Vocacional Oblata: Janeiro 2016

sábado, 30 de janeiro de 2016

81 anos de Oblatas no Brasil - 31 de janeiro

E já se passaram 81 anos...
Somos gratas pela missão que o Redentor confiou às Irmãs que vieram da Espanha, cheias de sonhos e determinação para continuar a história iniciada por Padre Serra e Madre Antonia.
E hoje, 31 de janeiro de 2016, celebramos com muita alegria e gratidão a nossa caminhada até aqui, e pedimos ao Senhor que possamos a cada dia ter mais folego e determinação para levar nosso Carisma e Missão além fronteiras!

Feliz Dia, Irmãs e Família Oblata!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Santa Ângela de Mérici - 27/01

Ângela Mérici nasceu em 1470 no norte da Itália. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa. 

Na infância ficou órfã de pai e de mãe e foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis. 

Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade. 

As "Ursulinas" tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos. Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura. 

A fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807. 

REFLEXÃO: Um dia perguntaram a Ângela como deveríamos viver nossa vida. Ela sabiamente respondeu: Vive hoje como se fosse já o dia de prestar contas a Deus! Sigamos o conselho de Ângela e vivamos hoje da melhor maneira possível.

ORAÇÃO: Senhor, Pai de misericórdia, que na virgem Santa Ângela quisestes dar-nos um exemplo de prudência e caridade, concedei-nos que, iluminados pelas suas virtudes e ajudados pela sua intercessão, sejamos fiéis à vossa doutrina em toda a nossa vida. Amém.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Fonte: A12.com


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Conversão de São Paulo - 25/01

A pessoa de Paulo é tão importante para a Igreja, por causa de seu apostolado, que celebramos o dia de sua conversão. Para nós brasileiros, esta data também marca a fundação da maior cidade do país, em 1554. 

Saulo, nome do apóstolo antes da conversão, nasceu na cidade de Tarso. Esta cidade era um pólo de desenvolvimento financeiro e comercial, um centro cultural da antiguidade. Seu pai era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim. Por causa da fidelidade ao imperador, a família de Saulo tinha recebido a cidadania romana. 

Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto. Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel. Seus pais sonhavam que o filho seria um famoso Rabi. 

Saulo era um perseguidor dos cristãos. Tinha raiva dos seguidores de Cristo. Mas Deus tinha reservado para ele um outro caminho. A Escritura nos conta que Saulo foi surpreendido por Jesus, que em forma de luz, fez o jovem fariseu mudar completamente de vida. De perseguidor, Saulo tornou-se o maior propagador da fé. Era agora chamado de Paulo. 

O jovem foi batizado por Ananias, um cristão de Damasco. Desta cidade saiu a pregar a palavra de Deus, como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo. Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões. Perseguido incansavelmente, foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma. 

 REFLEXÃO:
O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas, expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira "Teologia do Novo Testamento". É sem dúvida o grande missionário da fé cristã.

ORAÇÃO: Ó grande apóstolo São Paulo, mestre dos gentios, corajoso, seguidor de Cristo, destemido evangelizador, fundador de comunidades, dai-nos este espírito de apóstolo de vosso Mestre Jesus, a fim de que possamos dizer a todos - "Já não sou eu quem vivo, mas é o Cristo que vive em mim". Amém.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Fonte: A12.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

21 de Janeiro - Dia de Santa Inês

O nome "Agnes", para nós Inês, em grego significa pura e casta, enquanto em latim significa cordeiro. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. A ideia da virgindade casta foi estabelecida na Igreja justamente para se contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos pagãos. Inês levou às últimas consequências a escolha que fez à esses valores. É uma das Santas mais antigas do cristianismo. Sua existência transcorreu entre os séculos três e quatro, sendo martirizada durante a décima perseguição ordenada contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304. 

Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a fez tomar a decisão precoce de se tornar 'esposa de Cristo'. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã. 

Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição contra os cristãos. A narração que nos chegou conta que o rapaz, apesar das negativas da jovem, tentava corteja-la. Seu pai indignado com as constantes recusas que deixavam seu filho inconsolável, tentou forçar que Inês aceitasse seu filho como esposo, mas tudo em vão. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou toma-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão. Porém, seu pai, o prefeito, viu aquela situação como um sinal de poder dos cristãos e resolveu aplicar a perseguição, decretada por Diocleciano, de modo implacável.

Inês, segundo ele, fora denunciada e por isso teria de ser enviada para a prisão. Mesmo assim, ela nunca tentou se livrar da pena em troca do casamento que fora proposto em nome do filho do prefeito e muito menos negou sua fé em Cristo. Preferiu sofrer as terríveis humilhações de seus carrascos, que estavam decididos a fazê-la mudar de ideia através da força. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou.

Cada vez mais a situação ficava fora do controle das autoridades romanas e o povo estava se convertendo em massa. Para aplacar os ânimos Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo. 

Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus pais, levaram o corpo de Inês, e o enterraram num prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das mais antigas de Roma, na qual encontram-se suas relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência.

Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de flores e fitas são levados para o celebrante os benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa, que os entrega a religiosas encarregadas de os guardar até a época da tosquia. Com sua lã são tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e eles os recebem em sinal da obediência que devem à Santa Sé, como centro da autoridade religiosa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

15 de janeiro - Dia do Compositor


A importância do riso

Dia 18 de janeiro é o dia do Riso e a celebração deste dia teve origem em Mumbai, na Índia, no dia 11 de janeiro de 1998, na qual 12.000 membros de clubes sociais de diversas partes do mundo juntaram-se em uma mega sessão de riso. Tal evento foi criado pelo fundador do movimento Yoga do Riso, Dr. Madan Kataria. Aqui no Brasil, foi comemorado pela primeira em 2009, com o  lançamento do livro “Sorria, você está sendo curado”, em 2010 com a veiculação do Programa de TV web “Sorria e Tenha um Bom Dia”, em 2011 com a inauguração do Espaço do Riso e em 2012 com o lançamento do Palestrante do Bom Humor, Marcelo Pinto, um advogado trabalhista sindical e defensor do Riso, Marcelo Pinto, conhecido como Doutor Risadinha, que tem como missão de vida, propagar os benefícios que o Riso e Bom Humor nos proporciona na saúde, na empresa, na escola, no amor, enfim, em várias situações do nosso dia a dia.

 E Sorrir não é apenas uma expressão de contentamento e felicidade, ela trás benefícios à nossa saúde fazendo muito bem ao coração. Conheça os outros benefícios do riso:

Exercícios: Quando você ri, movimentamos 12 músculos faciais; ao dar gargalhadas, movimentamos 24 músculos faciais;

Oxigênio: no ato do riso, o oxigênio entra em dobro nos pulmões, fazendo com que a pele se oxigene mais. Além disso, facilita o sono porque as gargalhadas causam certa fadiga, fazendo com que o corpo fique cansado.

Outro benefício é exercitar os músculos do rosto, causando efeito tonificante e antirrugas.

A risada também ajuda contra depressão, a eliminar o estresse, e ajuda a expressar os sentimentos. Segundo alguns psiquiatras a terapia do riso é usada em tratamentos de doenças psicológicas, além de fortificar o sistema imunológico, estimular as funções cardiovasculares e libera endorfina.

O sorrir transmite alegria e tranquilidade, também é uma forma de abençoar e transmitir a Paz que vem do Senhor.

Todo dia é Dia do Riso, portanto sorria muito!!




segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Importância do Agradecimento

A gratidão é uma das maiores virtudes do ser humano e agradecer é importantíssimo em qualquer ocasião.

Agradecer por um gesto de carinho, uma ajuda, um favor, um apoio, por um presente, por um elogio, por acreditar na gente, ou simplesmente pela presença em nossas vidas. Pode ser um amigo, um amor, alguém da família, um vizinho, um professor, um colega de trabalho, até um desconhecido.

Fato é que muitas pessoas não sabem colocar em palavras toda a gratidão que sentem. Numa busca rápida no Google Trends descobrimos que mensalmente existem cerca de 40.500 buscas pelo termo “mensagem de agradecimento”. O que entendemos disso? As pessoas já sabem a importância de agradecer, mas talvez por insegurança ou medo de não escolher bem as palavras, recorrem à fórmulas prontas e mensagens padrão. Pois a nossa intenção aqui é derrubar esse mito: agradecer é necessário, mas o mais importante é a mensagem ser honesta e pessoal. Não exige formalidade, palavras bonitas, nem textos padrão. Precisa só de coração aberto e vontade de agradecer.

O gesto de agradecimento, em si, já é algo muito bonito. Algumas vezes basta um olhar, um abraço. E em outras ocasiões, um cartão bonito com um recado simples e verdadeiro, sem precisar de muitas palavras, cumpre a função. Se for escrito à mão, com sua letra, sua marca, fica mais especial. É bacana também arranjar uma oportunidade de entregar pessoalmente, para poder olhar nos olhos da pessoa e demostrar todo esse sentimento. É uma memória que ficará guardada pra sempre e que, principalmente nos dias de hoje, vai surpreender quem recebe.

Ser agradecidos é uma virtude que nos ajuda também a manter uma atitude mais positiva em nossa vida cotidiana, além de manter o bom humor e a paciência necessários para chegar a ter relacionamentos mais saudáveis e felizes.

Não foi por acaso que o Senhor nos convidou a ser agradecidos. Ele, que nos criou (e, por isso, nos conhece melhor que ninguém), sabe que ser gratos nos faz bem. Em última instância, Ele quer que sejamos felizes.

Por isso, vale a pena fazer do agradecimento parte da nossa vida pessoal, conjugal, familiar e social. Agradecer pela vida, pelo cônjuge, pelos filhos, pela saúde, pelo emprego, pela beleza da criação ao nosso redor, pelo olhar terno das mães, e até pelas provas e dificuldades que enfrentamos, pois elas nos ajudam a ser pessoas melhores.

Mostre para as outras pessoas a virtude da gratidão e convide-as a agradecer junto a você. Ser agradecidos também é uma graça de Deus!


domingo, 10 de janeiro de 2016

Porque Jesus foi batizado?

Hoje a Igreja celebra o batismo de Jesus, e convidamos você para refletir conosco o texto escrito pelo Cardeal Geraldo Majela, para o site da CNBB.

Concluímos o tempo do Natal com a comemoração do Batismo do Senhor. 
Iniciamos agora o tempo da vida publica, ou seja, da pregação do Evangelho.

Jesus quis ser batizado pelo seu precursor João Batista nas águas do rio Jordão. Ele se apresenta não somente como obediente ao Pai do Céu mas modelo para todos os que receberem a sua Palavra e se tornarem filhos de Deus pelo batismo.

Diz o evangelho de Marcos 1, 7-11: “João pregava, dizendo: Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo. Naqueles dias veio Jesus de Nazaré na Galiléia e foi batizado por João no rio Jordão.”

Com o seu imergir-se na água do Jordão, e com o seu sair da água, Jesus prefigurou a sua morte e a sua ressurreição. De fato, Jesus, o “sem pecado” por excelência, com esse rito penitencial de purificação, aceitou o tomar sobre si os nossos pecados, e nos precedeu no caminho da purificação e da renovação.

Cristo foi batizado, não para ser santificado pelas águas, mas para santificá-las a fim de se tornarem purificadoras na força do Espírito Santo. Cristo nos precede em seu batismo, para que os povos cristãos sigam confiantemente o seu exemplo.

Quanto a nós, a comemoração de hoje nos leva a pensar sobre o nosso batismo: um dia da nossa história pessoal, em alguma igreja, nas águas de uma pia batismal nos tornamos filhos de Deus. E nossos pais e padrinhos assumiram o empenho de nossa vida cristã.

Esta é uma descrição do batismo de Cristo, feita com pobres palavras humanas. Na realidade estamos diante do mistério de Deus. Mas o mistério vive também em nós, porque com o batismo seguimos o mesmo itinerário espiritual percorrido por Cristo. Com o nosso batismo também nós fomos solicitados a morrer ao pecado, e a ressurgir para uma vida nova em Cristo, a vida da graça. Com o batismo, Jesus nos considera seus irmãos, libertados do pecado ao preço de seu sangue, e o Pai celeste  nos faz seus filhos.

Tudo isso diz ao cristão o próprio batismo, iluminado pelo batismo de Jesus. Mas nem todos se sentem de aceitar o batismo como empenhativo. Muitos de fato o recusam ou não tomam conhecimento do seu sentido, ou o entendem mal.

Para começar, muitos hoje no mundo recusam reconhecer em Jesus Cristo o Filho de Deus. Vêem em Jesus um homem maravilhoso, excepcional, porém um simples homem, como existem tantos.

Houve a moda de Mao, e o mundo conta ainda aqui e ali com maoístas, netos de Mao. Depois o vulto de Che Guevara decorou camisetas de jovens. Também Gandhi teve a sua hora de celebridade. Mao, Che, Gandhi, todas figuras de grande prestígio, capazes de entusiasmar, mas simples homens e nada mais.

Agora, não para poucos batizados, meio-cristãos ou ex-cristãos, Jesus é reduzido a dimensões humanas. Não é o Jesus do Evangelho, o Filho de Deus, aquele de quem o Pai disse: “Tu és meu Filho muito amado!”, assumindo a paternidade de Jesus também enquanto homem, e por conseguinte  de toda a humanidade.

O Evangelho nos revela que Jesus não é um personagem do passado para ser admirado, mas Jesus é o Verbo eterno, encarnado, para ser adorado e amado, o amigo com quem se instaura o diálogo de coração aberto, o que se chama rezar. Com quem se empenha por toda a vida.

Há outro ensinamento a receber do Evangelho de hoje. Nós cristãos corremos de fato o risco de fazer de Jesus uma bela imagem macia, suave e contornável, irreal e consoladora. Quase um desafogo para nossas devoções sentimentais e privadas. E realmente não é. O Cristo chegou à vitória sobre a morte, à ressurreição e à vida, de maneira dolorosa, através da luta contra o mal, o pecado.

É este o sentido do seu batismo, do seu emergir da água. É este também o sentido do nosso tornar-nos cristãos. Isto é uma clara consciência diante das asperezas da vida, da dor, da morte física.

Quando se leva uma criança à fonte batismal, facilmente só consideramos a sua ternura, os enfeites, a mesa de salgadinhos e bolo. Está bem, isso é bom. Mas peçamos ao Senhor queira dar um dia a essa criança a força de viver como cristão, de lutar contra o mal, de fazer vencer na sua consciência sempre o bem.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O "Dia de Reis" é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a "Epifania do Senhor". Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade. 

O nosso Catecismo diz que:
“A epifania é a manifestação de Jesus como Messias Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo… Nesses “magos”, representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações que acolhem a Boa Nova da salvação pela Encarnação. A vinda dos magos a Jerusalém para “adorar ao Rei dos Judeus” mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, aquele que será o Rei das nações. Sua vinda significa que os pagãos só podem descobrir Jesus e adorá-lo como Filho de Deus e Salvador do mundo voltando-se para os judeus e recebendo deles sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento. A Epifania manifesta que “a plenitude dos pagãos entra na família dos patriarcas” e adquire a “dignidade israelítica”. (n.528)

A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje. 

Os presentes que ofereceram ao Menino Jesus têm um significado importante. Segundo São Beda, Melquior deu ao Menino Jesus ouro, reconhecimento da realeza; Gaspar ofereceu-Lhe incenso, reconhecimento da divindade; Baltasar ofereceu mirra, reconhecimento da humanidade e símbolo de sofrimento, era usada para embalsamar corpos; simboliza o Cordeiro a ser imolado para tirar o pecado do mundo.

Oração para alcançar graças dos Reis Magos.
Ó amabilíssimos Santos Reis, Baltazar, Melquior e Gaspar!
Fostes vós avisados pelos Anjos do Senhor sobre a vinda ao mundo de Jesus, o Salvador, 
e guiados até o presépio de Belém de Judá, pela Divina Estrela do Céu.
Ó amáveis Santos Reis, fostes vós os primeiros a terem a ventura de adorar, 
amar e beijar a Jesus Menino, e oferecer-lhe a vossa devoção e fé, incenso, ouro e mirra.
Queremos, em nossa fraqueza, imitar-vos, seguindo a Estrela da Verdade.
E descobrindo a Menino Jesus, para adorá-lo.
Não podemos oferecer-lhe ouro, incenso e mirra, como fizestes.
Mas queremos oferecer-lhe o nosso coração contrito e cheio de fé católica.
Queremos oferecer-lhe a nossa vida, buscando vivermos unidos à sua Igreja.
Esperamos alcançar de vós a intercessão para receber de Deus a graça que tanto necessitamos.
 (Em silêncio fazer o pedido).
Esperamos, igualmente, alcançarmos a graça de sermos verdadeiros cristãos.
Ó bondosos Santos Reis, ajudai-nos, amparai-nos, protegei-nos e iluminai-nos!
Derramai vossas bênçãos sobre nossas humildes famílias, colocando-nos debaixo de vossa proteção, da Virgem Maria, a Senhora da Glória, e São José.
Nosso Senhor Jesus Cristo, o Menino do Presépio, seja sempre adorado e seguido por todos.
 Amém!

Fonte: A12.com

domingo, 3 de janeiro de 2016

Santíssimo nome de Jesus - 03 de Janeiro

«...foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o Anjo antes que fosse concebido...»


O Santíssimo Nome
O próprio Deus revelou o Nome a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do gênero humano. O Santíssimo Nome de Jesus é o divino poema que exprime da maneira mais sublime o que pôde encontrar a sabedoria e a misericórdia divinas para salvar a humanidade decaída. É um nome grande e eterno, poderoso e terrível, vitorioso e misericordioso, o único que nos pode salvar. É melodia para o ouvido, cântico para os lábios e alegria para o coração... "Ilumina, conforta e nutre; é luz, remédio e alimento" (S. Bernardo).

A devoção
A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, já arraigada na Igreja desde os seus alvores, foi pregada e inculcada de modo particular por São Bernardo, por São Bernardino de Sena e pelos Franciscanos, os quais difundiram pequenos quadros trazendo as letras do Nome de Jesus. 

A Festa
A devoção popular levou à composição de um Ofício do Nome Santo, e ao estabelecimento de um dia comemorativo. Em Camaiore di Luca, na Itália, começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530) e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja. 

O dia da festa variou através dos séculos, mas muitos o lembram como o domingo depois do Natal, até 1969, quando foi suprimido. O Santo Padre João Paulo II restabeleceu a memória do Santo Nome, no dia 3 de janeiro. 

Fonte: Devoções

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

01 de Janeiro - Solenidade de Maria, Mãe de Deus,

Hoje, oito dias depois da Natividade, primeiro dia do ano novo, o calendário dos santos se abre com a festa de Maria Santíssima, no mistério de sua maternidade divina. Escolha acertada, porque de fato Ela é "a Virgem mãe, Filha de seu Filho, humilde e mais sublime que toda criatura, objeto fixado por um eterno desígnio de amor" (Dante). Ela tem o direito de chamá-lo "Filho", e Ele, Deus onipotente, chama-a, com toda verdade, Mãe! 

Foi a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume pagão das dádivas (strenae) e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931 era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus, oito dias após ter nascido. 

Num certo sentido, todo o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade, começando pela solenidade da Anunciação, a 25 de Março, nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do Filho Unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém. 

Ela assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente "racionalismo espiritualista", como registram alguns autores.

O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto". Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre" (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos. 

Por tomar esta verdade como dogma é que a Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus, para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna. Assim, com esses objetivos entreguemos o novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal. 

A comemoração de Maria, neste dia, soma-se ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união entre os homens e o amor ao próximo, o Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia da Mãe Santíssima.

Fonte:Paulinas