Vocacional Oblata: Agosto 2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Vocação de Maria e Ministérios: Eis-me aqui!

O grande evento que aconteceu em Nazaré, depois da saudação do anjo, é que Maria de Nazaré acreditou e tornou-se assim “Mãe do Senhor”. Não há nenhuma dúvida de que este acreditar se refira à resposta de Maria ao anjo: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

Esta palavra de Maria representa o ponto alto de uma atitude diante de Deus, a disponibilidade junto com a prontidão. Reconhecer o querer de Deus e aceitar que ele aconteça na própria vida, conforme esta vontade. A primeira Mensageira do Amor Divino anuncia com seu Sim o Dom Maior a Vinda do Salvador. 

Maria foi a primeira dos que, sem terem visto, acreditaram. É modelo e exemplo para todas as vocações. Se aprendermos a consultar e escutar Maria em todas as ocasiões, ela se torna para nós Mestra incomparável dos caminhos de Deus, mestra que ensina interiormente, sem barulhos de palavra. A vocação de Maria de Nazaré teve um princípio e depois durou por toda a vida e assim deve ser toda vocação, um “sim” de cada dia e em todos os dias da vida.

Como Maria, todos nós somos chamados a ‘gerar’ Jesus na família e na comunidade. Leigos e leigas são convocados a edificar o Reino de Deus na terra. “Assim, já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular”. (Ef 2, 19-20).

Todo batizado é responsável pela missão da Igreja. Assim, homens e mulheres dedicados à família e ao trabalho em comunidade são partes fundamentais do Corpo Missionário da Igreja. São eles que testemunham Jesus Cristo nos mais diversos ambientes, trabalho, família, escola.

No dia em que recordamos especialmente a Vocação de Maria, falamos também sobre a dedicação de pessoas comuns ao serviço do Reino através dos diversos ministérios não ordenados da Igreja Católica.  A palavra ministério, (do latim ministerium) significa oficio próprio dos servos, função servil, serviço. Uma espécie de prestação de serviço a indivíduos e grupos, por parte de alguém que o faz de modo espontâneo e organizado. 

Os ministérios não constituem, no entanto, um serviço estritamente pessoal, mas têm característica comunitária: a cada um Deus confere dons para que possa colocá-los a serviço da comunidade (Rm 12, 4-5) .

Os ministérios surgiram porque a sociedade se transformou, se expandiu, e houve novas exigências de evangelização nas comunidades eclesiais de base. Como todos são chamados a seguir a Cristo, de acordo com as habilidades e com as necessidades da comunidade, algumas pessoas são designadas a cuidarem mais de perto de aspectos específicos do Reino, como a música, a celebração da Palavra, a acolhida dos fiéis, a eucaristia, a catequese, entre tantos outros. Todos colaboram para a edificação da comunidade, que é o Corpo de Cristo. “Em verdade vos digo que o servo não é maior que o Senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou”. (Jo 13, 16)

Ministros não-ordenados são escolhidos entre os membros da comunidade, são pessoas idôneas e com boa prática cristã. A maioria, antes de assumir suas funções, recebe uma formação litúrgica que lhes permitem exercer a suas atividades com dignidade e fidelidade.

Os ministros, portanto, são chamados a viver no amor e a espalhar a Boa Nova pelo mundo, cada um a sua maneira. São verdadeiras bênçãos para a Igreja. Iluminados pela luz do Espírito Santo, são sinais de Cristo aos outros pelo testemunho da própria vida e pelo serviço aos irmãos. Irradiam fé, esperança e caridade. Como os doze apóstolos, os ministros são constituídos para assumirem a missão da Igreja no mundo, a fim de trazer novamente ao mundo a salvação.

Nenhum ministério pode acomodar-se numa posição estática: todos - ministros ou não, ordenados ou não - devem participar, cada qual a seu modo da missão da Igreja.  

Espelhados na fé e na entrega da Virgem Santa, e ainda na dedicação de ministros não-ordenados, devemos estar preparados para responder SIM ao chamado de Deus, nos doando inteiramente para a missão. O exemplo de Maria nos mostra que é preciso acolher Jesus em qualquer circunstância. Entender, aceitar e agir segundo a vontade de Deus é viver em plenitude. 

“Como membros de Cristo vivo, a Ele incorporados e configurados pelo Batismo e também pela Confirmação e a Eucaristia, todos os fiéis tem o dever de cooperar na expansão e dilatação de seu corpo, para o levarem quanto antes à plenitude (...) Convençam-se, vivamente, todos os filhos da Igreja de sua responsabilidade para com o mundo... Empenhem-se com afinco na obra da evangelização".  (Decreto Ad Gentes – Sobre a atividade missionária da Igreja)

Irmã Kátia Segateli, Mensageira do Amor Divino,
e Thamara Gomes, leiga

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

27 de agosto - Dia do Psicólogo

No dia 27 de agosto é comemorado no Brasil o Dia do Psicólogo. Nesta mesma data, no ano de 1964, a profissão foi regulamentada através da Lei 4.119/64.  

A palavra psicologia vem do grego: psique (alma) + logos (estudo). Ou seja, a psicologia estuda a alma humana. Durante toda sua história, o homem buscou respostas para questões existenciais. A filosofia sempre se ocupou desta procura por respostas. Mas estas questões, por mais humanas que fossem, diziam respeito ao conjunto da sociedade, à humanidade como um todo.  

Por outro lado, a psicologia buscava não uma definição do homem enquanto ser coletivo, mas sim do homem indivíduo, de suas angústias, suas inquietações.  

Apesar de muitos filósofos e pensadores terem se ocupado da mente humana em seus estudos, foi apenas no século XVI que apareceu pela primeira vez o termo psicologia, quando o humanista croata Marco Marulik publica A psicologia do pensamento humano.  

Ainda assim, um conceito de psicologia, tal como conhecemos hoje, só veio surgir no século XIX, através das formulações de Wilhelm Wundt que, em 1879, criou o primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig , na Alemanha. Suas idéias, porém estavam ainda muito atreladas a conceitos fisiológicos e não avançaram muito.  

Diversas escolas da psicologia foram se desenvolvendo: behaviorismo, psicanálise, Gestalt, desenvolvimentista, humanismo. Cada uma dessas escolas tem uma perspectiva diferente de estudo da psicologia: para os behavioristas é o comportamento, para os psicanalistas é a alma através do inconsciente, para os Gestaltistas, é o homem por meio de sua percepção; e, para os desenvolvimentistas, a relação desenvolvimento / aprendizagem.

Fonte: PortoWeb

E neste dia queremos agradecer e parabenizar às psicólogas que fizeram e que fazem parte da nossa família Oblata. Nossa Gratidão e carinho pela presença tão especial nas nossas vidas e na vidas das mulheres em contexto de prostituição.



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

26/08 - Dia Internacional da igualdade feminina

O Brasil nunca teve uma lei específica que assegurasse à mulher as garantias contra os abusos cometidos em função de sua condição feminina. As diversas Constituições brasileiras revelam o crescimento pelo respeito às mulheres, na medida em que estas foram se fazendo presentes, de forma cada vez mais marcante na sociedade, até atingir o nível atual de igualdade de direitos e deveres legais entre homens e mulheres.

Desde a Independência, em 1822, o país consolidou sete Constituições, entre 1824 e 1988. A primeira, de 1824, é omissa quanto à mulher. Nela prevalecia a vontade masculina; os direitos sociais estavam voltados, exclusivamente, para o homem. A mulher não tinha direito ao voto, muito menos a se candidatar a um cargo público ou a um mandato eletivo, por exemplo. Não possuía direito trabalhista específico, nem proteção a sua condição feminina. Entretanto, com a Constituição Federal de 1988, consolidou-se a igualdade entre os sexos, a proibição de distinções de qualquer natureza, dentre outras vantagens para as mulheres. Como principais avanços relacionados diretamente à mulher, destaca-se o inciso I do art. 5o, que consagrou o sonho de igualdade de direitos e deveres de todas as pessoas, independentemente de cor, raça, sexo etc.: "I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição".

É com base nessa Carta Maior que estão apoiadas todas as leis vigentes no Brasil, sobretudo a lei n? 10.872, de 10/9/2001, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 11/9/2001, estabelece medidas que asseguram a igualdade feminina, vedando sua discriminação e dando providências sobre seu não-cumprimento.

Desde a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, adotada pela resolução no 34/180, assinada pela Assembléia Geral da ONU, em 18/12/1979, o movimento feminista internacional deu visibilidade à violência praticada contra a mulher ao longo dos anos e a tornou pública para todo o mundo na Conferência Mundial dos Direitos Humanos, em Viena, em 1993, quando a ONU declarou que "os direitos das mulheres são direitos humanos" e que "a violência contra a mulher constitui um obstáculo ao desenvolvimento e um atentado aos direitos humanos".

Dessa maneira, e ainda mais pressionados pelos movimentos feministas internacionais, os países passaram a nomear, viabilizar, denunciar e propor políticas para a eliminação da violência contra a mulher.

No Brasil, desde meados da década de 1980, foram criados: delegacias especiais de atendimento à mulher, centros de saúde para dar atenção a mulheres vítimas de violência física e abrigos destinados a mulheres que sofrem violência doméstica. A manutenção desses serviços, porém, exige um esforço permanente do movimento de mulheres junto ao Estado e à sociedade internacional, visto que as sociedades machistas resistem aos novos valores.

Fonte: Paulinas 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vocação Matrimonial: Alicerce do amor e construção de valores

Um dos estados de vida que é santificado por Nosso Senhor Jesus Cristo é o estado matrimonial. Assim como Jesus abençoa um Sacerdote com um Sacramento especial, assim também abençoa o homem e a mulher que se unem para formar uma família. Para isso Jesus instituiu o Sacramento do Matrimônio, ou Casamento. Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne (Gn 2,24); quando Jesus veio ao mundo para nos salvar, elevou este casamento natural à dignidade de Sacramento, ou seja, deu a esta união do homem e da mulher um valor sagrado, com as graças correspondentes para a missão que recebem. 

O matrimônio expressa o amor de Deus por seu povo, que é a Igreja. Assim como Cristo se entregou em sacrifício por amor à Igreja e permanece eternamente fiel a ela, do mesmo modo os esposos se entregam um ao outro totalmente, imitando o amor de Cristo. Ao criar o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, Deus concedeu a eles o dom de constituírem uma unidade a ponto de se tornarem uma só carne, ou seja, realizarem-se como pessoas na dinâmica da doação recíproca. É o chamado que Deus faz ao homem e a mulher para constituírem uma comunhão geradora de vida. A família é assim o celeiro das vocações que, pelo sacramento do matrimônio, participa da missão educativa da Igreja, que é mestra e mãe.

O Sacramento do Matrimônio tem um grande valor para toda a comunidade cristã e, em primeiro lugar, para os esposos, cuja decisão é tão grande que não poderia ser sujeita à improvisação ou a escolhas apressadas.

A partir de Cristo o amor dos casais é elevado à graça de sacramento, isto é, se transforma em fonte de santificação e de salvação na vida do homem e da mulher, um grande bem para a família, para os filhos e para toda comunidade cristã.

A importância da preparação implica um processo de evangelização, que é maturação e aprofundamento na fé. Se a fé está debilitada e quase inexistente (Familiaris Consortio = FC 68), é necessário reavivá-la e não se pode excluir uma exigente e paciente instrução que suscite e alimente o ardor de uma fé viva. Sobretudo onde o ambiente se paganizou, será particularmente aconselhável um “itinerário que recalque dinamismos do catecumenato” (FC 66) e uma apresentação das verdades cristãs fundamentais que ajudem a adquirir ou a reforçar a maturidade da fé dos contraentes. “É desejável que o momento privilegiado da preparação para o matrimônio se transforme, como sinal de esperança, numa Nova Evangelização para as futuras famílias”.

Para isto se faz necessário, antes de tudo, que o casal tenha a compreensão do valor e do sentido da vida humana, entendida sob os horizontes da fé cristã. Como criaturas humanas não somos apenas o resultado de um encontro circunstancial do espermatozóide com um óvulo, mas somos em primeiro lugar uma iniciativa de Deus que se tornou vida humana através do amor dos nossos pais. A Bíblia nos revela que Deus-Pai nos pensou desde sempre e para sempre. Em virtude dos méritos da redenção de Cristo fomos elevados à dignidade de filhos e de filhas de Deus, herdeiros e co-herdeiros da vida eterna. Somos em nossa natureza humana, filhos do tempo e herdeiros da eternidade.

Sem esta compreensão, do sentido e da razão maior da vida humana, o amor cristão entre um homem e uma mulher tem pouca solidez para sobreviver e se realizar através das exigências do existir a dois num mundo marcado pelo relativismo dos critérios do ter, do gozar e do consumir em detrimento dos valores do ético, do ser e do existir.

A família, dentro do plano de Deus, é o lugar privilegiado para semear no coração do homem e da mulher os valores perenes, sejam eles espirituais ou civis. A vida e a história demonstram que é na família cristã, de pai e mãe com os seus filhos, que também se inicia a educação para o valor da vida, de cada vida humana, onde se aprende o valor da liberdade consciente, para o sentido da dor e da morte, e onde forma-se a consciência e as orientações para os verdadeiros valores da vida humana.

A meta do casal cristão é a santificação do matrimônio, santificar-se no  matrimônio e santificar os outros pelo matrimônio. Recordemos o que disse o Papa João Paulo ll: “Os dois bens mais preciosos da humanidade, chamam-se: Família e matrimônio. Por isso,  o futuro da humanidade passa pela família”.


Carlos Emílio
Comunidade Católica Shalom

sábado, 22 de agosto de 2015

22 de agosto - Dia do Folclore

Comemora-se hoje no Brasil, 22 de agosto, o Dia do Folclore. Em alguns estados, como São Paulo, agosto foi instituído o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. E está impresso tanto na alimentação, como na linguagem, artesanato, religiosidade e vestuário de um lugar, região ou país. Na Carta do Folclore Brasileiro "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".

É pelo folclore que o povo entende o mundo onde vive. É através do folclore, que se pode compreender o povo, conhecendo também parte de sua história.As tradições de um lugar podem ser descobertas através da observação da alimentação, do artesanato, da religião, da vestimenta, da música e da dança, da forma de falar, dos ditos populares, dentre outros.

No Brasil, cada região tem seus costumes, tradições e festas específicas. Nossa cultura é muito rica em virtude das influências dos negros, dos índios e dos brancos, que formam nossa raça. Mas além desses, os imigrantes que vieram para nossas terras também trouxeram a cultura, que foram absorvidas por nossa gente. Essas influências surgiram, principalmente, de povos italianos, alemães, japoneses, portugueses, espanhóis, etc.

A difusão da mídia, a moda, as novas tecnologias têm sobrepujado as nossas tradições, as nossas crenças e a cultura popular, de um modo geral. Quem viveu, ou ainda vive, no interior do nosso país, tem o privilégio de vivenciar esses valores tradicionais. Mas, também, já presencia o esquecimento ou extinção de alguns marcos dessas culturas.

A quem culpamos? A televisão? A falta de recursos? A escola? A sociedade?...

Embora o progresso e os novos conhecimentos também sejam inerentes ao caminhar da humanidade, e façam parte da civilização do mundo, é de se lamentar alienação das nossas raízes identitárias.

De todas as perdas, as que me dão mais saudade são as brincadeiras e as histórias populares. Faz tempo que não vejo crianças brincarem de roda, amarelinha, cabra cega, boca de forno, peteca. 

Também não ouço as crianças contarem histórias de papa-figo, lobisomem, saci-pererê, cobras-d'água, bela adormecida. O imaginário das crianças de hoje está povoado de alienígenas, et's, super-heróis, barbies, madonnas, laras crofts.

A escola bem poderia ser o palco de acolhida das brincadeiras e da revitalização dessas culturas, associando o conteúdo escolar tradicional ao universo lúdico infantil. A escola deveria deixar sua imagem carrancuda, que não estimula a criatividade do aluno e estimular mais a manutenção do folcore do nosso país. 

Fontes: Eu Bloggo


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Uma Herança Vocacional - Maria Augusta "Gugu"


MARIA AUGUSTA DE SOUZA
Nasc. 19/11/1934
Fal. 31/05/2009

Chamada Carinhosamente de “Gugu”, Maria Augusta nasceu na cidade de Carnaíba - MG no dia 19 de novembro de 1934. Respondeu ao chamado de Jesus Redentor e ingressou no noviciado Oblata em São Paulo no ano de 1951. Continuou a aprofundar sua vocação e em 14 de dezembro de 1952 fez os primeiros votos; e em 02 de fevereiro de 1958 realizou sua Profissão Perpetua como Irmã Oblata do Santíssimo Redentor.

Irmã “Gugu” era uma mulher de estatura pequena, mas de uma grandeza imensa, seguiu os passos do Redentor nas cidades de Santos, Curitiba, Belo Horizonte, Juazeiro da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. 

Era delicada, humilde, valente, tinha um olhar e palavras cheios de riqueza e alegria. Para todas foi um testemunho de Vida Religiosa Profética, sonhando e lutando por uma vida digna para as mulheres em situação de prostituição em seus 56 anos de Vida Religiosa Oblata.


Para você  o que é seguir Jesus Redentor?
É um chamado para seguir o seu exemplo de vida, dedicado a vida, para os mais pobres, no nosso caso as mulheres. É ouvir o chamado através da oração, das atitudes e das pessoas é buscar a fidelidade dia-a-dia.


O que significa a vida fraterna?
Vida em comunidade é uma atitude de escuta, respeito para cada pessoa em sua individualidade, acolhida e serviço. É viver em ajuda mutua e descobrindo o valor de cada pessoa. A convivência é um desafio cotidiano e é necessário cada dia renovar o primeiro amor e o nosso compromisso. É importante levar para a oração, pois nela que aprendemos como lidar com as pessoas.



O que significa a vida de Oração?
A oração é uma atitude de vida e deve ser encarnada na realidade. A vida de compromisso é oração, a missão é oração. Os momentos fortes de parada, de se questionar a mim mesma e de escutar o que Deus quer é o meu sustento.

O que te sustenta?
É a Fé  renovada cada dia, a esperança a paixão pela missão a qual colaboro através das minhas orações e carinho. Outra coisa que me sustenta e a pertença, a integração e valorização da minha família Religiosa. Esses 56 anos de consagrada é uma vida de doação, de gratidão, ação de graças por tudo que enfrentei e vivi com alegra ate aqui. E sigo com entusiasmo de continuar  vivendo esse chamado.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Vocação Religiosa: A Alegria de Servir

A Vida Religiosa é um dom de Deus para a Igreja e para o mundo. No ano da Vida Religiosa Consagrada, nos perguntamos, quem são os religiosos? São homens e mulheres que livremente decidiram consagrar suas vidas pela causa do Evangelho, através dos Conselhos Evangélicos, que são os votos de Castidade, Pobreza e Obediência. A Profissão dos Conselhos Evangélicos vão na “contra mão” da sociedade moderna, pois o que as pessoas mais buscam para suas vidas é o poder, o prazer e o ter.

Aos olhos dos homens parece ser loucura, no entanto, podemos compreender  o sentido da Vida Religiosa na gratuidade, no serviço  e na doação pela causa do Reino de Deus que se traduz na paixão por Cristo e pela humanidade. Quando andamos pelo país afora e vemos o trabalho silencioso das irmãs e  irmãos nas obras sociais, nos hospitais, nas escolas, principalmente nas periferias, através do acolhimento e da dedicação aos mais sofridos e abandonados da sociedade, resgatando vidas,  restituindo-lhes a dignidade de filhos de Deus,  isto nos faz acreditar na Vida Consagrada Religiosa como sinal  e anúncio do Reino de Deus  aqui e agora. 

O Papa Francisco, quando esteve no Brasil em sua primeira homilia na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, exortou o povo de Deus a ter três simples posturas: ‘conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria’. O que significa para a Vida Religiosa Consagrada viver na alegria? 

O Papa Francisco responde (...) se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. (...)Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. 

Na sua carta “Alegria do Evangelho”, ele nos diz: “Onde estão os religiosos existe alegria”. Somos chamados na Vida Consagrada Religiosa a experimentar e mostrar que Deus é capaz de preencher o nosso coração e fazer-nos felizes sem necessidade de procurar noutro lugar a nossa felicidade, que é a autentica fraternidade vivida nas pequenas comunidades e na vivência cotidiana do Mistério Eucarístico que  alimenta a  nossa alegria.

Este ano da Vida Consagrada, proclamado pelo Papa Francisco, veio nos trazer um novo impulso à Vida Religiosa na Igreja. Através de sua carta aos consagrados, o Papa afirma: Como Dom de Deus, chamados para servir e em especial aos pequenos e pobres, aos que estão à margem, os religiosos são convocados a ir às periferias das cidades trazer esperança e vida para o nosso povo.

Aquele ou aquela que busca dedicar sua vida ao chamado de Deus precisa sair de si mesma para ir às “periferias existenciais”, se encarnar na Boa nova do seguimento de Cristo para levar a alegria e a consolação de Deus para todos, sendo luz e profecia do Reino . Os religiosos são chamados a viver a profecia, sendo sinal, apontando caminhos. Seguir Jesus Cristo, doar a vida a Ele, a serviço do Reino.
Dentro das limitações humanas, nas preocupações, do dia a dia, os consagrados vivem a fidelidade, dão razão  a alegria que vivem, convertem-se em testemunho luminoso, anúncio eficaz, companhia e proximidade para com os homens e mulheres do nosso tempo. 

O termo vocação vem do latim, vocare que quer dizer “chamado”, ou seja, chamado a um desafio, um convite. A nossa vocação fundamental e primeira é a de sermos pessoa humana. Somos chamadas (os) a ser protagonistas e sujeitos de nossa história, a conviver como irmãs (os) uns dos outros, chamadas (os) a viver a palavra do Deus amor, que nos ama e nos chama. Na Igreja vocação é um chamado de Deus para o serviço de seu reino. Alguns homens e mulheres se sentem inquietados e chamados a assumir sua vocação no estilo da vida religiosa consagrada .

A Vocação Religiosa é um dom para a Igreja e um sinal para o mundo. Os religiosos são consagrados a Deus para servi-lo, através dos irmãos e irmãs. Este serviço se dá através de um jeito próprio, ou seja, de acordo com o Carisma de cada Congregação Religiosa e de cada membro da mesma, como um dom, um modo próprio de ser, estar e agir na Igreja e no mundo. Esse dom doado pelo Espírito torna a pessoa apta a realizar determinada missão .

São Homens e mulheres que animados pelo Evangelho e inquietados pelo chamado de Deus, desejam consagrar sua vida totalmente a Deus, numa espiritualidade e missão específica. Chamados a deixar tudo; casa, família, bens, e livremente ingressam numa Congregação ou Ordem Religiosa. Professam os Votos de pobreza, castidade e obediência, procura viver sua consagração batismal numa vida de oração e trabalho. O fundamento da vida religiosa é Jesus Cristo, sendo Ele o Redentor de nossa história e de nosso chamado, torna-se alimento que nutre nossa vida e nos torna testemunhas vivas do seu Reino de amor.

As Congregações Religiosas, Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica são convidadas pelo Papa Francisco a refletirem sobre o tempo de graça que nos é dado viver: Acolher o nosso chamado significa renovar a vida segundo o Evangelho, viver a radicalidade evangélica não é só para os religiosos: mas, a todos os cristãos. Porém os religiosos seguem o Senhor de modo especial, de modo profético. E o Papa, espera de nós esse testemunho. Que sejamos homens e mulheres capazes de despertar o mundo.

Acolher tal magistério significa renovar a vida segundo o Evangelho, não no sentido de radicalidade entendida como modelo de perfeição e, muitas vezes, de separação, mas no sentido de adesão ao encontro de salvação que transforma a vida: Trata-se de deixar tudo para seguir o Senhor. A radicalidade evangélica não é só para os religiosos: mas, a todos os Cristãos. Porém os religiosos seguem o Senhor de modo especial, de modo profético . Aquele ou aquela que busca dedicar sua vida ao chamado de Deus precisa sair de si mesma para ir às “periferias existenciais”, se encarnar na Boa nova do seguimento de Cristo para levar a alegria e a consolação de Deus para todos, sendo luz e profecia do Reino .

Queremos dizer para os jovens que vale a pena deixar tudo pela causa do Reino. Pois quem encontrou o verdadeiro amor e deixou-se encantar por Ele, é capaz de segui-Lo na alegria e na liberdade.

“Sede alegres, porque é bonito seguir Cristo, tornar-se ícone vivo de Nossa Senhora e da nossa Santa Mãe Igreja!” (Papa Francisco)

Ir. Magda Ramalho, Franciscanas da Ação Pastoral,
e Ir. Sirley da Silva, Oblatas do Santíssimo Redentor.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Irmãs Oblatas no program Bem Vindo Romeiro

No segundo dia da 46ª Semana Vocacional realizada pelo Santuário Nacional e pela Rede Aparecida de Comunicação, as Irmãs Sirley Silva e Luiza Pralon participaram  do Programa Bem Vindo Romeiro, onde apresentaram o Carisma e Missão da Congregação e explicaram como é desenvolvido o trabalho com as mulheres em situação de prostituição. Assista na íntegra a participação de nossas Irmãs.


Acompanhe esta 46ª Semana Vocacional  que vai de 16 a 23 de agosto no portal A12.com

Irmãs Oblatas participam da 46ª Semana Vocacional do Santuário Nacional de Aparecida

No último domingo (16), o Santuário Nacional de Aparecida recebeu cerca de 143 mil devotos que participaram da Missa de abertura da 46ª Semana Vocacional e da solenidade da Assunção de Nossa Senhora, presidida por Dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP). 

A Congregação das Irmãs Oblatas se faz presente nesta 46ª Semana Vocacional com a presença das Irmãs Sirley Silva e Luiza Pralon que farão parte da equipe de religiosos e religiosas estarão trabalhando durante a Semana Vocacional com a formação de jovens vocacionados e vocacionadas. 

Acompanhe a presença e testemunho de nossas Irmãs na Rádio Aparecida de 18 a 21 de agosto no programa Ponto de encontro a partir das 13:00 horas, na TV Aparecida todos os dias na Reza do Terço as 08 horas da manhã.

A 46ª Semana Vocacional da Rede Aparecida de Comunicação é uma parceria do Secretariado Vocacional Redentorista com diversas famílias da Igreja Católica do Brasil, com o objetivo de congregar e formar jovens que sentem o chamado à vida religiosa. O evento acontece anualmente no Santuário Nacional e neste ano de 2015, vai de 16 a 23 de agosto. 

Veja a Homilia e mais fotos da Missa de abertura  e acompanhe toda a 46ª Semana Vocacional em: A12.com





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Vocação de Moisés (Ex. 3,1-15)

Vocação de Moisés (Ex. 3,1-15) - 1 Moisés estava pastoreando o rebanho do seu sogro Jetro, sacerdote de Madiã. Levou as ovelhas além do deserto e chegou ao Horeb, a montanha de Deus. 2 O anjo de Javé apareceu a Moisés numa chama de fogo do meio de uma sarça. Moisés prestou atenção: a sarça ardia no fogo, mas não se consumia. 3 Então Moisés pensou: "Vou chegar mais perto e ver essa coisa estranha: por que será que a sarça não se consome?" 4 Javé viu Moisés que se aproximava para olhar. E do meio da sarça Deus o chamou: "Moisés, Moisés!" Ele respondeu: "Aqui estou". 5 Deus disse: "Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, porque o lugar onde você está pisando é um lugar sagrado". 6 E continuou: "Eu sou o Deus de seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó". Então Moisés cobriu o rosto, pois tinha medo de olhar para Deus.

7 Javé disse: "Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. 8 Por isso, desci para libertá-lo do poder dos egípcios e para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel, o território dos cananeus, heteus, amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus. 9 O clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e eu estou vendo a opressão com que os egípcios os atormentam. 10 Por isso, vá. Eu envio você ao Faraó, para tirar do Egito o meu povo, os filhos de Israel".

11 Então Moisés disse a Deus: "Quem sou eu para ir até o Faraó e tirar os filhos de Israel lá do Egito?" 12 Deus respondeu: "Eu estou com você, e este é o sinal de que eu o envio: quando você tirar o povo do Egito, vocês vão servir a Deus nesta montanha".

13 Moisés replicou a Deus: "Quando eu me dirigir aos filhos de Israel, eu direi: 'O Deus dos antepassados de vocês me enviou até vocês'; e se eles me perguntarem: 'Qual é o nome dele?' O que é que eu vou responder?" 14 Deus disse a Moisés: "Eu sou aquele que sou". E continuou: "Você falará assim aos filhos de Israel: 'Eu Sou me enviou até vocês' ". 15 Deus disse ainda a Moisés: "Você falará assim aos filhos de Israel: 'Javé, o Deus dos antepassados de vocês, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó, foi quem me enviou até vocês'. Esse é o meu nome para sempre, e assim eu serei lembrado de geração em geração". 

Vamos Refletir:
Quais são as suas resistências para seguir o chamado de Deus?

sábado, 15 de agosto de 2015

15 de Agosto - Assunção da Virgem Maria

Não há maior glória do que a que recebeu Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus. De seu ventre virginal nasceu o Salvador da humanidade. Por isso, Deus lhe reservou a melhor das recompensas. Terminado seu tempo de vida terrestre, Maria foi "assunta", isto é, levada ao céu em corpo e alma. O que a tradição cristã diz é que Ela nem mesmo morreu, apenas "dormiu". Narra também que foram os anjos Gabriel e Miguel que A levaram ao céu. Deus queria conservar a integridade do corpo daquela que gerou seu Filho.

A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo. No início era celebrada a Dormição de Nossa Senhora. Esta festa veio a ser oficializada para os católicos orientais no século VII com um edito do imperador bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormição foi introduzida também em Roma pelo Papa Sérgio I, de origem oriental. Foi em 687, quando, em procissão, foi até a basílica de Santa Maria Maior, celebrar o Santo Ofício. Mas foi preciso transcorrer um outro século para que o nome "dormição" cedesse o lugar àquele mais explicito de assunção", usado até os nossos dias. 

Em 1950 foi solenemente definido este dogma de Maria, pelo Papa Pio XII. Pela singular importância de Sua missão como Mãe de Jesus, Maria não só foi proclamada Rainha do céu, quando levada para viver ao lado de Deus, mas proclamada Mãe da Igreja, portanto de todos nós. 

Na Assunção da Virgem Maria, vemos a nossa esperança de ressurreição já realizada. Nela a Igreja atinge a plenitude do triunfo final, a vitória definitiva sobre a morte e o mal. Por isto esta festa é uma das solenidades mais comemoradas pelos católicos. Depois da Assunção, Nossa Senhora com maternal benevolência participa com Sua oração e intercessão na obra de seu Filho: a salvação da humanidade. Ela que é a mediadora de todas as graças.

Fonte: Paulinas

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Uma Herança Vocacional deixada para as Oblatas de hoje.


TEREZINHA DE JESUS GONÇALVES
Nasc. 20/07/1930 
Fal. 01/01/2014




Nascida no dia 20 de julho de 1930 na Cidade de Capela Nova, no  interior de Minas Gerais, Tereza de Jesus acolheu o chamado do Senhor para seguir seu caminho na Congregação das Irmãs Oblatas. Fez sua primeira profissão Religiosa em São Paulo no dia 14 de dezembro de 1952, e os votos perpétuos professou na cidade de Belo Horizonte em 16 de março de 1958.



Ir Terezinha, foi uma mulher simples, amante da natureza, tranquila e criativa. Fez um lindo trabalho na comunidade do Borel no Rio de Janeiro, sendo catequista e compartilhando seu dom no artesanato e reciclagem para as mulheres da comunidade. Em seus 61 anos de Vida Religiosa, enriqueceu as Comunidades Oblatas e todos os lugares por onde passou, com sua espiritualidade profunda, olhar terno e personalidade rica e amável.





Para você  o que é seguir Jesus Redentor?
Para mim Seguir Jesus Redentor é abrir o coração para Deus na pessoa marginalizada.  O chamado de Deus é um dom e uma graça que foi cultivada na família, na sociedade e no ideal universal - O Reino de Deus para todas as pessoas. 


O que significa a vida fraterna?
Na vida fraterna e na oração nos alimentamos, é a essência para nos
fortalecer e assumir os riscos da Vida Consagrada hoje.



O que significa a vida de Oração?
É estar voltada para Deus o dia todo, para Ele contar com nossas mãos e nosso coração. Nós temos que partilhar o que temos e
somos para não ficarmos esvaziadas, pois nós servimos a Deus com todo o nosso ser.



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Vocação Cristã: A serviço do Reino

A cada homem, o Senhor reserva um chamado especial. Afinal, ele nos conhece por inteiro, até as profundezas e sabe exatamente o que pode nos realizar no mais íntimo. Este desejo de felicidade plena é saciado dentro do plano de Deus, e o Espírito Santo nos anima a seguir no melhor caminho para que consigamos viver a alegria que só o amor de Deus pode nos dar, tal caminho pode ser esclarecido pela nossa vocação. Você já se perguntou qual é a sua?

Ao ouvir falar de vocação podemos imaginar que isso é coisa de quem quer ser padre, freira ou religioso. Eu que tenho meus estudos, que trabalho para ajudar a sustentar minha família não devo ter vocação. Grande engano! Pois sabia que TODOS NÓS trazemos conosco uma voz de Deus, que nos anima desde quando acordamos até quando dormimos, por vezes através de sonhos.

Toda pessoa carrega consigo um imenso dom muito simples, mas pelo qual devemos agradecer todo dia: a vida, essa é uma vocação de todos dada por Deus para ser vivida da melhor maneira possível. Junto a ela, está a porta da nossa fé, aberta pelo sacramento do batismo: SER CRISTÃO! Todos são pensados por Deus assim, como seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

E como posso fazer para, no meu dia a dia, ser fiel a esta vocação fundamental, na qual todos nós como Igreja procuramos responder, cada um do melhor jeito? É justamente o que procuramos aprender cada vez que nos reunimos em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, seja na participação da Santa Missa, nos encontros e reuniões de pastorais, nos grupos de oração, nas orações e devoções que praticamos como comunidade ou até mesmo sozinhos para um momento a sós com Deus. 

Procuramos ser bons cristãos principalmente porque percebemos algo bom dentro de nós: o próprio Deus. A partir d’Ele, vemos que os mandamentos nos indicam como orientar nossas ações e comportamentos em vista do amor. Sendo assim, não queremos cumprir algumas leis morais, mas antes de tudo agradar ao Senhor que nos chama a viver tudo isso!

Como católicos, todos aqueles que se decidem por abraçar esta vocação cristã e torná-la presente nos seus ambientes de estudo, de trabalho e mesmo no ambiente familiar são chamados de LEIGOS. Na verdade, tal vocação também é a base de qualquer outro chamado especifico que uma pessoa possa descobrir que possui, seja este um chamado à vida sacerdotal, à vida religiosa ou à vida missionária em geral, pois até famílias e leigos podem ser chamados à vida consagrada e à missão!

Se algum de nós ainda não percebeu este chamado de Deus em sua vida, como poderá então fazer para descobrir a sua vocação e procurar corresponder a ela? Pois saiba que uma certeza nós já temos: somos vocacionados como CRISTÃOS, e esta voz de Deus já traz consigo uma meta grande e maravilhosa: a SANTIDADE. Sermos santos não será a perfeição acabada, mas trilharmos esta vida da nossa vocação e, mesmo se cairmos, levantaremos novamente porque Deus no reergue e caminha conosco.

Shalom!

Hugo Mendes da Silva
Consagrado da Comunidade de Vida
Comunidade Católica Shalom

sábado, 8 de agosto de 2015

Feliz Dia do Padre

Queremos homenagear todos os Sacerdotes, que responderam o chamado de Deus para doar suas vidas na missão de acolher, cuidar e transformar vidas. Transfiguram o amor e a misericórdia de Deus para cada um de nós, com o carinho e firmeza de um Pai e amigo.

Feliz Dia!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Uma Herança Vocacional deixada para as Oblatas de hoje

Neste mês Vocacional vamos compartilhar com vocês que nos acompanha, um tesouro precioso deixado por nossas queridas Irmãs que doam e doaram suas vidas na missão Redentora. Anos atrás, fizemos uma pequena entrevista com algumas Irmãs, que nos falaram um pouco sobre o sentido de suas vocações na missão Oblata. Vamos relembrar, sentir saudade e louvar a Deus por cada história linda de vida.




CIPRIANA SUAREZ CONZALEZ
 Nasc. 18/02/1924
                              Fal.2014




Espanhola, nasceu no povoado chamado Quintana de Fon (Espanha) em 18 de fevereiro de 1924. Aos 15 anos, a Jovem Cipriana sentiu o chamado do Redentor e tornou-se postulante Oblata. Em sua caminhada vocacional,
Cipriana aprofundou seu chamado e no dia 15 de agosto de 1942, fez seus primeiros votos à Vida Religiosa Oblata. Em uma vida de entrega, confiança e agradecimento, ela realizou os votos perpétuos na festividade da Imaculada Conceição no dia 8 de dezembro de 1947.

Irmã Cipriana deixou seu pequeno povoado na Espanha para levar o amor e a Redenção por onde passou: Madrid, Tenerife, Ciempozuelos, Ilhas Canárias, Curitiba, Santos e Rio de Janeiro. Uma grande mulher e missionária, de profunda riqueza interior, simplicidade, otimismo e alegria, que se sentia quando ela cantava sua canção favorita “Uiapuru”. Celebrou 70 anos de vida Religiosa na véspera de sua morte, sendo um testemunho vivo de fidelidade criativa e muita alegria.







Para você  o que é seguir Jesus Redentor?
Representa toda uma história em mim, uma seqüência de fatos. 
Eu nunca desisti, sempre persisti, apesar dos desafios, eu nunca desanimei. Ele é tudo na minha vida, nunca duvidei. Nos meus 84 anos, continuo animada.



O que significa a vida de Oração?
A oração é o sustento, a força da minha caminhada. Se não fosse pela oração estaria muito fria e indiferente. Aqui temos  muita oração comunitária e pessoal, onde vamos pedindo força diariamente.


O que significa a vida fraterna?

Além da diferença de caráter de cada uma, procuramos ajudar-nos mutuamente em fraternidade.



O que me sustenta?
O que me sustenta hoje é a oração pessoal e comunitária, pois Deus foi e continua ser tudo na minha vida, e as  pessoas me ajudam, pois sozinha ninguém é nada.



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Vocação Sacerdotal: Um dom a serviço da Vida

Para muitos cristãos católicos, em um tempo conturbado como o que vivemos, cabe-nos refletir sobre a vocação sacerdotal: que é ser Padre hoje? O Papa Francisco tem nos oferecido valiosas reflexões que nos fazem enxergar o verdadeiro sentido do ser Padre. 

O Padre é um homem que, de forma generosa, soube ouvir o apelo de Deus e colocou-se todo inteiro a serviço do Seu povo. Para isso, recebeu da Igreja Católica o Sacramento da Ordem. Enviado para evangelizar o povo de Deus numa determinada comunidade, presta um serviço gratuito e generoso, dando um novo sentido à vida das pessoas através da celebração Eucarística.

Ser Padre é assumir a missão de Jesus, de ser o Bom Pastor para as Suas ovelhas, isto é, para apascentar aqueles e aquelas que estão necessitados de resgate, de cura, de libertação, de orientação, de luz. Como nos lembra o Papa Francisco, o Pastor não é aquele que “apascenta-se a si mesmo” ou que busca realizar seus sonhos pessoais, mas alguém que conduz, orienta e instrui o povo que lhe foi confiado.

Ser Padre é ser pai. Ele tem uma missão de acolher, conduzir, educar, guardar, e de fazer surgir novos filhos para o Senhor. É aquele que tem uma orientação, uma proposta de vida, um rumo seguro a indicar, um amor incomensurável para com os filhos. Esse pai não foge quando há perigo para a vida dos filhos, não os deixa órfãos, mas é capaz até de dar a própria vida para que vivam.

O Padre é um homem de profunda intimidade com o Senhor, que se lança pela fé, ao serviço do povo de Deus. É através dessa intimidade que o Padre se abre para ser enviado para a realidade de um povo. Por isso, além de uma intensa intimidade com Deus, o Padre deve ter uma relação de intimidade com aqueles a quem foi enviado. Não há Padre sem povo e sem intimidade com o Senhor. Como disse o papa Francisco, o Padre precisa ter o 'cheiro das ovelhas', ser ‘pastor no meio do seu rebanho”.

Ser Padre é ser sacerdote. A palavra sacerdote, em sua origem, já indica esse sentido: sacerdote, saciar dos dons do céu, alimentar da graça de Deus. Trata-se de satisfazer a fome do alimento espiritual. Através da celebração Eucarística, o Padre alimenta o seu povo para que continue sua peregrinação aqui na terra nutrido com o alimento do Corpo e Sangue do Senhor, alimento que traz nova esperança, impulsiona para enfrentar os desafios da vida e nos salva.

Quem assume a vocação de ser Padre, tem um coração de servidor, possui uma generosidade tal que é capaz de deixar a família, seus projetos pessoais, suas comodidades e suas próprias vontades para assumir os sonhos de Deus revelados por Jesus. E esses sonhos estão voltados para conduzir e orientar o povo para Deus.

O Padre é um homem ungido do Senhor enviado para acalentar e fortalecer o seu povo. E nesse quesito, ficamos com as palavras do Papa Francisco: “O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo, mas espalha-se e atinge as periferias. O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos outros estão tristes e abandonados. A unção, amados irmãos, não é para nos perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo se tornaria rançoso... e o coração amargo. O bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo; temos aqui uma prova clara. Nota-se quando o nosso povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, as periferias onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé”.

Portanto, o jovem que almeja colocar-se no caminho para ser Padre, deve ter, desde o início do seu processo de formação, a disponibilidade para servir como Jesus. Para isso é preciso ter uma profunda intimidade com o Senhor para poder alimentar o Seu rebanho como um Pastor que conhece cada ovelha, que carrega o seu cheiro.

Padre, pastor, pai misericordioso, sacerdote, servidor, ungido do Senhor que acalenta, impulsiona, traz nova esperança para o povo de Deus: homens audaciosos que arriscam a própria vida e fazem a diferença. Ser Padre, é gastar-se gratuita, alegre e generosamente a cada dia como dom a serviço da vida.

Pe. José Torres, CSsR.
Secretariado Vocacional Redentorista

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Dia do Padre/Pároco - 4 de agosto

O Dia do Padre é celebrado oficialmente a 4 de agosto, data da Festa de São João Maria Vianney, desde 1929, quando o papa Pio XI o proclamou "homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico".

Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus.

João Maria Vianney, nasceu na França, em 1786. Depois de passar por muitas dificuldades por causa de suas poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. O bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, pois achava que sua capacidade intelectual era muito limitada para dar conselhos.

Ele foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom e, confiando nele, o preparou para o sacerdócio. Padre Balley, outra vez inspirado, acreditou que o dom de seu auxiliar era justamente o do conselho e o colocou a serviço do confessionário. Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero, sua fama de conselheiro correu por todo o mundo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também como o Cura d'Ars, mais tarde, foi o pároco da cidade onde morreu, em 1859.

São João Maria Vianney, canonizado por Pio XI em 1925, é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa" (1Cor 1,28) .

O padre entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um "pai" (padre) à semelhança de Cristo, que amou e deu sua vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca hesita, tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para a missão que lhe é designada.

A vida simples e a simplicidade dos ensinamentos de Jesus Cristo são o fundamento do seu ministério, único parâmetro e exemplo a seguir. A sua tarefa é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. É o padre que, por meio do Evangelho, leva os seres humanos a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, é pessoa que nasce com esse dom e logo cedo, ou no momento oportuno, ouve o chamado do Pai para se consagrar a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Deus.

Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, ele é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, é um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita, dessa Igreja missionária, que não sobreviveria sem o sacerdote, como afirmou o próprio Jesus Cristo, seu fundador pela Paixão por nós.

Sua missão é construir comunidades, entender a alma humana e perdoar os pecados, evangelizar, unir e alimentar a comunidade por meio da Eucaristia. Confia nas palavras de Lucas 21,15 "(....) eu vos darei palavras tão acertadas que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater - e é verdadeira testemunha da fé, por sua oração, sacrifício e coragem cristã.


Fonte: Paulinas

sábado, 1 de agosto de 2015

Vocação Humana: Viva e deixe o outro viver

O chamado a vida é a primeira e fundamental vocação que recebemos de Deus.  A existência de cada pessoa humana é fruto do amor criador do Pai e de sua palavra geradora, que é um apelo, chamando-nos para viver. Ao nos criar, Deus coloca em nós um sopro de vida (Gn 2, 7) e nos oferece todas as condições para vivermos com dignidade (Gn 1, 29; 2,9). 

Como dom gratuito de Deus, nossa vida também deve ser sinal de gratuidade, generosidade e amor com os irmãos e irmãs. Neste sentido a vocação humana é um mistério de predileção e absoluta gratuidade do Pai. Ao nos criar Deus nos colocou junto de todas as outras criaturas. Mas como Imagem e Semelhança de Deus, o ser humano recebeu a missão de cuidar e continuar a obra da criação. Deus nos dá toda liberdade diante da criação, mas também somos convocados, interpelados a respeitar os nossos semelhantes e todas as outras criaturas, que também são sinais da graça e do amor de Deus.

A nossa resposta a esse presente de Deus é faze-nos pessoas cada vez mais humanizadas, assumindo nossa vida e história como vocação. Devemos estar conscientes de que: a vida é um mistério oferecido, para ser desvendado. Aceitá-la é, portanto, iniciar um processo de descobertas, pois, não nascemos por acaso, não viemos ao mundo por acaso. 

Tornamo-nos responsáveis pelo nosso crescimento e por nossa salvação. “Viver é sinônimo de mudança constante”.  Sabemos que Deus chama cada pessoa a uma vocação específica, porém há uma vocação que é básica a todo ser humano; ser quem somos..., ou seja, sermos humanos, este é o princípio vocacional. E quando falamos em vocação cristã ou vocação religiosa, está dentro a vocação básica (primeira), sermos parte da humanidade. 

Como somos pessoas em constante construção, para ser humanidade precisamos ir nos humanizando, esta é uma tarefa fundamental, isto é, as pessoas foram criadas para se criarem. Estruturadas e capacitadas para nos construirmos como pessoas. Assim, a grande tarefa que nos é proposta é a nossa humanização, a qual não pode acontecer sem a nossa participação no processo.  

E essa caminhada do desenvolvimento humano, que ocorre em etapas, vai pedindo um sentido. Assim a capacidade de raciocinar e refletir mostra que cada pessoa é chamada a construir sua identidade, elaborando um projeto de vida. Temos vários exemplos nos ensinamentos de Jesus que se orientava no sentido de interpelar as pessoas a realizar os seus talentos, ou seja, a ser fiel às suas possibilidades de humanização.

“Na verdade, a base da divinização da pessoa é a sua própria humanização. Em outras palavras, as pessoas terão uma interação orgânica tanto mais profunda com as pessoas divinas, quanto mais se humanizarem no seu processo histórico. O processo da humanização capacita o coração da pessoa para acolher os outros como irmãos, condição essencial para comungar na Família Divina”. 
Na medida em que se humaniza, a pessoa torna-se humilde, verdadeira, reconhecedora de seus erros. Não julga os outros e muito menos as culpa pelos seus fracassos. Pelo contrário, o caminho percorrido para tornar-se de fato humano, leva a pessoa a ser amável e serena nas relações com os irmãos e irmãs. 

As pessoas revelam-se através das relações. Quando comunicamos significativamente com os outros, estamos nos estruturando como pessoas e passamos a compreender de modo progressivo a realidade das pessoas com as quais nos relacionamos, e pouco a pouco vai se criando uma reciprocidade. A pessoa humanizada sabe que a amabilidade, é a grande arma para desmontar a agressividade. Ter a gentileza de dar a primazia ao outro é uma atitude que gera comunhão.

Assim, a dinâmica das relações é fundamental para as pessoas se estruturarem e se conhecerem mutuamente. É através das relações que a nossa realidade espiritual aprofunda e se fortalece, nos fazendo emergir e crescer em nossa identidade fundamental. Podemos dizer que os seres humanos vão emergindo e encontrando a sua plenitude através da dinâmica das relações, pois são criados à imagem e semelhança de Deus, um Deus comunidade. 

Portanto, através das relações, as pessoas descobrem a sua realidade de ser único, original, irrepetível e capaz de viver em comunhão consigo mesmo, com os outros, com o mundo e com Deus. E dessa forma ele é capaz de viver e ao mesmo tempo possibilita que o outro possa viver. E dentro desse processo treina-se a arte de facilitar a realização das outras pessoas, procurando aceitá-las por serem o que são, e não por fazerem o que gostariam que elas fizessem. Esta pessoa procura comunicar sempre numa linha de verdade e autenticidade. Por outras palavras, quando se vive o amor e a comunhão acontece a reciprocidade amorosa. A bíblia une sempre o amor a Deus com o amor aos irmãos e irmãs, reconhecendo que os outros/as são dons de Deus. 

Graças à sabedoria que nos vem da Palavra de Deus, nós sabemos que a nossa plenitude nem sequer pode acontecer sem os outros. É o próprio Espírito Santo que nos incorpora na Família de Deus (Rm 8. 14-17) . São Paulo diz que o Espírito Santo é o próprio amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5. 5) . É ele que nos ajuda a caminhar de modo seguro nesta arte delicada da nossa humanização, condição essencial para sermos divinizados/as com Cristo. E assim vivermos nossa vocação de evangelizadores, anunciadores de Jesus Cristo Ressuscitado.

"Diante de ti ponho a vida e ponho a morte, mas tens que saber escolher: Se escolhes matar, também morrerás; se deixas viver, também viverás.  Então viva e deixa viver (Dt. 30 ...)".


Ir. Sirley da Silva, Oblatas do Santíssimo Redentor