Vocacional Oblata: Setembro 2015

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

“Cada Pessoa é uma palavra ambulante de Deus para os outros”.

“Cada Pessoa é uma palavra ambulante de Deus para os outros”. Carlos Mesters

Neste belo mês em que celebramos e dedicamos a Palavra de Deus, somos convidadas (os) a mergulhar no mistério de nossas vidas através da Sagrada Escritura a Bíblia (palavra de Deus). Ela deve nos ajudar a compreender um pouco mais nossa natureza humana com suas relações, natureza esta que reflete no cotidiano de nossa existência o projeto do Reino de Deus apresentado por Jesus. 

Somos chamadas (os) a viver a ousadia e a coragem de nos deixar trabalhar pela PALAVRA, PALAVRA de Deus; PALAVRA da vida; PALAVRA do povo; PALAVRA NO POVO.

Mulheres e homens capazes de serem sinais visíveis das atitudes no anúncio da PALAVRA apresentado por Jesus. Sinais que refaz as atitudes das relações humanas, atitudes básicas como: Visitar as pessoas em suas casas; cuidar dos doentes; acolher os excluídos; ir ao encontro das pessoas; superar as barreiras de gênero, etnias, religiões e classes sociais. Temos a difícil tarefa de encarnar a PALAVRA DE DEUS em nossa vida em nossas atitudes como Cristãos, revelar Deus presente nos fatos mais simples de nossas vidas, ter a capacidade de sentir e ver nas outras (os) o Deus encarnado.

Que sempre nos dediquemos à contemplação da Sagrada Escritura e aceitemos o desafio de contemplar nossas vidas e relações do cotidiano como palavra sagrada que toma corpo e forma. Ler nossa realidade e descobrir nela os apelos de Deus que hoje se encarna em nossa sociedade.

Texto: Ir. Evelyn Caroline, OSR

terça-feira, 29 de setembro de 2015

29 de Setembro - Arcanjos são Miguel, são Gabriel e são Rafael

O novo calendário reúne em única celebração os três arcanjos que eram comemorados em dia diferentes.Este dia, seria a festa do arcanjo São Miguel, o antigo padroeiro da sinagoga e agora padroeiro universal da Igreja. São Gabriel é o anjo da Anunciação, enquanto São Rafael é invocado como guia dos que viajam. 

A existência dos seres incorpóreos, que as Sagradas Escrituras chamam habitualmente de anjos, é uma verdade de fé.

Mas quem são os anjos? Eis a resposta de Santo Agostinho: "Angelus officii nomen est, non naturae..." Anjo é denominação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela denominação de natueza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, e é anjo por aquilo que faz.

Os anjos são, pois, servidores e mensageiros de Deus.Pelo fato que "vêem sempre a face do Pai que está no céu", como se lê no Evangelho de Mateus, eles são executores poderosos de suas palavra, obedientes ao somda sua palavra" (Salmo 103,20).

São Miguel, como expressão da onipotência de Deus, recebeu desde o começo da história do cristianismo, um culto particular. Constantino e Justiniano erigiram-lhe dois santuários nas duas extremidades de Bósforo.

São Gabriel,"aquele que está diante de Deus",é o anunciador por excelência das divinas revelações: anuncia ao profeta Daniel o retorno do exílio do povo eleito; leva a Zacarias a notícia da iminente concepção do precursor do Messias. Depois, é-lhe confiada a missão mais alta que possa ser dada a uma criatura: o anúncio a Maria da Encarnação do Filho de Deus.

São Rafael, vem do hebraico Rafa, sinônimo de cura, e El, que significa Deus. "Cura de Deus" ou "Curador divino", este é o arcanjo Rafael, que é o chefe dos anjos da guarda, considerado o anjo da Providência, que vela por toda a humanidade. Este arcanjo cura todos os ferimentos da alma e do corpo e defende igualmente as criaturas, de qualquer raça ou classe social, perante Deus.

Fonte: Paulinas

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cordel: Setembro mês dedicado a palavra de Deus

Quero Saudar a tod@s com muito carinho e dedicação.
Com a Paz de Jesus e amor de Maria em cada coração.
E homenagear a Bíblia Sagrada, em forma de narração.

Setembro; mês da Bíblia, Palavra da Salvação.
Luz que ilumina a nossa Vida, na fé e na oração.
Palavras de vida eterna , meditada com dedicação.

A Bíblia é a comunicação entre Deus e o povo de fé.
Nela podemos ler e meditar a vida de Jesus de Nazaré.
A Palavra de Deus, é uma das fontes da missão e da fé.


A Bíblia revela a vida de Deus presente na história da humanidade.
Onde orienta e anima, a prática da justiça  e da solidariedade.
A boa nova é para ser cultivada na vida em comunidade.

Neste mês que é dedicado a palavra do senhor,
Vamos ler e meditar a Bíblia Sagrada com Fé e amor.
Cultivando os ensinamentos de Jesus Redentor.

A Bíblia é o livro mais lido em todo mundo com atenção.
Portanto, ela é a carta  que comunicamos em Deus em oração.
Por isso é muito importante que contemplamos com meditação.

E meditando a palavra de Deus, vamos terminando este cordel.
Que foi narrado com carinho nesta simples folha de papel.
Homenageando a Bíblia Sagrada e Muita Paz que vem do céu.



Lucineia Santos Azevedo - Leiga Oblata
Tanque Novo - Bahia

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

9 Semanas com Antonia - 4º Dia

Neste quarto dia, vamos refletir nossa esperança no Senhor. Será que sabemos, de fato esperar Nele?

4º Dia:Ânimo, ânimo, que Deus não morre! Sempre o temos e devemos esperar Nele”.


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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Os mandamentos e a liberdade


Muitos sonham com uma vida sem leis ou regras, sem proibições ou ordens,  uma vida totalmente livre de qualquer obrigada ou norma. Para esses, também a religião deveria ser livre de mandamentos, pois julgam que estes seriam resquícios de uma época  marcada pelo atraso cultural, pelo medo e por uma visão infantil da vida. Esses sonhadores de uma fé sem dogmas, de um cristianismo sem leis e de um Cristo sem cruz perguntaram: "Afinal, Jesus não veio nos libertar de toda escravidão ou opressão? Não é ele o libertador?".

É o libertador, sim, mas nem por isso deixou de falar de sacrifício ("Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo"), de porta estreita (só passa por ela quem se desapega de si mesmo e do pecado) e de doação ("Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao próximo como a ti mesmo") como  normas de comportamento. Além disso, Ele deixou claro que não veio abolir a Lei ou  os Profetas: "Não vim para abolir, mas para cumprir" (Mt 5,17).

Precisamos compreender que os mandamentos não são simplesmente um peso desagradável que, quanto antes, devemos tirar de nossos ombros. Jesus veio nos ensinar o sentido das leis e nos mostrar que, diante do plano de amor de seu Pai, não basta uma obediência externa e formalista. Ser cristão é muito mais do que seguir uma série de leis, normas e prescrições; é seguir uma pessoa, isto é, o próprio Jesus Cristo, fazendo de suas palavras e de seu comportamento o fundamento de nossa vida. 

A liberdade nos dá a possibilidade e a responsabilidade de escolher entre o bem e o mal. Os mandamentos nos ajudam a escolher o bem. Um pai ou uma mãe que ama seu filho, sua filha, não quer que eles sofram, se machuquem ou se prejudiquem de nenhum modo. Por isso, antecipa-se a possíveis problemas, prevenindo e orientando seus filhos. Nascem, como fruto dessa preocupação, constantes advertências: "Não corra depois do almoço!". Os filhos são livres. Poderão aceitar ou não as ordens do pai ou da mãe. Aceitando-as, terão de se privar de certas coisas que lhes parecem muito agradáveis e desejáveis. Com o tempo, aprenderão que, ao renunciar a elas, livraram-se de inúmeros problemas.

Os filhos podem se sentir por demais tolhidos e poderão se rebelar contra as advertências paternas. Desejosos de escolher seu próprio caminho, e não aceitando "perder a liberdade", começam a fazer o que querem, Perguntemo-nos, sabendo antecipadamente a resposta: passarão a ser, então, realmente, livres? Encontrarão a realização desejada?

Segundo a visão cristã, a lei expressa o projeto de Deus, que é Pai e quer o melhor para seus filhos. Por isso mesmo, antes de expressá-la por palavras, o Criador a escreveu na intimidade do coração de seus filhos e filhas. Descobrir, portanto, o valor dos mandamentos é um gesto de sabedoria; interpretá-los à luz do amor é uma graça. Com o tempo, percebemos que os mandamentos encerram um projeto de vida e são fonte de paz para quem os assume.

Jesus nos ensinou a não sermos escravos da lei. Uma pessoa escraviza-se a ela quando fica somente no plano da obediência, sem amor, ou quando se prende tão somente à letra do que é prescrito. Tomemos à letra  do que é prescrito. Tomemos, a título de exemplo disso, o 5º mandamento;  "não matar". Ele nos proíbe tirar  a própria vida e a vida de qualquer pessoa. Contudo, vai além; este mandamento nos ensina a cuidar da saúde, a promover a vida daqueles que, sozinhos, não conseguem superar suas limitações, a tomar a defesa dos desprotegidos, a lutar contra a poluição, a batalhar em favor  da ecologia, etc.

Também os demais mandamentos contém todo um programa de vida. Seu conjunto nos apresenta um caminho de realização pessoal e comunitária. Por não acreditar  nisso,  nossos contemporâneos, que tanto desejam ser livres, vivem presos às suas próprias inquietações e escravidões. Quem não segue os mandamentos prende-se a ídolos.

Os mandamentos não são placas de proibições, mas setas de indicação. Segui-los é fazer uma experiência de amor e liberdade.

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Fonte: Revista Mensageiro  do Coração de Jesus


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Lembrar-se de Deus mais vezes do que se respira

Quando eu começava minha vida de carmelita (Noviciado), havia um velho "Catecismo da oração" e nele havia uma expressão que me fazia rir: "A oração é para o carmelita como a água para o peixe. Sem ela, morre". Eu, ignorante de tudo, ria diante dessa afirmação tão verdadeira. Lentamente, comecei a compreender como sempre devemos tê-la presente se quisermos ser pessoas vivas diante de Deus. Não podemos ficar sem respirar por muito tempo. Assim, necessitamos recorda-nos muitas vezes durante o dia de Deus, nosso respiro e nossa água viva, para ter uma vida espiritual sadia. 

Com este número do Catecismo, iniciamos o capítulo terceiro da quarta parte, "Avida de oração": "A oração é a vida do coração novo e deve nos animar a cada momento. Nós, porém, esquecemo-nos daquele que é nossa Vida e nosso tudo. Por isso, os Padres espirituais (...) insistem na oração como 'recordação de Deus', como um despertar frequente da 'memória do coração'; É preciso se lembrar de Deus com mais frequência do que se respira. Mas não se pode orar  'sempre', se não se reza em certos momentos, por decisão própria: são os tempos fortes da oração cristã, em intensidade e duração" (CIC, nº 2697).

O importante é que a Palavra comece a se transformar em vida. Pouco adianta conhecer muito a respeito da oração na Bíblia e nos grandes escritores cristãos, mas não rezar. Como pouco serve saber todas as receitas e não comer. Importa ter Deus no coração e ser atentos a Ele. Recordar-nos de Deus, de suas maravilhas ...É possível  fazer isso em todos os momentos de nossa jornada. Despertar nossa mente, nosso coração para que celebremos a presença de Deus. Quanto mais amamos, mais as pessoas não saem da nossa atenção e do nosso coração".

As palavras do Catecismo são como a porta para nosso caminho orante, onde veremos que a oração exige não só recordar-se de Deus na mente e no coração, mas dedicar-lhe momentos especiais do nosso dia a dia, a fim de conversar com Ele, estar com Ele, sem procurar distrações.

Frei Patrício Sciadini, OCD
Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Festa de São Mateus - 21/09

Segundo a tradição evangélica Mateus (ou Levi) era um cobrador de impostos e por isso não era bem visto pela sociedade, sendo considerado um pecador. Um dia, depois de falar a povo, Jesus passa por Mateus, olha com firmeza nos seus olhos e disse: "Segue-me". Mateus imediatamente levantou-se, abandonou seu rendoso negócio, mudou de vida, de nome e seguiu Jesus. 

Daquele dia em diante Mateus tornou-se um dos maiores seguidores e apóstolos de Cristo, acompanhando-o em todas as suas caminhadas e pregações pela Palestina. Mateus nasceu em Cafarnaum. Não se conhece a data do seu nascimento. Seu pai, Alfeu, deu-lhe o nome de Levi. Sua cidade natal era cortada pelas principais estradas da Palestina, ponto de convergência e centro comercial da região. 

Mateus marcou a virada de sua vida com um banquete que ofereceu aos amigos. Nele compareceu Jesus, alguns fariseus e outras classes dominantes. Diziam sobre Jesus: "Como é que vosso Mestre se senta a mesa com os pecadores?” Tais críticas mereceram as famosas palavras de Jesus Cristo: "Não são os saudáveis, mas sim os doentes, que necessitam do médico. Não vim a chamar os justos, senão os pecadores." 

Diz São Clemente que Mateus era um santo de penitência e mortificações. Alimentava-se de ervas, frutas e raízes. Sofreu maus tratos e foi hostilizado na Arábia e na Pérsia. Teve os olhos arrancados e foi colocado na prisão onde aguardaria sua execução. Na prisão, onde estava acorrentado, recebe o milagre divino da restituição dos seus olhos e da sua libertação. Alcança a Etiópia, onde prega a doutrina cristã pela última vez. É repelido e encontra forte oposição dos guias religiosos pagãos etíopes. Logo em seguida é martirizado. 

No ano de 930 as relíquias mortais do apóstolo São Mateus foram transportadas para Salermo, na Itália, onde, até hoje, é festejado como padroeiro da cidade. 

Reflexão: São Mateus escreveu um dos evangelhos considerados inspirados pela Igreja. Todo o seu evangelho é destinado a prover uma verdadeiro reconhecimento de que Cristo era o Messias. São Mateus é representado no arte litúrgica por um anjo segurando uma lança, uma moeda e uma pena. 

Oração: 
São Mateus que deixastes a riqueza para seguir com entusiasmo o chamado do Mestre, fazendo da pobreza um hino de louvor a Jesus, intercedei por mim, que me encontro em aflição. Ensinai-me por fim, a ajuntar tesouros no céu e a servir a Deus e não ao dinheiro. Amém. 



Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR.
Fonte: A12.com

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Festa do Santíssimo Redentor

"Fortes na fé, alegres na esperança fervorosas na caridade, inflamadas no zelo, humildes e sempre dadas à oração". Eis aí o rosto da família Redentorista, em poucas palavras, um ideal de vida, de onde nasce esse projeto? Nasce do seguimento do Cristo Redentor, cuja festa as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor celebram no 3º domingo do mês de outubro. Nossa espiritualidade é enraizada em Cristo. 

Neste momento de festa e comunhão, paramos para refletir o fundamento de nossa caminhada até aqui. Sabemos que todas ações realizadas em nossa Congregação em nossas equipes pastorais e de missão, são para aquelas e aqueles que desejam conhecer e amar Aquele que primeiro nos amou. E temos que ser convictas ao transmitir este amor, levar isto ao nosso interior de forma profunda e abundante.

Nos enche de alegria ver a luz de Cristo brilhar em tantas vidas Redimidas, através de nosso Carisma e Missão, e muitas destas pessoas se tornaram promotoras e propagadoras da Redenção.

O Senhor faz em cada Irmã e em cada membro da Família Oblata Maravilhas!  E podemos perceber estas Maravilhas nos belos trabalhos com as mulheres em situação de prostituição e nos outros trabalhos e atividades em nossas casas e comunidades. 

A perseverança das irmãs mais velhas e a vivacidade de nossas aspirantes, postulantes, noviças, junioras e vocacionadas, faz com que realizemos a missão de amor de Nosso Jesus Redentor através da missão iniciada por nossos Fundadores.

Nossa Gratidão à todas e todos que realizam esta missão conosco, e que bebem desta fonte de amor inesgotável.

Celebre o dia do Santíssimo Redentor conosco, aonde você estiver, esteja unida e unido a nós em oração e coração. Será uma alegria receber de você um recadinho!

Faça Parte desta Festa, desta Família Oblata do Santíssimo Redentor!

Feliz Dia!

























                          Texto com alterações: "Junto d' Ele a Redenção é Copiosa" - Revista Akikolá 2003.

9 Semanas com Antonia - 3º Dia

Neste terceiro dia da Novena de Madre Antonia, vamos refletir o nosso anseio por estar mais perto do Senhor e ouvir seu chamado a transformar nossas vidas em Seu Amor.

3º Dia: “Meu único desejo é ser fiel”.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Fazer à Bíblia as perguntas certas

Neste mês de setembro, nosso olhar já está habituado a se voltar para a Bíblia, Palavra de Deus me nossa história. É bonito perceber como cada ano o Mês da Bíblia traz á gente uma verdadeira primavera, incentivando um encontro mais assíduo com a fonte maior de nossa fé. Por mais que se tenha caminhado na pastoral bíblica do Brasil, sempre resta um longo caminho a percorrer. Pois quem lê a Bíblia, quer naturalmente tirar o máximo proveito desse livro no qual se descobre a Vida. E volta sempre a pergunta, como se a gente começasse tudo de novo: Qual o melhor modo de ler a Bíblia?

Tanta coisa já se falou a respeito, que parece difícil contar uma novidade. É que, bem ou mal, todo mundo acha que sabe ler a Bíblia o suficiente. Já fez ricas experiências, tem de sobra vivência acumulada. São do domínio comum as noções de hermenêutica, método histórico-crítico, gêneros literários, análise estrutural, leitura orante, ler em comunidade, a Bíblia na liturgia, etc.


Mas eu gostaria de chamar a atenção para o seguinte expediente: Fazer à Bíblia as perguntas certas. Pois a Bíblia é uma pequena enciclopédia, onde encontramos de tudo, depende de que procuramos. Se você procura poesia, encontra poesia; se procura história, encontra história; se procura sociologia, encontra sociologia, e assim por diante. Então temos que fazer como aquela pessoa da parábola de Mt 13,45; buscar perolas preciosas. Aí com certeza, você vai encontrar muitas!

Mas quais seriam as perguntas certas a se fazerem à Bíblia? Para ficar só com as que acho mais importantes, cito duas:

- O que isto significou no "tempo da Bíblia"?
- O que isto está nos dizendo no "tempo de hoje"?

Quando se trata dos Evangelhos, por exemplo, ver qual era o ambiente histórico e cultural do tempo de Jesus, o sentido de suas palavras e de seus gestos, seu valor simbólico, o que ele quis dizer, como foi recebida a sua mensagem, qual a reação dos ouvintes, e por que tal reação.

Num segundo momento, observar as semelhanças e as diferenças entre o tempo de Jesus e o nosso, discernir no texto os elementos perenes e as inevitáveis marcas da época, indagar como a tradição da Igreja entendeu e viveu esta palavra e descobrir como a nossa realidade atual pode ser iluminada por aquela mensagem. Num esforço de imaginação, a gente procura pensar como é que o Mestre diria hoje o que disse no passado. Pois essa atualização da herança bíblica já se encontra na própria Bíblia: os textos mais antigos foram relidos à luz das circunstâncias posteriores e aplicados à situação concreta do povo da época. É exatamente isto que fazem os midraxes.

Enfim, uma coisa sobre a qual precisamos refletir: compreender a Bíblia não é um fim de si mesmo; é um caminho para seguimos adiante, construindo a comunidade e servindo ao Povo de Deus.

Pe. Raimundo Vidigal, C.Ss.R
Fonte: Revista Akikolá

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Que bom rezar com a Bíblia!

Hoje em dia, volta-se a recomendar aos cristãos com insistência a "Leitura orante da Bíblia". Digo "volta-se" porque é uma prática existente na Igreja desde os primeiros séculos sob o nome de lectio divina, leitura divina, e que prosperou sobretudo nos mosteiros. Aproveitando a oportunidade do mês da Bíblia, vamos aprofundar alguns dos seus aspectos.

A Bíblia, além de ser regra suprema de fé para a comunidade cristã, é também o espelho da sua vida, o oráculo no qual se inspira e o pão que sustenta, para que "ouvindo creia, crendo espere, esperando ame". Não se pode ser cristão sem viver a escuta da palavra de Deus. O cristão deve estar aberto a Deus, para receber, acolher, captar a sua Palavra, guardá-la, obedecer-lhe e pô-la em prática. Abrimos a Bíblia para beber a água da salvação, para encontrar nela a justa resposta às perguntas de existência humana e para alimentar o espírito na peregrinação rimo à pátria.

"Cristo está presente na sua Palavra, já que é Ele que fala quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura". É uma presença que pode ser comparada com a presença eucarística. A palavra de Deus ouvida e acolhida na fé tem a missão de configurar a existência humana do cristão, chamado a converter-se ele próprio em palavra e sinal expressivo do amor de Deus. Às exigências da Bíblia não nos podemos subtrair. Ela nos questiona e parece nos perguntar: "Você está agindo assim? A sua vida, atividade e apostolado não um eco e uma aplicação concreta da mensagem de Cristo, palavra definitiva de Deus, presente na Escritura?" Aí estão os dois primeiros passos da Leitura orante da Bíblia: escuta e reflexão.

Mas por que ela se chama orante? Porque a leitura é acompanhada da oração, que a converte num diálogo de amor com o Pai e leva à contemplação das maravilhas realizadas na história da salvação. Ao Deus de amor que se manifesta e fala nas Sagradas Escrituras, o fiel responde com hinos, ações de graças e súplicas.

Com efeito, toda leitura é um diálogo pessoal entre o autor e o leitor. Se o autor de um livro está presente e fala nele, com maior razão  isto vale da Bíblia, porque o nosso Deus é um Deus vivo que continua a falar aos que ouvem a sua Palavra. Por isso a Leitura orante da Bíblia é uma conversa com Deus, é ruminar a sua palavra na oração, um diálogo de amor, de coração para coração, na intimidade pessoal.

Através das palavras dos profetas, de Cristo e dos apóstolos, ressoa a voz do Espírito Santo, e o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos e se entretém amigavelmente com eles. "Nós falamos com ele quando rezamos e o escutamos quando lemos os oráculos divinos". Esta é uma leitura "espiritual" no sentido pleno, pois é animada pelo Espirito Santo, que ilumina os olhos da alma. Oração e contemplação são os dois últimos passos da Leitura Orante.

Observe agora na Missa, na Liturgia da Palavra, fazemos uma leitura orante da Bíblia: Deus nos fala nas leituras e nós lhe respondemos com o Salmo, o Aleluia, a Oração dos Fiéis; a homilia e o silêncio nos ajudam a refletir e contemplar.

Não existe vida de oração sem acolhida reverente e alegre de Deus na nossa vida, e sem a nossa resposta com sentimentos e afetos de louvor, gratidão, súplica e contemplação. O objetivo desta leitura no Espírito é instaurar um diálogo de amor entre o Pai celeste e os seus filhos peregrinos sobre a terra. 

A prática habitual da Leitura orante contribui notavelmente para converter o cristão e transformá-lo num homem de Deus, porque o contato cotidiano com a Palavra permite penetrar no plano divino, torna-se sensível á santidade e à soberania de Deus , à sua bondade e misericórdia, e sobretudo ao mistério e á pessoa de Jesus através do Evangelho. A Leitura orante é uma verdadeira escola de Cristo e do Espirito, na qual o cristão aprende qual é a vontade de Deus sobre ele e recebe a verdadeira sabedoria da vida.

Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.
Citações: Concilio Vaticano II, Constituição 
Dogmática Dei Verbum. Sobre a Divina Revelação.
Fonte: Revista Akikolá.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Maria das Dores: exemplo de fé e virtude

No dia seguinte à Festa da Exaltação da Santa Cruz, a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora das Dores. É a presença de Maria junto à cruz do seu filho. Como nos recorda São Bernardo no Ofício das Leituras deste dia: “Verdadeiramente, ó Santa Mãe, uma espada transpassou tua alma. Aliás, somente transpassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela traspassou a tua alma”.

Maria nos acompanha em todas as etapas da vida. O Santo Padre, o Papa Francisco, finalizou o Ângelus no domingo da Festa da Exaltação da Santa Cruz deste anjo recordando: “A Ela, confio o presente e o futuro da Igreja, para que todos sempre saibamos descobrir e acolher a mensagem de amor e de salvação da Cruz de Jesus”.

“Quando chegou a plenitude dos tempos, mandou o Seu Filho, nascido de mulher… para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4,4-5). Constantemente, na história da salvação, Deus manifesta o seu amor de Pai junto a seu povo. O amor é revelado por meio de uma eleição: uma jovem é escolhida para que por meio dela o Filho de Deus pudesse assumir a humanidade decaída com o pecado. Assim como por meio de uma mulher (Eva), o pecado “entrou” no mundo, Deus separa uma mulher para que por meio dela chegue a Salvação: dá-se uma nova criação. Há um novo Adão e, do seu lado é tirada a mulher, a nova Eva; um novo povo é constituído.

Maria é a Mulher do “sim”. O sim dado ao Amor. A obediência dada por amor. A entrega dada no amor. Desta maneira, Maria tem uma grande importância na história da salvação e na vida de muitos cristãos, e sua figura é tradicionalmente reconhecida na Igreja Católica.

A devoção à Virgem Maria, Mãe de Deus é, sem dúvida, uma grande força da nossa vivência cristã, porque, longe de desviar nossa atenção do Cristo, ela nos integra no plano de salvação proposto por Deus e realizado por seu Filho único, Jesus Cristo, que se encarnou e veio ao mundo por meio dela. Nós celebramos Maria porque é Mãe de Deus, porque nos deu o Salvador. E foi Deus quem assim o quis. Foi Deus que, em sua infinita sabedoria e bondade, estabeleceu que a redenção da humanidade acontecesse através de seu Filho único, nascido de uma virgem; e a virgem escolhida foi Maria. Ora, se Deus, o Senhor de todas as coisas, o Infinito e o Absoluto, não se envergonhou de escolher Maria e a fez Cheia de Graça para ser a Mãe de seu Filho, por que haveríamos nós,simples mortais, de recusar-nos a ter para com ela uma devoção toda especial?

É bom lembrarmos ainda que a nossa devoção a Maria deve fundamentar-se principalmente na imitação de suas virtudes e no seguimento de Cristo. Quando Cristo disse: “Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga” (Mt 16,24), Ele se colocou como o primeiro e principal modelo a ser seguido. Se imitarmos Maria em sua fidelidade, no seu amor a Deus e aos irmãos, com toda a certeza ela nos conduzirá pelos caminhos de seu Filho.

Ao lermos a Bíblia, os Evangelhos nos mostrarão que Maria, como a primeira cristã, viveu bem as virtudes da Fé, da Esperança e da Caridade. Antes de trazer o Filho de Deus em seu seio já o trazia no desejo de seu coração, pois como mulher do povo de Deus esperava e acreditava que Deus um dia enviaria o Messias. Como modelo de Caridade deixa sua casa e vai servir Isabel, sua prima, de idade avançada que está grávida, permanecendo com ela os três meses finais (Lc 1,36;56) e ainda estando presente com a Igreja que está nascendo e sendo perseguida (At 1,14).

Foi modelo de um olhar de Fé e de Esperança, sobretudo quando na tormenta da paixão do Filho conservou no coração uma fé total Nele e no Pai. Enquanto os discípulos, envolvidos pelos acontecimentos, ficaram profundamente abalados na sua fé, Maria, embora provada pelo sofrimento, permaneceu íntegra, na certeza de que se realizaria a predição de Jesus: “O Filho do Homem… ao terceiro dia, ressuscitará” (Mt 17, 22-23). Com este olhar de fé e de esperança, Maria encoraja a Igreja e os cristãos a cumprirem sempre a vontade do Pai, que nos foi manifestado por Cristo e que, através de sua intercessão, sejamos homens e mulheres da Fé, da Esperança e da Caridade.

“A Virgem tem na Bíblia um lugar discreto. Ela aí é representada toda em função de Cristo e não por si mesma. Mas sua importância consiste na estreiteza de seus laços com Cristo. Maria está presente em todos os momentos de importância fundamental na história da salvação: não somente no princípio (Lc 1-2) e no fim (Jo 19,27) da vida de Cristo, mistérios da Encarnação e da morte redentora, mas na inauguração de seu ministério (Jo 2) e no nascimento da Igreja (At 1,14). Presença discreta, na maior parte das vezes, silenciosa, animada pelo ideal de uma fé pura, e de um amor pronto a compreender e a servir aos desejos de Deus e dos homens (Lc 1,38-39.46-56; Jo 2,3)”.

Esta presença revela seu sentido total, e com toda a Escritura se a recolocarmos nos grandes quadros e correntes da teologia bíblica onde eles se situam, Maria aparece no término da história do povo eleito como correspondente de Abraão: Ela se apossa, pela fé, da promessa que ele havia recebido na fé. Ela é o ponto culminante, onde o povo eleito dá nascimento a seu Deus e se torna a Igreja. Se alagarmos a perspectiva da história de Israel à história cósmica, segundo as insinuações de João e de Lucas, se compreendermos que Cristo inaugura uma nova criação, Maria aparece no início da salvação, como restauração de Eva: Ela acolhe a promessa de vida onde a primeira mulher havia acolhido a palavra de morte, e se torna perto da nova árvore da vida, a mãe dos vivos (Laurentin, 1965).

Dom Orani João, Cardeal do Rio de Janeiro
Fonte: A12.com


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Exaltação da Santa Cruz: festa da vitória do Amor

“Vitória, tu reinarás, ó Cruz, tu nos salvarás”

A festa da exaltação da Santa Cruz insere no calendário litúrgico desde longa data, e tem como sentido maior promover o reconhecimento do madeiro da cruz como o instrumento de salvação do gênero humano, como sinal redentor de Cristo, como forma suprema pela qual Jesus, o Ressuscitado, quis fazer uso para nos mostrar a profundidade de seu amor.

Sendo assim, revestida de vermelho, cor do martírio e da paixão, a Igreja, diferente do sentimento da sexta-feira da paixão, neste dia 14 de setembro, não olha a cruz como instrumento da morte e destruição do Filho de Deus, mas a olha como o sinal sagrado que é símbolo de nossa redenção e religião – o cristão tem na cruz a marca de sua vitória em Cristo.

No dia de hoje a Igreja celebra o Cristo, que se oferecendo como vítima de expiação de nossos pecados, deixa-se morrer para renascer. “Se o grão de trigo não morre, ele não produz frutos”, nos disse Jesus. Ao morrer na cruz, Jesus converteu o instrumento de morte usado pelos romanos, em terreno fecundo onde nasceu o amor eterno. Passando pela Cruz, Cristo Ressuscita e do madeiro de morte renasce o sinal da vida! Se na Antiga Aliança tinha sido dito que seria maldito todo o que fosse suspenso no madeiro, Jesus, Filho de Deus, inverte a profecia de maldição e passa a sinalizar a Cruz-madeiro como fonte de salvação. Sendo Deus, Jesus pode e fez da cruz um sinal de amor!

Para o cristão de todos os tempos, a cruz sempre foi referência de sua fé. Ao marcar as igrejas com uma cruz, ao trazer para as paredes da casa o crucificado, ao ter preso ao pescoço um cruzinha de madeira ou metal, ao persignar-se com o sinal da cruz, enfim, seja qual for o gesto ou símbolo, a cruz, para o cristão, estará sempre em evidência, como que nos recordando o amor de Jesus por nós e a nos recordar que pela vida, seguindo o Cristo, nós mesmos teremos que enfrentar nossas cruzes.

O sentimento que nos deve guiar hoje, dia do Triunfo e Exaltação da Santa Cruz, é aquele que nos projeta em direção a Deus Pai, que querendo ser amado, permitiu que o Verbo, Jesus Cristo, vivesse em nosso meio, assumisse nossa natureza, padecesse como homem injustiçado e morresse numa cruz por amor. Esta entrega absoluta de Deus em Jesus Cristo, cujas ações foram sempre inspiradas pelo Espírito de Deus, deve ser para nós fonte de inspiração de vida, no sentido de nós mesmos nos entregarmos por amor pela redenção e felicidade de nossos irmãos. Somente na cruz entendemos a profundidade do amor de Jesus por nós e pela humanidade. Somente mirando a Cruz conseguiremos nós também ser um reflexo do amor de Deus para o mundo que nos cerca!

“Bendita e Louvada seja no Céu a Divina Luz, e nós também cá na terra, louvemos a Santa Cruz!”

Padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R
Fonte: A12.com

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

9 Semanas com Antonia - 2º Dia

Neste segundo dia, vamos refletir o quanto nos esforçamos em buscar uma fé viva e forte. Que Madre Antonia interceda por nós nesta caminhada.

2º Dia:“Esforcemo-nos em pedir a Deus uma fé viva que nos recorde sem cessar sua presença divina”.

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Natividade de Nossa Senhora

Podemos refletir sobre Nossa Senhora em duas perspectivas: 1- a dos privilégios que ela recebeu de Deus; 2- a sua participação histórica em nossa salvação. As duas não se excluem e não é por acaso que a festa do nascimento de Maria no dia 08 de setembro, figura no calendário cristão nove meses depois da festa da sua imaculada conceição, no dia 08 de dezembro. Ambas as festas louvam Maria como instrumento escolhido por Deus para a vinda de Jesus. Toda pessoa comemora o aniversário em data certa e registrada. De Maria não se sabe a data e não é propriamente o dia do seu nascimento que comemoramos. Mas é o sentido dele em relação ao mistério do Filho. Por isso, interessa-nos tudo o que se refere à Maria e torna-se importante lembrar o fato do seu nascimento embora sem saber o detalhe histórico do dia, mês e ano.

O culto litúrgico realça o aspecto histórico à luz da revelação divina. No culto cristão comemora-se o dia da morte do santo ou santa, pois é o seu nascimento para o céu. A ressurreição para a vida eterna. Mas, em relação a três pessoas a fé cristã reverencia o dia do nascimento: Jesus Cristo (o Natal); Maria (a Natividade) e João Batista (festa junina). As datas são da tradição. Jesus mesmo qualificou o nascimento do primo: “É dele que está escrito: ‘Eu envio meu mensageiro à tua frente, para preparar diante de ti teu caminho. ’ Na verdade vos digo: entre os nascidos de mulher não apareceu ninguém maior que João Batista…” (Mt.11,10-11).  Jesus não precisou deixar uma palavra explícita para darmos importância ao nascimento de sua Mãe. O grande significado da natividade de Maria está no que ela é dentro do desígnio de Deus. É a mãe do Verbo encarnado. Honramos nela aquele estágio ideal da história humana em que a bondade de Deus nos trouxe a aurora da salvação: Maria! Ela precede o Sol da justiça!

Os Santos Padres, nossos escritores mais antigos, já enalteciam a festa da Natividade de Maria tirando conclusões bíblicas e poéticas. São Pedro Damião escreveu: “A natividade de Maria é o dia em que Deus começou a por em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo… Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado?”
Outro escritor vê Maria como uma espécie de “arco de triunfo” ou a “porta triunfal” da entrada de Jesus na História. (Santo André de Creta, séc. 8º).  Realmente, a devoção e o culto à Mãe de Jesus brotaram espontâneos na vida das comunidades cristãs desde a era apostólica. O aniversário de Maria é para a nós um espelho. Quando a invocamos vemos refletida a nossa identidade cristã naquela que foi a discípula mais perfeita de Jesus. Seu aniversário é nosso também!

Pe. Antonio Clayton Sant´Anna, C.Ss.R.
Fonte: A12.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

7 de setembro - Independência do Brasil

O dia 7 de Setembro marca a independência do Brasil. Nessa data, 192 anos atrás, o Brasil oficialmente fica independente de Portugal, mas será que a história é bem assim? Uma reflexão mais cuidadosa em nossa história pode nos trazer uma nova perspectiva do significado de 7 de setembro.

Primeiro vamos comparar a independência do Brasil com a de nossos colegas da América. No caso dos Estados Unidos, as colônias antes eram governadas pela monarquia parlamentar inglesa, depois passou a ser governada por uma república democrática americana. Antes a capital (centro do governo) era Londres, depois passou a ser Philadelphia (até ser construída a cidade de Washington) o novo país adotou uma nova moeda, novo sistema bancário etc.

No caso da América Latina a capital era Madrid, o governo era feito pelos monarcas espanhóis, uma monarquia absolutista. Após a independência surgem governos republicanos, novas capitais na américa, inclusive novas divisões, o que antes era Nova Granada, por exemplo, deu origem a Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Panamá, entre outros. Criaram novas moedas, novas bandeiras, novos sistemas bancários, novos países surgiam.

E no caso do Brasil? Quem governava o Brasil antes da independência? A Família Bragança. Quem passou a governar o Brasil após a independência? A mesma família Bragança (antes D. João VI, depois D. Pedro I). Que tipo de governo o Brasil tinha antes da independência? Monarquia absolutista, e que tipo passou a ter depois? Apesar de ter uma constituição, na prática o poder moderador fazia com que o Brasil fosse ainda uma monarquia absolutista, a constituição foi imposta por D. Pedro I. Qual era a capital do Brasil antes da independência? Pasmem, a capital já era o Rio de Janeiro. Isso mesmo, desde a vinda da família real ao Brasil em 1808 o Rio de Janeiro já era capital não só do Brasil, mas também de Portugal (havia um reino chamado Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves que tinha a sua capital no Rio). A bandeira nova incluía o símbolo da monarquia antiga. O sistema bancário brasileiro tinha sido criado por D. João VI quando veio ao Brasil.

Qual a porcentagem da população que se envolveu nas guerras de independência nos outros casos? E qual a porcentagem no caso do Brasil? Basicamente não houve guerra pela nossa independência (poucas batalhas como Jenipapo). E para quem ainda não se convenceu, pergunta-se o que George Washington ou Bolívar jamais fariam após a independência? Abandonar o país em questão para governar aquele do qual tinham ficado independentes. O que D. Pedro I faz poucos anos após tornar o Brasil independente? Abandona seu filho de 5 anos aqui e assume o trono em Portugal como rei D. Pedro IV e fica lá até sua morte.

O que comemorar em 7 de setembro então? Não uma independência do passado, mas a nossa luta a cada novo dia por um Brasil cada vez mais independente e melhor.

Leandro Villela de Azevedo (Professor de História, graduado pela USP).
Fonte: A12.com

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

9 Semanas com Antonia - 1º Dia

Nos meses de setembro e outubro faremos uma novena de Madre Antonia no estilo do terço bizantino. Serão 9 sextas-feiras onde vamos rezar e refletir a partir de uma frase de nossa Madre Fundadora. 

Participe desta novena especial, ofereça sua vida, seus sonhos e peça a intercessão de nossa querida Madre junto ao Redentor.

Abaixo segue como será feita as orações durante a novena e a oração à Venerável Madre Antonia.

1º Dia: “Todos os dias dou graças a Deus por toda felicidade que ele me proporciona”.


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Você sabe ouvir a Palavra de Deus?


Sabiam que o livro mais vendido no mundo é a Bíblia? Em muitos lugares e em muitos países, você chega em um quarto de hotel e encontra uma Bíblia em cima da mesa. Ao entrarmos em algumas casas, na sala de visitas, ou logo na entrada, deparamos com uma bela Bíblia, enorme e colorida. Nos cursos de catecismo, nos cursos de preparação para a crisma, nos Encontros de Jovens, nos Retiros, todos aprendem a manusear a Bíblia, principalmente o Novo Testamento. Muitas dioceses, centros de estudos teológicos, paróquias e centros pastoral oferecem periodicamente cursos bíblicos.

Por que, então, a Bíblia não modifica a sociedade nem as pessoas? Por que ela não nos transforma? A Bíblia não é a Palavra de Deus? Então, por que não é ouvida? Lida, mas não ouvida? Ouvida, mas não entendida? Entendida, mas não aceita? Ou será que a "palavra" escrita e falada, das revistas, dos jornais, dos livros, dos teatros, das músicas, da TV, dos governos, dos políticos, dos amigos e dos parentes, é muito mais verdadeira, mais importante, mais necessária, mais orientadora, mais encantadora, mais enriquecedora, mais desejável?

A resposta é muito clara. A Palavra de Deus não é para ser apenas conhecida, ou vida e lida, mas, principalmente, vivida. Ela tem de fazer parte da minha vida. Deus não é som, não é imagem. Deus é vida! Ela penetra pelos sentidos, mas atua no íntimo da pessoa, no coração, na alma! Logo, deve-se lera bíblia com o coração, porque é lá dentro que Deus nos fala.

Santo Inácio de Loyola propõe uma técnica toda especial para rezar com a Bíblia, chamada "meditação":

* Primeiro momento: Colocar-se na presença de Deus e iniciar com um pedido de graça, 
                                      uma invocação da bênção do Espírito de Sabedoria.

* Segundo momento: Fechar os olhos e imaginar a cena sobre a qual estamos meditando, o lugar, 
                                     as pessoas, as palavras, Cristo falando, eu ali participando, vendo  minhas
                                    reações, fazendo meus pedidos ou oferecendo meu louvor, quem sabe, minha                                        admiração. Talvez, perguntando mil coisas a Jesus.

* Terceiro momento: Tirar aplicações para minha vida pessoal, vida concreta, para o momento que 
                                     estou passando, e finalizar tirando conclusões e propósitos concretos.

*Quarto momento: Terminar com uma oração, pedindo a Jesus aquelas graças que queremos 
                                  alcançar e que nos foram sugeridas pela meditação. Pode-se também concluir 
                                  com um Pai-Nosso ou uma Ave-Maria...

Quando, portanto, a Sagrada Bíblia for levada pela nave central da igreja nas missas dominicais, um arrepio de expectativa deve atravessar todo nosso ser , pois é a Palavra Escrita por inspiração para revelar a cada um de nós os segredos mais íntimos e profundos da existência, segredo que é revelado somente aos humildes de coração puro.

Pe. Pedro Canísio Melchert, SJ
Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus
Texto com modificações.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Setembro: Mês da Bíblia

A Igreja do Brasil celebra a Bíblia em setembro. Na Bíblia, encontramos esta palavra divina: "Recebei a minha doutrina" (Mt 11,29). Receber a doutrina é ter atitude de discípulo e não apenas de aluno. Jesus nos convida, por tanto, a ser discípulos Dele.

Receber envolve não apenas a inteligencia, mas também a vontade e a afeição. Isso significa que quando Jesus diz: "Vinde a mim vós todos que estais aflitos  sob o fardo (...)" (Mt 11,28), Ele nos chama para nos dar um remédio para aflição e o cansaço. O rótulo desse remédio é: "Recebei a minha doutrina". A Doutrina de Jesus é um tonificante para as almas cansadas e entristecidas. Assim como os remédios são absorvidos pelo corpo para curar, aliviar e prevenir doenças, o remédio espiritual, isto é, a Doutrina de Jesus, deve ser absorvida pela nossa alma para curar, aliviar e prevenir  males espirituais. Ele mesmo disse: "(...) eu vos aliviarei" (Mt 11,28). O alívio vem dessa doutrina. Não é uma doutrina que nos deixa tristes ou abatidos, mas que nos faz felizes. Diz Jesus: "Porque meu jugo é suave e meu peso é leve" (Mt 11,30).

Encontramos uma imagem desse jugo suave e leve no Coração de Jesus transpassado pela lança. Como se pode afirmar que receber a doutrina de um Coração que jorra água e sangue, transpassado pela lança, é um peso leve, um remédio para as nossas angústias? Quando você passa por momentos de intensa solidão e tem a sensação  de que todos lhe abandonaram, a doutrina que brota do coração de Jesus, mando e humilde, pode curar ou aliviar  esses sentimento horrível.

Eu tive essa experiência mais de uma vez e confesso que a Promessa de Jesus não falha. Você já experimentou? Jesus tem o poder de tocar os mais diversos sentimentos de nossa vida e curá-los!

Neste mês de setembro, mês da Bíblia, aceite o remédio de Jesus. Tome diariamente uma dose da doutrina que brotou do Sagrado Coração do Nosso Senhor: "Recebei a minha doutrina". E viva como Ele, manso e humilde de Coração, deixando a alegria e a felicidade transbordar em seu coração.

Pe. Otmar Jacob Schwengber,SJ
Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus