da saúde pública e da cidadania. Nesse sentido, é necessário olhar mais amplamente para o modelo de desenvolvimento que não garante o mínimo para as pessoas pobres que viverem com dignidade.

Saneamento, direito de quem?

O acesso à água potável , a um ambiente limpo e livre de doenças é o que garante saúde, qualidade de vida e dignidade a toas as pessoas. No entanto, mesmo com avanços na última década, mais de 40% da população ainda vive sem tratamento seguro e contínuo de água. De acordo com o relator da ONU sobre as questões de saneamento, Leo Heller,  "entre o conjunto da políticas sociais do Brasil, essa é a mais excludente, iníqua e localizada na mais baixa escala de desempenho".

O saneamento básico é apenas o ponto de partida no processo de construção de um habitat melhor para todos e essencial para garantir a saúde. Morar com dignidade implica estar acessível a uma rede de equipamentos sociais de saúde, educação, lazer, trabalho, que fazem parte integrante de uma qualidade de vida adequada. Parece inacreditável que, com todos os avanços e descobertas que a humanidade já experimentou, ainda tenhamos milhões de pessoas vivendo em condições sub-humanas, sem condições de saneamento, moradia adequada, acesso à água potável  etc. Se o saneamento básico é um direito humano, por que  ele não é universalizado e garantido a todas as pessoas?

Para Raquel Rolnik, relatora da ONU para questões de moradia, "enquanto a água, o esgoto, o lixo forem apenas uma fonte de lucro, jamais os mais pobres e os que têm menos renda vão ter prioridade no atendimento, embora sendo exatamente esses setores que estão precisando de atendimento e não têm".

Esse é o debate, o desafio e a responsabilidade que emergem da proposta da CFE 2016, como diz o texto-base, nº 29: "Nosso compromisso cristão  está profundamente envolvido com as necessidades básicas de todos os seres humanos, nossos irmãos e nossas irmãs.


Rui Antônio de Souza, da equipe de redação do jornal Mundo Jovem
Fonte: Revista de Aparecida.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Santa Josefina Bakhita - 08/02

Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Seu nome significa "afortunada". Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes. 

Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada por um cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Neste país tornou-se babá da filha de um casal italiano. Devido a necessidade de mudanças, a jovem negra foi direcionada para um mosteiro da Congregação de Santa Madalena de Canossa. Era 1890 e ela tinha vinte e um anos quando foi batizada, recebendo o nome de Josefina. 

Bakhita resolveu tornar-se uma irmã canossiana. Por mais de cinqüenta anos, esta humilde Filha da Caridade, se dedicou às diversas ocupações na congregação, sendo chamada por todos de "Irmã Morena". Ela foi cozinheira, responsável do guarda-roupa, bordadeira, sacristã e porteira. As irmãs a estimavam pela generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido. 

A sua humildade, a sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população. Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa. Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão. Irmã Josefina Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947. 

REFLEXÃO:
Josefina Bakhita, a primeira santa da África, recebeu do Papa João Paulo II a canonização. O milagre reconhecido pelo Vaticano foi a cura milagrosa de uma brasileira - Eva Tobias da Costa, da cidade de Santos-SP - que a ela recorrera, pedindo intercessão.

ORAÇÃO:
Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós. Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor, de situação social. Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. Amém.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Fonte: A12.com

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Vamos Refletir


Santa Águeda (Ágata) - 05/02

Águeda era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica. Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. 

Mas o governador da Sicília se interessou pela jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã. 

As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi colocada sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão. A jovem permaneceu firme na fé. Diante da resistência, os carrascos quebraram seus ossos e recortaram seu corpo. 

Quase morta, Águeda ainda rezou para que a erupção do vulcão Etna não ameaçasse a cidade. Assim que expirou, o vulcão também silenciou-se. 

Santa Águeda é uma das santas mais populares da Itália, e uma das mais conhecidas mártires do cristianismo dos primeiros séculos.

REFLEXÃO: Um hino antigo, louvando Agueda, diz o seguinte: “Hoje brilha o dia de Águeda, ilustre virgem; Cristo une-a consigo e coroa-a com duplo diadema, formosa e bela. Ilustre pelas obras e pela fé, reconhece a vaidade da prosperidade terrena e sujeita o coração aos divinos preceitos. Agora que ela, como esposa, resplandece no céu, interceda perante o Senhor por nós miseráveis”.

ORAÇÃO: Concedei-nos, Senhor, o amor constante ao Vosso Santo Nome e a graça da perseverança nas coisas do alto durante toda a nossa vida. E pela intercessão de Santa Águeda, dai-nos, Senhor Onipotente, a graça que humildemente vos pedimos. Por Cristo Senhor Nosso, amém.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Fonte: A12.com

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Encerramento do Ano Jubilar da Vida Consagrada


























Se esta mensagem te toca, entre em contato conosco.

A história passa.... mais os passos permanecem.

Neste 02 de fevereiro, celebramos o aniversário de fundação da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 146 anos, transformando vidas na Igreja e no mundo. Convidamos você para rezar a história de nossa Congregação, através poema escrito por Irmã Marilda.